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5 Motivasjon for deltagelse og legitimering av uttrykksform

5.3 Emosjonelle strategier for å holde ut debatten

Ao se atritar dois materiais, certa energia é dissipada na interface. Essa energia dissipada na interface por tempo (W) é, aproximadamente [15]:

𝑊 = 𝜇(𝑵. 𝒗) 1

Em que 𝜇 é o coeficiente de atrito entre os dois materiais, 𝑁 a força normal aplicada e 𝑣 a velocidade relativa entre as duas peças atritadas; esta energia pode ser dissipada de algumas maneiras como fratura, deformação plástica, elástica e gerando calor.

Estudar algum tipo de processo de desgaste é, portanto, analisar e procurar soluções que amenizem a fratura e a deformação plástica ou, ao menos, permitir que esta ocorra somente de forma controlada. Para isso, pode- se trabalhar com os dois lados da equação mostrada acima. Ao se trabalhar com a forma de dissipação da energia, buscam-se meios de tentar mudar o material e a geometria das superfícies para que as tensões não atinjam a tensão de escoamento ou fratura. Por outro lado, como não se pode mudar 𝑵, pois depende do sistema utilizado, e 𝒗 depende do processo, deve-se trabalhar para diminuir μ. Isto também depende tanto de fatores intrínsecos ao material usado, como extrínsecos, relativos ao projeto, como lubrificação do sistema, por exemplo.

O comportamento de desgaste de determinada peça irá depender fortemente das propriedades de sua superfície e será pouco dependente das propriedades do resto do corpo. Como as superfícies de ambas as peças tendem a apresentar certa rugosidade, isto é, asperezas que fazem com que a superfície das peças não seja totalmente plana, ao tocar duas peças, a área de contato real é consideravelmente inferior à área de contato aparente, conforme ilustrado na Figura 1.

Figura 1 Ilustração do contato entre superfícies aparente (a) e real (b,c) [5]

A principal consequência disto é que localmente a tensão em cada aspereza é muito superior à tensão nominal aplicada e, portanto, por mais baixa que seja a carga aplicada entre os dois corpos, existe pelo menos alguma aspereza onde a tensão é muito alta, superior ao seu limite de escoamento.

Utilizando esta idéia, Hertz montou um modelo matemático para calcular o perfil de tensão no contato entre peças de diferentes geometrias, com este modelo era possível prever qual a tensão necessária para que o contato passasse de elástico para plástico. Apesar de ser um modelo simples, o modelo de Hertz mostra duas características do contato que são de suma importância: o máximo valor da tensão gerada por conta do contato entre os dois corpos não está necessáriamente na interface entre ambos. No caso de um contato esfera- placa, o máximo da tensão na placa está a uma profundidade de 0,47𝑎, em que “𝑎” é o raio da área de contato. Outra consequência importante mostrada por Hertz é que apesar de a situação ser de compressão entre as duas peças, existem regiões nas quais há um esforço de tração; portanto, a tenacidade dos materiais também possui certa importância no comportamento de desgaste.

Greenwood e Williamson [16] usaram as equações de Hertz para um caso de múltiplos contatos esféricos com uma distribuição de alturas gaussianas de desvio padrão σ, simulando uma superfície com sua rugosidade. Estes definem o índice de plasticidade ψ de tal forma que se ψ<1 o contato é elástico e se ψ>1 o contato é plástico. A equação de ψ é:

ψ =𝐸𝐻∗√𝜎𝑟 2

Em que r é o raio médio das asperezas e H a dureza Brinell, E* é o módulo complexo do substrato e contra-corpo. A equação acima expressa de maneira

sintética o que a superfície de um material precisa ter para garantir que o contato que ocorra durante o uso desta peça seja elástico. A equação pode ser dividida em duas partes, a razão 𝐸⁄ depende exclusivamente dos materiais usados. 𝐻

Já a razão 𝜎 𝑟⁄ é caracteristico do projeto da estrutura: depende do sistema mecânico, em que cuidado deve ser tomado quanto ao acabamento da superfície.

Na equação acima, pode-se perceber uma vantagem de se trabalhar com ligas de Al para resistência ao desgaste. Estas ligas tipicamente possuem baixo módulo elátisco o que diminui a razão 𝐸∗⁄ . 𝐻

A dureza é utilizada por ser uma propriedade mecânica geralmente tomada como proporcional ao limite de escoamento [5] e fácil de ser medida na superfície. A principal equação utilizada para desgaste é a equação de Archard:

𝑄 = 𝐾𝑊𝐻 3

Em que Q é a taxa de desgaste, H é novamente a dureza do material, W a carga total e K é a taxa de desgaste. O maior problema encontrado ao se aplicar a equação de Archard é que esta supõe que o meio que será desgastado é homogêneo. Isto pode muitas vezes não ser verdade, especialmente em materiais compósitos ou em situações de desgaste a três corpos, na qual existe um terceiro corpo, por exemplo, areia. A influência da microestrutura do material na resistência ao desgaste é algo complexo, já que variações no formato e distribuição das fases podem alterar completamente o comportamento esperado de uma peça.

Geralmente a microestrutura da superfície de peças que devem resistir ao desgaste é composta por uma matriz metálica (que garante um pouco de tenacidade) com partículas duras utilizadas como reforço (que aumentam a dureza). Trata-se, portanto, na maioria dos casos de um compósito metal- cerâmica ou metal-intermetálico. Em situações de desgaste abrasivo a três corpos, Colaço e Vilar [17] discutem que se as partículas de reforço são muito menores do que o abrasivo e/ou a dureza da fase dispersa é menor do que a da matriz, o meio se comporta como homogêneo e o compósito seguiria Archard; a perda de material seria inversamente proporcional à dureza. Portanto, de uma maneira geral, o refinamento da microestrutura e a presença de grãos esféricos

tende a deixar a resposta do material sob desgaste mais similar à condição de material homogêneo e, assim, menos problemas de descolamento e quebra da fase de reforço tendem a ocorrer.