Ana Cristina Paredes & Maria da Graça Pereira
Escola de Psicologia, Universidade do Minho
O cancro da mama é o mais frequentemente diagnosticado nas mulheres portuguesas, tendo implicações importantes na Qualidade de Vida (QdV) das doentes, nomeadamente durante os tratamentos de quimioterapia. Torna-se assim pertinente compreender os fatores associados à QdV nesta população.
Uma amostra de 100 mulheres, com diagnóstico de cancro da mama e a realizar tratamento de quimioterapia respondeu aos questionários Brief COPE (Carver, 1997), Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS; Zigmond & Snaith, 1983), Body Image Scale (BIS; Hopwood, Fletcher, Lee, & Ghazal, 2001), EORTC QLQ-30 (Aaronson, Ahmedzai, & Bergman, 1993), Index of Family Relations (IFR; Hudson, 1993) e Life Orientation Test – Revised (LOT-R; Scheier, Carver, & Bridges, 1994).
As análises revelaram que as mulheres com pior IC sentem mais dor quando têm menores niveis de otismo. Verificou-se que o impacto negativo da morbilidade psicológica na QdV emocional e na QdV global é maior nas doentes com maiores níveis de stress familiar e que recorrem menos a coping de planeamento, respetivamente.
Os resultados obtidos sublinham a influência de recursos como o otimismo, coping e relações familiares na QdV das doentes oncológicas, sendo estas variaveis relevantes na elaboração de programas de intervenção para esta população, procurando promover uma melhor adaptação psicossocial à doença.
Ana Cristina Paredes
Escola de Psicologia, Universidade do Minho
Escola de Psicologia (EPSI), Campus de Gualtar, 4710-057 Braga [email protected]
QUALIDADEDEVIDA,OTIMISMOEMORBILIDADEPSICOLÓGICAEM
PACIENTESCOMCANCROCOLO-RETAL
Ana Sofia Botelho & Maria da Graça Pereira
Escola de Psicologia, Universidade do Minho
Este estudo analisou as diferenças na qualidade de vida e morbilidade psicológica em pacientes com e sem estoma, em função da duração do diagnóstico e tipo de tratamento; a relação entre as variáveis e se a morbilidade psicológica constituía um preditor da qualidade de vida.
A amostra foi composta por 100 pacientes com cancro colo-retal a receber tratamenteo de quimioterapia, recrutados dos Hospitais de Braga e Divino Espirito Santo de Ponta Delgada. Os instrumentos utilizados avaliaram a morbilidade psicologica através do Hospital Anxiety and Depression Scale (Zigmond & Snaith, 1983) e a qualidade de vida através do EORTC QLQ-30 (Aaronson et al.,1993) e o otimismo LOT-R ( Scheier et al.,1994). Os resultados revelaram que os pacientes ostomizados não se diferenciaram dos não ostomizados ao nível da morbilidade psicológica e qualidade de vida exceto na subescala dor. Os pacientes diagnosticados há menos de 1 ano possuiam melhor qualidade de vida ao nível do funcionamento físico. A morbilidade psicológica (depressão e ansiedade) mostraram ser preditores negativos da qualidade de vida e o otimismo não foi significativo. Os resultados enfatizam a necessidade de intervenção particularmente nos pacientes diagnosticados há menos de um ano, por apresentarem maior risco.
Maria da Graça Pereira Universidade do Minho
Escola de Psicologia, Campus de Gulatar, 4710-057 Braga [email protected]
QUALIDADEDEVIDA,REPRSENTAÇÕESDADOENÇAEAPOIOSOCIALEM
DOENTESCOMTUMORESDEPELE
Mafalda Ponte, M.Graça Pereira, & Rosário Bacalhau
Escola de Psicologia, Universidade do Minho
Este estudo pretendeu conhecer os melhores preditores de qualidade de vida em pacientes com tumores de pele. A amostra foi constituída por 106 pacientes com tumores de pele (melanoma e carcinoma), em fase de follow-up da doença. Os participantes foram avaliados ao nível da qualidade vida através do Dermatology Life Quality Index, representações da doença (Illness Perception Questionnaire), e suporte social (MOS-Social Support Survey).
Os resultados revelaram que melhor qualidade de vida estava associada a representações da doença menos ameaçadoras e a maior perceção de apoio social. As representações da doença foram um preditor negativo da qualidade de vida. Os participantes com melanoma evidenciaram pior qualidade de vida, quando comparados aos participantes com carcinoma. Os resultados enfatizam a necessidade de intervenção, no sentido de promover a qualidade de vida em pacientes com tumores de pele. A intervenção torna-se particularmente importante nos pacientes com melanoma.
Escola de Psicologia, Universidade do Minho Campus de Gualtar 4710-057 Braga [email protected]
IMPACTOPSICOLÓGICOEFISIOLÓGICODOCANCROPARENTAL:UM
ESTUDOCOMPARATIVO
Ricardo João Teixeira 1 & Maria da Graça Pereira 2
1Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto - Instituto Politécnico do Porto (ESTSP-
IPP); 2 Escola da Psicologia da Universidade do Minho (EPsi-UM)
A investigação sugere que a prestação de cuidados em oncologia pode produzir activação emocional com características aversivas nos cuidadores. A literatura sustenta que os filhos adultos cuidadores, particularmente, podem perceber a experiência de cancro parental como uma experiência traumática. Este estudo incidiu sobre as consequências psicológicos e fisiológicos da prestação de cuidados em situação de cancro parental.
Trata-se de um estudo transversal, com dois grupos (cada um com N=78) de filhos adultos (com cancro parental vs. com pais sem doença crónica). Os participantes foram avaliados nas variáveis de distress, sintomas de stress traumático, exaustão do cuidador e medidas psicofisiológicas (ritmo cardíaco e condutância da pele).
Foram encontradas diferenças significativas entre os grupos nas variáveis psicológicas e fisiológicas. A resposta de pico no ritmo cardíaco, no grupo de cancro parental, destacou-se como um importante preditor da severidade de sintomas de stress traumático, após controladas as variáveis de distress e exaustão do cuidador.
Este estudo sublinha o papel fundamental das medidas psicológicas e fisiológicas no estudo de factores de stress associados à prestação de cuidados em oncologia. Existe uma relevância clínica do foco de intervenções no distress e na reactividade fisiológica destes cuidadores. Ricardo João Fernandes Teixeira
Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto - Instituto Politécnico do Porto (ESTSP-IPP) Rua Valente Perfeito, 322, 4400-330, Vila Nova de Gaia, Portugal