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Environmental Governance and the Philosophy of the Social Sciences How does ‘social science’ enhance our understanding of the ways in which humans

Linking Global Environmental Change and Local Resource Governance

3.1. Environmental Governance and the Philosophy of the Social Sciences How does ‘social science’ enhance our understanding of the ways in which humans

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Ao nos colocarmos diante de uma janela, naturalmente olhamos para o que há no exterior, entretanto esse olhar necessita se ampliar e olharmos também e simultaneamente para as janelas de nossa essência interior e na atual condição humana pouco ou quase nada fazemos para nos percebemos e saber quem de fato somos.

O humano sofre pelo descaso, pelo excesso de consumismo, pelas influências quer locais ou globais na sede de querer cada vez mais “ter” do que “ser”. Sabemos que isto é comum nas discussões que empreendemos sobre o cotidiano e o que o envolve, contudo não são essas as dimensões que precisamos considerar.

Carecemos de algo muito mais significativo e profundo que diz respeito ao que o homem está fazendo com sua vida e suas relações com o

8 HUGO, Victor Marie. Fantine – Los Miserables. In GROF, Stanislav et Bennett, Hal Zina. La

transcendente, consigo e com os outros. Ao nos distanciarmos da conexão com nossa essência, estamos boicotando um espaço que é rico em vida, em idéias, em projetos, em descobertas, em sonhos e esperanças.

Wilber9 (2000) faz referência ao estudo psicológico, para nos dizer que por meio da consciência humana e suas manifestações no comportamento iremos perceber as funções da consciência por meio da percepção, do desejo, da vontade e da ação:

[...] as estruturas da consciência, das quais algumas facetas podem ser inconscientes, incluem corpo, mente, alma e espírito. Os estados da consciência incluem o normal e o alterado. Os modos de consciência incluem o estético, o moral e o cientifico. O desenvolvimento da consciência abrange todo um espectro, que vai do pré-pessoal ao pessoal e ao transpessoal, do subconsciente ao autoconsciente e ao superconsciente, do id ao ego e ao Espírito. Os aspectos relacional e comportamental da consciência referem-se à sua interação mutua com o mundo objetivo, exterior, e com o mundo sociocultural dos valores e das percepções compartilhados. (2000, p. 15)

O ser humano possui uma complexa constituição e que dependendo de suas opções pode ou não transformar o que o cerca.

Por que fazemos isso? A negação a tudo que nos cerca, o medo e a frustração caminham paralelos aos projetos que temos em mente. A influência externa tem mais força que nossa essência? Parece que nos condicionamos a viver um processo medíocre, porque não ousamos ser e querer alcançar metas maiores em nosso processo evolutivo.

Constatações e “verdades desenhadas” não podem direcionar uma existência, é necessário muito mais. É preciso ir além: lançarmos-nos em uma viagem pelo que de fato nos constitui, como um dos primeiros caminhos para

9WILBER, Ken. Criador da Psicologia Integral, que busca a integração de todas as áreas do

conhecimento. A partir de seus estudos cria A Theory of Everything – A Teoria do Tudo (2000a), um metamodelo do conhecimento já produzido que possa unificar e estruturar a visão do que chama de Kosmos: físico, vida, mente, alma e espírito.

que possamos ser interlocutores de uma ação diferenciada e com sentido no meio educacional.

O que de fato somos? Seres que buscam uma transcendência ou marionetes nas mãos daqueles que acreditam deter algum tipo de poder “sobre”? Sabemos de onde viemos e para que e qual nosso projeto de vida?

Poderíamos nos fazer Infindáveis questionamentos, eles são importantes, mas na verdade a ação consciente precisa concorrer simultaneamente para perspectivar um novo cotidiano.

Para tanto, um espaço que se faz necessário no qual possamos realmente sentir-nos plenos na buscam incessante de nosso autoconhecimento.

Busca simples de se dizer, contudo a ciência psicológica há muitos anos vem apontando nossas principais crises existenciais, para as quais, tendemos a nos fechar, nos bloquear ou nos propomos ignorar. E agora?

No contexto vivencial que nos encontramos, perceber o nosso eu é um ponto fundamental para que o sentido da ação pedagógica torne-se um diferencial. Afirmamos tal pressuposto por constatarmos no contato diário com educadores terem suas ações transformadas em funções automatizadas numa proteção de não desvelamento de seu ser.

Instaura-se assim um conflito, pois como querer conhecer intimamente nosso aluno, se, somos os primeiros a negar nossa própria história pessoal? Uma dicotomia imperdoável. O mundo atual está repleto de conexões, de tessituras, de associações, procurando romper com a fragmentação e no espaço que deveria privilegiar o pensar plural, nos deparamos com situações contraditórias.

Moore (2004) salienta e corrobora tais reflexões ao afirmar:

[...] são muitas as pessoas, hoje, que vivem exclusivamente a vida exterior e, quando o mundo interior irrompe ou se agita, saem correndo em busca de um terapeuta ou de drogas para ajudá-las. Tentam externar profundos desenvolvimentos míticos numa linguagem comportamental e experiencial. Muitas vezes não têm a mínima idéia do que lhes está acontecendo, porque vivem marginalizadas de seu self profundo. Sua própria alma lhes é tão estranha que não se dão conta do que anda acontecendo para além do conhecido reino dos fatos. ( p. 13)

A exterioridade deve refletir o que nos constitui e não buscarmos no que está fora o sustento para o que devemos revelar. Evidente que necessitamos do referencial do outro, contudo na relação ou na convivência a nossa essência deve ser revelada e a partir dela estabelecer as conexões com o que desejamos alcançar.

Desvelar nossa essência passa por uma ressignificação de quem somos e pela compreensão do meio no qual estamos inseridos.

O educador somente poderá dar um passo adiante em sua condição humana quando deslocar seu olhar para a sua própria visão antropológica que o define, na relação consigo, com o outro e com o transcendente.

Ser e vir a ser é voltar não ao início de sua formação acadêmica, mas ao princípio que o tornou um ser no mundo cotidiano e as respostas ou pistas poderão ser encontradas se o educador se dispuser a re-olhar sua história e suas primeiras relações consigo, com o outro e a natureza.