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5. EVALUERINGEN

5.5 T ILGANGEN TIL PROGRAMMET

5.5.1 En svak rettighet

As experiências positivas no campo profissional não ocorrem de forma isolada. Dão-se dentro de um contexto acadêmico e profissional em que pessoas significantes do contexto acadêmico e pessoal tornam-se mediadores do desenvolvimento do saber. São verdadeiros objetos transicionais na construção da identidade.

Nas entrevistas, os discentes mostram que nas situações de aprendizagens favoráveis, as crianças estavam sempre presentes, despertando, assim, fortes emoções que, com certeza, serão lembranças inesquecíveis de uma história de formação profissional. É uma sensação de superação, de bem estar, proporcionando a elevação da alta estima, condição essencial para a satisfação profissional. A verdadeira aprendizagem, ou seja, a aprendizagem significativa, só acontece quando nós aprendemos a fazer vivenciando, vivendo a transformação. Nesse sentido, a utopia passa a ser realidade, principalmente quando consideramos paradigmas a serem quebrados, como é o caso da educação inclusiva.

Com uma sociedade totalmente voltada para o conhecimento, as informações chegam rápidas e a diversidade é cada vez mais presente, oportunizando que, nos tempos atuais, ela seja o ponto de partida para uma sociedade inclusiva. Vale destacar que o direito de todos à educação foi debatido de uma forma mais intensa e integral nas últimas décadas.

Assim, a necessidade de constituir uma escola em que a prática pedagógica seja estruturada de modo a contemplar as necessidades de todos, de forma igualitária, foi discutida e assumida a partir de documentos legais nacionais e internacionais, como a Constituição Federal (1988), a Declaração Mundial Sobre Educação para Todos (1990), a Declaração de Salamanca (1994) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996).

No início deste século, há um incremento da legislação que contempla a pessoa com deficiência, como a Convenção da Guatemala (2001), a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada e incorporada a Constituição como Decreto Legislativo nº 186/2008 entre outros dispositivos legais. Nesse contexto, busca-se cada vez mais uma sociedade democrática, que respeite as diferenças sociais, culturais e econômicas (GANDIN 2000).

Para que a inclusão se efetue, não basta estar garantido na legislação, mas demanda modificações profundas e importantes no sistema de ensino e nas atitudes. Kunc (1992 apud MRECH, 2004) falando sobre inclusão diz que: "o princípio fundamental da educação inclusiva é a valorização da diversidade e da comunidade humana. Essas mudanças devem levar em conta o contexto socioeconômico, além de serem gradativas, planejadas e contínuas para garantir uma educação de ótima qualidade (BUENO; CATANI; SOUSA, 1998).

A escola para todos é um desafio que nosso sistema educacional ainda está buscando, sendo uma condição para a efetivação de uma sociedade inclusiva. Nesse sentido, para termos uma sociedade democrática temos que efetivar um sistema educacional para todas as crianças, sem exclusão de ordem econômica, emocional, social e cultural, que garanta educação de qualidade para todas as crianças. Nesse contexto, estão os alunos deficientes, que precisam de um atendimento educacional especializado, disponibilizando condições para que a aprendizagem aconteça para todos os alunos.

O princípio da escola inclusiva consiste em que todas as pessoas devam aprender juntas, as dificuldades são as igualdades, pois todos os alunos são diferentes e as salas de aula são heterogêneas. Sendo assim, as escolas têm que atender, de forma qualitativa, a todas as diversidades. Não pode oferecer escola em prol de circunstâncias legais, inserindo somente em lugares específicos em sala de aula e não oferecer real condição para a aprendizagem significativa, ou seja, escola para todos, mas sem educação para todos.

São varias as barreiras que precisam ser removidas fora e dentro dos sistemas educacionais e, para que se avance nesse processo, as escolas têm que acolher a todas as crianças da comunidade e promover seu aprendizado e participação na sociedade.

A diversidade está presente no cotidiano: escola, trabalho, lazer etc. O “diferente” é muito presente no dia a dia, visto que encontramos diferenças nas pessoas em relação ao visual, à aparência, sexo, deficiência, cultura, etnia, entre outros. Então, torna-se fundamental que se desenvolva um trabalho nas escolas voltado para atender todo tipo de diferença, tendo em vista o processo de mudança que vem ocorrendo na sociedade contemporânea. Desse modo, é necessário que desde a Educação Infantil, os programas educacionais devem estar voltados à diversidade, para que a criança aprenda a respeitar, viver e se construir nesse

contexto. Através das falas abaixo, percebe-se claramente a importância de se trabalhar na perspectiva da diversidade:

Marcia - Olha, o curso de pedagogia a gente tem várias disciplinas que

fazem a gente se apaixonar ainda mais, por exemplo, a disciplina que você lida com crianças com necessidades especiais, você tem a possibilidade de acreditar naquela criança e a criança tem a capacidade de aprender, assim como as outras que não têm nenhuma necessidade. (informação verbal).

Marcia - Nas escolas a gente vivenciou com nossos professores, que

deram embasamento teórico pra que nos possibilitasse um melhor desempenho na área, com as crianças, né? Com os profissionais da própria escola que a gente foi estagiar, também colaboraram por saber mais do que a gente, então, com várias pessoas que só fortaleceram ainda mais o conhecimento. (informação verbal).

Mércia - São outras crianças, outras experiências diferentes, e todas são

proveitosas, a gente adquire muitos conhecimentos diferentes. (informação verbal).

Mércia - Além da união da equipe, mas também de poder de levar aquele

conhecimento que a gente teve em sala de aula de como trabalhar com crianças, como lidar com crianças como ajudar aquelas crianças, assim foi o mais emocionante até assim, eu espero ter outras pra eu poder fazer uma grande bagagem, mas por enquanto, foi esse projeto que a gente fez em Ribamar. (informação verbal).

Manuela - A partir da observação, de como as crianças é, sobressaem na

sala, do contato ali com elas. (informação verbal).

Michele - Ah foi muito bom, aquele contato com as crianças: ouvi das

crianças, tia isso aqui, tia, a gente se imagina como professora daquelas crianças, quando a gente sai a gente sente aquela dor, meu Deus do céu, aí muda, todo período muda né? E são outras crianças, outras experiências diferentes, e todas são proveitosas, a gente adquire muitos conhecimentos diferentes. (informação verbal).

Podemos também destacar a importância da convivência com diversos setores do ambiente escolar, como direção, secretaria, coordenação, dando maior amplitude às construções dos conhecimentos que envolvem o ambiente da prática pedagógica, frisou bem, uma discente, em relação à Prática de Ensino, do quinto período, que é atuar com os coordenadores do curso (Márcia).

Diante da complexidade que envolve a educação na sociedade Contemporânea, há a necessidade de citar a importância da teoria e prática na formação do educador e, consequentemente, nos cursos de formação de professor. Afirmar que a teoria e prática são indissociáveis e que deve contemplar todo o processo de formação do professor é uma questão que Freitas (2003) coloca muito bem. O referido autor rebate a falsa concepção de que os cursos de formação de professor estejam repletos de teoria.

Na realidade, tais cursos tem uma sólida formação teórica, fundamental para permitir intervir com ajustes necessários na prática pedagógica, conforme a realidade que atue. Saber identificar problemas vividos no cotidiano escolar, analisar de forma profissional a situação, fundamentando teoricamente sua intervenção pedagógica e considerando elementos para uma avaliação das consequências das respectivas intervenções são competências que devem ser desenvolvidas pelo professor de agora. É uma condição já viável e visível nos cursos de Pedagogia, como aparece nas falas abaixo.

Mirtes - Eu acho que foi mesmo na prática, é que eu vou intercalando a

teoria com a prática. (informação verbal).

Marina - A questão do real que a gente teve, das práticas, cada período

uma vivencia nova, cada período uma vivência diferente, uma experiência diferente então, tudo isso que vai passando vai formando, o que eu posso dizer, formando assim, uma bola de conhecimento que sempre vai ter na nossa cabeça né? (informação verbal).

Diante dessas falas, vê-se que a formação profissional do professor implica contínua interpretação entre teoria e prática, onde a teoria está vinculada aos problemas e situações reais colocados pela experiência e prática, e a ação da prática orientada pela teoria (CARR, 1999). O conhecimento teórico de um profissional, sobre o modo como as suas próprias competências vão evoluir e reconstruir-se, no pensar de Perrenoud (2009), fundamenta a prática docente. O autor defende a importância de aprender a analisar a experiência e o seu próprio funcionamento pessoal e profissional para que seja elaborada uma reflexão sobre a prática ao longo de sua formação inicial.

A importância da disciplina Prática de Ensino também contextualiza um paradigma contemporâneo onde estabelece uma prática permeada pela ação e reflexão. Segundo Mizukami et al, (2002, p. 12), aprender a ser professor, nesse contexto, não é, portanto, tarefa que se conclua após estudos e seus conteúdos e técnica de transmissão. É uma aprendizagem que se deve dar por meio de situações práticas que contenham efetivamente situações dialéticas que exigem o desenvolvimento de uma prática reflexiva competente. Exige ainda que, além de conhecimentos, sejam trabalhadas atitudes, consideradas tão importantes quanto os conhecimentos.

Nesse contexto, é uma dimensão profissional embasada num processo reflexivo, num ensino de aprendizagem reflexiva e numa escola reflexiva, onde se

evidenciam as complexidades do trabalho do educador e a importância de prepará- lo para a superação dos entraves que envolve a atual educação, numa perspectiva da sociedade contemporânea e inclusiva. A escola é um conjunto de ações que propicia e concebe esforços para criar condições de aprendizagem e desenvolvimento.

Segundo Rodan e Perrenoud (apud ALARCÃO, 2003), devemos trabalhar baseado em grupos flexíveis, baseados em objetivos para criar tarefas e projetos escolares, sempre buscando soluções para os problemas. Nesse contexto, a escola reflexiva efetiva essa identidade de uma escola pronta para a sociedade contemporânea. Alarcão (2003) assegura que a gestão da escola reflexiva deve ser participativa coerente, desafiadora, exigente, interativa, flexível, avaliadora, formadora e democrática. Todos devem decidir. A escola tem caráter, personalidade e forma própria de funcionar de acordo com sua realidade e contexto.

Nesse sentido, é preciso que os cursos de Pedagogia fortaleça a formação desenvolvendo uma atitude que interaja de forma significativa com as necessidades da sociedade e da escola contemporânea, que venha de encontro a um posicionamento reflexivo e uma ação efetiva em relação à importância da prática do professor. É essencial que a formação desenvolva não só um pensamento crítico e progressista, mas que venha acompanhado de uma atitude que permita ao educador reconhecer a importância de sua profissão na sociedade.

O desenvolvimento de atividades, nos cursos de Pedagogia, que conduzam discussões envolvendo teorias e práticas educacionais e observações do cotidiano das escolas pode favorecer a formação de um professor reflexivo, pois o futuro docente desenvolve o hábito de questionar o contexto escolar e social, assim como os procedimentos pedagógicos vigentes, dispondo-se a apresentar sugestões para a construção coletiva de propostas pedagógicas.

Moreira (1995) assegura a importância da faculdade em propiciar a troca de experiência entre educadores, a reflexão sobre a escola e o trabalho docente, como também o retorno das investigações para a faculdade, criando um verdadeiro ambiente intelectual, que oferece condição para pesquisa em práticas pedagógicas. Dessa forma, cria vínculos com o ensino, pesquisa e extensão, otimizando situações reais do cotidiano escolar para a reflexão, estudo e ação por parte dos docentes da educação básica e universitária na formação de futuros professores.

Nesse contexto, os resultados das investigações educacionais facilitam a análise das rotinas e problemas individuais ou coletivo no sentido de refletir sobre as questões intra e extraescolares que contextualizam o ensino-aprendizagem (PERRENOUD, 2009).

Na concepção de Goméz (1995), a reflexão implica imersão consciente do homem no mundo da sua experiência, um mundo carregado de conotações, valores, intercâmbios simbólicos, correspondências afetivas, interesses sociais e cenários políticos. O professor reflexivo age e planeja de forma séria e cuidadosa a respeito do que acredita e pratica, analisando o que justifica as causas e consequências de propostas teóricas ou experiências realizadas.