• No results found

Egenkapitalens  betaverdi

7.   Verdsettelse  av  Ekornes  ASA

7.1   Valg  av  metode

7.2.4   Egenkapitalens  betaverdi

O encontro era iniciado com a aplicação do impresso (APÊNDICE H) onde os adolescente de forma individual registrava como estavam chegando, e em seguida prosseguíamos com as atividades propostas para o grupo.

1º Momento - Aquecimento: História do nome

Foi solicitado aos adolescentes que ficassem em duplas e conversassem entre si sobre o que eles sabiam da história do seu nome ou o que eles pensavam sobre o motivo de terem escolhido o seu nome. Em seguida foi pedido que cada dupla se apresentasse, mas de forma que um falasse do outro; o objetivo foi aproximar mais os participantes do grupo (10 minutos).

2º Momento - O valor das coisas

Objetivo: Trabalhar valores, sentimentos, respeito às diferenças. Técnica: A escada

Material: papel, canetas, tesoura, cola e papel madeira.

O coordenador do grupo solicitou aos participantes que pensassem sobre coisas que eram importantes na sua vida, valores. Foi entregue a cada adolescente uma folha com um desenho de uma escada com três degraus. Solicitamos que eles escrevessem em cada degrau uma coisa que fosse importante na sua vida, em ordem crescente de prioridade, ou seja, no degrau mais alto ficaria o que era mais importante para ele. Em seguida cada adolescente falou sobre sua escada (suas escolhas). Após todos discorrerem sobre o que escreveram, foi pedido que recortassem cada degrau, numerando-os na ordem que foram escritos na escada. Em continuidade, foi exposta uma folha de papel madeira (PAINEL) com o desenho de uma escada grande, também com três degraus e que representou a escada do grupo, onde eles colaram o que foi recortado, com nossa ajuda, na mesma ordem da sua escada. Ao final, foi construída a escada do grupo. Pedimos que eles falassem sobre a escada do grupo:

Que valores foram mais citados? Por que eles não estavam na mesma escala de prioridade? (30 minutos)

3º Momento - Fechamento/Avaliação

Foi solicitado que eles respondessem as perguntas: Foi difícil pensar e escolher o que é mais importante nas suas vidas? Por que? O que significou para você isto que foi abordado no grupo hoje? (10 minutos).

A temática proposta pelos adolescentes para a próxima semana foi drogas.

Para finalizar era aplicado novamente o impresso (APÊNDICE H) onde os adolescente de forma individual registrava como estavam saindo após o encontro.

O grupo foi iniciado com o aquecimento denominado História do nome, onde cada participante foi estimulado a falar sobre o que sabiam a respeito do motivo que levou seus pais a escolher o nome deles. Foi muito divertido, pois todos se envolveram muito. No início todos ficaram pensativos, em silêncio, mas, quando foi o momento de cada um falar a história do seu nome, todos interagiram. Em geral, todos falaram de forma bem engraçada e, à medida que cada um falava, o grupo dava um retorno positivo. Uma adolescente disse que foi o pai que escolheu o nome por causa de uma namorada da adolescência, e achava o nome dela bonito, o grupo todo sorriu, porque acharam interessante a mãe ter aceitado, o que demonstrava ela ser uma pessoa boa, e ela também não achou ruim, pois também gostava do seu nome. Todos falaram que gostavam do seu nome e a maioria havia sido escolhido pela mãe, apenas um foi o pai e outro foi a avó que escolheu. Somente um adolescente não sabia o motivo do seu nome, mas, mesmo assim, ele disse que gostava e que iria perguntar à sua mãe sobre isso quando chegasse em casa. Finalizamos esta fase falando que nosso nome é algo escolhido com carinho.

Em seguida fomos para a técnica central: a Escada, onde trabalhamos os valores e diversidade. Observamos que os adolescentes ficaram pensativos/em silêncio como se estivessem com dificuldade ou dúvida do que escolher, alguns escreviam, depois riscavam e escreviam outra coisa. Após 15 minutos foi pedido aos adolescentes que falassem sobre sua “escada”. Combinamos que o grupo iria escolher quem iria iniciar a socialização, todos concordaram e a maioria escolheu a A3. O grupo de uma forma geral falou de aspectos relacionados à família, escola e tratamento. Verbalizaram sentimentos, valorizando afetividade e subjetividade. Em seguida apresentamos um painel onde tinha um desenho de uma escada, que foi intitulada de “escada do grupo”, onde os adolescentes colaram no painel,

com a ajuda dos coordenadores e profissionais, o que tinham escrito na sua escada e na mesma sequência. Ao final, mostramos para todos como ficou a escada do grupo e solicitamos que eles falassem sobre a diferença e semelhança entre a escada deles para com a do grupo, e fizemos alguns questionamentos.

Em resposta, eles discorreram que as coisas que citaram foram semelhantes às do grupo, mas a ordem de prioridade era diferente, e isso ocorria porque dependia do que significava para cada um o que foi escrito, por isso era mais importante para um, e para outro não. De acordo com os participantes do grupo eles tinham escolhas parecidas e valorizavam as mesmas coisas, mas o que era mais importante para um não era para o outro, porque cada um é que sabe do que mais precisa ou do que mais sente falta.

Durante a avaliação eles relataram que a maior dificuldade não foi escolher, mas colocar a ordem de prioridade, pois ficaram com dúvida e também porque era difícil escolher apenas três coisas e eles tinham muitas coisas que consideravam importantes na sua vida. O mais importante do encontro não foi escolher isto ou aquilo, mas ter um tempo para pensar no que é importante na vida deles, e este encontro significou para eles que existem muitas coisas e pessoas que eles sabiam que eram importantes para eles e a que não davam o devido valor e que eles deveriam respeitar e cuidar das pessoas que estavam próximas deles, ajudando a enfrentar este tratamento.

Como resposta ao instrumento (APÊNDICE H) que lhes permitia manifestar como estava chegando e saindo do grupo, foi possível realizar uma avaliação relacionada a oficina, pois este tinha como finalidade coletar os sentimentos dos adolescentes antes e após a realização dos encontros, conforme tabela:

Tabela 5 - Representação dos adolescentes relativo a como estavam se sentindo antes e após a participação nas oficinas vivenciais. Fortaleza-CE, 2012.

Oficina Como estou chegando (nº de adolescentes)

Como estou saindo (nº de adolescentes)

5 2 4 2 - - 8

Como resposta ao instrumento inicial (como estou chegando), dois escolheram o rosto que significa mal, chateado e/ou triste, quatro registraram que estavam indiferentes, normais ou mais ou menos, dois registraram que estavam bem, alegres e/ou felizes. Os motivos

relatados para não estar bem foram: dificuldades, sono, impaciência e cansaço. Os adolescentes que responderam indiferente escreveram as palavras: desanimado, sem vontade, cansado, tranquilo, sem paciência; e o adolescente que respondeu estar bem justificou que estava animado, disposto e tranquilo.

Em relação as respostas dos adolescentes ao término do grupo, todos os adolescentes registraram que estavam saindo bem, alegres e/ou felizes e justificaram com as seguintes palavras: pensar na vida, ver o lado bom das coisas, falar o que sente, especial e diferente.

A humanização é um conceito polissêmico que se refere a reflexões e proposições sobre novas formas de agir, relações mais simétricas entre os sujeitos, por meio das quais o saber formal e científico, as experiências e saberes de pacientes e acompanhantes contribuem com a produção de conhecimento (DESLANDES, 2006; AYRES, 2005).

A estratégia de intervenção permitiu trabalhar a individualidade e a heterogeneidade, bem como as relações dos adolescentes com seus pais, estimulando o diálogo e o conhecimento de assuntos sobre eles e a socialização com o grupo.