3. Assessment
3.8. Possible control measures along the food chain and evaluation of decontamination treatments
3.8.5. Effects of treatments used in food processing
Inicialmente, faz-se importante caracterizar as unidades escolares referidas, aqui chamadas de Escola V e Escola A, no sentido de buscar compreender as diferentes mediações no trabalho das educadoras que nelas atuam.
A Escola V:
Esta Escola Estadual da cidade de São Paulo, localizada entre os bairros da Lapa e Vila Madalena, distrito de Pinheiros, oferece Ensino Fundamental - Ciclo I, ou seja, do 1 ° ao 5 ° ano, atendendo crianças entre 6 e 10 anos de idade. Há classes de alunos com necessidades educativas especiais (deficiência intelectual e deficiência física) e a escola conta com a parceria da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Nesse caso, a escola estende a tolerância de idade até os 16 anos. Desde 2006 implantou-se o Projeto Escola de Tempo Integral e funciona das 7h às 18h, de segunda a sexta-feira.
A unidade escolar conta com 10 salas de aula de ensino regular, além de 04 salas adaptadas para o trabalho específico com os alunos com deficiências, com apoio da AACD. Tem, em média, 230 alunos matriculados. Há, ainda, sala de professores, sala da coordenação e da direção escolar e salas para setor administrativo, arquivos e zeladoria, bem como cozinha e banheiros, além de espaços como quadra poliesportiva, horta e brinquedoteca/biblioteca, e uma sala multimídia com computadores, televisores e videoteca.
Há professores do Ensino Regular, em sua maioria contratados por tempo determinado, professores especialistas de Artes e Educação Física, Professores das Oficinas Curriculares, como artes, esportes, clube da leitura, inglês e experiências matemáticas, e Professores das Classes Hospitalares que atuam em hospitais da cidade. A Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC)31 é realizada uma vez por semana, pelo período de duas horas.
A escola mantém uma página na rede social e um blog, que são atualizados e mantidos por professores, alunos e coordenadora pedagógica. Declara, publicamente, seus valores e missão, que expressam a “confiabilidade, ética, excelência, transparência, geração do conhecimento, respeito e responsabilidade social” como condição de trabalho da unidade escolar. A referida Escola está entre as 20 que mais se destacaram no município de São Paulo no índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2014.
Durante o período de coleta de dados na unidade escolar, foi possível observar que há grande sintonia entre Direção, Coordenação, Docentes e Discentes, o que se reflete no
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Em 2012 a sigla HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo) foi substituída por ATPC (Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo) porque houve mudança no tempo que antes era de 60 minutos passando a ser de 50 minutos igualando, assim, ao mesmo tempo da hora aula.
trabalho pedagógico realizado. Alunos e alunas tem liberdade para circular pela escola durante todo o tempo que ali permanecem e envolvem-se, frequentemente, em atividades ligadas à gestão escolar, tais como: definição e organização dos espaços escolares (biblioteca e outros espaços de uso comum), definição dos horários de almoço; definição sobre o toque ou a música que será utilizada como sinal para indicar término e início das aulas (o sinal, por decisão dos alunos, são músicas escolhidas por eles por votação direta realizada mensalmente). Há concursos e premiações realizadas regularmente na escola, como por exemplo, trabalhos com gêneros textuais que envolvem todos os anos; essas atividades são decididas coletivamente. As salas da coordenadora pedagógica e do vice-diretor, que mantêm contato diário e direto com alunos e professores, estão sempre com as portas abertas.
Houve grande abertura para a pesquisa ser realizada na referida unidade escolar, com total apoio de todas as esferas: professoras participantes do Grupo Focal cederam seu horário de almoço para que os encontros acontecessem, somente pelo fato de acreditarem na capacidade da ciência colaborar com a melhoria da qualidade da escola pública. Isso exprime o espírito de coletividade e apoio vivenciado dentro da escola. Essa crença na educação pública apareceu recorrentemente nas falas das professoras participantes, o que será melhor discutido nas análises empíricas.
Inicialmente, foi realizada uma reunião entre a pesquisadora e todas as professoras polivalentes da Escola, durante o horário de reunião dos docentes32, horário esse cedido pela direção quando a pesquisa foi apresentada e as professoras convidadas a participar.
Na Escola V, 5 professoras polivalentes, todas do sexo feminino, estavam dentro do perfil desejado: graduadas em pedagogia em IES privadas entre os anos de 2011 e 2012, em situação de primeiro emprego na educação básica, lecionando em salas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Todas demonstraram interesse em participar da pesquisa, ainda que tivessem que ceder, para tanto, seu horário de almoço durante os dias dos encontros. Isso demonstrou a disponibilidade e interesse das participantes, condição necessária à realização do Grupo Focal.
A Direção da Escola oportunizou que os encontros de Grupo Focal fossem realizados no local, deixando a sala de leitura como espaço para tal atividade. Foram realizados, assim, três encontros na Escola V, nos dias 28/10, 18 e 25/11 de 2015 com, aproximadamente, uma hora e meia cada um deles.
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Dependendo do número de aulas semanais do professor ou professora, ele ou ela deve cumprir suas ATPC, o que vale tanto para professoras polivalentes quanto para especialistas. Em tese, a ATPC é um espaço para trabalho pedagógico a ser desenvolvido na unidade escolar entre professores e Coordenadores pedagógicos. Mas isso nem sempre ocorre, de fato.
Vale ressaltar que a equipe diretiva, Diretora, Vice-Diretor e Coordenadora Pedagógica mostraram-se interessados em ajudar no trabalho de pesquisa numa clara menção de reconhecimento à importância dessa para a busca da qualidade nas escolas públicas. As professoras participantes, igualmente, declaravam que quiseram participar pela mesma razão.
A Escola A:
Trata-se também de Escola Estadual de Tempo Integral33 da cidade de São Paulo, localizada no Alto da Lapa, que oferece Ensino Fundamental - Ciclo I, ou seja, do 1 ° ao 5 ° ano, atendendo crianças entre 6 e 10 anos de idade. A escola recebe 400 alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental, sendo que 99 são deficientes físicos ou intelectuais e, trabalhando num processo interativo, une essas crianças em projetos de leitura, brinquedoteca, marcenaria, paisagismo, informática, estética, artes plásticas e horta. Além disso, desenvolve programas de amparo às mães, que ajudam como podem na infraestrutura escolar. A escola tem pouco mais de 50 anos de funcionamento e conta com prédio térreo, em vias de reforma, porém muito organizado.
Há classes específicas, no contraturno, para alunos com necessidades educativas especiais (deficiência intelectual e deficiência física) e a escola conta com a parceria da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). A escola já foi premiada, no ano de 2012, como referência em educação inclusiva, e até hoje mantém projeto de Dança que envolve todos os alunos da escola, com ou sem alguma deficiência.
Funcionam 15 salas de aula, entre ensino regular, de 1 ° ao 5 ° ano, e salas para trabalho exclusivo com alunos com deficiências. Toda a escola é adaptada para receber pessoas com mobilidade reduzida.
Conta com sala de professores, sala da coordenação e da direção escolar e salas para setor administrativo e arquivos, bem como cozinha e banheiros, além de espaços como quadra
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O projeto “Escola de Tempo Integral” (ETI) é um programa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e tem o objetivo de oferecer ao jovem estudante uma jornada ampliada de estudos. Atualmente, mais de 50 mil estudantes são atendidos pelas 236 ETI’s que oferecem, no contraturno das aulas regulares, atividades esportivas e culturais. No mais novo modelo de ETI, presente em 257 escolas em todo o Estado de São Paulo, a jornada é de até nove horas e meia, incluindo três refeições diárias. Na matriz curricular, os alunos têm orientação de estudos, preparação para o mundo do trabalho e auxílio na elaboração de um projeto de vida. Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes contam também com disciplinas eletivas, que são escolhidas de acordo com seu objetivo. Os professores desse modelo atuam em regime de dedicação exclusivo e, para isso, recebem gratificação de 75% em seu salário, inclusive sobre o que foi incorporado durante sua carreira. Em 2015 o programa foi ampliado para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental e mais 17 escolas passaram a atender crianças entre 7 e 11 anos. Esses alunos têm a oferta de atividades pedagógicas artísticas e lúdicas, além da apresentação aos conceitos do protagonismo juvenil. Dados colhidos no site da SEE
poliesportiva, horta e brinquedoteca/biblioteca, e uma sala multimídia com computadores, televisores e videoteca, parque infantil e auditório.
Apenas 40% do quadro de professores é composto por profissionais efetivos, sendo os demais contratados por tempo determinado. A ATPC ocorre uma vez por semana, congregando todos os educadores e educadoras, por duas horas.
No que tange à essa pesquisa, inicialmente, foi realizada uma reunião entre a pesquisadora e todos os professores da Escola, durante o horário de reunião dos docentes, o qual foi cedido pela direção, quando a pesquisa foi apresentada e os professores convidados a participarem.
Na Escola A o processo de apresentação da pesquisa foi igualmente apresentado em reunião de docentes e 08 professoras polivalentes se encontraram dentro do perfil desejado.
A Vice-Diretora foi o contato durante todo o tempo e somente no último dia a Diretora da Escola foi apresentada. Não houve envolvimento da Diretora com a pesquisa e nem com a pesquisadora. Percebeu-se, claramente, maior envolvimento da vice-diretora com a proposta desta pesquisa, e menor envolvimento da Coordenadora Pedagógica e da Diretora da unidade escolar que, por algumas vezes, quiseram cancelar os encontros de Grupo Focal, agendados há mais de um mês, em função de outras atividades como preparação e limpeza do espaço para a festa junina, ou retirada dos materiais que foram deixados expostos na feira de ciências, dentre outras atividades, fazendo com que a pesquisadora tivesse que agendar outro encontro com as professoras participantes.
Mesmo com algumas dificuldades que tiveram que ser contornadas, foram realizados 5 encontros de Grupo Focal, com uma hora aproximadamente, cada um deles. Alguns encontros foram interrompidos pela Coordenadora Pedagógica que solicitava as professoras para outras atividades da unidade escolar, como por exemplo, arrumar as salas para receber visita inesperada da Supervisora de Ensino.
As reuniões de Grupo Focal foram gravadas, com autorização de todas e foram transcritas de maneira literal, como já informado anteriormente. Tais transcrições, por estarem em um excessivo número de páginas, não compõem o corpo deste trabalho, mas se encontram gravadas no DVD que acompanha a dissertação.
3.3. O que dizem as professoras: reflexões sobre o Ensino Superior Privado e sua