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Elements that contributed to changes between 1970 and 1985 This section describes changes in some of the actors, resources and activities

3. Industrial production of bumpers and bumper beams: creating the Economy*

3.1 Setting the stage: a presentation of the story behind the relationship and the bumpers

3.2.4 Elements that contributed to changes between 1970 and 1985 This section describes changes in some of the actors, resources and activities

O fim do século XX trouxe, por mais de uma via, balanços teóricos destes elementos. Mas as análises dos anos 1990-2000 divergem. Duas grandes matrizes podem ser tomadas para ilustrar os tratamentos da modernidade do século XX como questão. Elas implicam em dvergências de graus diversos, mas, ainda assim, canais distintos de interpretação da ordem secular que o moderno redefiniu.

A primeira análise se refere à corrente de Anthony Giddens (1991) que compreende a modernidade como reorganização das forças produtivas e a consequente reordenação dos eixos sociais de seu entorno. Nessa análise, a modernidade se registra como uma oposição clássica às formas ditas

tradicionais de organização do mundo. A oposição específica ao

tradicionalismo se resumiria em uma disposição cultural e socializante para a indústria, para com o militarismo racionalizado, para as formas flexíveis de mercado e para com o dínamo específico de novos sistemas de conhecimento e perícia.

Dentro desta análise, a modernidade do século XX é a alta modernidade das promessas atendidas – a modernidade constrututora da velocidade prometida por duas gerações do passado. Para Giddens, a modernidade aqui é o movimento oscilante e a tendência poderosa de “desencaixe” das velhas estrututuras, quando novos formatos de produção material articularam novos modos de comunicação e vivência, criando setores culturais capazes de trabalhar a confiança na vida cotidiana em termos de instrumentos de medição

dos riscos. Essa modernidade ordenada, essa modernidade constrututora é a

função pela qual se estimula o projeto de controle da realidade natural e humana. Em Giddens, o século XX especificamente traduz o espírito de um episódio histórico severo, de surgimento e consolidação de mecanismos de racionalização e reflexividade.

A segunda leitura, oriunda de correntes que se dividem em pós-modernas e modernas e da qual emergem os trabalhos de Zygmunt Bauman (2000), entendem que modernidade precisa ser entendida em dois polos: a inicial concepção moderna, pautada pela solidez de seus processos produtivos (tanto materiais como simbólicos) e o segundo momento, signo de uma liquefação ou disjunção das conjunturas e estruturas sociais, levando o mundo industrializado a um período de valorização do consumo e da ultraflexibilização das instituições. Essa ampla mobilidade, longe de ser uma prática racionalizada dos planejadores, ocorreria ao largo de todo controle, conjunrando uma cultura massiva de despreendimentos e desvalorização das regras. Neste ponto, a tônica de que a modernidade clássica findou, dando lugar a um segundo momento, pautado no desconstrutivismo perene e na desapropriação das

pretensões do “projeto moderno” inicial, ganha termos e elaborações específicas diferentes, onde a “pós-modernidade” é constantemente invocada (ainda que, em Bauman e outros autores, a expressão seja abandonada, como forma de evitar que se confunda análise com militância). De todo modo, esta segunda e fragmentada corrente se caracteriza pelo entendimento de que os tempos, mais uma vez, mudaram, desmontando velhas lógicas do funcionamento social da mudança global.

Embora existam semelhanças gerais e conclusivas em todas essas tentativas de explicação nascidas na teoria social, é relevante lembrar que elas não entram em pleno acordo. Destarte, em seu desacordo e distanciamento que nasce uma problemática fundadora para os efeitos de nossa discussão: qual é a modernidade dos meios comunicativos e como ela tem participado (ou vem sendo feito partícipe) do conjunto plural de revoluções na sociabilidade da informação? Seguindo a linha histórica das concepções alemãs do tema, os trabalhos de T. W. Adorno e J. Habermas são tão clássicos quando inventivos, fornecendo, um primeiro passo para o debate sobre modernidade como novo dimensionamento da prática comunicativa no mundo. Comecemos, pois, a compreender alguns dos marcos relacionais entre “modernização” e “informação”.

No Brasil, encaramos o modernismo a partir das inovações agitadas pela Semana de Arte Moderna4, pelas clássicas figuras de Mário e Oswald de Andrade, de Víctor Brecheret e de tantos outros produtores de uma ruptura artística e cultural que tinham por objetivo redimensionar o papel da arte na construção da nação. Mas a modernidade, que se espraiou pelo século XX e continuou a criar esforços de desconstrução de paradigmas da cultura e da comunicação da arte nacional, cruzando tendências na literatura, por exemplo, para redistribuir as noções de linguagem da prosa e do regionalismo (como na obra de João Guimarães Rosa), já se fazia clara dentro do projeto político de reestruturação e internacionalização dos capitais e do espaço social brasileiro, ainda no século XIX. Mediante a já mencionada importação de ideários, o

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A organização do evento, em 1922, na cidade de São Paulo, trouxe artistas do Rio de Janeiro e movimentou intelectuais paulistas em um celebração de novos estilos de poesia, pintura, música e literatura. Os desdobramentos da Semana são tomados pelos estudiosos das mais diversas formas, mantendo-se o consenso de que ela foi um marco simbólico de consideráveis revoluções na linguagem artística brasileira.

Estado português trouxe alterações e premissas de reordenamento urbano e administrativo que não tinham outros interesses que não o da atualização dos padrões da nova sede da Coroa em relação às expectativas de uma Europa cultural e politicamente “modernizada” (OLIVEN, 2001). Ainda assim, é fundamental relembrar que este projeto de cosmopolitismo da Corte não se lançou muito além do próprio Rio de Janeiro e, salvo algumas poucas medidas de ampliação de estradas e sistemas de abastecimento ligados ao interior, em nada modificou a relação entre Estado português e território brasileiro (idem, ibidem).

Só nos anos 1930, na instauração de um novo formato de Estado gestor e interventor – movido em parte pela oposição aos sistemas de relação da República Velha e, por outro lado, pela modificação no quadro das elitistas do eixo Rio-São Paulo -, a modernidade entrará como planificação dos espaços nacionais ou agenda imaginativa do serviço público – ainda mais tomando a referência do positivismo de Getúlio Vargas. Quase ao mesmo tempo, a partir dessa conjuração da modernidade como marca de quebra conceitual, juntamente com os debates produzidos na Europa e nos Estados Unidos, a palavra ganhará sentido de reflexão científica no quadro das ciências sociais, em uma configuração internacional. A modernidade já usada como modelo

filosófico e conceito explicativo, ganhará nuances de reforma espacial,

institucional e administrativa. Estavam firmadas as bases de uma redefinição que cruzaria décadas. No correr do século e com a renovação intrincada dos processos de acumulação tecnológica que culminarão com a informatização da economia e a explosão da Internet no final dos anos 1990, temos um cenário reformulado, adaptado a novos parâmetros teóricos que chegam mesmo a opor à modernidade e seu projeto, uma leitura de tempo-seguinte, configurada nas defesas de pós ou hiper modernidades (BAUDRILLARD, 2007).

No Brasil, essas novas encarnações modernas continuaram girando como formas de oposição a modelos tradicionais, partes de uma modificação das bases de poder e de projeto nacionais – que se antes se dirigiam a um plano agrário, de fundo latifundiário, aos poucos se converteu em uma dimensão de produção industrial, de marca urbana e voltada aos interesses de um capital financeiro internacionalizado (IANNI, 1984). É essa referência, encarnada na

reforma estatal presente no governo FHC (organizada em torno da prática e construção de um Estado regulador), que remodela nossa modernidade local, nosso forma de lidar com as modificações que ela configura. A realidade moderna brasileira, longe de se converter em uma formatação plena de suas intenções, se realiza no confronto contraditório entre elites tradicionais e grupos de poder que retiram sua legitimidade da oposição a esta esfera – ainda que, em grande, os sujeitos sociais ligados aos últimos estejam profundamente relacionados à história dos primeiros.