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Experience and management of mental health care to patients with a refugee

5. Discussion

5.1.1 Experience and management of mental health care to patients with a refugee

Em novembro de 1970, os sócios de três das oito maiores empresas de contabilidade, escreveram cartas ao AICPA, Presidido por Marshall S. Armstrong, em que criticavam o

desempenho do APB. As três empresas deram um forte sinal de que não tinham mais confiança no APB. As cartas foram escritas por Ralph E. Kent, o sócio-gerente da Arthur Young & Company; Harvey E. Kapnick, o presidente da Arthur Andersen & Co.; e Robert Trueblood, o presidente do grupo de política de Touche Ross & Co4 (ZEFF, 2014a).

O AICPA formou dois comitês especiais nesse cenário de crise (ZEFF, 1999). O primeiro, foi o Grupo de Estudos para o Estabelecimento de Princípios Contábeis (Comitê de Wheat), presidido por Francis M. Wheat, um ex-comissário da SEC e um crítico de longa data da profissão contábil. O segundo grupo, "O Grupo de Estudos sobre os Objetivos de Demonstrações Financeiras", presidido por Robert M. Trueblood, sócio-gerente da Touche Ross & Co (WOLK, DODD; TEARNEY, 2004). O primeiro grupo reuniu-se para recomendar melhorias no processo de estabelecimento desses princípios. Em seu relatório o comitê propôs um órgão independente em tempo integral conhecido como Financial Accounting Standard Board (FASB) sob as asas de uma nova fundação, a Financial Accounting Foundation (FAF) (ZEFF, 2014b).

A nova estrutura proposta era formada por uma organização sem fins lucrativos, chamada de Financial Accounting Founndation (FAF), que opera o FASB e seria copatrocinada por cinco grupos de interesses: 1) O Instituto Executivo Financeiro; 2) A Associação Nacional dos Contabilistas; 3) A Associação Americana de Contabilidade; 4) A Federação de Analistas Financeiros e 5) A Associação da Indústria de Segurança (BELKAOUI, 2004). A comissão propôs que o termo princípios fosse substituído pelo termo padrões, definidos como soluções de problemas de contabilidade financeira (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999). O AICPA prontamente aprovou o relatório do Comitê de Wheat e criou o FASB para suceder o APB, em julho de 1973 (ZEFF, 1999), como responsável pela criação de Normas Contábeis (BELKAOUI, 2004).

O segundo grupo, "O Grupo de Estudos sobre os Objetivos de Demonstrações Financeiras", foi presidido por Robert M. Trueblood, sócio-gerente da Touche Ross & Co (WOLK, DODD; TEARNEY, 2004). Conhecido também como Comitê de Trueblood, ele foi composto por lideres práticos, acadêmicos e usuários da informação contábil e foi encarregado de propor os objetivos fundamentais das demonstrações financeiras para orientar o fornecimento de informação financeira. Foi produzido um padrão normativo e não uma inferência tirada da prática (ZEFF, 1999).

4 Kent e Trueblood foram presidentes do Instituto durante a década de 1960, e Trueblood tinha servido no APB.

Kapnick dirigiu a empresa que tinha criticado no decorrer de longo período, o CAP e APB por sua incapacidade para enfrentar abertamente os principais problemas de contabilidade do dia.

O relatório do Comitê de Trueblood, o qual foi emitido em outubro de 1973, adotou a abordagem da utilidade da decisão evidenciada no ASOBAT e focou ainda mais especificamente nos fluxos de caixa futuros. Segundo o relatório, um objetivo das demonstrações financeiras é fornecer informações uteis para os investidores e credores, para predizer, comparar e avaliar os fluxos de caixa potenciais em termos de quantidade, tempo e incertezas relacionadas (ZEFF, 1999). A adoção da abordagem do ASOBAT em grande parte se deve ao importante papel desempenhado por George H. Sorter, na elaboração do relatório de Trueblood. Ele era o diretor de pesquisa do Comitê de Trueblood, professor de contabilidade da Universidade de Chicago e tinha sido um dos mais influentes membros do comitê da AAA que tinha desenvolvido o ASOBAT (ZEFF, 1999).

O novo pronunciamento, intitulado Basic Concepts and Accounting Principles Underlying Financial Statements of Business Enterprises (APB 4) (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999, p. 81) evidenciou, além dos Princípios, os objetivos da contabilidade, os aspectos e elementos básicos, mostrados no Quadro 2.

Quadro 2 - Basic Concepts and Accounting Principles Underlying Financial Statements of Business Enterprises (APB 4) 1 O bje tiv o s a Gerais

Fornecer informação confiável sobre os recursos e obrigações econômicas e alterações desses recursos e obrigações; ajudar a estimar o potencial de geração de lucro de uma empresa.

b Qualitativos

Relevância; facilidade de compreensão; possibilidade de verificação; neutralidade; oportunidade; comparabilidade; inteireza.

2 Aspectos básicos Entidade contábil; empresa em funcionamento; mensuração de recursos e obrigações econômicas; período de tempo; mensuração em termos monetários;

regime de competência; preço de troca; aproximação; julgamento; informação financeira para uso genérico; demonstrações financeiras relacionadas; substância acima da forma; materialidade.

3 Elementos básicos Ativos; passivos; patrimônio líquido; receita; despesa; lucro líquido.

4

P

rincípio

s

a Gerais Registro inicial de ativos e passivos; realização de receita; reconhecimento de despesa; causa e efeito, alocação sistemática e racional, reconhecimento imediato; unidade de medida.

b Convenções

Modificadoras Conservadorismo; ênfase no lucro; aplicação de julgamentos. c Operacionais

Amplos Seleção; análise; mensuração; classificação; registro; sumarização; ajuste; comunicação. d Detalhados Regras encontradas na prática.

O comitê disse que as demonstrações financeiras deveriam servir primeiramente aqueles usuários que têm autoridade, habilidade ou recursos limitados para obter informações e que confiam nas demonstrações financeiras como sua principal fonte de informações sobre a atividade econômica das empresas. Enquanto o comitê dedicou atenção primária para os investidores e credores, ele também considerou gestores e empregados como vindo dentro do conjunto de usuários das demonstrações financeiras e concluiu que, enquanto usuários podem ser diferentes, suas decisões econômicas são similares. Cada usuário mensura sacrifício e benefícios em termos de desembolso atual ou futuro ou recebimento de caixa (ZEFF, 1999).

O comitê Trueblood considerou uma matriz ainda maior de bases de avaliação do que fez o comitê da AAA: custo histórico, valor de saída, custo corrente de reposição e fluxo de caixa descontado. O relatório tornou-se um tipo de modelo para o projeto da Estrutura Conceitual recém estabelecido pelo FASB (ZEFF, 1999). Diversas partes desse documento foram incorporadas ao Referencial Conceitual do FASB.