3 Generic echo integration power budget equations, - Formulation B
4.1 Echo integration formulation C …
Quadro 11 – TEMA XI – Entendimento sobre o trabalho desenvolvido no Cedefam no atual contexto de desmonte de políticas públicas
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1. Considerando que as ações da clínica de saúde bucal do Cedefam são importantes para esta comunidade, onde está
inserida, atende de modo
satisfatório às suas necessidades, ainda não de uma forma ampla, mas poderia ir nesse sentido, se não houvesse esse contexto de
1. O negócio pode até ficar ruim, mas eu acredito nesse governo que está aí, é melhor que o governo anterior.
2. Vai destruir muita coisa boa que já foi feita pela saúde. Num sei se vai afetar o Cedefam.
1. Acho que vai ficar prejudicado. 2. Não teremos mais garantido à saúde que temos aqui.
3. A coisa já está feia, tô espe- rando há 2 anos por uma consulta no oculista, no posto falta tudo e imagine quando for geral, a gente vai morrer nas portas dos UPAs.
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Continuação
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congelamento dos investimentos nas políticas sociais. O que o
governo demonstra é o
descompromisso com as
políticas, inclusive a de saúde, da qual ele nunca deveria ter mexido por tratar-se de vidas humanas, de direito à vida, à saúde, que estão descrito na constituição. Penso que o trabalho ficará prejudicado e mais uma vez quem perde é a população. 2. É, realmente não será fácil, viveremos tempos difíceis, bem maiores dos que já os instalados. É necessário lembrar que, os recursos que são destinados para manter a clínica do Cedefam
funcionando, vem governo
federal, especificamente do
ministério da educação, política
afetada também pelo
congelamento. Sem contar com os cortes no orçamento das universidades, para a ciência e tecnologia afetando a pesquisa e redução das bolsas de iniciação científica, refletindo no desmonte das políticas, inclusive a de saúde bucal.
3. O contexto é desmonte mesmo, recuo do governo na
responsabilidade com as
políticas. Retomada do poder pela classe que representa a elite brasileira, efetivada pela direita detentora do capital, que expressa suas ideias neoliberais a partir de acordos e pactos em seu único favor, deixando de fora desse acordo a classe trabalhadora, privando-a dos direitos básicos que ela alcançou fruto de muita luta. O SUS já estava enfrentando dificuldades em se consolidar por conta do projeto de mercado que disputa a saúde, que a percebe
apenas como mercadoria.
Acredito que só um outro projeto de sociedade, diferente do capitalista é capaz efetivar a igualdade de direitos nesse país.
3. Acho que vamos perder muito, todos nós. Os servidores porque
também estará congelando
nossos salários e a qualidade de vida cairá, porque o poder de compra vai cair, os professores porque houve cortes para as pesquisas e os usuários, esses serão mais afetados porque sem investimento na saúde diminuirá a oferta de atendimento, o que já pequena e não atendia a todos que nos procurava.
4. Só em pensar que esse governo mexeu na saúde é de lamentar, pois a população passou tanto tempo sem esse direito, sem contar que mesmo com esse direito garantido, nem todos conseguem ser atendidos nesse país. O que o governo Temer quer é acabar com o povo, quer que o povo morra pra não ter que se aposentar.
5. Desculpe, mais nem imagino como vai ficar. Espero que não
acabe isso aqui, é uma
possibilidade de atendimento de qualidade par essa população. 6. Acho que vai piorar tudo. 7. Tenho que fé que vai aparecer outro presidente e vai mudar tudo pra melhor.
4. Queria nem pensar nisso, já têm tantos problemas aqui na comunidade, meus amigos todo os dias são mortos.
5. Os políticos de Brasília
deveriam resolver esse problema logo antes que chegue aqui no Cedefam, o único local que atende a gente e atende bem demais. Nós temos sofrido muito com esses ladrões que tão em Brasília, ainda bem que não é a gente que escolhe eles. Mas os que agente escolhe aqui pode até ser ladrão, mas num passa na televisão.
6. Vai ser o pior para o Brasil. E para o Cedefam, eles vão deixar de atender a gente. Aí nós vamos fazer o quê? Ser atendido onde? Se não podemos ir pro posto da Bela Vista por causa das facções. 7. Será que vai chegar essa situação lá na creche?
8. Meu filho disse que não vai mais ter saúde de graça, vamos voltar a ir se consultar com os farmacêuticos, porque antes era assim, os médicos não atendia a gente e então a gente ia ao farmacêutico que passava remédio pra verme, dava ponto nos cortes e passava antibiótico. Resolvia tudo, mas nunca fizeram nenhum exame na gente.
9. Terrível essa situação.
10. Acho que num vai prejudicar o trabalho do Cedefam não, ele é da UFC e a UFC é muito rica.
11. Nem sei se isso chega aqui no Ceará, isso é coisa de Brasília, do Rio de Janeiro, fica lá por São Paulo.
12. Vai diminuir os atendimentos, já nem dão escova mais no Cedefam.
13. Complicado viu, mas é porque o povo, nós não vamos reivindicar nas ruas por saúde e moradia. Hora se o povo tá morrendo todo dia nas ruas por assalto e pelas gangues que matam os próprios dela e governo num faz nada, eles vão ligar pra saúde? Vão nada.
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14. Acho que esses políticos vão ter consciência e não vão acabar com a saúde não e os pré-natal, a gente vai fazer aonde? Os meninos vão morrer antes de nascer é? 15. De jeito nenhum vai afetar o trabalho do Cedefam, a UFC é forte.
16. Não tenho opinião sobre isso, mas queria que esse lugar aqui nunca acabasse. Já atendeu tanta gente minha. Já vão acabar com o CSU e fazer o tal de CUCA. 17. A saúde já foi só pra quem podia, tinha condições, agora pode voltar a ser de novo.
18. Nós vamos sofrer muito porque tudo a gente corre pro Cedefam. 19. Conheço o Cedefam, isso aqui num acaba assim não. Vamos penar é muito, mas não vai acabar. 20. Eu conheço o Cedefam desde o nascimento, tem muitas propostas boas ali, se não fosse lá o pessoal aqui da rua tava era lascado. Num acaba não, ali num pode ter um fim.
21. Passei lá mês passado e tava tudo normal, acho que não vão mexer com o Cedefam não. Se mexer tem muita gente aqui que vai defender, porque muita gente,
meus vizinhos tudinho são
atendidos lá. Fonte: elaborado pela autora.
O discurso observado pela entrevista nº 3, representada por um dos gestores, converge em parte, com os demais gestores. Quando o mesmo mostra compreensão sobre o contexto de ajuste e redução dos investimos na saúde se afasta da posição dos outros gestores ao aprofundar-se na análise crítica da realidade brasileira atual.
Trata-se de um depoimento detalhado, com informações contextualizadas com a situação atual que denota certo tipo de conhecimento sobre a política, e desenvolve sua fala a partir do golpe de 2016. O gestor faz referência ao desmonte das políticas pela classe que representa a elite brasileira, apresenta suas ideias neoliberais, e aponta a construção de um
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novo projeto de sociedade, diferente do capitalista para que se atinja a igualdade entre as pessoas.
Das observações trazidas pela entrevista, bem como das argumentações do gestor, considera-se um conteúdo extremamente importante quando o gestor aponta um novo projeto societário, como a saída para a disputa pelo poder na sociedade, o que significa que o gestor faz uma leitura crítica sobre as novas configurações do Estado brasileiro e acredita-se que esse pensamento deve influenciar no planejamento das ações para a clínica de saúde, numa perspectiva de promover a igual de direitos, expressada em seu depoimento. Observa-se que este discurso está em consonância com o pensamento de Carvalho (2016) quando reflete sobre perspectivas para além dos desmontes e retrocessos:
[...] pensar... circunscrever o horizonte do nosso debate e da nossa luta, nos percursos de disputa de hegemonia política na vida brasileira, nesses tempos limite de crise e golpes [...] numa perspectiva emancipatória humana e social para além do capitalismo selvagem e sem limites a que estamos submetidos no “Brasil do presente” e, mesmo, para além do sistema do capital, em sua expansão predatória e ilimitada, precisamos delinear um crescimento que possibilite a vida, plena de homens e mulheres, especificamente, homens e mulheres trabalhadores e trabalhadoras e preserve a vida no planeta [...]. (CARVALHO, 2016, p. 27-28).
Observa-se que a linha de pensamento do entrevistado identifica-se com a da autora, sendo nítida a apreciação deles no que diz respeito à igualdade direitos, conquistada por meio da emancipação dos trabalhadores, em busca de uma democracia que não seja ligado apenas ao ato de votar, mas uma democracia que tenha um valor maior, universal.
Observe o depoimento do gestor acima referido:
O contexto é desmonte mesmo, recuo do governo na responsabilidade com as políticas. Retomada do poder pela classe que representa a elite brasileira, efetivada pela direita detentora do capital, que expressa suas ideias neoliberais a partir de acordos e pactos em seu único favor, deixando de fora desse acordo a classe trabalhadora, privando dos direitos básicos que ele alcançou fruto de muita luta. O SUS já estava enfrentando dificuldades em se consolidar por conta do projeto de mercado que disputa a saúde, que a percebe apenas como mercadoria. Acredito que só um outro projeto de sociedade, diferente do capitalista é capaz efetivar a igualdade de direitos nesse país. (G3)
Registrado pelo discurso abaixo de uma servidora, na entrevista representada pelo número 1, foi observado em sua fala a insatisfação da mesma com as medidas tomadas pelo governo atual para a política de saúde, chegando a lamentar tais medidas, fazendo referência ao um tempo em que a saúde não era um direito.
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Só em pensar que esse governo mexeu na saúde é de lamentar, pois a população passou tanto tempo sem esse direito, sem contar que mesmo com esse direito garantido, nem todos conseguem ser atendidos nesse país. O que o governo Temer quer é acabar com o povo, quer que o povo morra pra não ter que se aposentar. (S4)
Esta fala expressa nitidamente o que afirma Jodelet (2001) sobre representação social, quando a mesma diz que, provém sempre de alguma coisa (objeto da representação) ou de alguém (sujeito que representa), que tem uma relação com alguma situação que já foi vivida pela pessoa e está guardada em sua memória de algum modo. De acordo com a autora, no pensamento individual são elaboradas construções mentais de objetos e de pessoas e que está ligado a uma situação já vivida.
Localizamos, nas declarações abaixo, o entendimento de alguns usuários sobre o congelamento de investimentos na política de saúde, que convergem e seguem todos na mesma direção, quando expressa em suas falas não saber ao certo o que significa, e muitos menos os impactos dessas medidas para o Cedefam. Esses dicursos estão de acordo com o que Cardoso e Arruda (2003) afirmam ao definirem representações sociais, com uma forma de conhecimento do “senso comum”, que está diretamente relacionada a maneira com as pessoas interpretam os conhecimentos veiculados socialmente. Deve-se considerar dessas falas, que elas pertencem a indivíduos que não estão aptos por diversos condicionantes a fazer uma análise crítica da realidade em que vivem e muito menos discutirem sobre os rumos da sociedade a partir das medidas tomadas pelo governo atual. Deve-se considerar que a convergência das falas, em virtude da moradia ser no mesmo território, ter os mesmos hábitos, utilizam-se dos mesmos equipamentos de saúde e apresentam necessidades sociais em comum. Seguem as declarações acima referidas:
Vai ser o pior para o Brasil. E para o Cedefam, eles vão deixar de atender a gente. Aí nós vamos fazer o quê? Ser atendido onde? Se não podemos ir para o posto da Bela Vista por causa das facções. (U6)
Meu filho disse que não vai mais ter saúde de graça, vamos voltar a ir se consultar com os farmacêuticos, porque antes era assim, os médicos não atendia a gente e então a gente ia no farmacêutico que passava remédio pra verme, dava ponto nos cortes e passava antibiótico. Resolvia tudo, mas nunca fizeram nenhum exame na gente. (U8)
Não tenho opinião sobre isso, mas queria que esse lugar aqui nunca acabasse. Já atendeu tanta gente minha. Já vão acabar com o CSU e fazer o tal de CUCA. (U 12)
Eu conheço o Cedefam desde o nascimento, tem muitas propostas boas ali, se não fosse lá o pessoal aqui da rua tava era lascado. Num acaba não, ali num pode ter um fim. (U 21)
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Nesta fala abaixo referida, percebe-se que a preocupação com a saúde é deixada para o segundo plano, quando colocada à importância dos usuários para a crescente violência, que tem devastado a vida de seus amigos.
Queria nem pensar nisso, já têm tantos problemas aqui na comunidade, meus amigos todos os dias são mortos. (U4)
Sobre esse aspecto referido pelo usuário, buscou-se fundamentação nas análises de Sousa (2014) contidas no artigo “Parar Fortaleza pela vida!”, publicado no Jornal O Povo, o autor aponta a necessidade de preservar a vida humana diante do extermínio de jovens que estamos presenciando sem haver uma reação efetiva do Estado. Afirma que esse extermínio se configura através de execuções sumárias cometidas por bandidos e por policiais, e o que era particular dos espaços “invisibilizados”, como ele se refere aos espaços da periferia, diz respeito agora a todas as áreas da cidade sejam as de classe mais alta. A partir dessa matança, o autor considera que estamos vivendo uma situação de barbárie, principalmente porque moramos na 7ª cidade mais violenta do mundo, compara ainda a situação de violência a um flagelo.
O autor continua sua reflexão responsabilizando o Estado dessa grave situação, a partir da falência de suas instituições, particularmente o sistema de segurança e o judiciário, com seus atos de corrupção, má gestão e a relação de promiscuidade entre os poderes públicos.
Constata Sousa, que os governantes são os únicos beneficiários da ‘segurança pública’ porque contam com batalhões de seguranças pagos com o dinheiro de nossos impostos. Aponta como saída para essa situação uma paralisação geral, de escolas, faculdades, comércio no sentido de provocar os governantes a buscarem uma solução baseada tanto no direito constitucional de incolumidade das pessoas, preservando a vida humana.
O depoimento abaixo descrito revela o nível de conhecimento sobre a política, primeiro destaca-se o seu entendimento sobre qual o motivo do congelamento dos investimentos, na saúde, bem como quem tomou essa decisão. Segundo sobre o que está por trás desta frase “... ainda bem que não é a gente que escolhe eles.” Segundo Lumier (2008) se alcança a soberania social por meio do voto, um voto obrigatório e sem a devida formação política, pode se caracterizar por uma escolha vazia que impacta diretamente nas políticas públicas e nas relações institucionais, compondo a cultura de subdesenvolvimento que se apresenta nesse país. Não se pretende aqui fazer um estudo denso sobre a obrigatoriedade do voto, porém de fazer um questionamento sobre as consequências dessa compulsoriedade, quando impacta na qualidade do voto. O voto obrigatório pode levar o leitor a ser irresponsável com o seu voto,
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por ele possivelmente não compreender a importância da participação popular em uma democracia, poderá ser um voto mecanizado, apenas para não ter que ir ao cartório eleitoral pagar uma multa, desse modo pode comprometer os interesses da população, porém se o voto no Brasil fosse facultativo, só votaria primeiro quem tivesse disposto a fazê-lo, segundo alguém interessado pela política, então poderíamos contar com um voto mais politizado, de uma pessoa convicta, o que impactaria positivamente nos interesses do coletivo. Prossegue o autor afirmando que a eleição sob o voto obrigatório é a configuração do imaginário discursivo da cidadania tutelada, com fundo burocrático e coercitivo, conforme a seguir: Os políticos de Brasília deveriam resolver esse problema logo antes que chegue aqui no Cedefam, o único local que atende a gente e atende bem demais. Nós temos sofrido muito com esses ladrões que tão em Brasília, ainda bem que não é a gente que escolhe eles. Mas os que agente escolhe aqui pode até ser ladrão, mas num passa na televisão. (U 5)
A clínica de saúde bucal do Cedefam foi implantada no ano de 1987 com o objetivo de ser um espaço onde fossem desenvolvidas as atividades da disciplina de Estágio Extra Mural do Departamento de Clínica Odontológica (DCO), entretanto, o que se observou é que ela além de ser espaço vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, com ações destinadas à comunidade do campus do Pici, em certa medida dá suporte à política de saúde bucal do município de Fortaleza, responsável por atender essa população.
No arcabouço legal da Constituição Federal de 1988, especificamente no artigo 196, “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Nos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde, universidade, integralidade e equidade. Bem como nos princípios norteadores da política de saúde bucal que reorientam o Novo modelo de atenção em saúde bucal, gestão participativa, ética, acesso, acolhimento, vínculo e responsabilidade profissional.
É importante frisar que a implementação de modelos públicos de saúde bucal com base no SUS é carregada de desafios e um deles é o caráter universalizante, o que implica na ampliação da oferta das ações. Outro ponto a destacar é a integralidade, como atingí-la se não podemos referenciar o paciente para os outros níveis de atenção à saúde, se não participamos da rede do SUS? Esta é uma característica isolacionista que a clínica de saúde bucal do Cedefam tem assumido historicamente em persistir na continuidade desse trabalho sem participar efetivamente da rede do SUS.
Embora reconheçamos tal limitação, essa pesquisa avaliativa, teve a finalidade de avaliar a política de saúde bucal no contexto do centro de Desenvolvimento Familiar da Universidade Federal do Ceará, a partir das representações sociais de gestores, servidores
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técnico-administrativos e usuários na perspectiva da garantia da saúde com um direito social. A partir desse estudo, foi possível desvelar os significados dos sujeitos envolvidos com a política de saúde bucal, quando demonstrou nas declarações dos sujeitos que a clínica é um espaço onde suas necessidades, relativas à saúde bucal, são resolvidas e que suas ações promovem a melhoria de qualidade de vida da população.
A maioria dos entrevistados foi enfática ao afirmar que por meio das ações ofertadas pela clínica de saúde bucal consideram o direito a saúde como um direito social.
Pode-se ainda destacar nesse estudo, recorrentes declarações que convergiram entre os sujeitos. O primeiro momento refere-se ao reconhecimento da saúde como um direito social, ao apontarem a garantia do acesso, a qualidade do atendimento e o fato de serem bem atendidos como justificativas para a resposta positiva.
No segundo momento as falas também convergiram, quando percebem a clínica de saúde bucal como um espaço onde a comunidade do Pici é assistida, considerando as ações da atenção básica, como educação em saúde, prevenção de doenças, promoção da saúde e assistência odontológica como importante para solução de suas demandas.
Os depoimentos sobre o Protocolo de Controle de placa bacteriana, expressados pelos discursos dos profissionais, apontam este instrumento como a grande contribuição da clínica para a saúde bucal da população, porque envolve ações que promovem desde o autocuidado dos pacientes com a sua saúde ao envolvimento dos profissionais e estudantes no que diz respeito ao acompanhamento nas atividades do protocolo.
O quatro e último momento foi considerado o mais importante, por ter provocado intencionalmente reflexões sobre os rumos da saúde, cuja elite brasileira, que prega suas ideias sobre a desresponsabilização do Estado com as políticas sociais com execução de maneira obstinada o Projeto Neoliberal, onde estão ancorados esses pensamentos.
Embora tenham sido desvelados os significados, atribuídos pelos sujeitos envolvidos com as ações da clínica de saúde bucal do Cedefam, e expressados que os mesmos convergem quanto à garantia do direito à saúde, resolutividade das demandas, contribuição da clínica para