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ECOMARG PROJECT

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Avaliação é um termo muito utilizado na pedagogia e na educação, estando ligada com a atividade humana. Avaliar comporta o ato de calcular com precisão, estimar aproximadamente uma quantidade, como também pode ser realizada de forma intuitiva (Barlow, 2006).

A avaliação surge desde os primórdios do homem, em que as pessoas eram selecionadas e avaliadas com o intuito de se verificar se eram capazes para desempenhar determinadas funções. Como refere Pinto e Santos (2006), “a avaliação, embora não tivesse a notoriedade de hoje era utilizada como um momento de aprendizagem.” (p.11).

Fernandes (1976), citado por Pinto e Santos (2006), indica que os exames começaram a ser utilizados pela educação, como meio de avaliação, no século XVI pelo Jesuítas.

Com a escola pública de massas, surgiu a avaliação tal como a conhecemos hoje, sendo encarada como uma medida, proporção entre os objetivos e o desempenho dos alunos, uma interação social e um juízo de especialistas (Pinto & Santos, 2006).

A avaliação desenvolvida pelo docente está intimamente ligada com o modelo pedagógico que o mesmo utiliza. Deste modo, é possível distinguir diversos tipos de avaliação, no entanto verifica-se, muitas vezes, a utilização de relatórios, frequências e exames (Brown, Race & Smith, 2000).

Os tipos de avaliação devem ser escolhidos em função da intenção de verificar se os objetivos traçados estão a ser ou não compridos. Segundo Noizet e Caverni (1985), os objetivos podem ser sociais e pedagógicos. Os objetivos sociais dizem respeito à sociedade, ou seja, prepararam as crianças para a sua vida em sociedade. Os objetivos pedagógicos referem-se aos objetivos que as crianças têm de atingir em termos de formação.

Para o mesmo autor (Noizet & Carni, 1985) podem ser definidos dois tipos de avaliação, a avaliação contínua e a avaliação final. A avaliação contínua concerne na avaliação que o docente realiza de forma sistemática e regular, pelo contrário a avaliação final ocorre aquando são realizados exames e concursos. Em termos gerais a avaliação contínua, é muitas vezes uma avaliação interna, sendo o seu resultado para o docente percecionar a evolução dos alunos. No que concerne à avaliação externa, esta é utilizada, maioritariamente, para fins externos e para estabelecer um ponto no final dos ciclos.

Os tipos de avaliação descritos não são os únicos que o docente pode utilizar, existindo outros três tipos defendidos e colocados em prática por Bloom (1971). Deste modo, temos a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação sumativa.

A avaliação diagnóstica diz respeito à avaliação realizada com o intuito de percecionar os conhecimentos que as crianças possuem, que serviram de base para os conhecimentos futuros (Noizet & Caverni, 1985; Ribeiro, 1994). Devido à sua função, esta avaliação pode ser realizada em qualquer momento de um período, principalmente aquando do início de novas aprendizagens (Ribeiro, 1994).

Os benefícios da avaliação diagnóstica, segundo Ribeiro (1994), referem-se ao facto de o docente poder recorrer a ações de remediação do que foi aprendido, poder agrupar as crianças segundo os conhecimentos com a finalidade de responder a necessidades mais específicas e, por fim, identificar causas para o insucesso de algumas.

Relativamente à avaliação formativa esta “(…) só pode existir se acompanhar o decorrer das acções de aprendizagem, o que a torna num processo de acompanhamento, que de uma forma explicita, torna legíveis e compreensíveis as variáveis em jogo nesse processo de aprendizagem.” (Pinto & Santos, 2006, p.113).

Assim, este tipo de avaliação permite determinar os conhecimentos as crianças no decorrer de uma unidade de ensino, tornando-se útil para o docente e para as crianças, na medida em que ajuda a encontrar os meios para colmatar as dificuldades (Abrecht, 1986).

Ao utilizar a avaliação sumativa o docente faz um balanço final sobre todo o processo educativo, tendo por base a visão global do grupo e aferindo resultados. Segundo Ribeiro (1994), esta avaliação “(…) complementa os restantes, desempenha uma função distinta das cometidas a outros tipos de avaliação, resolve problemas de ensino, ainda que numa dimensão diferente, e serve finalidades não acessíveis através da avaliação diagnóstica e formativa.” (p.89/90).

Considerando que a avaliação é o culminar da intervenção educativa do docente e que reflete o desenvolvimento das crianças (Sousa, 1997), sendo um instrumento regulador e orientador do processo de aprendizagem.

No contexto da prática em 1.º CEB, o processo avaliativo decorreu tendo por base o artigo 13º do decreto nº6/2001. Assim, realizei uma avaliação diagnóstica apenas por observação e a avaliação sumativa e formativa através de fichas. Relato que a avaliação formativa ocorreu através da aplicação de fichas de exercícios, da utilização de jogos e da observação. Realizei, juntamente com o meu par pedagógico, na área do português e da matemática, uma avaliação sumativa, pelo facto de esta permitir efetuar um balanço final dos conhecimentos das crianças.

No contexto de EPE foi proposto a realização de uma avaliação do grupo em geral e de uma criança em particular. Tendo em conta este facto optei por realizar a avaliação através

27 do Sistema de Acompanhamento das Crianças (SAC), indicado por Portugal e Leavers (2010). O SAC permite obter conhecimento sobre o funcionamento do grupo de crianças em geral, tendo em conta os níveis de bem-estar e implicação; conhecer aspetos que requerem uma intervenção específica; identificar crianças que precisam de apoio diferenciado; delinear um conjunto de iniciativas que permitirão ir ao encontro das necessidades do grupo e de crianças em particular e permite avaliar os resultados. Esta avaliação decorre segundo três fases, sendo eles a fase um com a avaliação geral do grupo (fichas 1g e 1i), a segunda fase diz respeito à análise, reflexão e conclusão sobre a avaliação geral (fichas 2g e 2i), por fim, a terceira fase concerne na definição de objetivos e iniciativas a desenvolver, denotando os aspetos positivos e negativos (fichas 3g e 3i).

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