3.2 Motion data segmentation
3.3.1 Domain knowledge
70% 30%
Género
Fem Masc 0 5 10 15 20-30 30-40 40-50 50-60 >60Idades
Gráfico 3 – Distribuição da amostra segundo tempo de experiência profissional
Gráfico 4 – Distribuição da amostra segundo tempo de serviço na Unidade de Diálise
Os gráficos anteriormente apresentados foram obtidos através da seguinte tabela:
Tabela 1 – Distribuição dos indivíduos segundo género, idade, tempo de serviço e tempo de serviço no local de trabalho 0 5 10 <5 5-10 10-15 15-20 >20
Tempo de experiência
pro3issional
0 5 10 <5 5-10 10-15 15-20 >20Tempo de serviço na
Unidade de Diálise
No que diz respeito às respostas propriamente ditas do questionário: - Questão 1: “Quando recebe um doente renal crónico, por forma a prestar
os cuidados a ele inerentes, alguma vez pensou que: “Não me surpreenderá que este doente venha a falecer em 12 meses?”. A maioria
dos indivíduos inquiridos respondeu afirmativamente (90%) (gráfico 5). Estes, quando questionados sobre a frequência desta situação, as respostas centrais foram as mais selecionadas, ou seja nove indivíduos consideram a possibilidade daquele doente vir a falecer “às vezes” e outros nove pensam nessa possibilidade “frequentemente” (gráfico 6).
Gráfico 5 – Distribuição das respostas à questão 1 Gráfico 6 – Distribuição das respostas relacionadas com a frequência com que consideravam a sua resposta à questão anterior como afirmativa
- Questão 2: “Considera pertinente a referenciação dos DRC para
Cuidados Paliativos?” A maioria dos indivíduos inquiridos responderam
afirmativamente a esta questão (95%). Ou seja, apenas um dos inquiridos consideram não ser pertinente a referenciação dos DRC para CP (gráfico 7).
Os indivíduos que consideravam esta pertinência foram convidados a responder em que situações se deveria referenciar um DRC. A grande maioria (61%) considera pertinente a referenciação “Quando, no seu ponto de vista, o doente não beneficia com o início ou manutenção de uma TSFR” (gráfico 8).
Gráfico 7 – Distribuição das respostas à questão 2
Gráfico 8 – Distribuição das respostas relacionadas com a pertinência de referenciação dos DRC para CP
Os gráficos anteriormente apresentados foram obtidos através das seguintes tabelas:
CONCLUSÕES
É evidente, pelas respostas obtidas na questão 1, que esta equipa entende que determinado DRC se encontra numa condição de saúde que nos leva a pensar que poderá estar no seu último ano de vida. No entanto, e ao contrário do que eu própria esperava, houve dois indivíduos que responderam negativamente. Curiosamente, e tal como se pode ver pormenorizadamente na tabela 1, estes indivíduos nada têm em comum. Diferem no género, idade, tempo de serviço e, inclusivamente, no tempo de serviço no local de trabalho, o que poderá significar que nenhuma destas variáveis seja diretamente responsável por esta resposta. Assim, surge a questão: o que poderá levá-los a terem esta diferente perspectiva da restante equipa?
Constatou-se, ainda, que um destes indivíduos, apesar de não pensar que o doente que tem ao seu cuidado possa estar no seu último ano de vida, considera que estes doentes devem ser referenciados para CP “somente quando o doente e/ou cuidador assim o solicitar” e o outro que deverá haver uma referenciação “quando o doente inicia uma Técnica de Substituição da Função Renal (TSFR)”.
Ao elaborar este questionário estava longe de pensar que algum colega respondesse que não considera pertinente a referenciação destes doentes para CP. No entanto essa possibilidade veio a verificar-se, para minha grande surpresa. Mais surpreendida fiquei quando constatei que este mesmo colega, quando questionado sobre a frequência que considera que determinado doente possa estar no seu último ano de vida respondeu “frequentemente”. Isto levanta-me algumas questões:
- Terá o colega noção dos que são Cuidados Paliativos? - Acreditará o colega na prestação de Cuidados Paliativos?
- Haverá alguma questão pessoal relacionada com Cuidados Paliativos?
No geral percebe-se que a equipa está desperta para a fragilidade em termos de saúde em que o DRC se poderá encontrar. A grande maioria considera a pertinência para a referenciação para CP. Verifica-se, no entanto,
uma maior variedade nas respostas de quando se deverá proceder a esta referenciação.
As respostas obtidas neste questionário sugerem que a equipa considera que os DRC deverão ser referenciados para Cuidados Paliativos. No entanto, como prestadores de cuidados a estes doentes na sala de hemodiálise será fundamental começar por compreender o que são, na realidade os Cuidados Paliativos. É fundamental saber que, mesmo não fazendo parte da equipa de Medicina Paliativa, ou seja, da equipa de Cuidados Paliativos, podemos sempre intervir junto dos doentes prestando ações paliativas e intervir junto da equipa médica alertando para as necessidades que aquela pessoa possa apresentar. Será precisamente sobre esta mesma noção que assentará a ação de formação junto dos pares, o que corresponde ao tema deste relatório de estágio.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Fortin, M. (2009). Fundamentos e etapas do processo de investigação. Loures: Lusodidacta.
Gómez-Batiste, X., Martínez-Muñoz, M., Blay, C., Amblàs, J., Vila, L., Costa, X., … Esperalba, J. (2011). Tool to identify Advanced-Terminal patients in need of palliative care within health and social services. Catalan Institute of Oncology, (November), 1–4.
Apêndice IX
Formação em Contexto de Trabalho “Prática de Ações Paliativas ao DRCT”
ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE LISBOA
6º Curso de Mestrado e Pós Licenciatura em Enfermagem Especialização Médico-Cirúrgica - Vertente Nefrológica - Aluna Docente
Ana Isabel Freitas
Prof.ª Maria Saraiva
Atividade Formação em Contexto de Trabalho
Março, 2016 “Prática de Ações Paliativas ao DRCT”