Cruz, ST; Palma, SW; Medina, VB; Kirchner, RM; Bohrer, CT; Dallepiane, LB
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UFSM - Universidade Federal de Santa Maria [email protected]
Objetivos
Analisar a associação entre fatores sociodemográficos e excesso de peso em idosos do interior do estado do Rio Grande do Sul.
Métodos
Participaram do estudo 424 idosos independentes funcionais de Palmeira das Missões, RS. A amostra calculada considerou uma margem de erro de 5%.1 A seleção destes indivíduos foi realizada através de sorteio aleatório dos domicílios com cobertura dos bairros da cidade. Os dados sociodemográficos (sexo, idade, escolaridade e renda) foram coletados no período de 2010 a 2011 através de questionário estruturado, o peso em quilogramas (Kg) foi verificado com a utilização de uma balança com capacidade máxima de 180 kg. A estatura foi aferida em centímetros com auxílio de um estadiômetro portátil, tendo o indivíduo ficado em posição ereta, com os braços estendidos para baixo e pés unidos. O índice de massa corporal (IMC)² foi calculado utilizando-se a equação peso (Kg) dividido pela estatura (m) elevada ao quadrado. Os dados foram processados em uma planilha do excel e analisados no software estatístico StatisticalPackage for the Social Scienses (SPSS) versão18.0. A metodologia de análise foi a estatística descritiva e o teste de Qui-Quadrado. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade Federal de Santa Maria, sob o número da C.A.A.E. 0135.0.243.000-10. Após a concordância, os participantes da pesquisa assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Resultados
A amostra compreendeu 424 idosos com idade média de 70,83 ± ±;7,8 anos, sendo 31,6% (n=134) do sexo masculino e 68,4% (n=290) do sexo feminino. Na sua maior prevalência incluídos na faixa etária de 60 a 69 anos (50,2%,n=213), com renda de um a dois salários mínimos (SM) (68,4%, n=290). O IMC foi classificado em menor que 27kg/m² (sem excesso de peso) e maior ou igual a 27kg/m² (com excesso de peso). Do sexo masculino prevaleceu o IMC &le<27kg/m² representando 54,5% dos idosos (n=73) e para o sexo feminino o IMC &ge≥27kg/m² compreendendo 53,8% (n=156). Quanto a faixa etária de modo geral ficou evidente o excesso de peso, no entanto, quando separado por faixa etária, o excesso de peso prevaleceu dos 60 aos 69 anos enquanto que, a partir dos 70 anos o excesso de peso não foi maioria, embora não foi estatisticamente significativo (p<0,08). A escolaridade foi categorizada em menos de 5 anos de estudo e 5 anos ou mais. A maioria dos idosos com 5 anos ou mais de estudo apresentaram IMC &ge≥27Kg/m² (n=99, 58,6%) e para os idosos com menos de 5 anos de estudo prevaleceu o IMC &le<27Kg/m² (n=137, 53,7%). Foi encontrada diferença significativa quando comparados os valores de IMC com a escolaridade dos idosos apresentando valor de p<0,01, mas quando comparados com sexo, idade e renda mensal não houve diferença significante (p=0,06, p=0,08 e p=0,32 respectivamente).
O excesso de peso foi prevalente dos 60 aos 69 anos de idade e para o sexo feminino. A associação foi positiva entre excesso de peso e escolaridade.
Referências
1. Barbetta PA. Estatística aplicada às ciências sociais. 7ª ed. Florianópolis: UFSC; 2007.
2. NSI - THE NUTRITION SCREENING INITIATIVE. Incorporating nutrition screening and interventions into medical practice. a monograph for physicians. Washington, D.C. US: American Academy of Family Physicians. The American Dietetic Association. National Council on Aging Inc; 1994.
Palavras-chave: idosos; IMC; sobrepeso; envelhecimento; Nutrição
ASSOCIAÇÃO ENTRE HÁBITOS DE SONO E EXCESSO DE PESO EM PRÉ-ESCOLARES
Gonçalves, JS; Haider, JCC; Borba, CS; Pena, D; Brum C; Minossi, V1
IC - Instituto de Cardiologia do RS [email protected] Objetivos
Investigar a relação entre hábitos de sono e o excesso de peso em pré-escolares.
Métodos
Trata-se de um Estudo Transversal com alunos de uma pré-escola localizada na cidade de Porto Alegre, no sul do Brasil. Foram incluídas crianças de 0 a 6 anos de idade, de ambos os gêneros, regularmente matriculados, cujos pais e/ou responsáveis concordaram em participar do estudo, através da assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, sob número 4640/2011. Após a assinatura do TCLE e a inclusão do aluno do estudo, foi realizado juntamente com os pais/ responsáveis um questionário sobre hábitos e estilo de vida , contendo informações sobre história familiar, de alimentação e atividade física.Para a investigação dos hábitos alimentares, foi entregue um questionário de frequência alimentar – QFA , devidamente validado para a população em estudo. Para avaliação do hábito de sono foi utilizado o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburg (PSQI-BR), que foi adaptado para o estudo de acordo com a população estudada. O questionário empregado foi publicado originalmente por Buysse et al. (1989) e contêm 10 questões, sendo que algumas possuem subdivisões, de até dez sub-itens. Este questionário é baseado em 7 componentes de avaliação. Todas as crianças foram submetidas ao exame antropométrico. O peso foi medido com o mínimo de roupa possível, descalços com balança pediátrica digital infantil utilizada para crianças menores de 2 anos ou com até 16 kg e balança plataforma digital para pesar crianças maiores de 2 anos. Para mensuração da estatura, a criança deveria estar descalça e sem adornos na cabeça. Para crianças menores de 2 anos o comprimento foi medido através de um infantômetro ou pediômetro. Para a estatura de maiores de 2 anos foi utilizado um estadiômetro digital. Para análise do estado nutricional, foram obtidas as medidas antropométricas de peso e altura para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) de acordo com as normas do SISVAN (2004) de acordo com faixa etária, sendo divididos em crianças menores e maiores de 2 anos de idade . A análise foi realizada através do programa estatístico SPSS versão 18.0.
Resultados
A amostra foi composta por 149 indivíduos com idade média de 3,4 anos, sendo 50,4% do sexo masculino e 49,6% do sexo feminino. Destes 53,4% apresentavam algum grau de sobrepeso. Em relação ao hábito de sono 89% apresentaram uma boa qualidade de sono e 11% uma má qualidade. A média de sono por noite foi de 7 horas. O estudo não mostrou associação significativa entre qualidade de sono e estado nutricional. Sobre os hábitos alimentares, as crianças realizavam em média 5 refeições diárias, não havendo relação estatisticamente significativa com a qualidade de sono.
É possível observar que o encurtamento do tempo de sono está associado à obesidade em crianças de idade pré-escolar. A modificação do padrão de sono pode levar a desajustes endócrinos que induzem ao aparecimento da obesidade.
Referências
Kohatsu ND, Tsai R, Young T, Vangilder R, Burmeister LF, Stromquist AM, et al. Sleep duration and body mass index in a rural population. Arch Intern Med 2006; 166:1701-5.
Slater B, Philippi ST, Marchioni DM, Fisberg RM. Validação de questionário de freqüência alimentar – QFA: considerações metodológicas. Rev Bras Epid 2003, 6 (3): 200-8.
Buysse DJ, Reynolds CF, Monk TH, Berman SR, Kupfer DJ. The Pittsburg Sleep Quality Index: a new instrument for psychiatric practice and research. Psychiatry Res 1989; 28 (2): 193-213.
Brasil. Vigilância alimentar e nutricional - Sisvan: orientações básicas para a coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
Nerbass FB, Anderse ML, Tufik S. Efeito da privação de sono no sistema cardiovascular. Rev. Soc. Cardiol. 2010; 20 (4): 461-7. Palavras-chave: sono; obesidade; crianças; nutrição; hábitos alimentares