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Erfaringer med BIM for infrastruktur

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2. Metode

3.5 Erfaringer med BIM for infrastruktur

O conceito de política de inovação começou gradativamente a ser inserido nas questões políticas econômicas a partir da década de 70. As políticas de inovação são derivadas das políticas industriais e principalmente das políticas de ciência e tecnologia. No início, estas políticas eram orientadas por um modelo linear de inovação. Neste modelo, a inovação era obtida através de um processo linear simples que era originada na pesquisa básica e avançava por níveis mais aplicados de pesquisa até o marketing. O maior objetivo destas políticas era o desenvolvimento científico. Depois, novas abordagens foram integradas à formulação e a implementação destas políticas que trouxeram a importância do modelo sistêmico de inovação que privilegia a interação entre várias instituições na produção da inovação (OCDE, 2005).

Algumas políticas de inovação trabalham o aspecto de apropriação do conhecimento. A falta de apropriação do conhecimento poderia desmotivar a inovação nas empresas. As políticas de inovação compensariam o incentivo do

103 mercado ou outras falhas de mercado com os custos de risco e de transações através de financiamento direto de pesquisas e de regulação de patentes. Outras políticas trabalham os canais e redes de difusão de idéias, habilidades, conhecimentos, informações e sinais de vários tipos. O foco destas políticas são as interações das instituições e envolve a combinação de várias ações macroeconômicas e estruturais (OCDE, 2005).

Para Lundval e Borras (2004), o termo foi adotado para explorar as novas oportunidades tecnológicas, o crescimento econômico e a competitividade das empresas internacionalmente. As políticas de inovação podem ser abordadas pelo menos de duas formas distintas. A primeira abordagem é a liberal que enfatiza a não intervenção estatal e trabalha as condições institucionais. A predominância do mercado e da competição é o principal pré-requisito para a inovação.

A outra abordagem utiliza o conceito de sistema de inovação. A política de inovação atua revendo e redesenhando as ligações entre as partes dos sistemas. As políticas de inovação focalizam principalmente as dimensões institucionais e organizacionais dos sistemas de inovação. A interação entre o governo, firmas e instituições de pesquisa é uma condição necessária para a implementação dos programas com sucesso. A inovação é vista como um processo interativo, dependente do contexto e do caminho histórico das instituições. Os sistemas de inovação são percebidos como estruturas de construção de competências e inovação. A aprendizagem na formação destas competências é feita através da interação entre pessoas e firmas. No sistema de inovação também é necessário um clima social de confiança, lealdade e poder para estimular a acumulação de conhecimento.

104 Já para Edquist (2001), as políticas de inovação podem ser entendidas como políticas que influenciam a mudança tecnológica e outras inovações. O autor defende que existem duas razões primordiais de intervenção pública na economia. A primeira é a falha do mercado e dos atores capitalistas em atingirem os objetivos de inovação. A segunda é a capacidade do Estado em resolver estes problemas do mercado e dos atores capitalistas. Estes problemas não conseguem ser resolvidos somente na dimensão política. O Estado deve também desenvolver habilidades institucionais específicas para resolver problemas relacionados à inovação.

Para o autor, novos instrumentos políticos, novas organizações e novas instituições devem ser criados para analisar e propor soluções ao desenvolvimento da capacidade de inovar de um país. Por exemplo, a criação de agências e leis sobre patentes. Desta forma, o Estado pode solucionar os problemas de capacidade de inovação através de mecanismos fora do mercado, indiretamente, através da regulação, com instrumentos de oferta e demanda de padrões técnicos, ou diretos, através da intervenção do Estado como os fundos ou as taxas de incentivos a P&D. O Estado também pode melhorar o mercado através de leis de competitividade ou criar um mercado para inovação com o desenvolvimento dos direitos de propriedade intelectual. Nestes casos, a política de inovação estaria ligada a formulação das regras do jogo, ou seja, as políticas estariam envolvidas na criação, na mudança ou no desenvolvimento de instituições que incentivem a inovação. Assim, o Estado estaria envolvido na criação de um sistema de inovação onde as firmas inovem em interação com outras organizações dentro de um ambiente institucional específico.

A inovação é um processo complexo que envolve não somente a combinação de elementos como a transformação destes elementos em novos produtos ou processos. O processo de inovação é caracterizado por mecanismos de

105 retro-alimentação e de interação entre diversos atores num contexto institucional existente. Inovações ocorrem onde atores organizacionais e regras institucionais são elementos principais. A interação e a interdependência é a característica principal do sistema de inovação porque a inovação é caracterizada pelos elementos e as relações entre estes elementos do sistema. O desempenho por longo prazo de algumas firmas está dependente das relações destas organizações com as universidades e os institutos de pesquisa, e não somente a existência destes elementos (EDQUIST, 2001). Estas relações e organizações são formatadas ou inseridas nas instituições, normalmente dominada pelo nível nacional como veremos adiante com o Brasil e os Estados Unidos, mas também pode ser analisada pelo nível supranacional como na União Européia, ou regional como o Vale do Silício.

Para Casper (2007), a abordagem das variedades do capitalismo defende que diferentes resultados de novas indústrias tecnológicas dependem do tipo de mercado gerado pelo arcabouço institucional, as economias de mercado liberais e as economias de mercado coordenadas. A abordagem trata pouco da relação deste arranjo com políticas públicas de inovação. As políticas de inovação podem interagir diferentemente com a configuração institucional dominante dos diferentes tipos de economias e podem impactar nas formas de inovar da firma. Na abordagem das variedades do capitalismo, as instituições sociais não estão ligadas ao Estado e as políticas públicas aparecem como agentes autônomos que podem reconfigurar o modelo institucional nacional para acomodar as demandas de um determinado setor, designar um complemento e circunscrever incentivos ou constrangimentos dentro da economia para atingir determinadas firmas.

Uma implicação política deste modelo é que países podem desenvolver instituições que promovam trajetórias de inovação radical ou incremental, mas nunca

106 funcionaria com ambas ao mesmo tempo. As economias de mercado coordenadas não seriam capazes de adotar com sucesso políticas com o objetivo de reformar o modelo nacional de instituições para melhor atender firmas com inovação radical. O mesmo aconteceria com as economias de mercado liberais em relação às firmas com inovações incrementais. Nestes casos, novas estruturas de suporte institucional devem ser desenvolvidas para estes tipos de firmas. As políticas atuariam como uma correção da trajetória do modelo básico de capitalismo de um país. As políticas públicas criariam modelos institucionais alternativos para o desenvolvimento destes novos setores, apesar dos problemas de implementação destas políticas por causa da dificuldade em adotar uma lógica de coordenação diferente do modelo institucional dominante de um país (CASPER, 2007).

Para Mowery e Nelson (1999), algumas políticas públicas criam sistemas setoriais de suporte para promover o sucesso das firmas em determinadas áreas. Muitas políticas de promoção de novas tecnologias contêm diversos recursos e criam regras e regulações específicas para determinado setor. Em ambientes de mercado liberal, o sistema de suporte setorial é necessário para o bom desempenho de indústrias emergentes. As políticas são construídas sobre ou complementares aos incentivos institucionais que orientam os setores. Já em ambientes de mercado coordenado, as políticas para a criação de um sistema de suporte setorial são mais difíceis de serem desenvolvidas. Neste caso, as políticas devem criar os incentivos setoriais, mas deve circunscrever os padrões de coordenação econômicos das companhias dentro do objetivo do setor que se quer atingir (CASPER, 2007). Seguindo a lógica de Scheneider (2009), os mercados em rede têm uma maior semelhança com os mercados coordenados, enquanto os mercados hierárquicos têm uma maior semelhança com os mercados liberais. Isto pode sugerir que as

107 políticas de inovação de mercados em rede ou hierárquicos devem seguir as mesmas políticas adotadas nos tipos de mercados semelhantes. No caso de mercados influenciados pelo Estado, as políticas devem atuar nas interações e capacidades produtivas para a promoção da inovação das firmas.

Para Viotti (2004), a mudança tecnológica dos países em desenvolvimento sugere várias implicações políticas que os governos devem tomar em consideração. Políticas convencionais, como a simples competição e a grande proteção da propriedade intelectual, não funcionam para transformar países de uma aprendizagem passiva para uma aprendizagem ativa, logo para a inovação. O processo de competitividade através da abertura de mercado induz usualmente a competição de preço e a especialização das indústrias intensivas em trabalho e recursos naturais ou na aplicação de tecnológicas ultrapassadas. Os países em desenvolvimento devem reduzir os processos de imitação e fortalecer o processo de aprendizagem ativa. Desta forma, estes países devem desenvolver padrões e instituições para ativar a aprendizagem tecnológica e construir firmas com melhor capacidade tecnológica para inovar. O autor finaliza sobre a importância de escolher o melhor setor ou a melhor tecnologia. Uma tecnologia menos madura elevaria as oportunidades para a aprendizagem ou mesmo a inovação ativa. Enquanto as tecnologias maduras são na maior parte uma extremidade inoperante para a aprendizagem ativa. (VIOTTI, 2004)

Este capítulo procurou trabalhar a relação entre a abordagem das variedades de capitalismo e as políticas de inovação. Esta abordagem defende que existem tipos adequados de políticas de inovação de acordo com a variedade de capitalismo de cada país. No capítulo seguinte foram analisadas as trajetórias e as

108 políticas de inovação do Brasil e dos Estados Unidos, assim como, a relação destas políticas com a variedade de capitalismo vigente nestes países.

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CAPÍTULO 4 – AS REFORMAS DAS TRAJETÓRIAS DA INOVAÇÃO

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