5. Analysis of case study
5.3 Distribution of authority in SLS
Vinte e cinco gatas domésticas, sem raça definida (2 a 3 anos) foram utilizadas nesta pesquisa. Quinze fêmeas (grupo gestação GG n=5 e imunoistoquímica GI n=10) e um gato macho foram mantidos no Gatil Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP, Botucatu, Brasil. Os gatos foram mantidos com um mínimo de 12 horas luz/dia e pelo menos 150 lux. Os animais eram alimentados com ração comercial (Premier Gatos Adultos, Dourados, Brasil) e água à vontade. As outras dez fêmeas pertenciam a proprietários (grupo Controle n=10).
Antes do início do projeto, todos os animais do gatil foram vacinados contra viroses felinas (herpesvirus, calicivirus, panleucopenia) e raiva. Exames ultrassonográficos foram realizados para exame geral e do trato reprodutivo.
2.2 Monitoramento do ciclo estral
As fêmeas do grupo tratado tiveram seu ciclo estral acompanhado através de exames de citologia vaginal e de comportamento sexual. As avaliações foram conduzidas a cada 72 horas por um único observador, treinado, entre 09:00 e 10:00 da manhã, como descrito previamente por Ackermann et al. (2012a). As células vaginais foram classificadas de acordo com o critério proposto por Johnston et al. (2001).
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2.3 Tratamento contraceptivo
Quando as fêmeas do GG e GI apresentavam-se em interestro ou diestro (Dia 0), evidenciada pela presença de <70% de células epiteliais superficiais, um implante de acetato de deslorelina (Suprelorin®, Virbac, Carros Cedex, França; 4,7 mg/animal) foi inserido no tecido subcutâneo na região interescapular, após tricotomia e limpeza da área (Ackermann et al. 2012a). Não foi necessário sedar nenhum animal experimental para o procedimento.
Após o início do tratamento, as gatas foram monitoradas semanalmente através de citologia vaginal, comportamento reprodutivo e dosagens hormonais durante 90 dias.
2.4 Término do tratamento contraceptivo, indução do estro e ovulação
No Dia 90 as fêmeas foram submetidas a um protocolo anestésico utilizando cetamina (Dopalen®, Vetbrands do Brasil, Paulínia, Brasil; 15 mg/kg; IM) e xilazina (Xilazin®, Syntec do Brasil, Cotia, Brasil; 1 mg/kg; IM) para remoção cirúrgica do implante.
Dez dias após a retirada da deslorelina, as gatas foram submetidas ao protocolo de indução do estro e ovulação: gonadotrofina coriônica equina (eCG) (Novormon®, Vetrepharm, Canadá; 100 IU/gata; IM) e 84 horas após gonadotrofina coriônica humana (hCG) (Vetecor®, Laboratórios Calier, Espanha; 100 IU/gata; IM) (Villaverde. 2007). Os animais foram então divididos em dois grupos: grupo gestação e grupo imunoistoquímica.
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2.5 Grupo gestação
Vinte e quatro horas após a indução da ovulação, cinco gatas foram mantidas com um macho comprovadamente fértil e submetidas à monta natural; foram permitidas cinco coberturas.
Foram realizadas coletas de fezes a cada 48 horas para dosagens hormonais de progesterona, até o momento do diagnóstico de gestação. A presença ou não de vesículas embrionárias foi verificada 30 dias após a última monta através de ultrassonografia.
Para dosagem de progesterona foram coletadas amostras de fezes a cada sete dias. As amostras foram armazenadas em freezer -14ºC e posteriormente liofilizadas e os metabólitos de progesterona extraídos (Graham et al. 2001). A dosagem de progesterona foi realizada utilizando kits comerciais em fase sólida (Immunotech, França) e leitura por sistema de radioimunoensaio [Packard Cobra II Auto Gamma (GMI Inc. – Minnesota – USA)], seguindo as instruções do fabricante.
2.6 Grupo imunoistoquímica
Três dias após a indução da ovulação, dez fêmeas foram anestesiadas e submetidas à ovariosalpingohisterectomia (OSH). O útero e ovários de cada fêmea foram imerso em formol tamponado 10% por 24 horas e depois mantidos em álcool 70% até o momento de inclusão em parafina para posterior análise por imunoistoquímica. As cinco fêmeas provenientes de proprietários foram submetidas às OSH e o útero e ovários foram tratados como descrito anteriormente e serviram como grupo Controle nas análises de imunoistoquímica.
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2.7 Grupo Controle
As fêmeas do grupo controle não foram submetidas a nenhum tipo de tratamento contraceptivo ou hormonal. Todas foram castradas e o útero e ovários de cada fêmea foram imersos em formol tamponado 10% por 24 horas e depois mantidos em álcool 70% até o momento de inclusão em parafina para posterior análise por imunoistoquímica
2.8 Análise imunoistoquímica
A imunoistoquímica foi avaliada por meio de microscopia de luz, sendo utilizados anticorpos anti FSH-R, LH-R, receptor de progesterona (PgR) e receptor de estrógeno (ER-α). Para cada amostra foi avaliada a expressão qualitativa nas células ovarianas da teca, da granulosa, germinativas e estromais nos ovários e miométrio, epitélio glandular e de revestimento e estroma uterinos.
Foram obtidos cortes histológicos de 3 µm de espessura a partir dos blocos parafinados contendo os fragmentos teciduais, cortes estes aplicados sobre lâminas carregadas positivamente (Positive charged adhesion slides – Amitel, Brasil). As lâminas foram desparafinadas e submetidas a processo de recuperação antigênica utilizando-se a solução de recuperação específica (Trilogy, Cell Marque, Rocklin, Estados Unidos) e câmara de pressão microprocessada (Pascal Pressure Chamber, Dako, Carpinteria, Estados Unidos), a qual aqueceu as amostras sob pressão. Após a retirada do material da câmara de pressão, as lâminas foram lavadas utilizando-se a solução de recuperação e posteriormente submetidas a bloqueio proteico e da atividade da peroxidase endógena por meio de soluções disponibilizadas em um kit/sistema de
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visualização para imunoistoquímica baseada em polímero (NovoLink Polymer Detection System, Novocastra, Newcastle, Inglaterra).
Subsequentemente, as lâminas foram imersas em solução de peróxido de hidrogênio a 3% diluído em metanol para bloqueio da atividade de peroxidase endógena por 20 minutos, seguido de bloqueio de proteínas inespecíficas por 20 minutos. Na sequência, aplicaram-se nas lâminas anticorpos primários dispostos na Tabela 1 e incubados a 4º C overnight.
Para fins de controle positivo, foram utilizados testículos de felinos (para LH-R e FSH-R) e tecido uterino de felino reconhecidamente positivos para ER-α e PgR, bem como os próprios tecidos que foram utilizados como controles internos. Para fins de controle negativo, os anticorpos primários foram substituídos por IgG de camundongo e de coelho (Dako, Carpinteria, EUA).
Tabela 1. Anticorpos primários utilizados e suas especificações
Anticorpo Clonalidade Diluição Fonte Fabricante
ER-α 1D5 1:50 Camundongo Dako, EUA
PgR Policlonal 1:50 Coelho Neomarkers,
EUA
FSH-R Policlonal 1:100 Coelho Santa Cruz
Biotechnology, EUA
LH-R Policlonal 1:200 Coelho Abcam,
Inglaterra ER: receptor de estrógeno; PgR: receptor de progesterona; FSH-R: receptor de hormônio folículo-estimulante; LH-R: receptor de hormônio luteinizante
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2.9 Análise estatística
A concentração de metabólitos fecais de progesterona foram expressos em média ± erro padrão e os resultados foram descritos subjetivamente.
Para avaliação estatística com fins comparativos, foi utilizado o teste exato de Fisher, com tabelas de contingência 2x2 para avaliar diferenças entre os grupos avaliados. As diferenças foram consideradas estatísticamente significativas quando p<0,05. O software GraphPad Prism 5.0 (GraphPad, Estados Unidos) foi utilizado para análise estatística.