4.3 V ARIABLES
4.3.5 Ethnicity
Uma das competências da OE consiste em definir padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem, configurando-se esta competência como um enorme desafio, quer pelo reflexo na melhoria dos cuidados de enfermagem a fornecer aos cidadãos, quer pela inerente e vantajosa necessidade de refletir sobre o exercício profissional dos enfermeiros (OE, 2001).
De acordo com o estatuto da OE (Lei nº 111/2009 de 16 de Setembro) compete ao Conselho de Enfermagem definir padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem, competindo respetivamente aos Colégios de Especialidade e aos Conselhos de Enfermagem Regionais zelar pela observância dos padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem a exigir regularmente (Idem).
Da efetivação das competências sobressai o papel conceptual intrínseco à definição dos padrões de qualidade e o papel de acompanhamento da prática, de forma a promover o exercício profissional da enfermagem a nível dos mais elevados padrões de qualidade. Por outro lado, compete às instituições de saúde criar as estruturas e adequar os recursos que promovam o exercício profissional de enfermagem de qualidade. Concretamente, as instituições de saúde devem desenvolver esforços para criar condições e promover um ambiente propício ao desenvolvimento profissional dos enfermeiros (Ibidem).
O enquadramento conceptual dos padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem identifica quatro conceitos metaparadigmáticos, já descritos antes, nomeadamente Saúde, Pessoa, Ambiente e Cuidados de Enfermagem, a partir dos quais emergiram os enunciados descritivos da qualidade do exercício profissional dos enfermeiros (OE, 2001).
Os cuidados de enfermagem visam a promoção dos projetos de saúde de cada pessoa. Desta forma, o enfermeiro pretende, ao longo de todo o ciclo vital, prevenir a doença e promover os processos de readaptação, proporcionar a satisfação das
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necessidades humanas fundamentais e a máxima independência na realização das atividades da vida, possibilitar a adaptação funcional aos défices e a adaptação a múltiplos fatores, muitas vezes através de processos de aprendizagem da pessoa. Relativamente à gestão dos recursos de saúde, o enfermeiro desempenha um papel de pivô, promovendo a capacitação da pessoa para gerir os recursos pessoais, familiares e comunitários para lidar com os desafios de saúde (Idem).
Noutra perspetiva, pela análise do enquadramento conceptual dos padrões da qualidade dos cuidados de enfermagem, o foco de atenção do enfermeiro no exercício da profissão é o suporte às respostas humanas à doença e aos processos de vida, a partir do qual se viabiliza a produção de um processo de cuidados em parceria com a pessoa/alvo dos cuidados, sendo o processo de intervenção baseado na relação interpessoal. Neste ponto de vista, a enfermagem toma por objeto de estudo as respostas humanas aos problemas de saúde e aos processos de vida assim como às transições enfrentadas pelos indivíduos, famílias e grupos, ao longo do ciclo de vida (OE, 2009b).
Relativamente às intervenções de enfermagem a sua otimização depende de tomar toda a unidade familiar por alvo do processo de cuidados, designadamente quando as intervenções de enfermagem objetivam a alteração de comportamentos, tendo em vista a adoção de estilos de vida compatíveis com a promoção da saúde (OE, 2001).
O enfermeiro exerce a profissão num contexto de atuação multiprofissional. Desta forma, diferenciam-se dois tipos de intervenções de enfermagem, nomeadamente as iniciadas por outros técnicos da equipa (intervenções interdependentes), como sejam as prescrições médicas, e as iniciadas pela prescrição do enfermeiro (intervenções
autónomas). No que concerne às intervenções interdependentes, o enfermeiro assume a
responsabilidade pela sua implementação, sendo que no caso das intervenções autónomas é responsável pela sua prescrição e implementação técnica (OE, 2001).
Relativamente à tomada de decisão que orienta o seu exercício profissional autónomo, o enfermeiro utiliza uma abordagem sistémica e sistemática, identificando as necessidades de cuidados de enfermagem da pessoa ou do grupo (família e comunidade) e implementando as intervenções de enfermagem adequadas para a prevenção riscos, deteção precoce de problemas potenciais e resolução ou minimização dos problemas reais identificados (Idem).
O enfermeiro deve incorporar na sua prática os resultados da investigação, no processo da tomada de decisão em enfermagem e na fase de implementação das
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intervenções. No que respeita às atitudes que determinam o seu exercício profissional, os princípios humanistas de respeito pelos valores, costumes, religiões, assim como todos os demais previstos no código deontológico, são os que contribuem para uma boa prática de enfermagem (Ibidem).
Nesta ótica, os enfermeiros reconhecem que a qualidade dos cuidados significa coisas diferentes para diferentes pessoas, pelo que, o seu exercício profissional demanda sensibilidade para lidar com essas diferenças, perseguindo-se os mais elevados níveis de satisfação dos clientes (OE, 2001).
Os enunciados descritivos da qualidade do exercício profissional dos enfermeiros têm como objetivo esclarecer a natureza da profissão de enfermagem e englobar os diferentes aspetos do seu mandato social. Neste sentido, a OE pretende que estes se constituam num importante instrumento de apoio na determinação do papel do enfermeiro junto dos clientes, dos outros profissionais, do público e dos políticos (Idem).
Os enunciados descritivos dos padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem definem que o enfermeiro, independentemente do contexto em que presta cuidados, norteia a sua prática pelos padrões de qualidade, designadamente, no que diz respeito à satisfação
do cliente, à promoção da saúde, à prevenção de complicações, ao bem-estar e o autocuidado, à readaptação funcional e à organização dos cuidados de enfermagem
(Ibidem).
Assim se determina que o enfermeiro, na procura permanente da excelência no exercício profissional, relativamente:
À satisfação do cliente – Persegue os mais elevados níveis de satisfação dos clientes,
sendo elementos importantes da sua satisfação, relacionada com os processos de prestação de cuidados de enfermagem, entre outros:
o O respeito pelas capacidades, crenças, valores e desejos da natureza individual do
cliente;
o A procura constante da empatia nas interações com o cliente;
o O estabelecimento de parcerias com o cliente no planeamento do processo de
cuidados;
o O envolvimento dos conviventes significativos do cliente individual no processo de
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o O empenho do enfermeiro, tendo em vista minimizar o impacte negativo no cliente,
provocado pelas mudanças de ambiente forçadas pelas necessidades do processo de assistência de saúde (OE, 2001).
À promoção da saúde – Ajuda os clientes a alcançarem o máximo potencial de saúde,
sendo elementos importantes face à promoção da saúde, entre outros:
o A identificação da situação de saúde da população e dos recursos do cliente / família e
comunidade;
o A criação e o aproveitamento de oportunidades para promover estilos de vida
saudáveis identificados;
o A promoção do potencial de saúde do cliente através da otimização do trabalho
adaptativo aos processos de vida, crescimento e desenvolvimento;
o O fornecimento de informação geradora de aprendizagem cognitiva e de novas
capacidades pelo cliente (OE, 2001).
À prevenção de complicações – Previne complicações para a saúde dos clientes, sendo
elementos importantes face à prevenção de complicações, entre outros:
o A identificação, tão rápida quanto possível, dos problemas potenciais do cliente,
relativamente aos quais o enfermeiro tem competência (de acordo com o seu mandato social) para prescrever, implementar e avaliar intervenções que contribuam para evitar esses mesmos problemas ou minimizar-lhes os efeitos indesejáveis;
o A prescrição das intervenções de enfermagem face aos problemas potenciais
identificados;
o O rigor técnico / científico na implementação das intervenções de enfermagem;
o A referenciação das situações problemáticas identificadas para outros profissionais, de
acordo com os mandatos sociais dos diferentes profissionais envolvidos no processo de cuidados de saúde;
o A supervisão das atividades que concretizam as intervenções de enfermagem e que
foram delegadas pelo enfermeiro;
o A responsabilização do enfermeiro pelas decisões que toma, pelos atos que pratica e
que delega (OE, 2001).
O bem-estar e o autocuidado – Maximiza o bem-estar dos clientes e suplementa /
complementa as atividades de vida relativamente às quais o cliente é dependente, sendo elementos importantes face ao bem-estar e ao autocuidado, entre outros:
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o A identificação, tão rápida quanto possível, dos problemas do cliente, relativamente
aos quais o enfermeiro tem conhecimento e está preparado para prescrever, implementar e avaliar intervenções que contribuam para aumentar o bem-estar e suplementar / complementar atividades de vida relativamente às quais o cliente é dependente;
o A prescrição das intervenções de enfermagem face aos problemas identificados; o O rigor técnico / científico na implementação das intervenções de enfermagem;
o A referenciação das situações problemáticas identificadas para outros profissionais, de
acordo com os mandatos sociais dos diferentes profissionais envolvidos no processo dos cuidados de saúde;
o A supervisão das atividades que concretizam as intervenções de enfermagem e que
foram delegadas pelo enfermeiro;
o A responsabilização do enfermeiro pelas decisões que toma, pelos atos que pratica e
pelos que delega (OE, 2001).
À readaptação funcional – Conjuntamente com o cliente desenvolve processos eficazes
de adaptação aos problemas de saúde, sendo elementos importantes face à readaptação funcional, entre outros:
o A continuidade do processo de prestação de cuidados de enfermagem;
o O planeamento da alta dos clientes internados em instituições de saúde, de acordo com
as necessidades dos clientes e os recursos da comunidade;
o O máximo aproveitamento dos diferentes recursos da comunidade;
o A otimização das capacidades do cliente e conviventes significativos para gerir o
regime terapêutico prescrito;
o O ensino, a instrução e o treino do cliente sobre a adaptação individual requerida face
à readaptação funcional (OE, 2001).
À organização dos cuidados de enfermagem – Contribui para a máxima eficácia na
organização dos cuidados de enfermagem, sendo elementos importantes face à organização dos cuidados de enfermagem, entre outros:
o A existência de um quadro de referências para o exercício profissional de
enfermagem;
o A existência de um sistema de melhoria contínua da qualidade do exercício
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o A existência de um sistema de registos de enfermagem que incorpore
sistematicamente, entre outros dados, as necessidades de cuidados de enfermagem do cliente, as intervenções de enfermagem e os resultados sensíveis às intervenções de enfermagem obtidos pelo cliente;
o A satisfação dos enfermeiros relativamente à qualidade do exercício profissional; o O número de enfermeiros face à necessidade de cuidados de enfermagem;
o A existência de uma política de formação contínua dos enfermeiros, promotora do
desenvolvimento profissional e da qualidade;
o A utilização de metodologias de organização dos cuidados de enfermagem promotoras
da qualidade (OE, 2001).
Tendo em consideração a definição de enfermeiro especialista presente no REPE,
que é descrito como tendo “competência científica, técnica e humana para prestar, além de
cuidados de Enfermagem gerais, cuidados de Enfermagem especializados na área da sua
Especialidade” (Decreto-Lei n.º 161/96 de 4 de Setembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º
104/98 de 21 de Abril), de forma semelhante os enunciados descritivos dos padrões de qualidade cuidados especializados evoluem a partir dos padrões da qualidade dos cuidados gerais.
O enquadramento concetual dos padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem gerais (OE, 2001) constitui-se como uma base de trabalho da qual emergiram os enunciados descritivos de qualidade do exercício profissional do enfermeiro
especialista em pessoa em situação crítica.
Evidenciam-se os seguintes elementos do enquadramento concetual dos cuidados especializados à pessoa em situação crítica:
A pessoa em situação de doença critica e ou falência orgânica – definida como “aquela cuja vida está ameaçada por falência ou eminência de falência de uma ou mais
funções vitais e cuja sobrevivência depende de meios avançados de vigilância, monitorização e terapêutica” (OE, Regulamento nº 124/2011; OE, 2011b).
Situação de catástrofe ou emergência multi-vítima – em que a catástrofe é definida,
como um acidente grave ou uma série de acidentes graves, suscetíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afetando intensamente as condições de vida e o tecido socioeconómico em áreas ou na totalidade do território nacional (Lei nº 27/2006, de 3 de Julho). A Emergência é definida como a situação resultante da agressão sofrida por um indivíduo por parte de um qualquer fator, que lhe origina a perda de saúde,
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brusca e violenta e que afetando-lhe, ou podendo potencialmente afetar-lhe, algum órgão vital, se não for imediatamente assistido, porá em grave risco a sua vida (Leiva, 2005; cit. por Andrade, 2010; OE, 2011b). A Emergência multi-vítima envolve um número de vítimas suficientemente alto para condicionar o normal funcionamento dos serviços de emergência e a prática de cuidados de saúde. Exige um conjunto de procedimentos médicos de emergência com a intenção de salvar o maior número de vidas e proporcionar o melhor tratamento às vítimas, otimizando o uso dos recursos disponíveis (OE, 2011b).
Prevenção e controlo da infeção associado aos cuidados à pessoa em situação crítica – A Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) é uma infeção adquirida
pelos doentes em consequência dos cuidados e procedimentos de saúde prestados e que pode, também, afetar os profissionais de saúde durante o exercício da sua atividade. (DGS, 2008; OE, 2011b). A IACS, não sendo um problema novo, reveste-se de particular relevância na pessoa em situação crítica. A maior disponibilidade de tecnologias cada vez mais avançadas e invasivas contribui para o aumento da esperança de vida, do número de doentes submetidos a terapêutica imunossupressora e antibioterapia, aumentando também o risco de infeção. Estudos internacionais revelam que cerca de um terço das infeções adquiridas no decurso da prestação de cuidados são seguramente evitáveis (DGS, 2007; OE 2011b).
Cuidados de enfermagem especializados à pessoa em situação crítica – Estes são “cuidados altamente qualificados prestados de forma contínua à pessoa com uma ou mais
funções vitais em risco imediato, como resposta às necessidades afetadas e permitindo manter as funções básicas de vida, prevenindo complicações e limitando incapacidades, tendo em vista a sua recuperação total. Estes cuidados de enfermagem exigem observação, colheita e procura contínua, de forma sistémica e sistematizada de dados, com os objetivos de conhecer continuamente a situação da pessoa alvo de cuidados, de prever e detetar precocemente as complicações, de assegurar uma intervenção precisa, concreta, eficiente e em tempo útil. E se, em situação crítica, a avaliação diagnóstica e a monitorização constantes se reconhecem de importância máxima, cuidar da pessoa a vivenciar processos complexos de doença crítica e ou falência orgânica é uma competência das competências clínicas” (OE, 2011b)
Na sua proposta para os padrões de qualidade dos cuidados especializados à pessoa em situação crítica, a OE (2011b, p.4) evidencia a frequência crescente de doenças com início súbito e as crónicas que agudizam, o aumento e a complexidade dos acidentes,
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o aumento da violência urbana e das catástrofes naturais, nos quais a falência ou risco de falência de funções vitais podem ser fatais se não forem implementadas, atempadamente, medidas de suporte de vida, exigem um corpo de profissionais de enfermagem qualificados para incorporar equipas de atendimento em contextos intra e extra hospitalar à pessoa/família em situação crítica.
Simultaneamente, tendo em conta a diversidade dos problemas de saúde cada vez mais complexos e, também, uma exigência crescente da qualidade assistencial na saúde, o enfermeiro especialista em enfermagem em pessoa em situação crítica assume, em função das suas competências, um papel primordial na implementação de cuidados especializados de qualidade do Sistema Nacional de Saúde Português. Neste sentido, Os enfermeiros especialista em pessoa em situação crítica (atualmente Médico-Cirúrgica) são reconhecidos como elementos chave na resposta à necessidade de cuidados seguros das pessoas em situação crítica (OE, 2011b).
Os enunciados descritivos da qualidade do exercício profissional dos enfermeiros têm como objetivo esclarecer a natureza e abarcar os diferentes aspetos do mandato social da profissão de enfermagem (Idem). Relativamente aos enunciados descritivos dos cuidados de enfermagem especializados à pessoa em situação crítica, estes descrevem sete categorias relativamente: à satisfação do cliente, à promoção da saúde, à prevenção de
complicações, ao bem-estar e auto cuidado, à readaptação funcional, à organização dos cuidados e à prevenção e controlo da infeção associada aos cuidados (Ibidem). Comparativamente com os enunciados dos cuidados de enfermagem gerais acresce a última categoria mencionada, assim como as competências especializadas específicas em cada uma das restantes categorias supracitadas.
Assim, relativamente a cada uma das categorias de enunciados descritivos assumem-se, como elementos importantes dos cuidados de enfermagem especializados à pessoa em situação crítica, acrescidos aos dos cuidados gerais, os seguintes:
À satisfação do cliente – Na procura permanente da excelência no exercício profissional,
o enfermeiro especialista procura os mais elevados níveis de satisfação da pessoa a vivenciar processos complexos de doença crítica e ou falência orgânica, sendo elementos importantes da satisfação da pessoa em situação crítica, relacionada com os cuidados de enfermagem especializados, entre outros:
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o “5 - o empenho do enfermeiro especialista, tendo em vista minimizar o impacto
negativo na pessoa em situação crítica, provocado pelas mudanças de ambiente forçadas pelas necessidades do processo de assistência de saúde;
o 6 - a intervenção precisa, eficiente, em tempo útil, eficaz e de forma holística face à
pessoa em situação crítica;
o 7 - a gestão da comunicação interpessoal e da informação à pessoa e família face à
complexidade da vivência de processos de doença critica e ou falência orgânica;
o 8 - a implementação de técnicas de comunicação facilitadoras da relação terapêutica em pessoas em situação crítica” (OE, 2011b, p.5).
À promoção da saúde – Na procura permanente da excelência no exercício profissional,
o enfermeiro especialista promove a saúde da pessoa a vivenciar processos complexos de doença crítica e ou falência orgânica, sendo elementos importantes face à promoção da saúde da pessoa em situação crítica, entre outros:
o “3 - a promoção do potencial de saúde da pessoa que vivenciou processos complexos
de doença crítica e ou falência orgânica;
o 4 - o fornecimento de informação geradora de aprendizagem cognitiva e de novas
capacidades pela pessoa em situação crítica;
o 5 - a avaliação de ganhos em conhecimentos e capacidades visando a educação da
pessoa/família para a gestão de processos complexos decorrentes da situação crítica” (OE, 2011b, p.5).
À prevenção de complicações – Na procura permanente da excelência no exercício
profissional, o enfermeiro especialista previne complicações para a saúde da pessoa a vivenciar processos complexos de doença crítica e ou falência orgânica, sendo elementos importantes face a prevenção de complicações na pessoa em situação crítica, entre outros:
o “1 - a identificação, tão rápida quanto possível, dos problemas potenciais da pessoa em
situação crítica, relativamente aos quais o enfermeiro especialista tem competência (de acordo com o seu mandato social) para prescrever, implementar e avaliar intervenções que contribuam para evitar esses mesmos problemas ou minimizar-lhes os efeitos indesejáveis;
o 2 - a prescrição de intervenções de enfermagem especializadas face aos focos de
instabilidade/problemas potenciais identificados;
o 3 - o rigor técnico/científico na implementação das intervenções de enfermagem
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o 4 - a referenciação das situações problemáticas identificadas, para outros profissionais
da equipa multidisciplinar envolvidos no processo de cuidados à pessoa em situação crítica;
o 5 - a referenciação para outros enfermeiros especialistas de acordo com área de
intervenção e perfil de competências de cada especialidade;
o 6 - a supervisão das atividades que concretizam as intervenções de enfermagem e que
foram delegadas pelo enfermeiro especialista;
o 7 - a responsabilização do enfermeiro especialista pelas decisões que toma, pelos atos
que pratica e que delega;
o 8 - a correta execução de cuidados técnicos de alta complexidade;
o 9 - a apropriada implementação de medidas de suporte avançado de vida;
o 10 - a gestão adequada de protocolos terapêuticos complexos” (OE, 2011b, p.6). O bem-estar e o auto cuidado – Na procura permanente da excelência no exercício
profissional, o enfermeiro especialista maximiza o bem-estar dos clientes e suplementa/complementa as atividades de vida relativamente às quais o cliente é dependente, sendo elementos importantes face ao bem-estar e auto cuidado da pessoa em situação crítica, entre outros:
o “3 - o rigor técnico / científico na implementação das intervenções de enfermagem
especializadas;
o 4 - a referenciação das situações problemáticas identificadas para outros profissionais,
da equipa multidisciplinar envolvidos no processo de cuidados à pessoa em situação crítica;
o 5 - a supervisão das atividades que concretizam as intervenções de enfermagem e que
foram delegadas pelo enfermeiro especialista;
o 6 - a responsabilização do enfermeiro especialista pelas decisões que toma, pelos atos
que pratica e pelos que delega;
o 7 - a gestão diferenciada e eficaz da dor com a implementação de instrumentos de
avaliação da dor e de protocolos terapêuticos - medidas farmacológicas e não