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Liberta-se mulher desse sonho de aguardar

que te libertem com os braços cruzados.

Mulher encarne em ti a vida e a morte a força e a liberdade dessa vida que nasce hoje dessa forma de ser que vem de ontem

e se integra para criar uma mulher forte.

representatividade política (1982-2004)" buscou inicialmente entrar nos caminhos e veredas da região do Araripe para compreender as táticas, estratégias, dificuldades, facilidades, resistência, preconceitos e exclusões vivenciadas pelas mulheres em atuação política nessa espacialidade. Para isso, foi preciso descortinar a partir da utilização das categorias teóricas sobre território, lugar, localidade, comunidade e espaço.

Sabe-se que a maioria das cidades brasileiras estão num foco geográfico entre o rural e urbano, é o caso de Araripina-PE e Simões-PI que se colocam na articulação denominada de rurbana304. Dito isso, entende-se que conhecer um território impulsiona a mulheres e homens conhecerem a si mesmos e aos outros, de maneira alguma essa elaboração tem a pretensão de naturalizar os seres humanos, mas sim de que a todo momento estamos territorializando e desterritorializando. Nesse sentido deve-se "[...] pensar a territorialização e a desterritorialização como processos concomitantes, fundamentais para compreender as práticas humanas"305. À luz desses ensinamentos,

a noção de território aqui é entendida num sentido muito amplo, que ultrapassa o uso que fazem dele a etologia e a etnologia. Os seres existentes se organizam segundo territórios que os delimitam e os articulam aos outros existentes e aos fluxos cósmicos. O território pode ser relativo tanto a um espaço vivido, quanto a um sistema percebido no seio do qual um sujeito se sente "em casa". O território é sinônimo de apropriação, de subjetivação fechada sobre si mesma. Ele é o conjunto de projetos e representações nos quais vai

desembocar, pragmaticamente, toda uma série de

comportamentos, de investimentos, nos tempos e nos espaços sociais, culturais, estéticos, cognitivos.306

A região do Araripe é um território de exercício político, cultural, econômico de mulheres e homens movidos por desejos e vontades. De forma que essa

304 Gilberto Freyre utilizou-se do termo rurban aportuguesando para rurbano, tal termo foi empregado pela primeira vez na obra "Sociologia: introdução ao estudo dos seus princípios" de 1945. "[...] venho, no Brasil, procurando desenvolver [a noção de rurbano] para caracterizar situação mista, dinâmica e, repito, conjugal, fecundamente conjugal: terceira situação desenvolvida pela conjugação de valores das duas situações originais e às vezes contrárias ou desarmônicas, quando puras". FREYRE, Gilberto. Rurbanização: Que é? Recife: Massangana,1982. p.82-83.

305 HAESBAERT, Rogério; BRUCE, Glauco. A desterritorialização na obra de Deleuze e Guattari. In:

Revista GEOgraphia. v. 4, n. 7. NUREG. Departamento de Geografia Universidade Federal

Fluminense – UFF. Niterói: 2002. p.7.

306 GUATTARI, Félix; ROLNIK, Sueli. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 1986. p.323.

espacialidade se tornou um lugar, no qual as pessoas se deslocam cotidianamente para realizar fazeres e saberes políticos, econômicos, subjetivos e culturais. Indubitavelmente compreende-se que "a subjetividade é essencialmente social, cultural, assumida e vivida por indivíduos em suas existências particulares"307. De modo que considera,

a subjetividade pelo ângulo de sua produção por instâncias individuais coletivas e institucionais, procura-se renunciar as pretensões universalistas das modelizações psicológicas para tentar apreender a subjetividade em sua dimensão de criatividade processual, como todo, um conjunto de circunstâncias histórico-sócio-culturais (origem, classe social, etnia, cultura) e biográficas (trajetória de vida e de trabalho) que enseja o sentido do eu.308

Cabe questionar, pelo viés das subjetividades políticas, de que maneira as trajetórias destas três mulheres do Araripe foram marcadas: Maria Preta, Bárbara de Alencar e Jovita Alves Feitosa. As lutas dessas mulheres em movimento serviram para mostrar as formas femininas de atuação não somente na região do Araripe, mas também no âmbito de Brasil. É evidente que a ação política dessas mulheres estava articulada no campo relacional entre os gêneros309, porque não se deve

[...] ocultar o poder a que estes gêneros – feminino e masculino – estão submetidos e que constantemente disputam. Para compreender esta disputa, neste instante, recordemos a paulatina substituição do poder feminino (dominante no período Paleolítico) pelo masculino no controle da sociedade humana a partir do desenvolvimento da agricultura (período Neolítico), e, posteriormente, a partir do século XVIII (com a Revolução Industrial), o embate e a disputa (nunca pacífica, pois se em algumas situações e momentos não há a prática da violência física como forma de repressão e tentativa de manutenção do poder do masculino, esta violência está sempre presente de forma emocional, psicológica, social e cultural) por espaços públicos e privados e de domínio.310

Destarte, a reflexão teórica sobre abordagem de gênero, auxiliou nessa pesquisa. Pois para entender a condição das mulheres cabe:

307 MATOS, Maria Izilda Santos de. Âncora de Emoções: corpos, subjetividades e sensibilidades. Bauru-SP: EDUSC, 2005. p.28.

308 Ibidem.

309 Efetivamente, entende-se que estudar a participação política feminina baseia-se na compreensão de gênero como um processo que articula sexo, desejo e prática sexual, no qual o corpo é moldado pela cultura através do discurso composto de espacialidades. BUTLER, Judith. Problemas de

gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003

310 SILVA, Samara Mendes Araújo. A Luz dos valores religiosos: as escolas confessionais católicas e a escolarização das mulheres piauienses (1906-1973). Dissertação (Mestrado em Educação), UFPI, Teresina-PI, 2007. p.31.

[...] promover estudos sobre a vida feminina – formas de trabalho, corpo, prazer, afetos, escolarização, oportunidades de expressão e de manifestação artística, profissional e política, modos de inserção na economia e no campo jurídico – deu origem, no mundo acadêmico, ao termo e a estudos sobre gênero, o qual passa a ser usado com o significado distinto e distante do termosexo [...].311

Com efeito, foi nas décadas de 1970 e 1980 que muitas das lutas promovidas pelo segmento feminino modificaram legislações relacionadas às mulheres. Neste período, observa-se que a crescente urbanização, nos grandes centros e a ampliação dos serviços públicos produziram novos postos de trabalho que foram ocupados por um grande número de mulheres.312

Nesse sentido, pode-se enfatizar que a história das mulheres começou a surgir dentro de uma história do trabalho. Nos anos seguintes emergem uma variedade de temas, em que muitas produções acadêmicas concentram seus estudos não somente nos novos agentes sociais, destacando-se entre estes as mulheres, mas também outras dimensões da vida social foram privilegiadas. Dessa forma, história das mulheres ganhou visibilidade e adquiriu um estatuto próprio, afirmando-se como área de interesse da academia313.

No campo da política partidária brasileira, cabe enfatizar que partes dos partidos brasileiros muitas vezes se pautam numa política misógina – os partidos políticos tradicionalmente são uma arena masculina, há algum tempo atrás, praticamente só abrigavam correligionários homens – tornando difícil a participação das mulheres. Por outro lado, atribui-se a sub-representação das mulheres no Legislativo e no Executivo por causa da tradicional política brasileira, que sempre foi dominada por homens. Muitos grupos que ocupam posições de comando na política do país tentam ocultar a participação feminina e, consequentemente, à partilha do poder, dificultando inclusive a implementação de cotas para mulheres como também para afrodescendentes e indígenas.

Com a intenção de desvendar a participação política feminina no Araripe, procurou-se destacar que a atuação política das mulheres nesse território em

311 SILVA, Samara Mendes Araújo. Op. cit., 2007. p.29.

312 HOBSBAW, Eric. Revolução social. In: Era dos extremos. Trad. Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1994, pp. 304-305.

313 RAGO, Margareth. Apud. CUNHA, Maria de Fátima da. A face feminina da militância

clandestina de esquerda - Brasil Anos de 1960/70. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas-SP, 2002. p.47.

processos eleitorais e nos órgãos de poder ainda exige profundas transformações sociais.

Vale salientar que a presença das mulheres na política eleitoral de Pernambuco teve início em 1935, porém as candidaturas das pernambucanas não se desdobraram efetivamente em mandatos eletivos. Mesmo assim, a referida data tornou-se significativa para as mulheres. Notadamente, busca-se comprovar no diálogo a seguir que esse processo eleitoral constituiu na "[...] primeira eleição municipal após a conquista do voto, uma vez que as candidaturas de mulheres pernambucanas às eleições constituintes nacional e estadual, em 1933 e 1934, respectivamente, não se converteram em mandatos"314.

Em relação ao Piauí, a participação de mulheres nos processos eleitorais foi registrado no ano de 1937 com aquisição de título de eleitora, no município de Castelo do Piauí. Cabe ressaltar que somente mais tarde, no ano de 1958, teve-se notícia do caso Zezita Cruz Sampaio, uma das primeiras prefeitas do Estado do Piauí na cidade de Buriti dos Lopes. Nesse mesmo ano, nos municípios do interior do Estado, constatou-se a presença de cinco vereadoras eleitas: Itainópolis, Paulistana, Landri Sales, Nazaré do Piauí e Beneditinos315.

Para isso, torna-se necessário fazer um percurso no processo eleitoral de 1982. Essas eleições representaram um marco na história política do Brasil, rompendo com o período de opressão que durou 21 anos – ditadura militar – pois até então não haviam sido realizadas eleições desta envergadura como pode-se verificar no diálogo seguinte:

Em 1982, são realizadas eleições para governadores de estados, Senado, Câmaras dos Deputados, Câmaras municipais e prefeitos de pequenos municípios. Os partidos de oposição conquistaram dez governos estaduais e em especial os três maiores estados da Federação (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) e, juntos obtêm 50,9% das cadeiras na Câmara dos Deputados.316

314 BUARQUE, Cristina. A representação das mulheres em Pernambuco: uma excessiva minoria. In: As eleições de 2004 e a representação política das mulheres no Nordeste. Cadernos Feministas de

Economia & Política. Recife-PE: Casa da Mulher no Nordeste, n. 2, 2005. p.49.

315 SILVA, Maria Dulce. Mulher e Participação política no Estado do Piauí. In: Cadernos Feministas

de Economia & Política. Recife-PE: Casa da Mulher no Nordeste, n. 2, 2005. p.133. "Em Teresina,

só em 1962, aconteceu a primeira candidatura de uma mulher à prefeitura municipal, Iracema dos Santos Rocha, mas que não foi eleita. Passaram-se, então, duas décadas para que a capital viesse a eleger uma mulher, no caso, a vereadora Maria Guadalupe Lima". Ibidem.

316 MARENCO, André. Devagar se vai ao longe? A transição para a democracia no Brasil em perspectiva comparada. In: MELO, Carlos Ranulfo; SAÉZ, Manuel Alcântra. (Orgs.). A democracia

No tocante a esse pleito, em termos de Brasil, todas as agremiações partidárias manifestaram interesse em participar das eleições, e assim as fizeram registrando suas candidaturas para vereadores. Contudo, "[...] apenas os dois maiores – PMDB e PDS – elegeram um número significativo [...] de representantes femininas. O PT, em São Paulo; o PDT, no Rio Grande do Sul, e o PTB, no Rio de Janeiro, contribuíram também para que as mulheres estivessem presentes nas Câmaras de Vereadores"317. Quanto ao número de vereadoras eleitas no território brasileiro ficou assim distribuído:

O PDS elegeu muitas mulheres nos estados do Nordeste (102 no Ceará, 161 na Bahia, 87 no Rio Grande do Norte, 50 em Pernambuco, 47 em Alagoas). Mas também em Minas Gerais (144) e São Paulo (103) esse partido elegeu mulheres. Quanto ao PMDB, apenas em São Paulo o número das eleitas ultrapassou uma centena (116), sendo que no Estado do Rio de Janeiro esse número não passou de nove, igual ao de Mato Grosso. Apenas em Minas atingiu a 76, sendo bem menor nos demais estados.318

É pertinente salientar nesse estudo a participação das mulheres no parlamento em alguns países. Dados mostram que o Brasil está no 142º lugar em relação a participação das mulheres no parlamento, atrás de Ruanda (56% de parlamentares mulheres), Argentina (40%), Angola (37%) e Moçambique (34%). No caso brasileiro constata-se que:

No espaço político, strictu sensu, as decisões e postos de chefia sempre estiveram nas mãos dos homens; a participação de mulheres eleitas nos postos do legislativo ainda é frágil: em 2004, apenas 53 mulheres eleitas representam 9% do total de 594 parlamentares federais, das quais 45 são deputadas federais e 8 são senadoras. Estas cifras não apontam para grandes mudanças em termos de exercício de poder, na articulação das relações entre mulheres e homens.319

317 TABAK, Fanny. O perfil da vereadora brasileira. In: Revista de Administração Municipal. v. 35, n. 186, jan./mar. Rio de janeiro: IBAM, 1988. p.24.

318 Ibidem.

319 SWAIN, Tânia Navarro. Mulheres, sujeitos políticos, que diferença é esta? In: SWAIN, Tânia Navarro; MUNIZ, Diva do Couto Gontijo. (Orgs.). Mulheres em ação: Práticas discursivas, práticas políticas. Florianópolis: Ed. das mulheres / Belo Horizonte: PUC-MG, 2005. p.339. Atualmente na Presidência de Dilma Rousseff são 10 mulheres que ocupam cargos de ministras: Gleisi Helena

Hoffmann (Casa Civil da Presidência da República); Ana Maria Buarque de Hollanda (Ministério da

Cultura); Tereza Campello (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome); Izabella

Teixeira (Ministério do Meio Ambiente); Miriam Belchior (Ministério do Planejamento, Orçamento e

Gestão); Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República); Maria do

Rosário Nunes (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República); Luiza Helena de Bairros (Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial); Iriny Lopes (Secretaria Especial de

Ao estudar o poder político na espacialidade do Araripe, destaca-se que a máxima da Constituição Federal, ao enfatizar que o poder emana do povo320, não chegou plenamente para as minorias do país, em especial ao segmento feminino. Em contraposição ao preceito constitucional citado anteriormente, deve-se lembrar que:

o mundo do poder político, mesmo o das artes e do conhecimento, são pouco citados como espaços concretos de ação feminina, ainda distantes da realidade da maioria das mulheres no Brasil, ainda que os dados indiquem disposição em conquistá-los. A concentração de obrigações e responsabilidades no mundo privado, reposta a cada dia, certamente dificulta a que se aventurem por outros caminhos públicos, que exigem dedicação e experiência. Para que as mulheres possam exercer a cidadania com igualdade de condições, portanto, ainda há muito que percorrer e romper.321 Com efeito, já citado anteriormente, historicamente a região do Araripe (foi e) é apontada como espacialidade marcada pelo estigma do "cabra macho", do "cabra valente" e, de certa forma, pelo autoritarismo dos governos locais. Essas representações estão presentes na literatura e na música nordestinas322. Partindo desse pressuposto, esta investigação verificou que a participação e inserção das mulheres: Vera Lúcia dos Santos Araujo; Maria Darticlea A. Lima Modesto; Francisca de Assis Arruda Gomes - Assisinha; Silvania Maria de Oliveira Gomes; Maria Augusta Lima Modesto; Maria Gracilda Lopes de Carvalho; Maria Aparecida dos Reis - Cidoca; Maria de Jesus de Araújo Reis - Maria Lopes; Maria Marlene de Morais; Terezinha de Jesus Carvalho e Sousa; Maria das Graças Veloso Sousa e Políticas para as Mulheres) e Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República).

320 Em seu parágrafo único a Carta Magna legisla: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição." BRASIL.

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. São Paulo: Editora Saraiva, 1996.

321 VENTURI, Gustavo; RECAMÁN, Marisol. As mulheres brasileiras no início do século XXI. In: VENTURI, Gustavo; RECAMÁN, Marisol; OLIVEIRA, Suely. de. (Orgs). A Mulher brasileira nos

espaços público e privado. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004. p.29.

322 Discutir sobre as mulheres do Araripe leva a também observar as produções musicais dessa região. Na poesia musical de Luiz Gonzaga e Zé Dantas "Cabra da Peste" aborda-se esse espaço como um lugar do "cabra da peste" "valentão sem controle". A maioria da produção musical de Luiz Gonzaga tem como destaque as influências sonoras dessa região do sertão nordestino, especialmente na região do Cariri e sua chapada – a Serra do Araripe. Na música percebe nitidamente a construção desse espaço relacionado ao "cabra valente": Eita! sertão do Nordeste/ Terra de caba da peste/ Só sertanejo arriseste/ anos de seca e verão/ Toda dureza do chão/ Faz também duro/ O homem que vive no sertão/ Tem cangaceiro/ Mas tem romeiro/ Gente ruim, gente boa/ Cabra bom, caba à toa/ Valentão sem controle/ Só num dá cabra mole/ Tem cangaceiro/ Mas tem romeiro/ Lá um caboco mais fraco é vaqueiro/ Eita, Sertão/ Eita, Nordeste/ Eita, sertão/ Ê, he, he, he, he hei tá/ Caba da peste (GONZAGA, Luiz; DANTAS, Zé. Cabra da Peste Baião. julho de 1955. RCA Victor 80.1450b).

representaram um rompimento com as estruturas do patriarcado.

De fato, no trabalho examinou-se como se deu o processo de inserção e participação das mulheres nos poderes Executivo e Legislativo nas cidades de Araripina-PE e Simões-PI, no período de 1982 a 2004.

Evidentemente que essa pesquisa não teve a pretensão de encerrar as investigações sobre as mulheres do Araripe em processos eleitorais e nos órgãos de representações. Acredita-se que esse trabalho seja uma referência para estudar a participação feminina na política partidária nos municípios dessa região e do Brasil.

Por fim, espera-se que essa pesquisa – MULHERES DO ARARIPE: Trajetórias de lutas e representatividade política (1982-2004) – abra possibilidades para outros trabalhos acadêmicos estudarem a questão do eleitorado nessa região ou em outros municípios brasileiros.