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5. DISCUSSION

5.1 Main findings

5.1.3 Executive control of cognition in TS

Existem referências aos sites de redes sociais muitos antes do surgimento do que é considerado o primeiro deles, a SixDegrees.com, na “era das redes sociais modernas” – como assim designou Kirkpatrick (2011). Por exemplo, a Usenet, criada em 1979 e que existe até hoje, sempre permitiu que as pessoas enviassem mensagens a grupos dedicados a temas específicos (Kirkpatrick, 2011).

Além disso, algumas pesquisas têm identificado como o arquétipo original dos sites de redes sociais online a criação da Classmates.com ou antigo ICQ, que exibiam um modelo de comunicação interativa. Alguns sugerem até que foi com a Peace / EcoNet, fundada em 1987, o modelo original dessas redes (Cachia, Compañó, & Da Costa, 2007). No entanto, alguns estudiosos têm proposto que a componente central para definir uma rede social online deve estar na confluência entre a relação interativa e a convergência entre os padrões formais e informais de relacionamento. E, deste modo, seria mesmo a SixDegrees.com o ponto inicial nessa história (Ellison, 2007 Cit. In Kim et al. 2013).

Ainda assim, desde o advento da World Wide Web, passando pela criação da SixDegress, a ideia de uma comunidade online existia, avançando com experiências pontuais marcantes, que definiram o futuro das mídias sociais de hoje. Nesse esteio,

surgiram serviços como TheGlobe.com, Geocities e Tripod, que permitiam aos usuários configurar uma página pessoal e, em alguns casos, ligá-la a páginas criadas por outros membros. [...] O site de relacionamento Match.com, lançado em 1994 (pelo qual se pagava uma taxa de uso), estava repleto de informações pessoais, mas com um propósito muito específico. O Classmates.com estreou em 1995 como uma forma de ajudar as pessoas,

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identificadas por seus nomes reais, a encontrar antigos colegas de escola e comunicar-se com eles (Kirkpatrick, 2011).

De todo modo, parece ser consenso, entre a maioria dos pesquisadores, de que é com o surgimento da SixDegrees.com que a era das redes sociais15 modernas finalmente começou, no início do ano de 1997. Essa organização começou com uma start-up16 nova-iorquina que, inaugurando um serviço inovador com o uso de nomes reais, tentou identificar e mapear um conjunto de relações reais entre pessoas que usavam seus nomes reais – algo que foi considerado visionário para sua época. Até então, a maioria das relações virtuais se pautavam em contatos intermediados por codinomes, como os que ocorriam em chats de namoro (Kirkpatrick, 2011).

Embora sites como o SixDegrees.com tivessem rompido as fronteiras, “passaram-se anos até que outros se aventurassem naquelas terras e construíssem o que poderia ser considerado uma verdadeira rede social” (Kirkpatrick, 2011). Antes disso, como observou Kirkpatrick (2011), em 1999, foram lançados dois sites com enfoque étnico, o

BlackPlanet e o Asian Avenue, com funções limitadas no tocante a interação e uso

amplo de mídias. Além disso, “uma rede social sueca para adolescentes chamada

LunarStorm entrou no ar no dia 1º de janeiro de 2000. O Cy world, um serviço

imensamente popular na Coreia, adicionou recursos de redes sociais em 2001”.

E foi nesse ano de 2001 e no ano subsequente, 2002, “que o vírus das redes sociais online atingiu o Vale do Silício e São Francisco”. Muitas delas foram então criadas tendo como expoente dessa onda, a Ryze e a Friendster, as que mais tiveram êxito na época, sendo que esse último chegou a ser propagado como o “novo Google” (Kirkpatrick, 2011). Na mesma trilha do Friendster, uma multidão de sites de redes sociais floresceu em São Francisco,

15 Aqui e em outras partes desse subcapitulo, usa-se indistintamente o termo “redes sociais” e “sites de

redes sociais”. Isso se deve ao fato de respeitarmos a forma original dos livros ou artigos que foram utilizados para compor as referências bibliográficas dessa parte, sobretudo nas citações diretas. Como se verá, os autores os utilizam assim, sem se preocuparem com a diferenciação sociológica do termo.

16 Esse termo define um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, pode

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tentando reproduzir o fascínio exercido por ele. Cada um abordava a ideia de conectar pessoas de forma ligeiramente diferente. Um deles foi Tickle, que, observando a ampla base de apelo do Friendster, alterou seu próprio serviço, que até então se baseava em questionários e testes autoadministrados. Dois dos outros novos sites sociais, o LinkedIn e o Tribe.net, foram fundados [...] (Kirkpatrick, 2011).

Pouco depois, surgem MySpace e Orkut, este último tendo muita relevância para usuários de língua portuguesa, sobretudo no Brasil, onde mais prosperou, e lançado em janeiro de 2004, apenas duas semanas antes do Thefacebook.com (Kirkpatrick, 2011).

De lá para cá, especialmente a partir do início do novo milênio, os usuários online desses serviços vêm aumentando drasticamente. De olho no filão comercial, os investimentos nessas empresas cresceram e o acesso facilitado à Internet veio a tornar o comércio eletrônico mais ativo, paralelo ao aumento de sites, inicialmente relacionados ao namoro online. O advento da Web 2.0, em meados de 2000, representam, como notado acima, outro grande impulso nesse avanço. Já com a popularização dos

smartphones, esse conjunto de eventos tem contribuído com o aumento “explosivo”,

mundialmente, das mídias sociais, como bem observaram Kim et al. (2013).

Kim et al. (2013) ainda lembram a ligação desses elos associativos com o surgimento de mídias sociais, tendo nisso três pontos de inflexão ao longo desse período de transição, isto é, entre aos anos 1990 e 2010. Para tanto, apresentam o gráfico abaixo, comprovando a relação, em que cada ponto de inflexão é explicado por uma mudança ou aparecimento de uma tecnologia-chave, tais como a tecnologia da Web, de um dispositivo móvel ou infraestrutura de rede de computação.

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Gráfico 3: Taxa de surgimento de sites de redes sociais e as relações com o desenvolvimento tecnológico. Fonte: Kim et al., 2013.

De forma ampla, esses dados vêm reforçar o aspecto relacional entre as novas mídias de informação e a expansão tecnológica. Paralelo a isso, ocorreu também um aumento nos números de cadastro e acessos aos sites de relacionamento, redimensionando nossa ideia sobre contatos sociais. Muitas pesquisas tendem a potencializar essas perspectivas, dando a elas dimensões ainda maiores (Gold et al., 2011; Gold et al., 2012; Kim et al., 2013). Esse redimensionamento faz lembrar que esse fenômeno deve ser observado sob diferentes perspectivas, das quais se possam criar mais benefícios às pessoas, como no caso da promoção de saúde. E, para tanto, o Facebook, a maior dessas mídias, tende a representar um divisor de águas.