5.1 The first category of questions asked
5.1.2 Employment of persons with disability:
Em paralelo à expansão da ciência e da tecnologia nas últimas décadas, surgiu a necessidade de se avaliar o desenvolvimento alcançado pelas disciplinas do conhecimento. A utilização de métricas acerca da produtividade das instituições de ensino e pesquisa e de seus pesquisadores poderia ajudar na identificação das instituições e áreas do conhecimento com maior potencial e na definição de prioridades quando da alocação de recursos públicos.
Segundo Lundvall e Borrás (2005), com o crescimento das políticas e programas de ciência, tecnologia e inovação, as autoridades públicas estão cada vez mais interessadas em avaliar os resultados e impactos do gasto público nessas áreas.
A avaliação deve ser considerada como um elemento do ciclo de política
Universidade de São Paulo 54.108 1,06 7,96 0,83 35,83
Universidade Estadual Paulista 20.023 0,69 6,10 0,30 27,77
Universidade Estadual de Campinas 17.279 1,22 8,35 1,11 30,57
Universidade Federal do Rio de Janeiro 16.203 1,11 8,18 1,85 38,70
Universidade Federal do Rio Grande do Sul 14.611 0,86 6,76 0,98 30,39
Universidade Federal de Minas Gerais 13.294 0,67 6,24 0,90 31,22
Universidade Federal de São Paulo 10.667 1,05 6,15 1,24 28,78
Universidade Federal do Paraná 8.233 0,44 5,31 0,84 27,45
Universidade Federal de Santa Catarina 7.908 0,66 6,79 1,09 32,41
Universidade do Estado do Rio de Janeiro 6.433 1,45 8,98 1,04 39,33
Universidade Federal de Pernambuco 6.420 0,48 5,51 0,76 30,51
Universidade Federal de Viçosa 6.373 0,56 4,33 0,60 20,76
Universidade de Brasília 6.218 1,13 6,10 0,77 33,07
Universidade Federal de São Carlos 5.794 0,50 6,28 0,62 29,19
Universidade Federal Santa Maria 5.750 0,24 4,96 0,45 18,89
Universidade Federal do Ceará 5.621 0,75 6,12 0,66 29,41
Universidade Federal Fluminense 5.441 0,70 5,99 1,43 30,42
Universidade Federal de Goiás 4.217 0,81 5,90 0,88 23,33
Universidade Federal da Bahia 4.198 0,88 6,77 0,69 31,23
Universidade Estadual de Maringá 4.067 0,44 4,50 0,59 18,83
% Colaboração Internacional Universidade Artigos de pesquisa (Web of Science) % de artigos no Top 1% dos artigos mais citados % de artigos no Top 10% dos artigos mais citados % Colaboração da Indústria
pública, isto é, quando as administrações públicas tentam elaborar conclusões e lições do desempenho passado para se tornarem melhores no futuro (SOUZA, 2006). Existem tantas metodologias de avaliação quanto avaliadores e tantos estilos de políticas quanto administrações públicas.
Indicadores de CT&I envolvem uma grande variedade de fonte de informações e têm como objetivo a mensuração das diversas dimensões das atividades de CT&I desde seus insumos até seus resultados e impactos (VIOTTI, 2003).
Segundo Viotti (2003) há três razões para a utilização de indicadores de CT&I: a científica, a política e a pragmática. A primeira está relacionada ao conhecimento da natureza e dos fatores determinantes dos processos de produção, difusão e utilização dos conhecimentos de CT&I. A segunda razão está relacionada com a utilização dos indicadores para subsidiar a formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas. A terceira refere-se à utilização de indicadores para informação sobre as estratégias tecnológicas de empresas e o comportamento das instituições em relação a temas de CT&I.
Agentes e stakeholders envolvidos no sistema nacional de inovação podem acompanhar e avaliar, através de tais métricas, as ações e políticas públicas cujo objetivo seja desenvolver a ciência, a tecnologia e a inovação do país.
Em 1963, especialistas da OCDE se reuniram para discutir uma metodologia e indicadores, para entender e acompanhar atividades de P&D, originando a primeira versão do Manual de Frascati que daria sequência a uma série de publicações da OCDE, conhecida como a “Família Frascati”. O Manual abordava a medição dos recursos humanos e financeiros relacionados às atividades de P&D nas empresas, instituições e países (OCDE, 2013).
Cada versão do Manual de Frascati e das outras publicações da OCDE constituiu um avanço em direção a uma gestão pragmática do processo de inovação, reforçando a importância dos diversos aspectos relacionados às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O Manual de Frascati sofreu revisões ao longo dos anos e a OCDE lançou, no início da década de 1990, a primeira edição do Manual de Oslo com uma proposta de diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação tecnológica. A primeira tradução do manual para o português foi produzida e divulgada pela Finep em 2004 (OCDE, 2004).
A Família Frascati compreende também manuais sobre indicadores de patentes (Manual de Patentes), recursos humanos dedicados à C&T (Manual Canberra) e balanço de pagamentos tecnológicos (OCDE, 2004). Todos esses esforços de desenvolvimento de indicadores trouxeram subsídios para a formulação de políticas públicas, estratégias de empresas privadas e comparações internacionais entre países.
Cassiolato e Stallivieri (2010) identificam três gerações de indicadores de CT&I, que guardam relações diretas com os modelos de inovação propostos na seção 2.3. A origem dos indicadores de CT&I, conhecida como a primeira geração, esteve relacionada às dimensões de input (atividades de P&D) e output (publicações científicas e patentes) baseada na concepção de inovação como um modelo linear.
Os indicadores de segunda geração surgiram à luz do modelo proposto por Kline e Rosenberg (1986) - na crítica ao modelo linear de inovação - no qual a inovação resultaria de um processo de interação entre as oportunidades de mercado e a base de conhecimentos e capacitações da firma.
Já a abordagem de sistemas nacionais de inovação introduziu uma terceira geração de indicadores buscando caracterizar a inovação como um processo mais complexo e amplo, influenciado por fatores organizacionais, institucionais e econômicos.
Velho (2001) ressalta a importância do planejamento, acompanhamento e avaliação das atividades de C&T e considera que os indicadores tradicionais, que compreendem aqueles da primeira geração, podem sugerir orientações importantes para a política de CT&I.
Já Milbergs e Vonortas (2004) tipificam os indicadores de CT&I em quatro gerações tornando-se progressivamente mais complexos e significativos. A primeira geração refletiu uma concepção linear de inovação focada em insumos como investimentos em P&D e gastos com educação. A segunda geração complementou os indicadores de insumo ao contabilizar os resultados intermediários das atividades de C&T. Exemplos típicos incluem patentes e publicações científicas. A terceira geração está focada em um conjunto mais rico de indicadores e índices de inovação com base em pesquisas e integração de dados disponíveis publicamente. Por fim, uma quarta geração incluiria elementos como indicadores de conhecimento, redes,
demanda econômica, ambiente de políticas públicas, condições de infraestrutura, atitudes sociais e fatores culturais vistos como críticos para o sucesso inovação.
Dada a relação dos indicadores com os modelos de inovação faz-se necessário apresentar uma breve revisão dos mesmos na seção 2.3.