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Diskusjon og refleksjon av delproblemstilling én

Idé 1 - “Eventyrkommunen lengst nord”

6.1 Diskusjon og refleksjon av delproblemstilling én

Para facilitar a sistematização dos resultados em que se verificaram diferenças estatisticamente significativas face às respetivas testemunhas, são assinaladas na Tabela 7 as modalidades sob tais condições, posicionadas acima ou abaixo de uma linha horizontal que representa cada testemunha.

Tabela 7. Sistematização de resultados nas modalidades em que se verificaram diferenças

estatisticamente significativas face às testemunhas consideradas.

Morangos Morangueiros Infestantes

Nº /

vaso Peso Comp. Larg.

Peso fresco Peso seco plantas Peso fresco Peso seco Dife re n ças estat istic am en te sign ificat ivas GRAM A - - - - ... G ... G - ... PT, PP, PE ... Pinho PT, PP, PE JUN ÇA - PP, ..PE.. ..PP.. PE, ..PP.. PE, ..PT.. J ... J ... Pinho PT, PP, PE ... Pinho PT, PP, PE ... PT, PP, PE Testemunhas M G / J

J: Junça; Pinho: Casca de pinho; PP: Tela de polipropileno; PE: Tela de polietileno; PT: Tela protótipo; G: Grama.

Apesar de, pela análise ao parâmetro número total de morangos por modalidade, se ter verificado uma superioridade ao nível da produção derivada da presença de cobertura de polipropileno, seguida da de polietileno e, depois, da tela protótipo, tal diferença perde significância pela constatação da inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre quaisquer modalidades no que diz respeito ao número médio de morangos por vaso.

Através das variações do peso e dimensões dos morangos denota-se que a presença de qualquer tipo de cobertura do solo permitiu obter frutos de maior calibre, comparativamente com solo não coberto. No entanto, apenas as telas de polipropileno e de polietileno permitiram quantitativos estatisticamente diferentes da testemunha.

O peso fresco da parte aérea dos morangueiros parece constituir um bom indicador do benefício de cada uma das coberturas do solo usadas. Isto porque se verificou uma variação muito análoga entre modalidades homólogas para cada uma das infestantes testadas, e com

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quantitativos de peso quase sempre superiores à modalidade testemunha. Através da averiguação das variações dos quantitativos deste parâmetro, foi possível assinalar que a cobertura que permitiu maior produção de parte aérea nos morangueiros foi o plástico preto de polietileno, seguindo-se-lhe a tela protótipo e, depois, a tela de polipropileno. De entre estas, apenas as telas de polietileno e protótipo permitiram a obtenção de quantitativos médios estatisticamente diferentes face à testemunha.

Atendendo ao peso seco dos morangueiros no final do ensaio, verificou-se que a presença de cobertura de casca de pinho acabou por resultar numa produção foliar inferior à testemunha. Tal último facto poderá, eventualmente, estar relacionado com alguma imobilização microbiológica do azoto do solo, no decurso do início do processo de decomposição dessa mesma casca de pinho, atendendo à sua elevada razão carbono/azoto. Os resultados correspondentes ao plástico preto bem como à casca de pinho acabam por ir ao encontro de evidências já constatadas por Kivijärvi et al. (2002).

Para ambas as modalidades apenas com as infestantes, além dos morangueiros, as médias de pesos foram sempre inferiores à testemunha, com diferenças estatisticamente significativas.

Através da averiguação da variação entre modalidades do número de plantas de junça e dos pesos fresco e seco de qualquer uma das duas infestantes, recorrendo às diferentes coberturas, constatou-se que a casca de pinho exerceu o efeito inibidor mais fraco perante qualquer uma das duas infestantes. Ainda assim, essa inibição chegou a ser estatisticamente significativa quanto aos parâmetros número de plantas de junça, peso fresco de junça e peso seco de grama. As coberturas de polietileno e de polipropileno mostraram um efeito excelente de controlo, mas a tela protótipo permitiu também resultados bastante promissores, todas com diferenças estatisticamente significativas face à respetiva testemunha. A excelente performance de controlo das infestantes por parte do polietileno e do polipropileno, com melhores resultados para o primeiro, e o mau comportamento por parte da casca de pinho corrobora, de todo, resultados similares já obtidos por outros investigadores (Skroch et al., 1992).

Apesar da espessura do filme de polietileno usado ter sido de 40 µm, não se verificou qualquer caso de perfuração do mesmo por parte da junça, o que se evidenciou além das espectativas, pela positiva, face à capacidade referenciada desta infestante poder furar este tipo de plástico com até 64 µm (Henson e Little, 1969; Chase et al., 1999). O não controlo a

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100 % das duas infestantes em causa por parte desta cobertura só não ocorreu devido apenas à existência do buraco central feito para a passagem de cada morangueiro, corroborando o já indicado por Cudney et al. (2007).

O mais acentuado crescimento vegetativo das infestantes e morangueiros, e maior produtividade destes, resultantes da presença de plástico de polietileno pode ter-se devido não só à maior eficiência de manutenção de humidade no solo como também do benefício do aquecimento mais acentuado ao solo – favorecendo uma atividade radical mais ativa e uma mais acentuada mineralização dos resíduos orgânicos presentes na mistura usada, e, portanto, com também uma superior disponibilização de azoto (Runham, 1998).

O facto de nas modalidades com junça o peso dos frutos, o seu comprimento e largura e o peso fresco dos morangueiros terem sido, de uma forma geral, superiores aos seus homólogos com grama parece revelar algum efeito da influência da localização dos vasos. Na verdade, a localização destes últimos propiciou que ficassem expostos à radiação solar direta durante mais horas, fazendo supostamente aumentar a sua evapotranspiração e, portanto, gerando mais perda geral de água nesses vasos. Este fator, aparentemente, parece ter sido também o responsável pelo facto de ter ocorrido maior frutificação nos vasos com presença de grama – onde o quantitativo total de morangos por modalidade foi mais elevado que o correspondente às modalidades homólogas com junça.

Perante uma eventual possibilidade de continuidade deste tipo de ensaios, considera-se que, por questões de simplificação e otimização de recursos e tempo, não se justifica, em princípio, a inclusão de dados de pesos secos, na medida em que é possível já uma suficiente e adequada análise de resultados somente a partir dos pesos frescos.

Após a análise de todos os resultados que denotam diferenças estatisticamente significativas, pode-se concluir que a tela de polietileno foi a que exerceu o impacto mais positivo nos parâmetros peso e dimensões dos morangos, peso fresco dos morangueiros e controlo das infestantes. A tela de polipropileno teve um impacto positivo significativo no peso e dimensões dos morangos e no controlo das infestantes. A tela protótipo exerceu um efeito positivo bastante relevante no peso fresco dos morangueiros e no controlo das infestantes.

Comparando as mais-valias permitidas pela tela protótipo face à casca de pinho, também um material proveniente de fontes naturais renováveis, o uso desta tela revela-se bem

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mais vantajoso, atendendo aos parâmetros analisados neste trabalho. Equiparando com as telas de utilização mais convencional, de polietileno e de polipropileno, a tela protótipo mostrou constituir uma excelente alternativa, com mais-valias, no geral, ao mesmo nível, atendendo aos parâmetros de análise aqui considerados.

A abordagem de desenvolvimento de uma tela totalmente biodegradável, construída a partir de fibras vegetais, foi bem conseguida, mas a mesma acaba por ser passível de produção apenas numa ótica artesanal. Para propiciar o seu uso em contexto real, eventuais telas que venham, futuramente, a ser desenvolvidas neste âmbito terão de ser suscetíveis de fabrico em larga escala.

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