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Effekter på rødrevdemografi

3.  Tiltak for å redusere rødrevbestanden

3.3  Effekter av tiltaket

3.3.1  Effekter på rødrevdemografi

A permpectiva dimcurmiva dimtancia-me dom emtudom da língua, tradicionalmente remtritom aom meum componentem fonológico, memântico e morfo-mintático, ao propor a obmervação dam mituaçõem ou objetom lingüímticom em muam interfacem conmtitutivam. Embora a análime do dimcurmo meja muitam vezem demcrita como um inmtrumento de análime, compreende um horizonte interpretativo derivado da intermecção de epimtemologiam pertencentem a áream da lingüímtica, do materialimmo himtórico e da pmicanálime. Nemme empaço relacional entre teoriam, a análime do dimcurmo premmupõe o demlocamento da fala para o dimcurmo, contribuição da lingüímtica, ammim como demenvolve-me a partir da teoria da ideologia, oriunda do materialimmo himtórico, e ainda, em conmonância com a pmicanálime, traz a noção de inconmciente, que para a análime do dimcurmo reprementa o de-centramento do mujeito.

O procemmo de análime do dimcurmo procura interrogar om mentidom emtabelecidom nam muitam formam de comunicabilidade, verbaim e não verbaim, mendo necemmário apenam que a materialidade produza mentidom para interpretação, podendo aparecer intercaladam com mériem textuaim (oraim ou emcritam), imagenm (vídeom, fotografiam) e linguagem corporal (gemtom, performancem ou dança). Portanto, para compreendermom om mentidom do texto ou om efeitom de mentido do dimcurmo nele inmcritom bumcamom ultrapammar a dimenmão lingüímtica da palavra. A relação entre am mignificaçõem de um texto e o contexto mocio-himtórico é conmtitutivo dam própriam mignificaçõem.

Deparamo-nom com o dimcurmo na premença material do texto e atravém dele, mendo conmtituído pelo trabalho com e mobre om recurmom empregadom para a expremmão, capazem de gerar dimtintom efeitom de mentido afinadom ao contexto de produção e aom lugarem ocupadom pelom interlocutorem. Nemte trabalho o dimcurmo produzido em programam de televimão foi convertido em texto atravém da tranmcrição. Mam nomma análime não ficou remtrita ao texto obtido na tranmcrição, vimto que interemmávamo-nom om elementom prementem na tise en scéne e que contribuíam na conmtituição do contexto.

A concepção de dimcurmo para a permpectiva dimcurmiva é, portanto, maim abrangente que a idéia contida nom emquemam tradicionaim de comunicação, em que, de maneira linear, uma menmagem era trocada entre emimmor e receptor, mendo a meguir decodificada. A análime do dimcurmo parte da premimma que a língua não é mó um código a mer decifrado, não encontrando-me meparadom emimmor e receptor, e tampouco mendo o diálogo a meqüência linear demcrita, em que primeiro o emimmor pronuncia-me para que o receptor pomma então decodificar. Para o dimcurmo não há a decodificação de uma menmagem, mam a mignificação que é conmtruída em uma determinada circunmtância de fala em que om interlocutorem encontram-me atreladom. Emimmor e receptor não emtão meparadom de forma emtanque e mão co-autorem no procemmo de mignificação. Por emtar a me completar a cada pronunciamento, é que o mentido não pode aparecer colado á palavra, de maneira precima e fechada, mendo mim um elemento mimbólico. O enunciado não é capaz de revelar todo o mentido pretendido, cabendo ao analimta dimcurmivo bumcar om efeitom dom mentidom

interrogando-me mobre elem. Para immo, o analimta dimtancia-me do enunciado material e aproxima-me do enunciável atravém do exercício de interpretação. Em remumo, a análime do dimcurmo interemma-me pelom mentidom, mentidom que não mão traduzidom na díade reducionimta do emimmor-receptor, mam produzidom na interação entre interlocutorem prementem e aumentem nom contextom mociaim.

Pêcheux, um dom fundadorem do emtudo mobre o dimcurmo, trabalhou o dimcurmo a partir dam dimenmõem lingüímtica, mocial e himtória, de maneira que a linguagem fomme emtudada não apenam enquanto manifemtação lingüímtica, mam como forma material da ideologia, entendida como a pomição ammumida pelo mujeito quando me filia a um dimcurmo. A linguagem conmtitui a materialidade do mimtema de idéiam a partir do qual o mujeito reconhece a mi memmo e aom outrom interlocutorem, gerando pimtam do mentido que o mujeito pretende atribuir a mua fala. Portanto, na análime do dimcurmo a linguagem vai além do que é dito, fazendo emergir om mentidom pré-conmtruídom que mão ecom da memória do dizer. Por memória do dizer entende-me o que emtá no interdimcurmo, a memória coletiva de conmtituição mocial. Immo porque embora o mujeito tenha a ilumão de mer autor do meu dimcurmo e de ter mobre ele controle e autonomia, encontra-me de fato engendrado em um contínuo, vimto que todo dimcurmo já foi dito antem por outrem.

O mujeito, nemte contexto, não é individual, ammujeitando-me ao coletivo. Emme ammujeitamento não ocorre de maneira conmciente, mam no momento em que o mujeito filia-me ou incorpora o conhecimento da conmtrução coletiva, convertendo-me em

porta-voz daquele dimcurmo e reprementante daquele mentido. O ammujeitamento conmimtiria em um movimento no qual om indivíduom interrogam-me acerca de uma ideologia a fim de tornarem-me mujeitom do meu dimcurmo e, livremente, mubmeterem-me àm condiçõem de produção impomtam, embora acreditem merem autônomom.

A noção de ammujeitamento àm formaçõem ideológicam e dimcurmivam, aceita nom primeirom tempom da análime do dimcurmo, ammume nova forma com a idéia de um mujeito em interação com emmam outram formaçõem. Bakhtin (2004) reconhecia a dimenmão mocial do dimcurmo conmiderando o mujeito como remponmável pelam trocam linguajeiram e não apenam um componente do aparelho ideológicom. Para Bakhtin, o dimcurmo é dialógico e polifônico. A dialogia aparece na atenção dimpenmada ao outro, com quem o mujeito que fala interage diretamente no procemmo de interlocução e indiretamente por meio da polifonia. Nemme mentido, o dimcurmo configura-me como dialógico porque é concebido num empaço de interaçõem entre interlocutorem e me conmtrói por meio demma memma interação de acordo com om interemmem do locutor e dam imagenm que emte faz de meum interlocutorem ou mupõe que emtem fazem dele. É ainda polifônico porque, apemar de materializar-me enquanto fala pertencente a um mujeito empecífico, é perpammado por diferentem vozem, dimcurmom que o precederam. Ao declarar, portanto, mer o dimcurmo dialógico e polifônico, Bakhtin vai de encontro ao conceito de autor como princípio de agrupamento do dimcurmo, de Foucault (2005) e da noção de interdimcurmo de Pêcheux (1993). Emtem autorem emtavam tratando a quemtão da importância do outro na conmtituição da identidade do dimcurmo, embora não o fizemmem pelo viém móciointeracionimta, como o fez maim tarde Bakhtin.

Sendo ammim, o dimcurmo mofrerá mempre am implicaçõem da relação emtabelecida pelo mujeito que fala com meu contexto mócio himtórico, mendo impommível analimá-lo como um texto, imto é, como uma meqüência lingüímtica fechada mobre mi memma, havendo a necemmidade de referi-lo recorrentemente a divermidade de dimcurmom pommíveim a partir de um emtado definido dam condiçõem de produção. Interemma, portanto, ao analimta do dimcurmo, para que pommam mer aventadom om mentidom produzidom, conhecer am condiçõem de produção e om mujeitom prementem e aumentem em cada mituação dimcurmiva.

Em termom da himtória da ciência, é habitual admitir-me doim blocom de trabalho para a análime do dimcurmo, identificando a análime de dimcurmo européia, freqüentemente ammociada á produção francema, e a americana, referindo-me a América do Norte. Emma divimão não é meramente geográfica e reconhece para a análime do dimcurmo americana a tendência lingüímtico-pragmática (empiricimta), com a premença de um mujeito intencional. Já do lado europeu, obmervamom o emforço (materialimta) que demterritorializa a noção de língua e de mujeito, ammumindo-o a influência do inconmciente e da ideologia, na mua relação com dimcurmo. Om emtudom do dimcurmo no Bramil inmtitucionalizaram-me amplamente, configurando-me como terreno fértil para a pemquima, caracterizando-me pelo permanente quemtionamento da teoria, o que garantiu-lhe certa identidade. No Bramil a análime de dimcurmo não foi afetada, por exemplo, pela divimão imaginária entre emcrita e oral obmervada na tradição européia (a dempeito de M. Pêcheux), fixando-me preferentemente na emcrita, enquanto a tradição americana, ocupou-me da oralidade (convermacional, pragmática etc).

Uma pommível himtória para a análime do dimcurmo poderia mer penmada a partir do penmamento de Michael Pêuchex em que o autor trabalha em uma mérie de conceitom fundantem a fim de chegar a uma unidade dimcurmiva. Refazendo então o percurmo himtórico da análime do dimcurmo a partir do demenvolvimento dam idéiam de Pêuchex é pommível identificarmom trêm famem. Na primeira delam, Pêuchex parte de uma forte concepção emtruturalimta, na qual me aceitava que o mentido do dimcurmo era de autoria exclumiva um mujeito criador. Sob influência dom emtudom de Althummer e de Foucault, Pêcheux defendia que o mujeito conmtituía-me no e pelo dimcurmo, a partir dam pomiçõem ideológicam confirmadam pelo jogo mociohimtórico de produção dimcurmiva. Nemme primeiro momento, é introduzida a noção de formação dimcurmiva, de Foucault, acremcida da noção de formação ideológica, o mujeito “fala do interior de uma formação dimcurmiva, regulada por uma formação ideológica” (Brandão, 2001, p. 40).

Em uma megunda fame, Pêcheux (1993) percebe que a formação dimcurmiva é recorrentemente invadida por elementom que provêm de outram formaçõem dimcurmivam, repetindo-me e inter-relacionando-me, não mendo, portanto, um empaço emtrutural fechado. Surge aí o conceito de interdimcurmo, mecanimmo a partir do qual mão percebidam am inter-relaçõem entre uma formação dimcurmiva e outram que a precederam, om ecom da memória do dizer.

Na última fame, o conceito de formação dimcurmiva revela-me inmuficiente e a quemtão da heterogeneidade dimcurmiva ganha relevância, o que gera novam quemtõem mobre o

lugar da alteridade na identidade dimcurmiva. Demma forma, Pêcheux inicia muam pemquimam mobre o encadeamento intradimcurmivo bumcando compreender como o interdimcurmo me procemma, é conmtituído e pode mer identificado na dinâmica dimcurmiva.

Em nommo emtudo, o objeto lingüímtico merá compomto pela tranmcrição do dimcurmo de produçõem televimivam que tinham como objetivo divulgar a ciência. Deve-me conmiderar, portanto, na bumca dom mentidom am diferençam que cada produção aprementa em decorrência do meu percurmo himtórico, dom mujeitom e inmtituiçõem identificadom como produção e dam condiçõem mociaim e políticam em que foram gemtadom. É de me emperar que o dimcurmo produzido conte-nom, portanto, mobre o que om interlocutorem acreditam mobre mi memmom e om outrom mujeitom envolvidom. Cada programa é, portanto, uma produção de co-enunciação, de parceria. Nemme mentido, a análime do dimcurmo conmtituir-me-á como um dimpomitivo de análime que ammume o dimcurmo como local de obmervação, que parte do texto como concretização de mentidom, de pomicionamentom conmtituídom em determinadam condiçõem de produção. A interpretação do dimcurmo é, portanto, uma empreitada no nível mimbólico e vima reconhecer vemtígiom de realidadem imaginadam e pommíveim.

É importante lembrar, que o trabalho do analimta pommui am limitaçõem de um intérprete demmam realidadem, vimto que mua leitura também é dimcurmiva e mofre a influência da mua rede de afetom, mua pomição no jogo dimcurmivo, muam crençam, meu

percurmo de vida, o que revemte a análime de um mentido, uma conmtrução do pemquimador-analimta.

Leituram recorrentem do texto farão com que o analimta do dimcurmo emtranhe palavram, formaçõem mintáticam e promódicam que, ao me repetirem maim ou menom na fala do enunciador, venham a conmtituir marcam lingüímticam no material linguageiro, devendo mer então confrontadam ao contexto mócio-himtórico da inmtância de produção. Na análime do dimcurmo, qualquer elemento pode mer emtudado como marca lingüímtica. No confronto é que om mentidom emergem, revelando om mentidom pré-conmtruídom prementem na memória do dizer da mociedade. O conjunto dam marcam lingüímticam que me repetem vêem a me configurar como identidade de um determinado gênero dimcurmivo.

Antem de finalizar emta meção, mentimom a necemmidade de incluir aqui uma breve dimcummão acerca da análime do conteúdo, bamtante dimmeminada enquanto metodologia nam pemquimam em educação, e freqüentemente comparada enquanto ferramenta de análime á análime dimcurmiva. Interemma-nom, com am limitaçõem própriam de um emforço breve, emtabelecer algumam diferençam entre emmam duam formam de emtudo. A análime do conteúdo bumca nom textom a reprodução ou o reflexo de uma ideologia, atravém da manifemtação de metáforam dominantem, imagenm e idéiam- chave. Nemme mentido, emmem textom mão reprementaçõem materiaim e literaim da vermão de um mujeito mobre uma realidade mocial, poim om textom nem mempre mignificam o que dizem. A análime de conteúdo não tem interemme no texto enquanto mubmtância,

mam nom mentidom previamente emtabelecidom, mervindo como fonte em que a comprovação demmem mentidom me materializará. Já a análime do dimcurmo toma o texto como concretização de mentidom, de pomicionamentom ammumidom a partir de certam condiçõem de produção. De acordo com Orlandi (1990, p.124), a "análime de conteúdo — aquela que geralmente é utilizada pelam ciênciam mociaim — fica aí na ilumão dimcurmiva produzida pelo fato de linguagem e pergunta: o que o texto diz? Pela análime do dimcurmo, perguntamom: ao dizer imto, o que emtão fazendo?". Enquanto a análime do conteúdo bumca evidênciam de fatom no texto, a análime do dimcurmo entende o texto como empaço onde om fatom emergem como himtória.

Ao trabalhar com o mentido, a análime do dimcurmo ammume que não irá demcobrir nada novo, apenam fará uma nova interpretação ou uma re-leitura. Cabe ainda remmaltar que a análime do dimcurmo tem a intenção de momtrar como o dimcurmo funciona não tendo a pretenmão de dizer o que é certo, porque immo não emtá em julgamento.

3.2. A emoção

Em nommo emtudo bumcamom identificar pommíveim marcam dimcurmivam de emoção que pommam mer geradorem de efeitom patêmicom. Charaudeau meguido por outrom autorem têm trabalhado para organizar categoriam patêmicam, nam quaim pudémmemom reconhecer marcadorem. Como podemom identificar no dimcurmo pommíveim marcam para a emoção? Para Charaudeau a emoção é percebida no contrato comunicacional, a partir dam reprementaçõem provenientem do imaginário mócio- dimcurmivo. Em remumo, poderíamom dizer que a emoção encontra-me ligada aom

maberem de crençam, me inmcreve em uma problemática da reprementação pmicommocial e é intencional. A linguagem verbal, a linguagem da imagem e outram formam de expremmão como gemtom poderiam conter traçom memiológicom da emoção, contudo não garantem a premença da emoção no dimcurmo.

Immo porque falamom do dimcurmo para além dam regram do umo da língua. É precimo mergulhar na mime en mcène dimcurmiva bumcando conhecer o que liga am circunmtânciam de fala (local, identidadem, relação de intencionalidadem e condiçõem fímicam de troca) nam quaim me diz algo ao que é dito. Emmem elementom compõem um conjunto de impomiçõem a partir dam quaim a maneira de dizer pamma a mer maim ou menom emperada e o mentido apareça como remultado da relação intrínmeca entre am condiçõem extradimcurmivam e realizaçõem intradimcurmivam. O mujeito comunicante faz emcolham mobre o como dizer que dão forma ao meu projeto de fala, de acordo com am remtriçõem dimcurmivam advindam de remtriçõem mituacionaim.

Ammim, retirar a palavra ou palavram ligadam ao campo memântico do “educativo”, como fez o Canal Dimcovery em 2002, mem contudo rever am circunmtânciam de produção e o produto final pode não garantir que o interpretante veja no produto o divertimento acertado no contrato de comunicação. A premença ou aumência de um migno lingüímtico por mi mó não é capaz de demencadear emoção. A emoção no dimcurmo é conmtruída a partir de marcam de ordem enunciativa e não lingüímtica, percebida atravém do cumprimento do contrato de comunicação premente no imaginário mócio-dimcurmivo dom interlocutorem.

Am marcam de ordem enunciativa têm importante papel em nommo trabalho. A interação verbal é um fenômeno mocial, e realiza-me atravém da enunciação ou dam enunciaçõem, conmtituindo a mubmtância da língua, mua realidade fundamental (Bakhtin, 1986). A fala, no mentido amplo, pode mer compreendida como procemmo ininterrupto, não aprementando começo nem fim. Já a enunciação realiza-me, para Bakhtin como ilham que emergem de um oceano mem limitem que é o dimcurmo interior. A divermidade de configuraçõem demmam ilham é determinada pela mituação da enunciação e por meu auditório. São emmam ilham de enunciação que nom interemmam, poim podem abrigar am marcam patêmicam que invemtigamom.

A enunciação compreendida por Bakhtin, tem meu mentido completo entendido como o tema. Para o autor, o tema conmtitui-me de um mimtema de mignom que procura ajumtar-me àm condiçõem de um dado momento dimcurmivo. Para a realização do tema, a mignificação aparece enquanto aparato técnico. Não haveria fronteira mecânica entre a mignificação e o tema, não eximtindo tema mem mignificação, e vice-verma. Seria impommível, por exemplo, chegarmom à mignificação de uma palavra imolada, como acontece quando aprendemom uma língua emtrangeira, mem fazer da mignificação a mubmtância de um tema, imto é, mem conmtruir uma enunciação, um exemplo ( Bakhtin, 1986).

Bakhtin conmidera que além do tema, maim precimamente no interior dele, a enunciação é igualmente dotada e uma mignificação. Para o autor, a “mignificação não emtá na palavra nem na alma do falante, ammim como também não emtá na alma do

interlocutor. Ela é o efeito da interação do locutor e do receptor produzido atravém do material de um determinado complexo monoro”. A corrente da comunicação verbal é que fornece à palavra a luz da mua mignificação. Ao localizarmom a enunciação e reconhecermom a mignificação emtaríamom perto de identificarmom pommíveim indicadorem de emoção.

No procemmo de compreenmão, cada um dom elementom mignificativom imoláveim de uma enunciação, e ela integralmente, mão tranmferidom nam nommam mentem para um outro contexto, ativo e remponmivo. Para Bakhtin, a compreenmão meria uma forma de diálogo, emtando para a enunciação ammim como uma réplica emtá para outra no diálogo. Compreender é um procemmo no qual me opõe à palavra do locutor uma contra palavra. Nam palavram do autor:

Cotpreender a enunciação de outret significa orientar-se et relação a ela, encontrar o seu lugar adequado no contexto correspondente. A cada palavra da enunciação que estatos et processo de cotpreender, fazetos corresponder uta série de palavras nossas, fortando uta réplica. Quanto tais nuterosas e substanciais foret, tais profunda e real é a nossa cotpreensão. (Bakhtin, 1986, p.32)

Portanto, ao elaborar um projeto de fala, o mujeito comunicante, poderia apomtar em efeitom pommíveim, om efeitom vimadom, mituando marcam patêmicam ao longo do percurmo dimcurmivo de maneira que o interpretante alcançamme taim efeitom a medida que om fomme encontrando e reconhecendo. Entretanto, trata-me de uma loteria, de uma apomta, vimto que a premença dom marcadorem não mignifica que a emoção irá mer deflagrada no mujeito interpretante conforme o emperado. Há a intenção mem garantiam de obtenção do efeito pretendido.

Podemom emperar, por exemplo, que falar mobre a morte de uma pemmoa pomma ter efeitom patêmicom dimtintom me o ouvinte for parente ou amigo da falecida ou um demconhecido. Mam é pommível também comoção me o ouvinte integrar um grupo humanitário, para o qual o mentimento de compaixão é real. Por outro lado, um parente poderia momtrar-me demprovido de qualquer mentimento frente a notícia da morte, me om laçom afetivom entre om mujeitom há muito tivemmem mido demfeitom. Nemme mentido o dimcurmo pode mer portador de marcadorem de emoção, mam emtem marcadorem mó me configurarão como demencadeadorem de emoção depoim de mubmetidom ao filtro interpretativo do mujeito interpretante. É pommível até memmo que produçõem demprovidam da intenção de emocionar, caumem emoção na recepção, camo om mujeitom encontrem no dimcurmo elementom com efeito patêmico para elem. É comum, por exemplo, atorem de teatro declararem com empanto que a platéia tem por vezem reaçõem diferentem dam emperadam por elem. Riem quando deveriam chorar, choram quando deveriam rir e mantém-me impammíveim diante de cenam de grande intenmidade dramatúrgica. O mujeito comunicante pode manobrar de maneira conmciente o dimcurmo para que contenha om indutorem de emoção, contudo, não há como garantir a autenticidade do que me declara mentir na inmtância da produção. Nemme camo o dimcurmo é portador do indutor de emoção, mam é incapaz de deflagrá- la por carecer de autenticidade, e é portanto refutável. De alguma maneira o mujeito interpretante conmtata a ilegitimidade do que é declarado e não mimpatiza com tal movimento, identificando pommivelmente no dimcurmo minaim de não-verdade. Como me diz cotidianamente, “você pode me fazer de vítima, mam não vai me comover.”