4.4 GUDS FRELSESGJERNING VED DEN HELLIGE ÅND
4.4.5 Eskatologi – legemets oppstandelse og det evige liv
A análise dos dados e a avaliação das conversas transcritas para a reelaboração do Projeto de Formação inicial careceram, como todo processo de avaliação, de alguns passos para que ele pudesse ser interpretado da maneira mais assertiva possível. Todas as reflexões tiveram, como objetivo, a reelaboração do Projeto de Formação elaborado inicialmente, para, depois, ser aplicado tanto nas instituições que contribuíram com a pesquisa, como também em outras instituições de Educação Infantil.
Após definir, com o grupo de educadores, o objetivo da discussão como sendo o de avaliar o Projeto de Formação quanto à relevância e à viabilidade, estabeleci alguns critérios para análise das transcrições realizadas.
Scriven e Stufflebeam (1978, p. 50-53) enfatizam o caráter processual da avaliação, definindo que avaliar “é o processo de delinear, obter e fornecer informações úteis para o julgamento de decisões alternativas”. (grifo nosso)
Os critérios estabelecidos para análise e avaliação, do primeiro momento da discussão, cujo foco foi a Avaliação na Educação Infantil, buscaram compreender se os professores participantes:
reconheciam a criança e a família como parte dos processos avaliativos e de ensino aprendizagem.
No segundo momento, na análise do Projeto de Formação proposto, os critérios estabelecidos consideraram que os professores pudessem analisar a proposta de formação quanto à:
relevância: avaliar, em que medida, o Projeto de Formação pode, ou não, contribuir para a melhoria das práticas avaliativas na Educação Infantil; coerência: avaliar, em que medida, os objetivos propostos estão articulados, ou não, com cada uma das etapas, e se as etapas propostas dão conta de instrumentalizar os professores na elaboração de portfólios;
eficácia: avaliar se os Projeto de Formação pode ser eficaz, ou não, na formação dos professores e analisar que aspectos faltam e podem ser incluídos como novas etapas.
Da análise realizada da discussão dos dois grupos, os professores pareceram sensibilizar-se quanto à possibilidade de instituir o portfólio nas práticas avaliativas da Educação Infantil. Em ambos os grupos, os professores, ao avaliar o projeto, demonstraram curiosidade e dúvidas, parecendo interessar-se por saber mais a respeito desse instrumento.
Após análise e contribuições dos professores que participaram da pesquisa, foi necessário reorganizar a primeira versão do Projeto de Formação e aumentar a carga horária, inicialmente de trinta, para sessenta horas.
Tal aumento se deve a dois principais fatores: a necessidade de garantir um tempo de estudo para que os professores possam refletir sobre as informações que vão adquirindo e a importância de prever um tempo no encontro presencial que possa garantir dinâmicas variadas de construção coletiva do conhecimento, evitando que apenas o formador seja transmissor de teorias sobre o assunto.
Das conversas sobre as práticas avaliativas na Educação Infantil, evidenciou-se que os professores realizam uma avaliação contínua da criança, porém ao produzir o instrumento de avaliação, a única preocupação é comunicar às famílias o desenvolvimento acerca de um período de tempo determinado. Uma reflexão importante nos grupos que participaram da pesquisa seria como os relatórios podem tornar-se um instrumento para a tomada de decisão por parte dos professores, das crianças e de seus
familiares, no sentido de rever as próprias práticas e de estabelecer metas e desafios para a continuidade da aprendizagem.
Quanto à análise do Projeto de Formação, considero que os professores fizeram apontamentos bastante relevantes acerca não apenas deste projeto, mas do que as formações precisam garantir para interessar o professor e se tornarem significativas a ponto de contribuir para que os educadores modifiquem sua prática em sala de aula.
Das contribuições apresentadas, pude perceber que algumas já estavam previstas na primeira versão do projeto. Ouvir quem está sendo formado e compreender as concepções que cada professor tem de avaliação foram duas de minhas preocupações desde o início. Nesse sentido, contemplo dinâmicas em que os professores possam refletir acerca de suas atitudes e concepções.
Um outro aspecto que considerei como relevante, mas que, após a pesquisa, precisei reorganizar, foi quanto à apresentação de exemplos para que o professor possa ter referências concretas do trabalho realizado em outras instituições. Um projeto de formação precisa dar visibilidade a boas práticas para que o professor possa ter referência e recriar a partir do que deu certo. Bons exemplos estimulam o professor a querer tentar e vivenciar algo semelhante.
O domínio teórico da parte histórica e da evolução das concepções sobre avaliação, avaliação na Educação Infantil e portfólios também é fundamental. Eu mesma pude concluir que hoje, após toda a pesquisa, sou uma formadora mais bem preparada para contribuir com a formação dos professores.
Atrelada à fundamentação teórica, no entanto, existe a prática. Penso que a referência de sala de aula e a atuação na escola dão ao formador uma possibilidade maior de tocar o professor, no sentido de fazê-lo experimentar novas práticas, pois compartilhar experiências do cotidiano, mescladas à investigação acadêmica, contribui para que os professores se identifiquem com aquele que lhe apresenta novas possibilidades.
A partir da avaliação e sugestão das professoras que participaram dos grupos de discussão, acrescentei também novas etapas ao Projeto de Formação. Uma das sugestões foi a de que o professor pudesse, ao longo da formação, construir seu próprio portfólio.
de aprendizagem e se estiver desconectado das construções diárias entre professor, aluno e conhecimento.
Essa possibilidade, do meu ponto de vista, poderá auxiliar o professor não apenas a compreender o conceito de portfólio, como também alinhar estratégias para a construção desse instrumento, ao longo do processo de formação.
Outro aspecto relevante com o qual me preocupei, após conversa com os professores, foi o de garantir, na formação, momentos de acompanhamento para auxiliar o professor na organização e na seleção de atividades significativas para cada criança, a depender da faixa etária. Os vídeos que disponibilizei poderão dar aos professores parâmetros de como essa escolha pode ser feita.
Um último aspecto bastante relevante, que não aparece como uma etapa, mas que deve estar implícito em todas elas, deve-se à habilidade que o formador precisará ter para mostrar aos professores que muito do que já se faz na Educação Infantil, em termos de registro, possibilita a prática do uso de portfólios. Aperfeiçoar os registros, organizá-los e envolver as crianças na avaliação do processo é o que dará maior visibilidade e concretude às aprendizagens.
Por fim, penso que, além deste projeto, as professoras participantes trouxeram apontamentos bastante relevantes para pensarmos em outras ações formativas, uma vez que todas, continuamente, participam de ações formativas com o intuito de modificar e aperfeiçoar a própria prática.
A partir das falas evidenciaram-se algumas características necessárias para práticas formativas eficazes que demandam do formador de formadores uma formação contínua.
Em primeiro lugar, os professores consideram que, para que essas situações sejam significativas e despertem a vontade de mudança, o professor precisa perceber que o formador é alguém que domina e conhece o assunto. Para isso ele precisa conhecer bem a teoria e estabelecer relações com situações vividas na prática. A teoria, por si só, torna o aprender monótono, e a prática, por si só, não tem consistência suficiente para convencer o professor de que é preciso mudar.
Por outro lado, apontam que um “bom” formador também precisa ter habilidade para criar expectativa e despertar no professor a vontade de querer aprender e de querer experimentar. Esse aspecto, talvez, possa ser comparado com o que fazemos com a criança pequena, mesmo em se tratando de adultos.
Outro ponto diz respeito às leituras. É importante que o formador proponha a leitura de textos para que os professores possam, em casa, complementar as informações e dar continuidade às aprendizagens. Os textos devem ser cuidadosamente escolhidos para que os professores percebam um sentido e uma continuidade para tal leitura.
Por fim, mas não menos importante, o professor, ao buscar qualquer formação, precisa querer mudar ou descobrir mais sobre qualquer assunto. Nesse sentido, penso que a principal mudança cabe à escola e à equipe gestora que precisam de criar espaços contínuos de reflexão, para que os professores discutam as próprias práticas e vejam sentido em querer buscar novas formas de lidar com a realidade que já existe.