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9.6 Experiment 5: Data Storage and Computation TimeTime
Em relação ao aspecto físico, o volume II da 6ª série apresenta as mesmas características do livro de 5a série. Já os conteúdos são divididos em 8 (oito) unidades subdivididos em 28 (vinte e oito) capítulos.
A aritmética é tratada nos capítulos 1,2 e 4, onde: Capítulo 1: Números Inteiros.
Capítulo 2: Números Racionais. Capítulo 4: Potenciação e radiciação.
A geometria é apresentada nas unidades 2 (dois) – ângulos e retas – e 5 que estuda o conteúdo de áreas. É nesse volume que os autores introduzem a álgebra utilizando para isso o conteúdo de equações e inequações.
É interessante destacar nesse livro que o conteúdo é enfatizado em duas unidades distintas: a unidade 7, denominada de Aritmética aplicada, e unidade 8, denominada de Estatística que tem como foco a análise de gráficos.
À semelhança do livro da quinta série grande parte dos assuntos é abordada por meio de problemas. As situações apresentadas buscam mostrar alguma situação do cotidiano que se relaciona ao conteúdo a ser estudado (fig.27-8).
Figura 27: Diferença entre as temperaturas de duas cidades distintas brasileiras, p. 10.
O autor, quando não utiliza situações-problema para introduzir os assuntos a serem estudados, utiliza outros artifícios, como por exemplo, a relação entre os pontos de uma reta e sua representação numérica. (fig.29).
Figura 29: uso da reta para o estabelecimento do conceito de número oposto, p. 17.
Observamos que, desse modo, o aluno tem a oportunidade de “visualizar” o conceito apresentado. Outro ponto a ser destacado, se refere à classificação dos exercícios utilizados na introdução de alguns capítulos que tratam da aritmética, utilizando a conceituação de Dante (2001), em sua maioria podem ser definidos como exercícios de reconhecimento (fig. 30).
Figura 30: Exercício apresentado para fixação de conceitos envolvendo números inteiros, p. 18.
Esse tipo de exercício busca inicialmente a fixação de conceitos. Além desses, foram utilizadas também, envolvendo algoritmos (fig. 31), estes têm por objetivo levar o aluno a treinar os cálculos, fixando as operações (fig. 32).
Figura 31: Exercício que trabalha a fixação da soma de números inteiros, p. 32.
Figura 32: problemas envolvendo média, p. 118.
Nesse volume, os autores procuram envolver o cotidiano em problemas. A seguir, destacamos como exemplo, uma situação envolvendo o tratamento da informação (interpretação gráfica)e o conteúdo de porcentagem (fig. 33).
Figura 33: problemas envolvendo porcentagem e interpretação gráfica, p.268.
Observamos que esses exercícios buscam mostrar ao aluno questões que fazem parte do seu dia-a-dia. Essas, quando questionadas, podem levar o aluno a refletir de modo crítico sobre as situações que vivenciam em seu meio e que são importantes para fazer da Matemática um instrumento que auxilia na formação cidadã do indivíduo, pois não podemos deixar de considerar que “A Matemática caracteriza-se como uma forma de compreender e atuar no mundo e o conhecimento gerado nessa área do saber como um fruto da construção humana na sua interação constante com o contexto natural, social e cultural” (BRASIL, 1998a, p. 26)
O cálculo algébrico é introduzido, no capítulo 20 (Noções iniciais de álgebra), através de exemplos e definições. Não são utilizados nesse momento situações problemas, todas as atividades são de reconhecimento ou algoritmo.
As equações são exemplificadas e, posteriormente, problematizadas e definidas na seguinte forma: “Equação é uma sentença Matemática contendo uma ou mais incógnitas expressa por uma igualdade” (p. 180). As atividades propostas nesse capítulo envolvem basicamente a representação, a identificação e a resolução por algoritmos (fig. 34).
Percebemos no tratamento desse assunto, que a resolução de equações não é abordada por meio de problemas. Para isso, os autores usaram no livro a expressão “passos de resolução”, que nada mais é do que a exemplificação dos princípios da igualdade. Para utilizar esses passos, eles usaram o termo “desfazer”, conforme o exemplo ilustrado abaixo (fig. 35).
Figura 35: Exemplo apresentado para a apresentação da resolução de uma equação por meio do termo desfazendo, p. 183.
Destacamos que os problemas só foram apresentados posteriormente no capítulo 22 (vinte dois), e foram separados conforme as seguintes características:
A. Dobro, triplo ou quádruplo da incógnita. B. Frações com incógnita.
C. Com opção na escola da incógnita. D. Com detalhes na escolha da incógnita. E. Equações aplicadas às sucessões de números. F. Equações aplicadas à geometria.
O conteúdo de inequações é apresentado à semelhança do conteúdo de equações: primeiramente as propriedades (que são definidas) e a seguir, a resolução, por meio de exemplos. Na abordagem desse conteúdo não foram usados problemas e mesmo nas atividades propostas os problemas foram poucos, num total de 6 (seis).
Para finalizar a análise desse volume, tratamos do conteúdo de geometria que foi enfocado de forma intuitiva e experimental. Sua fixação é dada por meio de exercícios de reconhecimento e de algoritmo (fig. 36).
Figura 36: Exercícios de reconhecimento, p. 81-84.
A análise desse livro em relação às novas tendências de ensino mostra que a História da Matemática foi abordada na forma de textos, mas não foram observadas situações que envolviam o recurso de jogos e a etnomatemática.
As atividades lúdicas foram poucas e traduzidas por meio de desafios, colocados ao final dos capítulos. A Resolução de Problemas foi visualizada, mas no conteúdo algébrico, foi apresentada em separado.
Ressaltamos que nos volumes destinados à 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, as propriedades numéricas e os cálculos mentais são largamente exploradas e, no entanto, pouco solicitadas em atividades diferenciadas, como por exemplo, em problemas. Ressaltamos também, que esses volumes diferenciam-se daqueles publicados em 1982 porque, apesar de apresentarem vários exercícios de algoritmo e muita linguagem técnica, têm a preocupação de buscar situações que podem ser relacionadas ao cotidiano do aluno.