6.5 Future perspectives II: how to study myokines
6.5.2 EPS and co-culture
SILVA, B. S.; SILVA, A. L. S. A. C.; ROCHA, G. S.; BARROSO, S. G.
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UFF - Universidade Federal Fluminense [email protected] Objetivos
Avaliar parâmetros bioquímicos dos idosos atendidos no ambulatório de nutrição no município de Niterói. Colher histórico clínico. Métodos
Foi realizado estudo transversal com idosos atendidos no ambulatório de nutrição no município de Niterói. Participaram da pesquisa 52 idosos, com 60 anos ou mais, de ambos os sexos. Os idosos que se recusaram a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foram excluídos da amostra. Foram coletados dados de variáveis sociais, bioquímicas e clínicas através da ficha cadastral do ambulatório aplicada pelos pesquisadores. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense sob o protocolo 0084.0.258.000-0713343513.2.0000.5243. Os idosos levaram para consulta os exames laboratoriais realizados no Hospital Universitário Antônio Pedro e para análise foram considerados os resultados dos últimos seis meses, sendo utilizados: glicemia em jejum, colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeo,hemoglobina, hemácias, hematócrito, VCM, HCM. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software GraphPad inStat®, versão 3.1 e empregou-se o Teste Exato de Fisher, com nível de significância de 5%.
Resultados
Foram entrevistados 52 idosos, sendo 82,7% mulheres e 17,3% homens. Verificou-se que a idade variou entre 60 e 90 anos e a média foi 75,25±6,426. Em relação às variáveis sociais, 88% faziam uso de medicamentos diariamente, sendo que 44% faziam uso de 4 a 6 medicamentos. A maior parte não era tabagista e etilista (86,5% e 82,7%, respectivamente). Os não praticantes de atividade física correspondiam a 71,1%. A média da glicemia nas mulheres apresentou-se acima do valor ideal (105,60±29,050) e nos homens dentro do recomendado (95,25±15,990). Quanto ao perfil lipídico, os parâmetros de CT encontraram-se dentro da faixa ideal (174,90±49,500 mg/dL), o LDL estava ideal nos homens (85,27±16,210 mg/dL) e desejável nas mulheres (104,70±36,300 mg/dL). Quanto ao HDL, a média nos homens (42,01±7,374 mg/dL) estava dentro da normalidade, enquanto nas mulheres abaixo do ideal (46,29±12,490 mg/dL). Os valores de triglicerídeos mostraram-se limítrofes nas mulheres (165,50±89,60 mg/dL) e ideal nos homens (106,80±46,160 mg/dL). Ambos os gêneros estavam dentro do normal para hemograma completo, exceto hemoglobina que nas mulheres mostrou-se abaixo da referência. Os idosos que apresentaram todos os exames laboratoriais constituíram 65,4% (n=34), enquanto 11,5% (n=6) estavam incompletos. Este dado reflete que muitos idosos não levaram ou não possuíam exames laboratoriais recentes. A distribuição das doenças foi agrupada de acordo com a CID10. As mais prevalentes foram do aparelho circulatório, a hipertensão correspondendo a maior parte, 78% (n=41). Em segundo as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, com prevalência de DM2 em 32,7% dos idosos (n=17) e hipercolesterolemia em 19,2%
(n=10). Outro grupo prevalente foi das doenças do sistema nervoso, sendo o alzheimer mais prevalente, acometendo 21,2% (n=11).
Conclusão
A maioria dos idosos apresentava desvios clínicos, como dislipidemia, diabetes e hipertensão, o que demonstra necessidade de acompanhamento nutricional para adequar hábitos alimentares na prevenção e controle das DCNT. Mediante estas considerações o levantamento de outras variáveis como sedentarismo, tabagismo, etilismo e medicamentos foi imprescindível para observar as possíveis interferências destas nas alterações clínicas e laboratoriais apresentadas pelos idosos.
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Palavras-chave: Idoso; Avaliação bioquímica; Doenças crônicas; Exames laboratoriais