5. EVALUERINGEN
5.6 R ETTEN TIL ET TILPASSET PROGRAM
5.6.2 De ressurssvake i bakevja
Os formadores de professores são profissionais experimentados, práticos, especializados em didática ou em ciências da educação, engenheiros da formação de adultos, especialistas, agentes de mudança, interventores, conselheiros que ajudam no diagnóstico de problemas ou na implantação de projetos e inovações. Tantas características retratam a complexidade que envolve o trabalho docente do professor formador.
Na opinião de Tardif (2008), o saber dos professores é plural, compósito, heterogêneo, porque envolve, no próprio exercício do trabalho, conhecimentos e um saber-fazer bastante diversos, provenientes de fontes variadas e, provavelmente, de natureza diferente. Nesse contexto, o poder de formador do professor se sobressai em relação aos conhecimentos da ciência da educação, pois traz saberes pedagógicos intrínsecos que constam como fator primordial para motivar ou desmotivar o discente. Nos questionamentos feitos observou-se que a prática docente foi o fator determinante para criar vínculos negativos ou positivos em relação à aprendizagem.
A postura do graduado do ensino superior, no curso de Pedagogia, deve ser um reflexo do que é ensinado nas disciplinas do curso, pois não se pode almejar uma prática diferente do discurso. Portanto, é importante o acadêmico vivenciar no curso o paradigma de uma prática pedagógica renovadora, consistente no contexto teórico atual, pertinente a uma aprendizagem qualitativa. Infelizmente, na nossa realidade, ainda nos deparamos com uma dicotomia entre a teoria e a prática.
Assim, o que conhecemos na teoria de que o professor é um agente transformador, não condiz com o que observamos na prática.
Sabemos que muitos docentes continuam com um embasamento reprodutivista. Não há dúvida de que devam ser reavaliados, principalmente no sentido de superar a relação mecânica entre o conhecimento científico-técnico e a prática. Na perspectiva da reconstrução social, o professor é visto como “profissional autônomo, um indivíduo que reflete criticamente sobre seu fazer pedagógico numa tentativa de compreensão do processo e do contexto em que está inserido, possibilitando um desenvolvimento autônomo também de seus educandos” (SANTOS, 2010).
Essa dicotomia entre teoria e prática acaba refletindo a própria disposição dos docentes em seu trabalho na sala de aula, como pode ser observado nas falas abaixo. Há muita desmotivação entre os docentes, que acabam transmitindo esse desencanto aos alunos, comportamento totalmente impróprio para um profissional.
Maria - Eu acredito que tenha sido com alguns professores [...] que não
tenham assim um amor pela educação. Eu acredito que essas foram as insatisfatórias [...] a gente precisa superar esses profissionais que parecem que não estão satisfeitos com a profissão [...]. (informação verbal).
Márcia - Ah, eu acho que didática da matemática [...] Não é só você colocar
números [...] então eu acho assim que poderia ter passado melhor essa disciplina. (informação verbal).
Mariana - É a questão assim do compromisso do professor realmente
passar aquele assunto, aquele conteúdo, e não dá um ânimo, um incentivo não esse assunto é legal, tem que realmente entender pra futuramente vocês vão precisar, não é simplesmente chegar, dá o conteúdo, né e simplesmente dá o conteúdo, quem quiser aprender aprende, [...] incentivar, é dinamizar também a aula, [...] assim o professor acaba não facilitando não utiliza outros métodos que deve ser trabalhado, a questão mesmo dos alunos na sala de aula. (informação verbal).
Mércia - Pra mim tá sendo muito difícil, muito mesmo e aí, e aí que eu tô
tentando, palavra monótono, mas eu tô sentindo falta daquele gás dos próprios professores, incentivos dos professores para com os alunos. (informação verbal).
Michele - Que não seja interessante, eu não me identifiquei com essa
matéria e eu acho assim que foi aquela matéria que não foi passada de uma forma pra gente ter aquele entendimento, foi uma coisa muito assim, como é que eu posso explicar, é monótona, não foi muito interessante não, apesar de que essa disciplina é muito importante pra nossa vida, mas, eu não gostei, de como ela foi passada. (informação verbal).
De acordo com as falas acima, constata-se que não há mais espaço para professores desestimulados em sala de aula, sem uma didática promissora, sem a
motivação necessária. É importante que o professor tenha parâmetros condizentes com a sociedade contemporânea, tenha criatividade, maturidade emocional e abertura para o novo na produção e desenvolvimento de suas aulas.
Em tempos atuais, com as tecnologias disponíveis, diante de uma sociedade globalizada, uma sociedade do conhecimento, não é admissível que o professor use uma metodologia que vise apenas ensinar, e reproduzir conhecimento, muita vezes ultrapassados. Merece destaque a condição ímpar de se colocar estratégias que direcionem o aluno como sujeito do processo ensino- aprendizagem, dentro de uma articulação teoria/prática, diversificando os cenários de aprendizagem, usando metodologias ativas, não se desvinculando do tripé ensino/pesquisa/extensão, “além da flexibilidade na organização do curso, a interdisciplinaridade, a incorporação de atividades integrantes em relação ao eixo fundamental do artifício de formação, a avaliação formativa, da terminalidade do curso” (FERNANDES et al, 2005, p. 1).
Ser reflexivo representa, para Zeichner (1993), tornar consciente um saber tácito, trabalhando tal saber, criticando-o, examinando-o, melhorando-o. Sendo assim, pensar sobre a ação possível ou sobre a já realizada, segundo Sacristán (1999), guia a ação futura, como uma sabedoria prudente na previsão ou planejamento da mesma, ainda que essa previsão possa não coincidir com a prática da própria ação.
O docente nunca deve abster-se de continuar estudando; se ele quiser aperfeiçoar-se como pessoa, deve desenvolver o hábito de leitura, registro e de pesquisa, caso contrário, não conseguirá manter-se atualizado e nem transmitir o prazer pelo estudo para seus alunos. Um dos grandes desafios enfrentados pelos profissionais docentes, hoje, é o de se manter atualizado para desenvolver práticas pedagógicas eficientes. Nóvoa (1992 p. 23) diz que: “o aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente; e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente”.
Quando o docente se propõe a refletir, analisar sobre sua prática, suas ideologias, a realmente se autoavaliar-se, está, de fato, preocupado, investindo nos saberes utilizados e na sua experiência, levando-o, com certeza, a uma organização mais detalhada da sua função como profissional da educação. Nunca se falou tanto em prática pedagógica reflexiva como nesses últimos anos em que o professor tem se tornado o eixo central das discussões, sempre enfatizando a mudança qualitativa
do ensino superior como responsável pela sua formação. Por isso, acredita-se que somente através de uma prática reflexiva conseguir-se-á uma melhora quantos as práticas dos saberes adquiridos no percurso do docente graduado.