8 CAN INFORMATION AND COMMUNICATIONS TECHNOLOGIES BE
8.3 E-business and E-commerce in the Rural Municipalities of Sogn og
Para o total dos domicílios, os resultados para os rendimentos28 nominais mensais domiciliares per capita apontaram que, nas quatro primeiras faixas de renda (até 1 SM), os percentuais brasileiros eram mais elevados que os gaúchos, sendo que a maior diferença estava na faixa de ¼ até ½ SM, com 5,33 pontos percentuais. Nas três faixas seguintes (mais de 1 até 5 SM), foi o Rio Grande do Sul que superou o Brasil, e a faixa que apresentou maior diferença foi a que ia de mais de 1 até 2 SM, com uma diferença de 6,61 pontos percentuais. Nas três últimas faixas, o estado superou o país nas duas primeiras e foi superado, por aproximadamente 2 pontos, novamente na que apontava os domicílios sem rendimento29.
28 Salário mínimo utilizado: R$510,00 (vigente em 2010). 29
Inclui os domicílios nos quais os moradores possuíam renda oriunda somente de benefícios, de acordo com a metodologia adotada pelo IBGE.
Gráfico 35 – Domicílios por classe de rendimento mensal domiciliar per capita – total dos domicílios30
Fonte: elaboração própria a partir dos dados do IBGE (Censo 2010).
Nas áreas urbanas, um comportamento idêntico ao do total de domicílios foi verificado. O Brasil superou o Rio Grande do Sul nas quatro primeiras e na última faixa de renda, e os domicílios gaúchos superaram os do país nas três faixas intermediárias. No caso das zonas urbanas, as maiores diferenças ocorreram, também, na faixa de mais de ¼ até ½ SM, em que o Brasil superou o estado por 5,15 pontos percentuais (praticamente o mesmo que no total de municípios); na faixa de mais de 1 até 2 SM, o país foi superado por 6,61 pontos (diferença menor que a do total). Na última faixa, a diferença entre os territórios diminuiu, ficando em praticamente 1 ponto percentual.
Os dados das zonas rurais apontaram, conforme o esperado, para uma carência de rendimento maior que nas zonas urbanas. Naquelas áreas, elevaram-se os percentuais de domicílios com renda nominal mensal per capita nas quatro faixas de menor rendimento, bem como na última faixa, e caíram nas de maior rendimento.
Nas faixas que compõem as linhas de indigência e pobreza eleitas neste trabalho (até 1/8 SM e de mais de 1/8 até 1/4 de SM, respectivamente), os domicílios das zonas rurais apresentaram percentuais quase quatro vezes maiores que os do total de domicílios, no caso do Brasil, e mais de duas vezes maiores no Rio Grande do Sul.
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Salário mínimo utilizado de R$510,00; sem rendimento incluiu os com renda domiciliar oriunda somente de benefícios.
Nas áreas rurais, as maiores diferenças entre o país e o estado foram identificadas na faixa que ia até 1/8 SM, com 10,24 pontos, e na faixa que abrangia os domicílios com renda mensal per capita de mais de 1 até 2 SM, com 14,55 pontos de diferença. Na primeira o Brasil superou, percentualmente, o Rio Grande do Sul e, na segunda, foi superado por ele.
Pôde-se inferir por estes dados que, analisando-se somente a renda, o estado apresentava melhores condições que o país especialmente nas zonas rurais, onde, por exemplo, os domicílios sem rendimento ou com renda oriunda apenas de benefícios eram 4,11 pontos percentuais a mais no Brasil do que no Rio Grande do Sul.
Figura 16 – Percentual de domicílios por classe de rendimento mensal domiciliar per capita – urbanos e rurais
Gráfico 36 – Percentual de domicílios por classe de rendimento mensal domiciliar per
capita – urbanos
Gráfico 37 – Percentual de domicílios por classe de rendimento mensal domiciliar per capita – rurais
Fonte: elaboração própria a partir dos dados do IBGE (Censo 2010).
Neste capítulo, buscou-se apresentar uma análise descritiva dos dados primários utilizados para a construção dos índices de pobreza que constam no capítulo 2. A comparação entre os dados do Brasil e os do Rio Grande do Sul foi realizada com a intenção de se apresentar uma visão geral das condições dos municípios e da população desses dois territórios, visando ainda introduzir as diversas privações que compuseram os índices utilizados para a análise da distribuição espacial da pobreza no estado.
No capítulo a seguir, realizou-se, a partir dos resultados obtidos para os índices de cada um dos 496 municípios gaúchos, o estudo de como a pobreza se distribui no Rio Grande do Sul, tendo em vista dados do ano de 2010. Além disso, também foi realizada
uma comparação entre a pobreza multidimensional e a medida apenas em sua dimensão renda.
5 DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POBREZA NO RIO GRANDE DO SUL
Este capítulo teve por objetivo apresentar e analisar o ranking dos municípios originado a partir dos índices de pobreza criados especificamente para este estudo. Realizou-se uma análise comparativa dos rankings, buscando verificar a consistência dos índices criados como forma de justificar sua utilização na análise espacial. Para a verificação da consistência, utilizou-se o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 2010, divulgado através do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, de 201331. Outro objetivo deste capítulo foi apresentar os resultados obtidos com a utilização da metodologia AEDE aplicada aos índices de pobreza dos municípios do estado em comparação com o IDHM.
Em um primeiro momento, segue uma exposição sobre o ranking da pobreza construído para cada um dos três municípios. Na sequência, foram apresentados os resultados da análise espacial.
A análise da distribuição espacial da pobreza no Rio Grande do Sul foi elaborada a partir dos índices criados de acordo com o exposto no capítulo 3. Inicialmente, elaborou-se uma tabela com os indicadores de privações (apêndice A) para cada um dos municípios do estado e, posteriormente, efetuaram-se os cálculos dos três índices (apêndice C) utilizados na análise espacial. Os resultados referentes a cada uma das dimensões foram apresentados no apêndice B.
Após os cálculos, organizou-se o ranking dos municípios para cada um dos índices (apêndice D)32. Finalmente, com a utilização do GeoDa 2009, realizou-se a análise espacial da pobreza para cada um dos índices, o que permitiu que se fizesse uma comparação entre a pobreza multidimensional e a pobreza medida unicamente pela renda.
31 O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil referente ao ano de 2013 pode ser acessado no link http://www.atlasbrasil.org.br/2013/home/ .