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Emerging market portfolios and backtest results

Dentro de uma análise sobre a relação escola e mundo do trabalho, podemos afirmar que da totalidade dos estudantes que participaram da amostra a maioria (59%) estuda no turno noturno, os demais estudam na modalidade integrado. Destes 65% trabalham ou trabalharam, o que vem confirmar que a predominância dos alunos dos cursos técnicos noturno são estudantes-trabalhadores em busca de qualificação profissional. Sendo 58,5% realizam ou realizaram atividade profissional relacionada com a formação técnica que está em vias de conclusão. Acreditamos

que este aspecto possa facilitar o processo de vinculação com o curso técnico e uma consequente satisfação no desempenho do trabalho.

Em contrapartida, uma minoria da amostra (18,5%) realiza ou realizou estágio curricular como experiência prática profissional no curso em que está formando e 10,5% realizam ou realizaram estágio na modalidade de Iniciação Científica (participação em projetos de pesquisa em iniciação científica que são validados como carga horária de estágio curricular obrigatório).

Observamos que 14% da amostra participou de algum programa de aprendizagem, destes a maioria é estudante dos cursos técnico de automação industrial, mecânica e metalurgia. Este dado nos leva considerar esta modalidade de formação profissional como um fator influenciador na escolha profissional pelos cursos técnicos de nível médio no setor industrial.

Na nossa amostra 25% dos pais são trabalhadores metalúrgicos e nenhuma mãe exerce esta profissão. Quanto as profissões dos pais, encontramos a maioria em ocupações não qualificadas e na área de serviços. E as mães predominam na ocupação de ser do lar e na área da educação, tais como professora, coordenadora pedagógica, supervisora, diretora escolar. Identificamos que 18,8% dos pais possuem escolaridade com formação técnica de nível médio. Predomina nos pais (47,7%) a escolaridade do ensino médio, enquanto que 31,6% possuem ensino fundamental e 17,2% dos pais possuem curso superior e pós-graduação.

Esta amostra tenta atender o objetivo do nosso estudo que foi compreender os vínculos que os jovens do Vale do Aço-MG têm com os cursos técnicos de nível médio e as trajetórias profissionais que pretendem realizar em seu projeto de futuro.

6.2 - PROCEDIMENTOS

Inicialmente contatou-se o (as) diretor (as) e responsáveis das escolas técnicas de nível médio da região do Vale do Aço-MG participantes no intuito de apresentar o projeto desta pesquisa e obter a autorização para realização na instituição. Mediante consentimento do responsável pelo local, foi entregue termo de autorização para realização de pesquisas em instituições para assinatura e após realizou-se o encaminhamento do projeto ao comitê de ética em pesquisa.

O projeto desta pesquisa foi submetido à comissão de ética tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – CEPH- IPUSP sob o número de parecer 251.676, na data de 11/03/2013.

A fim de garantir os direitos éticos dos participantes este estudo baseou-se nos critérios de autonomia, beneficência, não maleficência, justiça e igualdade preconizadas pela resolução 196, de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde que regulamenta pesquisas com seres humanos. Buscou garantir tanto a instituição quanto aos participantes da pesquisa total sigilo quanto a sua identidade e suas respostas, ao assegurar o sigilo e preservar a identidade das pessoas entrevistadas, os nomes próprios que emergiram nas entrevistas foi substituído pela letra “E” e um número, correspondendo o identificador de cada estudante. Utilizamos os seguintes códigos para identificar os cursos técnicos de nível médio que participaram da pesquisa: Automação Industrial (A), Informática Industrial (I), Mecânica (M), Metalurgia (Me) e Química (Q). Acrescentamos os códigos E1, E2, E3 para identificar as escolas 1, 2 e 3 respectivamente. E utilizamos a letra “d” para

identificar o turno diurno e a letra “n” para identificar o turno noturno. Assim como os trechos transcritos das entrevistas obedecem exatamente à forma na qual foi expressa.

Convidamos os alunos das séries finais dos cursos técnicos de nível médio nos períodos diurno e noturno em sala de aula, nas três escolas, com autorização prévia do professor (a) responsável pela classe no momento do convite. Após apresentação do projeto de pesquisa, àqueles que se disponibilizaram a participar marcamos um horário extraclasse para realização da entrevista semiestruturada, e entregamos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice A) e, no caso de o aluno ser menor de idade, entregamos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido do menor (Apêndice B) para solicitação de autorização dos pais e o Termo de Consentimento do Menor.

As entrevistas foram realizadas conforme a disponibilidade do estudante dos cursos técnicos, onde aconteceram em horários diversos: antes ou após as aulas, para aqueles que podiam chegar com antecedência ou permanecerem na escola, ou durante o horário de aula, para os que não tinham esta disponibilidade, a partir da sugestão e disponibilização dos professores em liberar os entrevistados para

participarem da pesquisa, com a concordância e autorização do (as) coordenador (as) pedagógico (as), neste caso participaram 15 alunos (as).

Houve alguns desencontros nos quais alguns estudantes não compareceram ao local e horário previamente marcado para a realização das entrevistas, proporcionando novos convites para outros estudantes participarem da pesquisa. As entrevistas foram realizadas em dois momentos: tivemos uma coleta inicial piloto que aconteceu no período de fevereiro a março de 2013 e a coleta de dados aconteceu no período de setembro de 2013 a janeiro de 2014.

No total foram realizadas 92 entrevistas, porém tivemos que excluir 5 das quais não recebemos a devolução do TCLE dos pais e do termo de consentimento do menor durante e também após o período de realização das entrevistas nas escolas pesquisadas.

No dia e horário da entrevista foi esclarecido as dúvidas que surgiram em relação à pesquisa e ao TCLE entregue anteriormente, após aplicamos um questionário sócio econômico (Apêndice D) a fim de caracterizar a amostra, e posteriormente realizamos a entrevista propriamente dita. As entrevistas aconteceram na própria escola, em salas de aula vazias que proporcionassem uma boa acústica para gravação das entrevistas semiestruturada e que garantisse o sigilo das respostas dos estudantes. Foi solicitado a autorização para que a entrevista fosse gravada e nenhum aluno se opôs a prática. Os dados especificados a seguir, na maioria das vezes, referem-se à totalidade dos alunos que compõem a amostra. Entretanto, quando necessário e desejável, realizamos a análise por escola e/ou mesmo pelo curso técnico e ou período de funcionamento no intuito de clarificar questões distintas por grupos e/ou subgrupos.

Optamos em realizar entrevistas semiestruturadas pois se apresentam sob a forma de um roteiro preliminar de perguntas, que se molda à situação concreta de entrevista e permitem ao entrevistador liberdade de acrescentar novas perguntas a esse roteiro (Apêndice E) com objetivo de aprofundar e clarificar questões que considera relevantes aos objetivos do estudo (MOURA, FERREIRA e PAINE, 1998).