Linking Global Environmental Change and Local Resource Governance
3.4 Evaluative Criteria, Limitations, and Ethical Considerations .1 Evaluative Criteria
Interior-Individual SUPERIOR DIREITO Exterior-Individual INFERIOR ESQUERDO Interior-Coletivo INFERIOR DIREITO Exterior-Coletivo
a trilhar um caminho que não foi o mais fácil, mas que está contribuindo para a minha própria autoformação. A vinculação com os estudos cognitivos favoreciam a ampliação de conhecimentos, mas isto não era suficiente, ainda faltava algo.
A falta de sentindo e de compreensão das coisas da vida impeliu-me a percorrer outros caminhos procurando respostas, mas elas ficavam distantes, justamente porque não há uma única resposta. Associando a estas percepções, a dimensão espiritual se inquietava a passos largos. Parecia que o encontro da mediação entre o desconhecido e o palpável clamava por um encontro. As leituras acessadas para tentar gerar essa compreensão começaram a ser construídas e a penetrar na academia, fomentando discussões por meio dos estudos de Zohar, Wolman, Capra, Grof, Nicolescu, Sheldrake, Weil, Goswami. Autores das mais variadas áreas, mas que traziam contribuições inovadoras, principalmente no que se refere à espiritualidade e às conexões que o homem projetava para sua autoformação.
Estou compreendendo que muito ainda há por conhecer, principalmente no que se refere ao ser humano que se constitui e busca a sua origem e as suas conexões. Creio que esta é uma das janelas do universo que podem nos mostrar para onde ir.
O caminho é essencial, entretanto desconhecido e revelador, talvez do que queremos conhecer, mas que por outro lado, causando o medo, a preocupação, a paralisação, o bloqueio, a necessidade de nos percebermos como de fato somos. Talvez tenhamos muitas obras publicadas sobre essa temática, mas elas não conseguem ainda nos responder o que nos causa pânico ou períodos longos de inércia ou frustração.
O ser humano anseia por se compreender, contudo onde sustenta esses olhares e no que mantém entrelaçado seus desejos de preservação da mudança ou da transformação? As faces do universo e do humano, não devem se associar às ideias da mitologia grega, na qual o Deus Janus, olhava em direções opostas e não conseguia vislumbrar o mesmo caminho. Acredito que o humano necessita reconhecer-se como parte do universo e buscar nesta experiência a sua própria reinvenção, para alcançar a sua elevação e consequente transcendência.
A reinvenção do humano se delineia, considerando os próprios espectros da consciência e os movimentos espirais que propiciam a expansão e ressignificação das marcas existentes,
Wilber (1986), em seus estudos quanto ao desenvolvimento psicológico propõe a estrutura básica e de transição para compreender as formações psíquicas que concorrem para que a consciência tenha sua elevação. A estrutura básica é aquela que ao surgir no desenvolvimento, permanece existindo juntamente com as unidades e subunidades relativamente autônomas em relação ao próximo estágio, enquanto a estrutura de transição está associada a uma fase especifica ou temporária que podem ser mais ou menos substituídas pelos estágios posteriores.
Propor essa reinvenção, portanto passa necessariamente por um ir e vir entre o imaginário e o real e entre o espiritual e o transcendente, trazendo presente a dimensão psicológica, uma vez que estamos nos referindo a um ser humano que busca sua auto-compreensão e o sentido de sua existência e para tanto, em suas relações subjetivas e intersubjetivas terá um caminho para auto- construir-se e perspectivar a sua própria inteireza.
Jourard e Landsman (1987) procuraram em seus estudos ter um olhar analítico sobre esse ser que deseja ser mais humano e destacavam que a
P
PEERRSSOONNAALLIIDDAADDEE SSAAUUDDÁÁVVEELL almejada é a forma como a pessoa atua, guiada pela inteligência e pelo respeito à vida, de modo que as necessidades sejam satisfeitas e a personalidade possa crescer em consciência, suficiência e na capacidade de AAMMAARR aa SSII MMEESSMMA, aos A OOUUTTRROOSS e ao AAMMBBIIEENNTTEE N
NAATTUURRAAL (Natureza). L
Esses elos nos fazem perceber que as conexões são vitais, e que não há como estar no universo, sem sabermos quem somos, como projetamos e vivemos o amor para conosco, com os outros e com a própria natureza que nos constitui.
Quando podemos afirmar que nos tornamos plenos em nosso processo evolutivo? Será que de fato temos condições de sustentar tal pressuposto e mergulharmos na infinitude de nosso ser para percebemos o universo simbólico mediado pelas subjetividades humanas?
Suponho que lentamente estamos possibilitando uma ampliação dos níveis da consciência para redesenharmos nossa condição de ser humano que respeita a si, aos outros e a natureza que o constitui.
Possível predizer que tempo é esse e que ensinamentos e/ou experiências serão acolhidas nas vivências humanas? Questões complexas, mas que evidenciam novos olhares e aprendizagens que necessitam se inserir no contexto no qual se vive e a partir dele comprometer uma grande parte das pessoas em uma aliança que vise à preservação do humano.
Estamos atravessando um limiar de anti-vida, que nos leva paulatinamente as mais diferentes formas de morte e acabamos nos tornando impotentes diante dos apelos que emergem das vivências pessoais e coletivas. Desejamos muitas coisas, temos sede de experiências diferenciais, mas nos esquecemos do principal, de olhar para esse ser que busca incessantemente uma transformação e consequentemente um estado tal de felicidade, de plenitude que não pode advir senão pela experiência e pelas relações que se reconstroem na mediação entre o mundo subjetivo e objetivo de cada pessoa envolvida.
Responder às interrogações parece-nos o maior desafio do ser humano, uma vez que fomos educados para não expressar e muito menos partilhar os sentimentos, sensações, frustrações e conquistas. Que sociedade é essa que nega a essência do humano?
Como podemos nos compreender como pessoas falíveis ou inconclusas se não temos o direito de externar o que realmente constitui o interior, as particularidades, os anseios e as perspectivas do viver?
Quanto mais ousamos nos aprofundar em compreender essa pequena partícula do que é o humano, mais interrogações se manifestam e não há outro caminho. Só avançamos, quando reconstruímos nossos saberes e conseguimos dar a eles outro sentido. Isso só é possível se pudermos ver os níveis de consciência se ampliando. O espectro que se desprende é a energia que se encerra em cada ser humano revelando o quanto somos portadores de novas aprendizagens, novos significados e SONHOS que se concretizam por meio das vivências.
4.1 - INSPIRAÇÕES E REVELAÇÕES: INCONSCIENTE E CONSCIENTE