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Conforme salientado anteriormente, a grande mobilidade de praticamente todos os elementos maiores durante os processos tardi/pós magmáticos que afetaram as rochas da ZGP dificulta a utilização desses elementos para os objetivos. propostos serem alcançados. Entretanto, uma análise criteriosa dos dados permite a obtenção de

conclusões valiosas. - Na20 e K2O

Das 6 amostras de granito à albita e topázio (GAT) analisadas, três possuem Na20/K20>l e as outras três,

Na20/K2O<l (anexo 2; figura V . 9 ) . Apesar da intensa

greisenização ocorrida na área, o fato de existirem amostras de GAT ainda com Na20>K20 pode indicar que o GAT tem uma

tendência a ser mais rico em sódio que em potássio.

0 granito g2d caracteriza-se por possuir teores de K2O>Na20 (anexo 2; figura V . 9 ) . 0 elevado teor de K20 da

amostra MG4 0 deve-se a esta ter sofrido uma greisenização incipiente.

Existe uma sobreposição de valores de K20 e N a20

do g2d e do GAT. Entretanto, as três amostras de GAT onde

Na2O/K20>l são prontamente distinguidas do g2d na figura

I 9 0 leucogranito (LGR) possui valores d e K

20 e N a20

intermediários entre os do g2d e GAT. Quanto à rocha à quartzo e topázio (RQT) , seus teores de K20 e N a20 são muito

baixos, próximos apenas aos de. um greisen â topázio do GAT (MG05; anexo 2) .

- TiQ2 e MgO

Os poucos dados de T i 02 e MgO permitem apenas

sugerir que seus valores decrescem do LGR para o granito

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g2d deste para o GAT (anexo 2) . Finalmente, a RQT é a mais pobre nesses componentes.. Esses dados estão em consonância com os resultados obtidos por Botelho (1992), apresentados na figura V. 8 .

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Figura V.9 - Variação de K2O em função de N a20 para os granitos g2d,

GAT LGR e rocha à quartzo e topázio (RQT) .

- FeO e Al

2

O

3

Em um diagrama A 1203 x FeO, o GAT e o granito g2d

situam-se em campos bem distintos, mas segundo um mesmo trend evolutivo, com enriquecimento nos dois componentes (figura V.10) . Os valores de FeO e A 1203 do GAT são sempre

superiores aos do granito g2d. A amostra de LGR analisada encontra-se um pouco acima daquele trend. Seu teor de A 1203

se compara aos do granito g2d, mas o de FeO assemelha-se aos do GAT.

As diferenças em A 1203 e FeO apresentadas por

micas que elas contêm, além da sua quantidade. A mica do granito g2d, fengita aluminosa, é mais pobre em FeO e mais rica em A l203 que as micas do GAT, fengita litinífera e

zinnwaldita. Os maiores teores de A 1203 do GAT, entretanto,

são reflexo do seu alto conteúdo de topázio. A-m i c a primária do granito g2d, biotita, não interfere nos resultados apresentados, devido a somente ter sido identificada na amostra MM22 .

A amostra MG40 não foi utilizada devido à sua biotita primária ter-se transformado em estilpnomelano, o que compromete o resultado de FeO.

As amostras de g2d greisenizado situam-se próximo ao LGR, ao passo que as de greisen à fengita apresentam valores bem mais elevados de FeO (MG11A1 e MG8A4) . As amostras do granito g2d albitizado (MG31A e MG8B) dispersam-se das do g2d pouco transformado em direção a valores mais altos de A 1203 (figura V.10) .

Os greisens desenvolvidos sobre o GAT possuem valores de A 1203 e FeO muito discrepantes. Entretanto, as

duas amostras de greisen puramente à zinnwaldita analisadas MG32 e MG26B) possuem teores de FeO bem mais elevados que os do greisen à fengita, desenvolvido sobre g2d, o que é um bom critério químico de distinção entre os dois tipos de greisen (figura V.10) .

A amostra MG7A1 (RQT) possui teores de A 1203 e FeO

bem mais elevados que aqueles dos fácies GAT e g2d, porém incompatíveis com o alinhamento daqueles granitos no gráfico. Esses altos teores refletem a forte presença de

topázio e arsenopirita na moda da RQT. A amostra MG5 0A não foi plotada na figura V.10 devido a um provável erro no seu resultado de A 1203, o que pode ter ocorrido em virtude de

uma fusão incompleta do topázio contido na amostra.

- Flúor

As rochas que afloram na ZGP são em geral ricas em Fluor. Um diagrama A 1203 x F permite que seja feita uma boa

istinção entre os diferentes tipos de rochas graníticas estudadas (figura V.ll) .

Um fato interessante é o de diferentes tipos petrográficos estarem praticamente alinhados naquele

gráfico, incluindo-se aí os greisens.

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F i g u r a V.10 - D i a g r a m a A I2O3 x F e O p a r a o s d i f e r e n t e s t i p o s d e r o c h a d a Z G P . N a legenda: g 2 d m e t a s . = g r a n i t o g 2 d m e t a s s o m a t i z a d o - s o b e s s a d e n o m i n a ç ã o e s t ã o a s a m o s t r a s d e g 2 d g r e i s e n i z a d o , g r e i s e n à f e n g i t a (MG11A1 e MG8A4) e de g 2 d a l b i t i z a d o (MG8B e M G 3 1 A ) .

Os teores de F e A 1203 crescem linearmente na

seguinte ordem: granito g2d, LGR, GAT, greisen à fengita e RQT e greisen à zinnwaldita. O granito g2d greisenizado possui valores próximos aos do LGR (figura V.ll) .

Essa relação linear entre os granitos sugere, juntamente com dados preexistentes, que o GAT é produto da

diferenciação magmática do granito g2d. A posição do LGR poderia sugerir o mesmo, mas devido a essa rocha ser ainda

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pouco conhecida, considera-se precoce qualquer conclusão nesse sentido. .

A amostra de RQT plotada (MG7A1) situa-se, juntamente com uma amostra de greisen à zinnwaldita, nas

porções mais ricas em Fe A 1203 da curva. Esses resultados

podem significar que a RQT é o fácies magmático mais evoluído da família g2 ou que é um greisen formado a partir do GAT. Os poucos dados existentes, entretanto, não são suficientes para que se possa afirmar qual dos processos prdominou na formação dessas rochas.

Os resultados obtidos na figura V.ll são úteis também na distinção entre o greisen do g2d e o do GAT, este ultimo sendo muito mais rico em F e A 1203 .

Em um digrama F x FeO (figura V . 1 2 ) , observa-se um enriquecimento em F e FeO do granito g2d para o GAT. A amosra de LGR, juntamente com uma amostra de granito g2d greisenizado, está acima de um possível alinhamento daqueles granitos. A RQT possui teores de F e FeO mais elevados que os de GAT e g2d e situa-se completamente fora da reta que une oS dois granitos.

Os greisens do GAT e do granito g2d dispersam-se no diagrama, mas o greisen à zinnwaldita (do GAT; amostra MG26B) é caracteristicamente mais enriquecido em F e FeO que o greisen à fengita (do g2d; amostra MG8A4) .

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figura V.ll - A I2O3 x F para os diferentes tipos petrográficos da Zona

greisenizada Principal (ZGP) .

figura V.12 - Diagrama de F x FeO para as rochas estudadas. Existe um enriquecimento em FeO e F do fácies g2d para o GAT.

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