Ao longo dos anos a civilização tem vindo a sofrer constantes e rápidas alterações, onde todos os dias somos bombardeados por uma grande quantidade de informações distintas, a uma velocidade de propagação extrema, nos demais setores da sociedade. Posto isto, torna-se assim imprescindível acompanhar estas alterações, onde a busca pela qualificação profissional está cada vez mais presente nas mais variadas profissões e setores da sociedade.
Peres (2004) refere que “o professor de hoje tem de ser ética e politicamente muito mais crítico do que ontem”, adaptando-se à realidade onde se encontra, à escola e aos seus alunos. Outros autores referem que hoje em dia, mais do que nunca, os professores necessitam de um constante processo de atualização e formação, de forma a atender às necessidades educacionais e escolares dos alunos (Paim, Loro & Tonetto, 2008), sendo que a formação contínua promove assim um melhor desempenho docente, bem como o seu conhecimento profissional (Peres, 2004).
Os Programas Nacionais de Educação Física (PNEF), desde o Ensino Fundamental ao Secundário, contêm os conteúdos programáticos a abordar para cada respetivo ciclo, sendo que a abordagem às Atividades de Exploração da Natureza está presente em cada um dos mesmos. Porém deparamo-nos com um vazio no ensino destas modalidades, onde as modalidades ditas “tradicionais” predominam no ensino da EF nas escolas (Tahara & Filho, 2012).
O presente estudo tem por objetivo perceber a importância atribuída pelos professores de EF, à formação contínua no decorrer da sua carreira profissional bem como as suas necessidades de formação, com mais enfoque nas Atividades de Exploração da Natureza (AEN), sendo que a recolha de dados foi realizada através de um inquérito por questionário online.
No decorrer deste documento serão relatados todos os processos do estudo, iniciando com a revisão da literatura, onde será realizado um enquadramento teórico das temáticas abordadas, seguidamente a metodologia e os procedimentos utilizados, e por fim, serão apresentados os resultados do estudo bem como a sua discussão e considerações finais.
25
2.3.2. Revisão da Literatura
2.3.2.1. Formação Contínua de Professores em Portugal
A formação contínua de professores em Portugal surge em 1986, com a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 46/86 de 14 de Outubro), no artigo 30º, e é entendida como um complemento/atualização da formação inicial do docente, tendo em vista uma educação permanente ao longo do tempo. No artigo 35º desse documento, a formação contínua é referida como um direito de todos os docentes, devendo ser “suficientemente diversificada, de modo a assegurar o complemento, aprofundamento e atualização de conhecimentos e de competências profissionais, bem como possibilitar a mobilidade e a progressão na carreira”.
Segundo o Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), com as alterações do Decreto de Lei nº75/2010, a formação contínua constitui não só um direito mas também um dever dos docentes. Segundo o artigo 6.º do mesmo documento, o direito à formação e informação para o exercício da função educativa é garantido:
“a) Pelo acesso a ações de formação contínua regulares, destinadas a atualizar e aprofundar os conhecimentos e as competências profissionais dos docentes;
b) Pelo apoio à autoformação dos docentes, de acordo com os respetivos planos individuais de formação.”
No artigo 10.º, são apresentados os deveres gerais do docente, sendo que a formação contínua é novamente referida:
“d) Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional e de aperfeiçoamento do seu desempenho;
e) Participar de forma empenhada nas várias modalidades de formação que frequente, designadamente nas promovidas pela Administração, e usar as competências adquiridas na sua prática profissional;
2— Para efeitos do disposto no número anterior, o direito à formação e informação para o exercício da função educativa podem também visar objetivos de reconversão profissional, bem como de mobilidade e progressão na carreira.”
Compreendemos assim que a formação contínua dos professores em Portugal tem vindo a ser valorizada, destacando a constante necessidade de aperfeiçoamento da prática educativa,
26
e apelando à reflexão crítica do professor e ao seu desenvolvimento não só profissional como também pessoal, a fim de desenvolver as competências necessárias à lecionação, adaptando-se assim às diferentes realidades encontradas no contexto escolar.
A qualidade da formação docente depende de um processo de conscientização crítica, onde o professor deverá refletir e analisar as suas práticas educacionais, tornando-se num profissional capaz de construir a sua identidade profissional docente (Peres, 2004). Este processo de reflexão permite superar as dificuldades encontradas nas várias situações de sala de aula que, de acordo com Pereira, Bento & Pereira (2013), este deve ser “um profissional reflexivo, em que se assume que este constrói de maneira progressiva o conhecimento no decurso da sua ação profissional”.
2.3.2.2. Formação Contínua de Professores de Educação Física
O desenvolvimento profissional é uma temática bastante discutida nas investigações sobre a formação de professores. É facilmente compreensível a sua importância nos dias de hoje, onde observamos uma sociedade em constante mudança, sendo que o papel da escola é cada vez mais importante na formação e preparação dos seus alunos para a vida, e assim exige- se aos professores um “esforço redobrado de confiança, compromisso e motivação” (Marcelo, 2009). Assim o papel do professor é mais abrangente, apelando à sua criatividade e exigindo- lhes melhor qualidade no que diz respeito às suas práticas pedagógicas, o que requer uma constante reflexão crítica e atualização das suas competências.
Por outro lado, também podemos constatar que ao longo dos anos tem sido crescente o desenvolvimento de novas atividades/modalidades desportivas com o objetivo de dar resposta às transformações da sociedade, o que implica que os professores de Educação Física (EF) permaneçam atualizados.
Segundo o Relatório Eurydice (2013), o papel dos professores de EF é decisivo “na transposição dos objetivos das políticas de Educação Física e desportiva para práticas efetivas na escola”, também referindo que se espera dos mesmos, não só capacidades práticas e organizativas de atividades físicas desportivas, mas também as competências necessárias para promover estilos de vida saudáveis, estimulando e motivando os jovens para a prática de exercício físico nas mais variadas modalidades desportivas (Eurydice, 2013). Posto isto, os
27
professores desta disciplina, de forma a estarem capacitados para lecionar, devem receber formação inicial apropriada e desenvolvimento profissional contínuo.
Marcelo (2009), após a análise de variadas definições do conceito de desenvolvimento profissional de professores, entende-o como um processo individual e coletivo, que se concretiza na escola, promovendo o desenvolvimento das competências profissionais do professor através de experiências de diferente natureza, tanto formais como informais.
Nas diversas investigações desenvolvidas acerca do processo de desenvolvimento profissional de professores (Marcelo, 2009; Nóvoa, 2002; Paim, Loro & Tonetto, 2008; Peres, 2004), os autores referem, como seus componentes, a formação inicial, a iniciação à profissão e a formação contínua ao longo da carreira docente, sendo que, como refere Canário (1991), trinta anos de carreira não se podem comparar a cinco anos de formação inicial.
“(...) a formação de um professor é um processo a longo prazo, que não se finaliza com a obtenção do título de licenciado (nem mesmo quando a formação inicial tiver sido de melhor qualidade). Isso porque, entre outras razões a formação docente é um processo complexo para o qual são necessários muitos conhecimentos e habilidades, impossíveis de ser todos adquiridos num curto espaço de tempo que dura a Formação Inicial.” (Carrascosa, 1996)
A formação inicial do docente constitui o primeiro passo na sua carreira, mas estes conhecimentos e competências adquiridos não podem ser “congelados no tempo”, uma vez terminado o período de formação formal para a profissão, o professor terá de dar continuidade às suas aprendizagens, continuando o seu processo de formação ao longo da vida. Como Alarcão & Tavares (2003) afirmam, “a formação do professor não termina, porém, no momento da sua profissionalização, pelo contrário, ela deve prosseguir, em continuidade, na chamada formação contínua”.
Segundo o Decreto-Lei n.° 249/92, de 9 de Novembro, onde fica consagrado o Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, no artigo 3.º é referido que a formação contínua tem como objetivos fundamentais:
“a) A melhoria da qualidade do ensino, através da permanente atualização e aprofundamento de conhecimentos, nas vertentes teórica e prática;
b) O aperfeiçoamento da competência profissional e pedagógica dos docentes nos vários domínios da sua atividade;
c) O incentivo à autoformação, à prática de investigação e à inovação educacional;
d) A viabilização da reconversão profissional, permitindo uma maior mobilidade entre os diversos níveis e graus de ensino e grupos de docência.”
28
Portanto, entendemos que a formação contínua é um processo de grande peso no desenvolvimento profissional e pessoal do professor, mas também no desenvolvimento organizacional da escola. Pardal e Martins (2015) afirmam que para que a formação contínua intervenha no sistema educativo, terá de existir uma articulação entre o projeto da escola onde o professor trabalha, e o projeto da sua vida profissional.
2.3.2.3. Atividades de Exploração da Natureza
“O contacto com a natureza surge como necessidade de compensação de um sistema de vida sedentário e centrado na vida urbana.” (Carvalhinho, Sequeira, Seródio-Fernandes, & Rodrigues, 2010). Posto isto, atualmente verificamos uma crescente procura de atividades ao ar livre associadas às atividades de desporto de natureza que os autores definem como “(…) atividades físicas e desportivas realizadas em meio natural (…)”.
As Atividades de Exploração da Natureza (AEN), também conhecidas como atividades de desporto de natureza, englobam um conjunto muito diversificado de modalidades desportivas ou atividades, que são realizadas em contacto com a natureza, sendo que os espaços naturais são o palco destas atividades, nomeadamente, nas montanhas, campos, rios, mar, espaço aéreo, entre outros.
A investigação neste setor tem aumentado nas últimas décadas, sendo que as tentativas de encontrar uma definição para este conjunto de atividades são numerosas, no entanto, conseguimos perceber um conjunto de afirmações em comum que justificam a procura cada vez maior das mesmas (Neto, 1995; Miles, 1978; Miranda, Lacasa & Muro, 1995; Lima, 1988; Pires, 1990): Promoção do contacto direto com a natureza; Busca pelas emoções e sensações, como a liberdade; Individualidade comparada aos desportos coletivos; Imprevisibilidade do momento; Relaxamento e fuga às pressões sociais e físicas; Risco e a aventura; Superação de si próprio.
“As expetativas presentes no ser humano em busca de alternativas com maiores qualidades frente à exacerbação centrada na cultura do trabalho e do consumo, podem recair sobre a crescente procura por vivências mais significativas, tornando as atividades de aventura junto a ambientes naturais uma nova perspetiva, no sentido da tentativa de preenchimento desta inquietação humana em busca da melhoria da qualidade existencial.” (Tahara, 2004)
29
Esta necessidade de procurar a natureza como um “escape” ao quotidiano acontece maioritariamente no tempo livre ou de lazer, ou como profissão, mas é também percebido na escola, que desempenha um papel fundamental na educação e formação do futuro de crianças e jovens.
Carvalhinho, Rodrigues & Serôdio-Fernandes (2010) após a análise de variados estudos, referem que as atividades de desporto de natureza são desenvolvidas com diferentes âmbitos, entre os quais, a educação e formação desportiva, recreação e lazer ativo, de rendimento e competição, de exploração da natureza, de animação turística e de saúde e bem-estar.
Concentrando-nos no setor da educação e formação desportiva, os Programas Nacionais de Educação Física (PNEF), desde o Ensino Fundamental ao Secundário, contêm os conteúdos programáticos a abordar para cada ciclo, sendo que a abordagem às AEN está presente em cada um dos mesmos. Nesta componente curricular estão inseridas diversas modalidades, tais como, percursos na natureza, escalada, orientação, canoagem, btt, montanhismo, entre outras. Porém, estas atividades estão incluídas num conjunto de matérias designadas de alternativas, sendo alvo de seleção e escolha por parte da escola/professores.
Podemos constatar que as modalidades que predominam no ensino da EF nas escolas, são as modalidades ditas “tradicionais”, como o voleibol, futebol, basquetebol, entre outras (Tahara & Filho, 2012), o que eventualmente poderá ser explicado pela falta de formação dos docentes nestas modalidades desportivas.
Os mesmos autores referem que, desde que os professores de EF saibam trabalhar as AEN durante as aulas, estas poderão revelar-se primordiais em alguns pontos, como despertar nos alunos a curiosidade de conhecer novas modalidades desportivas, num ambiente totalmente diferente do habitual, induzindo nos alunos sentimentos de liberdade, aventura e harmonia com o ambiente.
Num estudo deCardoso, Silva & Felipe (2006), os autores afirmam que as AEN têm um carater educacional que poderá ser explorado na disciplina de EF “uma vez que carrega em si um leque de oportunidades muito amplo, tanto na formação do indivíduo em si, como sua relação com o meio ambiente”.
No mesmo estudo os dados recolhidos permitiram concluir que as AEN proporcionam “a vivência de sensações e emoções que auxiliam na formação do cidadão integral e ativo da sociedade (…)”, originando nos praticantes caraterísticas de compromisso, superação, autoconfiança, companheirismo, tolerância ao sucesso e ao fracasso, bem-estar e prazer.
30
O’Hara, Esteves & Brás (2015), referem que as AEN no contexto educativo apresentam-se como facilitadoras para o desenvolvimento de competências de cidadania.
Bernardo & Matos (2003), num estudo que tinha como objetivo avaliar os efeitos de um “Programa de Desporto Aventura” na auto-estima e nas auto-perceções físicas de jovens, concluíram que após a aplicação deste programa os valores médios de auto-estima e auto- perceções físicas dos participantes aumentaram bem como a importância que era atribuída aos componentes estudados. Os autores ainda afirmam que programas semelhantes aplicados em contexto escolar poderão ser uma forma inovadora e motivacional de desenvolvimento destes valores nos jovens e de promoção de atividade física entre crianças e jovens.
A inclusão de AEN nas aulas de educação física como conteúdos da disciplina tem vindo a acontecer “timidamente”, não só devido ao facto de só na última década as instituições superiores começarem a incluir estes conteúdos na formação inicial dos professores, mas também devido ao desinteresse e desvalorização dos mesmos por este tipo de atividades (Santos, et al, 2014).
Para que estas atividades recebam o devido valor, e sejam aplicadas em contexto escolar de forma planeada e estruturada, com o objetivo de criar momentos de aprendizagem para os alunos em diferentes contextos, é necessário que o conhecimento e formação dos professores de EF sejam ampliados, “com base didática, metodológica e pedagógica e instigar as reflexões sobre o aprender, ensinar e formar pela aventura” (Santos, et al, 2014).
Ora, se estas atividades apresentam caraterísticas desafiadoras e motivadoras para os praticantes, e se cativar os alunos para as aulas de EF, nos dias de hoje, é um grande desafio para os professores, parece-nos que a inclusão das AEN nas aulas de EF traz “novas” experiências para todos os intervenientes e inúmeros benefícios para os alunos, promovendo assim o seu desenvolvimento
“Escalar uma parede natural é muito mais do que “subir” uma parede. A tipologia do terreno, como encostas e rochas, os obstáculos naturais (como cascatas, neve), o tipo de vegetação, fazem com que a “mesma parede” conduza a perceções e ações diferentes. Neste contexto, a escalada pode contribuir para um melhor conhecimento individual e limites pessoais, pode desenvolver a capacidade de resolver problemas, através da recolha das variáveis pertinentes (do individuo, do envolvimento e da tarefa) e da identificação e implementação de soluções possíveis, bem como avaliar as decisões tomadas em tempo útil.”
31
2.3.3. Objeto de Estudo
A realidade portuguesa apresenta algumas contradições no que diz respeito à qualidade do mercado das “formações contínuas” (Pardal & Martins, 2015), geralmente tratando-se de ações de formação de diferentes tipos (cursos, seminários, projetos, entre outros), não valorizando a contextualização, com a realidade em que os professores atuam bem como das suas necessidades de formação.
Como os autores referem, apesar da procura por parte dos professores ser crescente, não podemos associar este facto a uma maior qualidade e produtividade dos mesmos, o que nos leva a refletir e questionar a qualidade da formação contínua que os docentes efetuam e se a mesma vai de encontro às suas expetativas.
É assim importante conhecer a importância que os professores de EF atribuem à formação contínua, bem como perceber as suas necessidades de formação para ajustar os programas e ações de formação contínua existentes no atual “mercado”, bem como repensar os modelos de formação inicial dos mesmos.
A evolução da sociedade obriga a que todos os profissionais, dos mais diversos setores, se ajustem aos novos desafios que encontram. Com o surgimento de inúmeras modalidades desportivas os professores de EF devem manter-se atualizados com o foco nas aprendizagens dos seus alunos.
Em Portugal o número de praticantes de desportos de natureza ou AEN tem crescido, o que implica que a formação dos profissionais do setor desportivo evolua e acompanhe estas “novas” práticas desportivas.
O risco e a aventura são os pontos mais referidos na literatura sobre as AEN, o que nos leva a crer que estas são as principais motivações para o aumento exponencial do número de praticantes. Por isso, sendo estas atividades de risco, é importante que a integridade física e psicológica dos atletas seja mantida, e portanto, a formação e competências dos técnicos, treinadores e professores de EF, para a monitorização das mesmas, tem de ser adequada, minimizando assim os riscos, sem que os atletas se apercebam – risco controlado.
“O profissional de Educação Física é responsável pela orientação voltada para a prática segura das atividades físicas na natureza, esclarecendo a existência de possíveis riscos, conhecendo as capacidades individuais de cada praticante e, de um modo geral, evitando acidentes ou lesões ao mesmo tempo em que oferece experiências significativas para os indivíduos que praticam atividades físicas em ambientes naturais.” (Crispim, Souza, 2015)
32
Consequentemente, o problema deste estudo decorreu da necessidade de existir um desenvolvimento profissional contínuo ao longo da carreira docente, através da formação contínua, bem como a importância da qualificação profissional adequada, devido às caraterísticas peculiares das AEN e à sua especificidade no contexto sala de aula.
Posto isto, expomos o problema da nossa investigação na seguinte questão: Quais as necessidades de formação contínua e importância atribuída às Atividades de Exploração da Natureza dos professores de Educação Física?
Nestas condições, este estudo foi orientado segundo os seguintes objetos: a) Qual a importância atribuída pelos professores de EF à formação contínua?
b) Quais as necessidades sentidas pelos professores de EF quanto à formação contínua?
c) Das matérias de ensino constantes nos Programas Nacionais de Educação Física, quais as práticas e necessidades de formação contínua dos professores de EF? d) Qual a importância e necessidades de formação contínua sentidas pelos professores
de EF quanto às Atividades de Exploração da Natureza (AEN)? e) Os professores lecionam qualquer tipo de modalidade de AEN?
f) Os professores têm qualquer tipo de formação (inicial ou contínua) nas AEN? g) As escolas dispõem dos materiais/espaços para a lecionação de AEN? h) Qual a importância atribuída pelos professores de EF às AEN?
Desta forma, queremos dar o nosso melhor contributo com informações/dados para a formação contínua dos professores de EF em Portugal, bem como para a expansão das AEN nas escolas, refletindo sobre os programas/ações de formação contínua existentes, as necessidades de formação enumeradas pelos professores de EF, e a opinião dos professores acerca das AEN.
33
2.3.4. Objetivos
Este estudo tem como principal objetivo conhecer as práticas e necessidades de formação contínua dos professores de Educação Física (EF), com maior enfoque nas Atividades de Exploração da Natureza (AEN).
Assim, pretende-se especificamente:
Perceber a importância atribuída, pelos professores de EF, à formação contínua ao longo da carreira profissional;
Identificar as necessidades de formação contínua que os professores de EF valorizam;
Identificar quais ações de formação contínua realizadas pelos professores de EF ao longo da sua carreira profissional, especificamente nas matérias de ensino constantes nos Programas Nacionais de Educação Física;
Identificar quais as necessidades de formação contínua sentidas pelos professores de EF especificamente nas matérias de ensino constantes nos Programas Nacionais de Educação Física;
Perceber se os professores de EF lecionam nas suas aulas modalidades de AEN;
Identificar quais as modalidades de AEN lecionadas pelos professores de EF;