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Eksempel på god inkludering

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6.4  Eksempel på god inkludering

De acordo com Bardin (1977), uma pesquisa de análise de conteúdo deve percorrer algumas etapas. Inicia-se com a pré-análise, que abarca o que ela denomina como missões. A primeira missão é a “leitura flutuante”, que consiste no estabelecimento de contato com os documentos que serão analisados com o objetivo de deixar-se invadir por impressões e orientações e consequentemente direcionar a escolha futura. (p.125)

A escolha dos documentos deve obedecer a algumas regras, entre elas a da exaustividade:

[...] uma vez definido o campo do corpus (entrevistas de um inquérito, respostas a um questionário, editoriais de um jornal de Paris entre tal e tal data, emissões de televisão sobre determinado assunto etc.), é preciso ter-se em conta todos os elementos desse corpus. Em outras palavras não se pode deixar de fora qualquer um dos elementos por esta ou aquela razão (dificuldade de acesso, impressão de não interesse) que não possa ser justificável no plano de rigor. (p.126).

Em obediência a essa regra, exploramos todos os materiais disponíveis e, ao encontrarmos dificuldades para acessar digitalmente, recorremos à versão impressa. Dessa forma, exploramos todos os materiais publicados antes de fazermos a nossa escolha.

A análise pode efetuar-se numa amostra desde que o material a isso se preste. A amostragem diz-se rigorosa se a amostra for uma parte representativa do universo inicial. Neste caso os resultados obtidos para a amostra serão generalizados ao todo. (p. 127).

Para cumprirmos com essa regra, selecionamos materiais que responderiam à nossa questão de pesquisa e que poderiam representar todas as publicações disponíveis nos eixos

pesquisados, sem deixar de atentar para a próxima regra, a de homogeneidade: “os

documentos retidos devem ser homogêneos, isto é, devem obedecer a critérios precisos de escolha e não apresentar demasiada singularidade fora destes critérios.” (p. 127). Para isso, realizamos a escolha com base no critério do tipo de publicação que deveria se configurar como uma proposta pedagógica.

A autora aborda a regra de pertinência, segundo a qual os “documentos retidos devem ser adequados, enquanto fonte de informação, de modo a corresponderem ao objetivo que suscita a análise.” (p.128).

Todas as regras foram contempladas. Após o cumprimento dessa primeira fase,

iniciamos a próxima, que, de acordo com a autora, é a formulação da hipótese e dos objetivos.

A hipótese é

uma afirmação provisória que nos propomos verificar (conformar ou infirmar), recorrendo aos procedimentos da análise. Trata-se de uma suposição cuja origem é a intuição e que permanece em suspenso enquanto não for submetida à prova de dados seguros. O objetivo é a finalidade geral a que nos propomos (ou que é fornecida por uma instância exterior), o quadro teórico e/ou pragmático, no qual os resultados obtidos serão utilizados. (p.128).

Esta pesquisa foi conduzida a partir da hipótese de que não há um diálogo efetivo nas publicações feitas pelo site do Ministério da Educação entre os dois eixos: “Educação de Jovens e Adultos” e “Diversidade Étnico-Racial”. A elaboração dos objetivos foi construída a partir da leitura flutuante, assim como da pesquisa bibliográfica realizada no banco de teses e dissertações da Capes e na base da Scielo.

Posteriormente a autora aborda a terceira fase denominada por ela como “a referenciação dos índices e a elaboração de indicadores”. Nas palavras da autora, ao se considerarem “os textos uma manifestação que contém índices que a análise explicitará, o trabalho preparatório será o da escolha destes - em função das hipóteses, caso elas sejam determinadas - e sua organização sistemática em indicadores.” (p.130).

A pesquisa qualitativa por análise temática será aplicada no eixo da Educação de Jovens e Adultos, seguindo o princípio de que “o índice pode ser a menção explícita de um

tema numa mensagem”. E no caso do material publicado no eixo de Diversidade Étnico- racial, faremos uma análise quantitativa, que “funda-se na frequência de aparição de determinados elementos na mensagem”. (p.122). De acordo com a autora, um

tema possui tanto mais importância para o locutor quanto mais frequentemente é repetido (caso da análise sistemática quantitativa), o indicador correspondente será a frequência deste tema de maneira relativa ou absoluta, relativo a outros. (p.130).

Para finalizar, ela cita como última parte desta pré-análise “a preparação do material”, que deve ser feita antes da análise propriamente dita. O material reunido deve ser preparado formalmente. Essa fase foi cumprida por meio da ficha descritiva, construída com os seguintes dados da obra ou documento e das suas respectivas seções: tipo de publicação, título da publicação, autor(a)/organizador(a), número de páginas, ano de publicação, edição, palavras-chave, número de seções, principais referências, conteúdo.

A segunda missão consiste na “exploração do material”. Nas palavras da autora: Tratar o material é codificá-lo. A codificação corresponde a uma transformação – efetuada segundo regras precisas – dos dados brutos do texto, transformação esta que, por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo ou da sua expressão; suscetível de esclarecer o analista acerca das características do texto, que podem servir de índices. (p.131)

Portanto, se todas as fases da pré-análise forem cumpridas, a segunda missão consiste na aplicação das decisões tomadas. Para a análise de conteúdo da nossa pesquisa nos pautaremos na unidade de registro, definida pela autora como:

unidade de significação codificada e corresponde ao segmento de conteúdo considerado unidade de base, visando a categorização e a contagem frequencial. A unidade de registro pode ser de natureza e de dimensões muito variáveis. Reina certa ambiguidade no que diz respeito aos critérios de distinção das unidade de registro. Efetivamente, executam-se certos recortes a nível semântico, por exemplo “o tema” enquanto que outros são feitos a um nível aparentemente linguístico, como a “palavra” ou a “frase”. (p.137)

Diante disso, faremos a análise do eixo de Educação de Jovens e Adultos a partir de temas acompanhados pela unidade de contexto, que serve para codificar a unidade de registro e que pode ser a frase para a palavra e o parágrafo para o tema. (p.137). Portanto, fazer uma análise temática consiste em descobrir os “núcleos de sentido” que compõem a comunicação e

cuja presença, ou frequência de aparição, pode significar alguma coisa para o objetivo analítico escolhido.

Escolhemos a análise de conteúdo qualitativa caracterizada pelo “fato de a inferência - sempre que é realizada - ser fundada na presença do índice (tema, palavra, personagem, etc.), e não sobre a frequência de sua aparição em cada comunicação individual.”

Para que a pesquisa possa prosseguir, segundo a autora, muitas vezes é necessária a criação de categorias, porém ressalta que a categorização não é uma “etapa obrigatória de toda e qualquer análise de conteúdo”. (p.147). Na nossa pesquisa, no eixo de Educação de Jovens e Adultos, usamos o critério semântico por categoria temática, que será esmiuçado posteriormente.

De acordo com Bardin (1977), após a exploração do material e a criação de categorias, se necessário; inicia-se a fase da análise, que implica em extrair do texto informações suplementares, baseando-se nos elementos constitutivos do mecanismo clássico da comunicação e o seu suporte ou canal. No caso da nossa pesquisa atentaremos ao emissor e ao receptor para análise e conclusão a partir dos dados obtidos.

E, por fim, apresentaremos um quadro de resultados para condensar e por em relevo as informações fornecidas pela análise (p.131).

Após essa breve explanação acerca da metodologia escolhida, apresentaremos nos próximos itens o caminho percorrido para a escolha das publicações e a aplicação da metodologia utilizada em nossa pesquisa.