KAPITTEL 5: HYPOTESER OG ET UVENTET FUNN
5.2 F ACEBOOK SOM EN TRUSSEL FOR PERSONLIGE RELASJONER
No primeiro capítulo da presente dissertação abordámos a problemática da Sociedade da Informação e do Conhecimento, suas implicações na Escola e, mais especificamente, na biblioteca escolar.
Seguiu-se uma reflexão sobre o desenvolvimento de competências dos alunos, nomeadamente competências de leitura e literacia(s), com particular relevo para a pesquisa da informação. Nesta perspectiva, procurámos pôr em evidência três pilares básicos para o desenvolvimento das referidas competências: o papel da Biblioteca Escolar (BE); a articulação entre o trabalho das equipas da biblioteca (coordenador da BE e professores) e os restantes docentes; e ainda o envolvimento das famílias, quer na promoção dessas competências, quer na sua colaboração com a escola e a BE.
A literatura na área tem demonstrado a importância destes três pilares, realçando os efeitos positivos nas aprendizagens dos alunos. A este propósito é importante salientar as palavras de Barroco (2002):
[…] “a escola exerce primordial importância. Dentro desta, as bibliotecas escolares aparecem indubitavelmente como um recurso privilegiado para a aquisição da competência de leitura e consequente combate à iliteracia, na medida em que fornecem aos alunos, futuros cidadãos, diversas fontes de informação, bem como as formas de as tratarem, desde a sua busca à selecção criteriosa.” (p.14).
Um outro autor, Silva (2002), defende que as dinâmicas da BE deverão criar condições de acesso e desenvolvimento de estratégias para o acompanhamento e a formação dos seus utilizadores, destacando que é através da leitura que o aluno assimila informação, reflecte sobre ela e a utiliza. Por outro lado, “aprende modelos de comunicação, dialoga com outras épocas e culturas, com os outros e consigo próprio, visando a sua inserção no mundo, confronta e revitaliza experiências, conhecimentos, para agir activamente sobre si e intervir na vida da comunidade” (p. 466). Este autor salienta ainda que as escolas devem dinamizar a BE, tornando-a um centro de formação e um ponto de referência indispensável ao “desenvolvimento da leitura, na Escola e ao longo da sua vida” (p. 466).
61 Também Graça (2005) refere que o mais preocupante nas BE “não é tanto o número de volumes aí existentes, mas a sua dinamização. O objectivo principal, numa Biblioteca Escolar, deverá ser o apoio a prestar aos jovens utentes nas necessidades que evidenciem (nomeadamente no seu apoio às aulas e às aprendizagens, em geral) e na preparação e motivação para a leitura e a pesquisa de informação, pois isso irá, mais que tudo, incutir-lhes formação e marcá-los com competências que lhes serão indispensáveis pela vida fora.” (p. 160). No mesmo estudo, Graça refere que o nosso país
“é um dos mais mal cotados em quantidade de Bibliotecas e sobretudo no número de volumes que elas contêm, e nas consequências que isso acarreta. Isto apesar de já se ter compreendido […] que é intensa a relação entre a Biblioteca e as aprendizagens dos alunos, e que a melhoria no funcionamento das Bibliotecas constituiria um desempenho mais relevante dos alunos, na escola, e mais sucesso institucional e educativo.” (p. 159).
No que diz respeito ao equipamento/dotação da BE, não podemos ignorar que a falta de qualidade do mesmo pode contribuir para o “insucesso escolar e educativo dos alunos, já no presente, e, quando adultos, para a sua falta de gosto e motivação para a leitura e insucesso em literacia.” (Graça, op.cit, p. 159).
Contudo, e apesar de o Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares (RBE) disponibilizar um conjunto de instrumentos que permitem aferir o desempenho da BE ao nível das aprendizagens dos alunos, bem como o impacto que exerce nos resultados escolares, são escassos os instrumentos, normalizados e validados, construídos especificamente para a população escolar do 1º CEB.
A este propósito, também Lino (2002, citado por Barroco, 2004) refere que a BE é um espaço propício à aprendizagem, onde são delineadas estratégias e actividades que contemplam a leitura e a literacia como prioridades:
“ A leitura está intimamente ligada com a formação dos indivíduos. Ela é para o espírito, “a mais nobre das distracções, sobretudo a mais enobrecedora, pois só a leitura e o saber conferem „as boas maneiras‟ do espírito. Há que lutar contra o comodismo em que a nossa sociedade se encontra relativamente a ela – como confirma, por exemplo, o Estudo de Eduardo de Freitas e outros, ao apurar que 92% dos inquiridos, ao serem
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interrogados sobre se gostariam de melhorar as suas capacidades de leitura, consideraram que o que sabem já lhes é suficiente.” (p. 466).
Constituindo a BE um pólo dinamizador da Escola, enquanto espaço de acesso aos mais variados recursos, e sendo estes fundamentais para o sucesso educativo dos alunos, cabe aos órgãos de gestão pedagógica e administrativa definir o seu papel no contexto da organização escolar e a relação que deve desenvolver com a Comunidade Educativa. A importância do desenvolvimento de capacidades de aprender a aprender é um desafio hoje assumido por todos – docentes, pais, cidadãos em geral. Sobre este assunto salientamos as palavras de Graça (2005):
“Mais que fazer com que os alunos aprendam isto ou aquilo (por mais que isso seja importante), há que desenvolver os maiores esforços para que eles desenvolvam competências para que, uma vez alterados os conhecimentos que hoje lhes são dados como actuais, eles não se sintam embaraçados e consigam adaptar-se, aprender de novo, reaprender e integrar-se nos novos padrões de conhecimento instituídos.” (p. 12).
É nesta linha de pensamento que assumimos que a BE pode constituir um suporte estratégico e dinâmico deste novo desafio, se tivermos consciência do seu papel dentro da escola.
Conforme o prescrito no Manifesto das Bibliotecas Escolares da UNESCO (1999), a missão da BE cumpre-se quando “disponibiliza serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitem a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação.” (p.1).
Conscientes desta realidade, e face às considerações já efectuadas na parte teórica, delineámos os objectivos do nosso estudo, que apresentamos de seguida.
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