5 Hagebruk og fruktdyrking
5.1 Et historisk overblikk
O diagnóstico nunca deve ser atribuído sem ser confirmado, aprofundado e fundamentado baseado num estudo completo.
“Temos três principais meios: a observação da natureza, a reflexão e a experiência. A observação recolhe os factos, a reflexão combina-os, a experiência verifica o resultado da combinação. É necessário que a observação da natureza seja assídua, que a reflexão seja profunda e que a experiência seja exata”, Diderot, D. (1753).
A citação de Denis Diderot em “Pensamentos sobre a interpretação da natureza” faz uma demonstração correta de como é efetuado o pensamento para a obtenção do diagnóstico. Em primeiro lugar é sempre necessário tomar conhecimento da anomalia, das causas envolvidas e dos problemas dos materiais. De seguida, parte-se para a execução do exame onde já se entra na parte da reflexão. Na reflexão/exame deve ser feita a reconstituição construtiva, a observação da envolvente, a história, manifestações afins e ensaios. Por último, experiência vem acrescentar o conhecimento necessário para a interpretação da reflexão. Esta vai ajudar na obtenção o diagnóstico permitindo fazer uma seleção e exclusão de causas.
“A experiência é o princípio que instrui sobre as diversas conjunções dos objetos do passado”, já citado
por David Hume, Filósofo e Historiado em 1739 quando publicou o “Tratado da natureza humana”. Um olhar atento e uma inspeção rigorosa não podem faltar na procura por uma obtenção o mais correta possível de um diagnóstico. E um diagnóstico não pode preceder a nenhuma ação construtiva nem de projeto (Fernandes, 2014). A sua elaboração deve basear-se em duas grandes questões: (Freitas, Sousa (2003) e Fernandes, 2014).
Que informação precisa o projetista?
Que meios de diagnóstico deve utilizar o projetista?
O sucesso de um diagnóstico baseia-se numa crucial identificação e definição das estratégias de intervenção adequadas, onde as causas e os efeitos estariam estabelecidos de fora exaustiva e completa.
“O diagnóstico das causas envolve o reconhecimento, com base nos sintomas ou manifestações da anomalia construtiva, de uma ou mais causas de entre as várias hipotéticas causas, como responsável pela ocorrência de uma determinada anomalia” (Santos, Coelho, 2010).
Uma investigação prévia e bem fundamentada das causas que levam à ocorrência de anomalias é fundamental para uma melhor compreensão da mesma, devendo ser organizadas em causas diretas e indiretas pretendendo, assim, hierarquizar a sua importância de forma a ajudar na clarificação do problema. Consequentemente, a elaboração de um possível diagnóstico passa pela identificação prévia dos sintomas que originam a anomalia, quer sejam passíveis de ser visualmente suscetíveis de ser observados quer necessitem de recorrer à utilização de aparelhos que permitem a deteção dos sintomas. Os seus registos devem conter campos e informações inerentes a cada anomalia incluindo esclarecimentos em relação às técnicas de inspeção e ensaio a que é possível recorrer para um diagnóstico mais aprofundado; o prognóstico possível; as medidas corretivas; e por fim, as medidas preventivas, ou seja, o que se pode ou deve fazer para evitar as anomalias futuramente e para as
solucionar. O seu registo deve ser feito em plantas e alçados, ou mesmo recorrendo a cortes dos edifícios, no sentido de simplificar aos informados a localização exata da anomalia e a sua respetiva causa. O padrão de deteção das anomalias deve englobar o levantamento, caracterização e diagnóstico (Cóias, 2012).
Um diagnóstico correto deve basear-se num conhecimento profundo da situação em que se encontra o elemento em questão. Assim sendo, deve ser feita uma análise fundamentada por um observador através de medidas rápidas verificando presenças de humidade e respetiva localização de sintomas; tipos de anomalias, fungos, microfissuras, falta de coesão, manchas e corrosão; quantidade e localização das anomalias dos revestimentos; sondagens para observação do suporte em pontos específicos (Cóias, 2012).
No caso dos ensaios in situ pode-se recorrer a medidores de humidade, que permitem saber a localização e a intensidade da mesma através de um mapa de distribuição da mesma; ou então pode-se recorrer aos ensaios mecânicos e físicos que vão permitir determinar as causas averiguando os pontos que ainda mantêm as suas capacidades funcionais ou não: caso ainda restem dúvidas pode ser possível recorrer a um ensaio que permite um estudo mais profundo da anomalia capaz de danificar o elemento (Cóias, 2012).
Os ensaios de laboratório que requerem a recolha de amostras acabam sempre por destruir o que implica uma precaução cuidada antes da sua utilização, devendo ser utilizados quando os ensaios in situ não apresentam os resultados pretendidos (Cóias, 2012).
Quando se pretende obter um diagnóstico conclusivo a ideia passa por chegar às causas certas através dos sintomas e dos exames corretos. A gravidade da anomalia é algo que vai ter uma grande influência no diagnóstico pressupondo que se escolha a via mais vantajosa à construção em questão. A falta de informação adequada pode ser crucial na dificuldade em interpretar o diagnóstico correto. Uma longa experiência profissional associada a uma boa formação de base vem facilitar às pessoas encarregues chegar a uma maior exatidão.
Assim sendo, pode resumir.se os passos necessários para a obtenção de um diagnóstico completo através de (Freitas, Sousa, 2003):
Análise da informação escrita e desenhada; Realização de um inquérito;
Visita ao interior e exterior dos edifícios;
Realização de um levantamento topográfico do edifício e suas patologias; Medições “in situ” ou em laboratório;
Sondagens.
Após a obtenção do diagnóstico, a sua validação apenas pode ser obtida após a eliminação das causas patológicas que originem uma interrupção nos efeitos não pretendidos.
Lanzinha (2001), estrutura um modelo de diagnóstico possível que engloba todas as fases necessárias por que é necessário passar para permitir uma sequência entre ações que em caso de obtenção de um nível bastante assertivo deixa de fazer sentido continuar, uma vez que supostamente se obteve um estado de degradação e nível da qualidade com severidade.
Quadro 8 – Estrutura do método de diagnóstico, (adaptado de Lanzinha, Freitas, Gomes, 2001).
Finalmente, após a determinação do diagnóstico importa reforçar a necessidade de fornecer dados com (Freitas, Sousa, 2003):
Introdução;
Descrição dos elementos construtivos em análise;
Resultados das sondagens e medições e sua interpretação; Descrição das patologias;
Causas das patologias; Estimativa de custos.
Após o fornecimento das informações necessárias por parte dos responsáveis cabe ao dono de obra determinar uma estratégia para a intervenção a efetuar, uma vez que já tomou conhecimento das necessidades do edifício, bem como as correspondentes soluções de reparação e as estimativas de custos análogas (Fernandes, 2013).