6. REPRESENTASJONAR AV HIJAB OG KONSTRUKSJONAR AV MEDBORGARSKAP 87
6.3 R ETTAR I KONFLIKT ?
A educação a distância é uma modalidade de educação onde a sala de aula assume características virtuais, em relação a uma não convergência de espaço/tempo para os seus
atores – professores e alunos (RICCIO, 2005). É a forma frequentemente utilizada para referenciar programas nos quais o espaço físico separa o estudante do professor. Os meios de comunicação, inclusive a Internet, respondem pela interação entre esses atores.
Freitas (2005) reflete que durante muito tempo o ensino a distancia foi entendido como uma modalidade do ensino independente, no qual o estudante tem certo grau de autonomia para decidir acerca do tempo e local de estudo. A atualidade revela a proximidade entre educação presencial e a distância, conforme Freitas (in FREITAS, ARAÚJO e FERNANDES, 2008). Pondera a autora, ainda, que o prestígio da EAD se equipara ao da educação presencial e que não há limites físicos para a inclusão de todos os habitantes do planeta no sistema educacional, desde que observadas as normas legais e a qualidade.
A necessidade social de proporcionar educação a segmentos populacionais alijados do sistema tradicional de ensino desencadeou o surgimento da educação a distância que, por vezes, caracteriza-se na oportunidade de estudos a adultos engajados no mercado de trabalho. Katz (1973, apud FREITAS, 2005) revela que o primeiro curso por correspondência nos Estados Unidos remonta ao ano de 1728. Castro e Guaranys (1977, apud FREITAS, 2005) registram curso de taquigrafia inglês em 1840. O início do século XX marca o rápido crescimento da educação a distância, quando surgem outros cursos por correspondência, na Rússia e nos Estados Unidos. “Os mais bem sucedidos eram os do tipo extensão universitária ou técnicos. Havia uma grande resistência com relação a cursos universitários a distância, por isso poucas foram as experiências duradouras, mesmo nos países mais desenvolvidos” (FREITAS, 2005, p. 58).
O Instituto Universal Brasileiro, iniciado em 1940, parece ser a instituição mais antiga a manter cursos por correspondência no Brasil, conforme relata Freitas (2005). Outras instituições do mesmo gênero foram criadas no Brasil, com destaque para o Centro de Estudos Regulares, fundado em 1981. Seu objetivo era assegurar a continuidade dos estudos pelo sistema educacional brasileiro a crianças de famílias que se mudavam temporariamente para o exterior.
Mesmo considerando a utilidade dos cursos por correspondência, é importante a sua atualização, incorporando tecnologias educacionais mais modernas. Conforme Freitas (2005), a introdução do microcomputador, entre outras tecnologias, pode ser verificada, desde a década de 80, na The Pennsylvania State University (EUA) e no Centro de Estudos Regulares (Brasil). Contudo, “o texto impresso e a comunicação escrita através do correio impresso continuam sendo básicos e não podem ser menosprezados. [...] esse é um meio de comunicação econômico e eficiente [...]” (FREITAS, 2005, p. 59), que facilita a
implementação da educação a distância em regiões menos favorecidas pelos meios mais modernos e tecnologicamente sofisticados de comunicação.
A possibilidade de rápida expansão da oferta da educação superior, fazendo a universidade presente nos mais variados espaços do território brasileiro, assim como a indicação de uma possível economia de custos, seduz a todos que idealizam o direito à educação (PRETTO e PICANÇO, 2005). É inegável a existência e até a prevalência de encantamento sobre a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), facilitando a expansão da oferta da educação superior no Brasil.
A EAD vem crescendo no Brasil, onde são observados aspectos mais esclarecidos da legislação, o que favorece o investimento e inovações por parte das IES (LITTO, 2008). Afirma o autor, acerca dos resultados do ENADE 2007, que é maior o desempenho dos estudantes que estudaram a distância na maioria das áreas avaliadas. Esse fato encontra sustentação na premissa de que os estudantes da modalidade de educação a distância são mais maduros, motivados e disciplinados, que contam com o apoio de uma equipe de especialistas responsável pelo conteúdo, sua apresentação clara e inserção no contexto onde ocorre a aprendizagem.
No tocante ao material didático utilizado, Litto (2008) ressalta que estudantes recebem vasto material de apoio (livros) em países mais tracionais no uso da EAD. No Brasil, a situação não é a mesma: os estudantes recebem apostilas, compostas de textos extraídos de livros, caracterizando redução no material colocado à disposição do estudante. Há casos extremos em que apenas apresentações de slides preparadas pelos docentes são entregues aos estudantes, restringindo o acesso ao conhecimento. Finalizando, o autor declara sua preocupação com a qualidade da EAD se apenas sinopses sustentarem o processo de ensino- aprendizagem.
O rápido crescimento verificado na EAD brasileira, conforme pondera Moran (2007), decorre da existência de demanda reprimida de estudantes não atendidos, sobretudo em decorrência de fatores econômicos, o que dificulta a realização de avaliação abrangente e objetiva, particularmente na educação superior. A maior parte das pesquisas em termos de avaliação da EAD está focada em experiências isoladas. Destaca o autor que a EAD sempre esteve vinculada ao ensino técnico, passando a atender, em seguida, a educação de adultos, por meio dos antigos cursos supletivos. Essas experiências ainda fundamentam o preconceito enfrentado pela EAD nos diversos níveis da educação brasileira.
O advento das TIC é responsável por mudanças do comportamento humano, inclusive em se tratando de educação, o que facilita o desenvolvimento da EAD. Esse novo momento
levou Polak (2009) a repensar a avaliação, já que as exigências das atuais metodologias de ensino e trabalho não se satisfazem com os modelos avaliativos centrados em concepções classificatórias e quantitativas. Imperativa é a convivência da avaliação quantitativa e qualitativa. Ressalta a autora que a avaliação deve constituir-se em instrumento de inclusão, descartando as conotações classificatórias, restritivas e punitivas.
A utilização da avaliação como instrumento para revisão de práticas pedagógicas, redefinição de estratégias de aprendizagem, revisão de metas e objetivos é objeto de observação por Polak (2009). Nesse sentido, Arredondo (apud POLAK, 2009) lembra a intencionalidade da avaliação como formuladora de informações e comunicação com vistas ao monitoramento, apoio e aperfeiçoamento do processo de ensino-aprendizagem, exigindo muito mais atividades de caráter formativo, a despeito de controle e classificação de resultados. Com uma amplitude que extrapola a valoração e orientação ao estudante, a avaliação deve, também, ser considerada em termos sistêmicos, constituindo-se em juízo de valor capaz de nortear decisões.
Discorrendo sobre as estatísticas da EAD no Brasil, Sanches (2009) menciona a criação de instrumentos que permitem uma visão macro e recortes consistentes do setor educacional brasileiro. Apesar das polêmicas que geram as estatísticas educacionais, comuns em qualquer investigação métrica de questão tão complexa como a educação, num país de dimensões continentais como o Brasil, os critérios de coleta e disseminação de estatísticas educacionais favorecem a consistência em gestão e planejamento educacional.
Ainda é escassa a informação produzida em termos de levantamentos estatísticos sobre EAD, segundo Sanches (2009). O INEP divulga dados parciais de EAD, restritos à educação superior, com atraso de dois anos, em função de protocolos inerentes a esse tipo de coleta de dados. Os levantamentos do INEP permitem avaliações limitadas acerca de evasão escolar e aproveitamento, entre outros. O autor atribui a ausência de instrumentos mais precisos para pesquisas em EAD ao fato de que apenas recentemente essa modalidade de oferta da educação se tornou alvo de políticas públicas.