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En sammenligning av de tre kristningskongene

2. Hva forteller sagakildene?

2.4 En sammenligning av de tre kristningskongene

Um dos aspectos marcantes na pesquisa de campo foi a identidade dos participantes com um método ou técnica oriental de manipulação da energia vital do corpo (Chi, segundo a cultura chinesa), chamada alquimia taoísta. A coincidência explica-se pela grande maioria dos envolvidos na ecovila (membros fundadores ou incubados) serem instrutores ou estudantes do Intertao.

Os dados revelaram que os entrevistados consideram essas práticas essenciais ao equilíbrio material e espiritual do grupo, e pretendem exercê-los como prática diária de harmonização da ecovila. As sessões serão ministradas a partir das salas terapêuticas, devido a preparação prévia desses ambientes, tanto em relação a infra-estrutura material, como a

presença de macas, esteiras e aparelhos específicos, quanto espiritual, com tratamento energético. O alcance dessa atividade não será restrito aos membros da ecovila, mas inclusivas a comunidade, assim como outras ações que possuam promover a integração do assentamento na vizinhança, conforme depoimento de um dos membros:

“Meditar juntos, trabalhar juntos as técnicas taoístas, comer juntos e respeitar o momento de solidão de cada um. Exercícios, cantos e danças em conjunto ajudam a criar essa coesão, e que essas atividades surjam naturalmente e sejam incentivadas, mas nunca determinadas de fora para dentro. Reconhecendo o talento de cada um e respeitando suas dificuldades vamos construindo uma alegre convivência todos os dias.”

Existe a pretensão de criar um mecanismo de seleção de alguns valores locais na população vizinha para iniciação nas técnicas taoístas e formar futuros instrutores residentes na comunidade. Por outro lado, há um grande interesse no aprendizado de técnicas locais e repasse desses conhecimentos em treinamentos aos alunos do Intertao e interessados. No primeiro semestre do ano, um dos cursos oferecidos in locu, com estadia em acampamento na área da Ecovila Viver Simples, detalhava o conhecimento de ervas plantadas pela comunidade e seus usos medicinais, sendo ministrado por “Seu João”, um genuíno raizeiro local.

O intercâmbio de conhecimentos pode ser justificado como prerrogativa de comunidades que baseiam-se em princípios de economia solidária. Ecovilas no desenvolvimento local solidário, seguem uma lista de princípios onde os atores pretendem se movimentar na implementação de políticas de bem-estar social nas circunvizinhanças. (AMORIM, ARAUJO, 2004, p.49). No caso específico da Ecovila Viver Simples, as técnicas de meditação e emprego de medicina alternativa buscam uma relação de intercâmbio respeitoso com a natureza, a partir de práticas fundadas em relações de colaboração solidária, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza, em geral, e de capital, em particular.

4.3.5.2 -

Técnicas locais de manejo

O atributo considerado mensura a utilização de técnicas/culturas advindas de saberes tradicionais da cultura popular local nas atividades da ecovila, nas áreas de construção, artesanato e culinária.

Segundo o INTERTAO (2007), o intuito da ecovila, neste sentido, é utilizar conhecimentos artísticos, técnicos e científicos dos seus condôminos e desenvolver estudos específicos para colaborar na manutenção destas populações na sua localidade conservando a cultura, a sabedoria, as técnicas dessas sociedades.

Em relação às técnicas de construção, apresentou-se, previamente, o conhecimento local de bio-construção, conforme itens 4.3.4.1 e 4.3.4.2, que também poderia estar abordado nesse tópico. Entretanto, existe espaço para indicação de mais uma técnica da cultura local que pode ser considerada tanto como benéfica nas áreas de construção quanto na área energética: a utilização de fornos aquecedores internos às residências alimentados por biomassa.

Usualmente, no meio rural utiliza-se fornos à lenha para cozimento dos alimentos. Em Itamonte, devido às características climáticas de temperatura, uma região montanhosa, com altitude média de 1.200m, e um clima tropical de altitude com temperatura média de 18oC (com mínimas próximas de 0oC), aproveita-se o calor gerado por fornos para calefação das residências, e atualmente também é usado nas pousadas locais para aquecimento em saunas. A técnica assemelha-se a um sistema chamado “rocket stoves”.

A lenha é uma das mais antigas fontes de energia utilizadas pelos seres humanos. É considerada uma fonte renovável, pois podemos plantar árvores e utilizar este recurso por tempo indeterminado, desde que o manejo adequado seja adequado. Na ecovila a proposta é de utilização de lenha das árvores caídas no assentamento e adquirida de áreas de manejos apropriados.

O desenho dos aquecedores favorece a queima da lenha por completo a altíssimas temperaturas, reduzindo drasticamente a emissão de fumaça e conseqüentemente de Carbono na atmosfera.

Quanto ao artesanato, algumas técnicas, principalmente utilizando palha, podem ser aprendidas e utilizadas na ecovila. Esse é um mercado em crescimento devido ao aumento de qualidade das peças e a diversidade de uso. O processo de produção é altamente centralizado e os artesãos podem realizar seus trabalhos em espaços reduzidos ou em suas próprias residências. Um dos especialistas nessa técnica de trancamento de palha de coqueiro é o Sr. Antônio, que atualmente está envolvido no projeto de construção da ecovila, conforme mostrado nas figuras 54 e 55.

Figura 51 – Economia de lenha ocasionada pelo uso do sistema proposto.

Fonte: Consultoria Meninos da Terra, 2007 Aquecedor usado na Ecovila Aquecimento a lenha

convencional

Figura 50 – Corte no sistema de aquecimento Fonte: Consultoria Meninos da Terra, 2007

Figura 52 – Aquecedor externo.

Fonte: Consultoria Meninos da Terra, 2007

Figura 53 – Aquecimento dentro do sofá de terra crua.

Em relação a culinária local, duas especiarias destacam-se na região da Serra da Mantiqueira, a primeira é a truta que pode ser criada em tonéis nas propriedades através de manejo relativamente fácil, alem de possuir alto valor nutritivo, com alto teor de proteína, cálcio, fósforo, sais minerais e vitaminas. Apresenta também ácidos graxos do tipo Ômega-3 e baixo teor de calorias, o que a torna uma boa opção para dietas de emagrecimento e na redução do colesterol ruim (LDL), nocivo ao coração. A segunda é o pinhão, como é conhecida a semente do pinheiro. Diversos pinheiros-do-paraná são encontrados na ecovila, conforme registro da figura 21, gerando muitas semente que apresentam um valioso teor nutricional. Historicamente, era a principal fonte de alimentação de algumas tribos indígenas do sul do Brasil. Sua polpa é formada basicamente de amido, sendo muito rica em vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo e proteínas.

Segundo Gilman (1991), o movimento de ecovilas possui foco na esfera local, tornando- se uma oportunidade de implementação das políticas embasadas nas peculiaridades locais, fundamentadas nas necessidades e prioridades da comunidade, e levando em conta outros fatores culturais, ambientais e de organização social. Nesse aspecto a Viver Simples atende ao atributo do uso de técnicas locais de manejo nas áreas estudadas de construção, artesanato e culinária.

Figura 54 – Trabalho realizado pelo Sr. Antônio (artesão local).

Fonte: Jorge, M. Aurélio, 2008

Figura 55 – Esteira de palha usadas como forro nos tetos.

4.3.6

– A ecovila como agente catalisador de desenvolvimento local na região

A proposta da Ecovila Viver Simples é, prioritariamente, criar um mecanismo de incentivo ao desenvolvimento local, em linha do que comenta Singer (2006) sobre o desenvolvimento endógeno. Proveniente de iniciativas da própria comunidade, que se reorganiza.

A Ecovila como modelo organizacional sob a égide da ECONOMIA SOLIDÀRIA, principalmente no respeito aos direitos igualitários entre seus participantes e os atores locais, pretende criar os subsídios, ainda que incipientes, para promover ações de inclusão social, cooperação e solidariedade e melhoria da qualidade de vida dos moradores da circunvizinhança.

4.3.6.1 – Cooperação e solidariedade: Parcerias através da OSCIP Instituto