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4. Results and Discussion

4.2 Does Biogas Meet the Energy Needs of the Women?

conta nas pesquisas de amidos arqueológicos, e a sua importância nem sempre tem consenso entre os pesquisadores. Loy e Barton (2006) já advertiam sobre as possíveis contaminações de amido aéreo tanto no processo de escavação como no laboratório, mas foi no trabalho Laurence e colegas (2011) que o problema se fez evidente, pois foi demostrado que os amidos podiam viajar pelos pólens e que eram indistinguíveis dos presentes em tecidos de armazenamento.

No entanto, a contaminação de amidos pelo ar parece ser mínima nas salas utilizadas no Laboratório de Anatomia Vegetal do IBUSP, pois depois de 12 dias, foram achados 5 amidos só na amostra de Controle 1, isso foi raro, já que era esperado que o Controle 2 (colocado numa sala com fontes de ar exterior) tivesse uma quantidade bem maior do que o Controle 1 (em uma sala fechada). A possibilidade se faz mínima se se toma em conta que as soluções estavam em contato com o ar livre um máximo de segundos, para ser imediatamente

108 cobertas ou com uma lamínula ou com alguma vidraria tratada com DMSO. Contudo, cabe recalcar que duas placas de petri talvez não dariam conta dos amidos aéreos, mas a mesma incerteza existiria se foram colocadas 30020. Onde poderia ter existido um risco de contaminação pelo ar seria na sala do Laboratório de Biologia Celular de Plantas (Controle 3), lugar onde as peças eram colocadas para o banho de ultrassom, pois foram recuperados 5 amidos. No entanto, o risco de contaminação em esta sala se limita às peças 2081 e 2052, pois o banho de ultrassom foi realizado assegurando a peça com luvas sem amido e colocando a parte de interesse num frasco tratado com DMSO, então, por 10 minutos de duração do banho ultrassônico essas peças puderam ficar susceptíveis à contaminação de amidos por ar. Isso não aconteceu com as peças restantes, pois durante o banho ultrassônico foram colocadas num frasco tipo Falcom de 15 mL fechado e com água destilada.

Alguns elementos não identificados que poderiam ser confundidos com grãos de amido foram encontrados nos controles de ar (C1B d01, C2B d02, C2B d 03, C2B d 04, C2B d 07), porém esses elementos não foram achados nas amostras arqueológicas.

Outros elementos não identificados que poderiam ser confundidos com amidos são os de formato que lembram a conchas marinas, achados na glicerina. Estes elementos foram também encontrados nas amostras arqueológicas e em grande quantidade no lado esquerdo da peça 2081, mas curiosamente estes elementos apareceram sempre nos sedimentos escovados. Não fica claro se estes elementos pertencem ao sedimento que eventualmente cobriu às peças, ou se a sua presença deva-se à contaminação por glicerina, pelo fato desses elementos não se apresentar no sedimento resultante do banho ultrassônico, fica mais provável a primeira opção.

O conglomerado aparecido na amostra de Controle 3, brilha ante a luz polarizada e parece ser um tipo de tecido ou mesmo um conglomerado de argila, não foi registrado como aglomerado de amidos porque a sua

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Essa foi uma das conclusões a donde chegaram Crowther et al. (2014, p. 102), ao parecer o problema não tem sido ainda resolvido e o grado de amidos presentes no ar podem variar de um laboratório ao outro.

109 classificação não era clara e, a diferencia do conglomerado de amidos de tipo L, não foi achado nada parecido na literatura consultada. Se em trabalhos posteriores estes conglomerados fossem identificados com certeza como amidos, então seria a primeira proba de um aglomerado de mais de 100 amidos em amostras de ar. Um elemento parecido foi achado no sedimento escovado da parte central da peça 2052.

O risco mais forte de contaminação parece ser nas lâminas, onde em uma delas apareceram 36 grãos, tanto do tipo A21 como B, presentes em grande

número nas amostras arqueológicas. Porém, o fato de que nem nas lâminas revisadas periodicamente como controle durante a análise do material lítico, nem em algumas das examinadas com sedimento arqueológico foram achados amidos, faz pensar que o risco de contaminação, em verdade não é tão grande assim.

Um dos elementos variados mais presentes no material arqueológico foram os elementos de vaso, um desses elementos foi encontrado também numa das lâminas de controle, porém, as suas caraterísticas são diferentes das presentes nos elementos de vasos achados nas amostras arqueológicas (quando estas características eram visíveis).

Existem sugestões para evitar contaminação que não foram seguidas porque as fontes que advertiam de esses riscos foram publicadas ou consultadas quando a análise já estava feita. Uma dessas sugestões foi o uso de luvas sem talco nesta pesquisa, considerado suficiente para manipular as peças sem contamina-las, no entanto, Corteletti (2012), Gardiman (2014) e Crowther e colegas (2014) advertem que mesmo essas luvas podem conter amidos modernos por causa da embalagem em que eles estão guardados, sugerindo como alternativas a manipulação de materiais arqueológicos com instrumentos de metal esterilizado ou a lavagem de mãos. Outras medidas não utilizadas foram o uso de boné usado em cirurgias, para minimizar a contaminação de amidos achados em alguns tipos de condicionadores (LAURENCE et al., 2011);

21 Cabe adicionar que devido ao aumento em que foram detectados os grãos, não foi possível

110 nem algumas sugeridas por Crowther e colegas (2014), a saber: capas de plástico no chão, cortinas plásticas, e esteiras pegajosas.

Um risco de contaminação presente foi durante a escavação, pois não se conheciam os protocolos necessários para minimizar contaminações modernas, pelo que as peças foram manipuladas com as mãos e algumas delas foram guardadas em sacos de padaria. No entanto essa contaminação seria minimizada durante o escovado seco e húmido das peças, feitos no protocolo de recuperação de amidos arqueológicos.

Em geral, os amidos achados tanto no ar, como no esmalte e nas lâminas não diferem muito dos achados nas amostras arqueológicas, e do mesmo jeito que o trabalho de Crowther e outros (2014), alguns dos amidos encontrados nas amostras de controle apresentaram modificações. A contaminação nas amostras, embora presente, não é suficiente para descartar a presença de amidos e demais vestígios nas amostras arqueológicas, pois se bem é certo que foram os tipos A e B e M foram achados tanto em amostras de controle como em arqueológicas, os grãos amostras de controle não apareceram em aglomerados nem dentro de fibras como no caso das amostras arqueológicas. Além disso, alguns tipos de amido (ex. tipo C e tipo D), assim como alguns tipos de elementos variados (ex. fibrotraqueidas, ráfides) foram encontrados exclusivamente nas amostras arqueológicas.