Martha Ludwig 2,3, Raquel Boff 1,4, Nathália Susin 1, Fernanda de Souza 1,2, Jaqueline Garcia da Silva 5, Ana Maria Pandolfo Feoli 1, Andréia Gustavo da Silva 1, Mirna
Brilmann 1, & Margareth Oliveira 1
1Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2Universidade Luterana do Brasil; 3Universidade do Vale do Rio dos Sinos; 4Universidade de Caxias do Sul; 5Universidad de
Granada
A síndrome metabólica consiste na combinação de pelo menos 3 dos seguintes componentes - a) Circunferência Abdominal: 88 cm para mulheres e 102 cm para homens; b) Pressão Arterial: sistólica 130 mmHg e diastólica 85 mmHg; c) Glicose de Jejum: 110 mg/dL; d) Triglicerídeos: 150 mg/dL; e) HDL Colesterol: 40 mg/dL para homens e 50 mg/dL para mulheres. Nesta população, intervir no estilo de vida é a primeira e mais importante medida a ser tomada, consistindo, em linhas gerais, no estabelecimento de mudanças comportamentais, como adoção de novos hábitos alimentares e realização de exercícios físicos regularmente. Tendo em vista que a adesão do paciente ao tratamento constitui um desafio, o trabalho em equipe interdisciplinar configura-se na melhor alternativa. Estudos apontam que essa modalidade de intervenção, caracterizada pela associação da prática de atividade física e alimentação balanceada, quando aliada ao acompanhamento psicológico apresenta resultados mais satisfatórios mesmo quando comparado a tratamento medicamentoso isolado. Diante disso, torna-se evidente a importância de uma equipe multidisciplinar no manejo de pacientes com SM para o sucesso do tratamento. Neste contexto, a parceria entre as Faculdades de Farmácia, Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Psicologia da PUCRS vem trabalhando no programa MERC – Mudança de Estilo de Vida em Pacientes com SM. Este tratamento interdisciplinar visa à adesão dos pacientes às determinações preconizadas pela I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, ou seja, prática de exercício
físico e alimentação saudável. Nesse sentido, a intervenção psicológica tem como objetivo motivar os pacientes para a mudança de comportamento, utilizando o Modelo Transteórico de Mudança.
Margareth Oliveira
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul [email protected]
TREINAMENTOEMENTREVISTAMOTIVACIONALPARAUMAEQUIPE
INTERDISCIPLINAR
Fernanda de Souza 1,2, Martha Ludwig 2,3, Raquel Boff 1,4, Nathália Susin1, Jaqueline Garcia da Silva5, Ana Maria Pandolfo Feoli1, Andréia Gustavo da Silva1, Mirna
Brilmann1, & Margareth Oliveira1
1Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2 Universidade Luterana do Brasil; 3Universidade do Vale do Rio dos Sinos; 4Universidade de Caxias do Sul; 5Universidad de
Granada
Sofrer um ataque cardíaco é o suficiente para convencer uma pessoa a parar de fumar, mudar a dieta, fazer mais exercício e tomar a medicação? O risco real de cegueira, amputações, insuficiência renal e outras complicações da diabetes é suficiente para motivar o controle glicêmico e a perda de peso? Um dos desafios mais comuns enfrentados pelos diferentes profissionais da saúde é encorajar o paciente a mudar seu comportamento em prol de sua saúde. A Entrevista Motivacional (EM) é uma abordagem alternativa para conversar sobre a mudança de comportamento que encoraja uma relação construtiva entre profissional da saúde e paciente e oportuniza melhores resultados no tratamento. Desenvolvida por Miller e Rollinck e publicada pela primeira vez em 1983, é uma abordagem que foi originalmente elaborada como um método clínico ateórico, desenvolvida nas últimas décadas, com o objetivo de auxiliar as pessoas a realizarem mudanças de comportamento mal adaptativo. Profissionais das diferentes áreas da saúde são treinados para adquirir habilidades e práticas profissionais muito diferentes. Neste contexto, realizamos o treinamento em parceria com as Faculdades de Farmácia, Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Psicologia da PUCRS no treino dos profissionais do programa MERC – Mudança de Estilo de Vida em Pacientes com SM; pois nenhuma estratégia específica é ensinada a respeito de como o profissional pode ajudar um paciente a lidar com a ambivalência em relação a mudar um comportamento não saudável, por isso esta abordagem torna-se útil para auxiliar os profissionais.
Mirna Brilmann
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
AUTO-EFICÁCIAECAPACIDADECARDIORESPIRATÓRIADEPACIENTESCOM
SÍNDROMEMETABÓLICA
Raquel Boff 1,4, Nathália Susin1, Martha Ludwig 2,3, Fernanda de Souza 1,2, Jaqueline Garcia da Silva 5, Ana Maria Pandolfo Feoli 1, Andréia Gustavo da Silva 1, Mirna
Brilmann 1, Irani Argimon1, & Margareth Oliveira 1
1Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2Universidade Luterana do Brasil; 3Universidade do Vale do Rio dos Sinos; 4Universidade de Caxias do Sul; 5Universidad de
Granada
Estudos com esta população demonstram a importância da auto-eficácia (AE) para a manutenção de uma rotina de exercícios físicos, uma vez que ela representa o grau de confiança que as pessoas têm de que irão se exercitar mesmo diante de situações que representam obstáculos. O objetivo deste estudo foi avaliar se o grau de AE dos participantes no início do programa de intervenção influenciou na melhora da capacidade cardiorespiratória
ao final do programa. Participaram, 75 sujeitos, 41 do sexo feminino 34 masculino com idade média de 50,7 (DP=7,3), com SM, que iniciaram e concluíram uma intervenção interdisciplinar de 3 meses. Foi aplicado a Escala de Auto-eficácia para regular exercício físico e avaliado o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.), através de um teste de esforço máximo com incremento progressivo de carga e análise direta de gases (ergoespirometria), antes e depois do programa. Para teste de normalidade foi usado Kolmogorov-Smirnov (p>0,05; para a avaliação do grau de linearidade entre as variáveis V02máx e os itens da escala foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson, assumindo-se hipótese de associação positiva entre os escores do instrumento e o aumento do VO2 máx. Após, foi feito uma análise de regressão linear múltipla, com o emprego do método Backward, a fim de verificar o poder de predição dos escores iniciais em relação aos níveis finais de VO2máx. A análise indicou que há correlação positiva entre a variação de auto-eficácia durante o programa e os níveis de VO2máx., ou seja, na medida em que os sujeitos aumentaram os escores de AE para prática de exercício físico aumentou também sua capacidade cardiorrespiratória. A regressão linear apresentou um modelo que demonstra o poder preditivo do escore total da escala sobre o VO2máx ( =1.474; p<0.05). Os dados revelam a importância de intervenções interdisciplinares que visem reforçar a AE a fim de melhor hábitos saudáveis em pacientes com risco cardiovascular.
Irani Argimon
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
TRATAMENTOMOTIVACIONALDA SÍNDROMEMETABÓLICA:UMESTUDO
DESEGUIMENTO
Nathália Susin 1, Raquel Boff 1,4, Martha Ludwig 2,3, Fernanda de Souza 1,2, Jaqueline Garcia da Silva 5, Ana Maria Pandolfo Feoli 1, Andréia Gustavo da Silva 1, Mirna
Brilmann 1, & Margareth Oliveira 1
1Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2 Universidade Luterana do Brasil; 3Universidade do Vale do Rio dos Sinos; 4Universidade de Caxias do Sul; 5Universidad de
Granada
Mudar o estilo de vida é a principal recomendação para pacientes com Síndrome Metabólica (SM), os quais, após o término dos tratamentos, frequentemente recaem aos hábitos antigos. O objetivo deste estudo foi realizar o seguimento (T3) dos participantes de um ensaio clínico randomizado, baseado no MTT, visando à modificação do estilo de vida e risco cardiovascular (MERC), em média, um ano após a avaliação inicial (T1). Foramanalisadas as seguintes variáveis: peso, índice de massa corporal (IMC), componentes diagnósticos da SM, auto- eficácia e prontidão para mudança. A amostra foi composta por 55 indivíduos com SM e idade média de 51,9 anos (DP= 6,5), divididos em 3 grupos: Intervenção Grupal – IG (n=19); Intervenção Individual - II (n=20); Intervenção Padrão - IP (n=16). Os resultados da ANOVA indicaram que o efeito do tempo foi significativo (p<0,001), com uma diminuição das médias do peso, IMC, circunferência abdominal, pressão arterial sistólica(PAS) e diastólica. Houve diferença entre os grupos apenas em relação ao peso, em que somente os indivíduos da II e da IG mantiveram os esultados do tratamento e ainda apresentaram uma redução significativa quando comparados T3 e T1, e à PAS, com a II sobressaindo-se em relação às demais. No T3, a maior parte dos indivíduos estava motivada, mas com autoeficácia média para regular hábito alimentar e média/baixa para realizar exercício físico. O programa MERC mostrou-se efetivo em relação à melhora da condição clínica dos participantes, salientando a importância de intervenções visando à modificação do estilo de vida, as quais são responsáveis pela redução do risco cardiovascular a longo prazo.
Mirna Brilmann
DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO TRANSCULTURAL DE UM PROGRAMA