1. Definição de doente crítico: “Define-se como doente crítico aquele em que, por disfunção ou falência profunda de um ou mais órgãos ou sistemas, a sua sobrevivência esteja dependente de meios avançados de monitorização e terapêutica.” (SPCI, 2008, p.9).
A Formação Interdisciplinar e o Trabalho em Equipa Na Abordagem do Doente Crítico
12 2. A Cadeia de Sobrevivência
Fonte:Manual de Suporte avançado de Vida INEM (2011)
3. Critérios de identificação de doente crítico. A melhor estratégia é a prevenção da Paragem Cárdio-Respiratória.
Parâmetros Alterações
Via aérea Em dificuldade. Respiração
Todas as paragens respiratórias FR < 5 cpm FR > 36 cpm Circulação Todas as PCR FC < 40 bpm FC > 140 bpm PA sistólica < 90 mmHg Neurológico
Alteração súbita da consciência com diminuição do GCS > 2 pontos
Convulsões repetidas/prolongadas
Outros Qualquer doente que, sem preencher estes critérios, apresente situação preocupante.
Fonte:Manual de Suporte avançado de Vida INEM (2011)
4. O ABCDE. O seu significado e a razão da sua ordem. Principais intervenções em cada letra.
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13 5. Breve abordagem da electrofisiologia do coração. Reconhecer os estímulos e
ritmos normalmente associados.
6. Identificação de ritmos cardíacos. Os principais ritmos de paragem e peri- paragem identificados através de 6 perguntas sistemáticas. A sua importância para a escolha do algoritmo correcto.
a. Há actividade eléctrica?
b. Qual é a frequência ventricular (do QRS)? c. O ritmo é regular ou irregular?
d. A duração do QRS é normal ou está alargada? e. Há actividade auricular?
f. Qual é a relação da actividade auricular com a ventricular?
7. As causas reversíveis de PCR. Quais e a importância de sistematizar o seu despiste.
SAV em Trauma
1. A passagem do ABCDE para AcBoChDEt. As especificidades na abordagem
do doente vítima de trauma.
2. A importância do reporte do incidente. Entender a cinemática e prever gravidade e lesões potenciais.
3. A abordagem inicial no doente politraumatizado. 4. Os 4H e 4T no trauma. A sua utilização sistemática.
5. O choque. Os diferentes tipos espectáveis através das lesões.
6. A importância assumida do trabalho em equipa no cuidado ao doente politraumatizado. As indicações da DGS.
O trabalho em equipa (baseado nas aulas sobre este tema da Prof.ª Patrícia Rosado Pinto, ESEL,2010)
1. Importância do trabalho em equipa na abordagem do doente crítico. A desorganização, a tensão, a falta de conhecimentos e os conflitos. Revisão das recomendações da DGS para o Trauma;
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14 2. Características de equipas eficazes:
a. Objectivos e resultados esperados claros b. Clima colaborativo
c. Movida por resultados d. Standards de excelência e. Membros competentes
f. Forte suporte formal e informal
g. Esforço comum de todos os membros h. Liderança forte.
3. A formação interdisciplinar como forma de aquisição de competências de trabalho em grupo para formar uma equipa eficaz.
a. Conhecimento (partilha de modelos mentais, núcleo comum de conhecimentos)
b. Confiança mútua (estabilidade na composição da equipa) c. Apoio mútuo (solidariedade)
d. Atitudes positivas para o trabalho em equipa e. Comunicação eficaz.
4. Competências não técnicas referidas pelo INEM (2011) para os elementos que integrem equipas de SAV.
a. Liderança;
b. Gestão de tarefas; c. Trabalho em equipa; d. Comunicação estruturada; e. Briefings e debriefings.
5. Resultados da caracterização pelas grelhas de observação. As dimensões mais fragilizadas e a necessidade de aperfeiçoamento.
a. A tomada de decisão conjunta. b. A definição de team leader. c. A gestão de espaço.
d. A definição de objectivos. e. O debriefing.
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3. OBJECTIVOS
Suporte avançado de vida
Que os formandos sejam capazes de:
1. Mencionar 5 critérios de identificação de doente crítico ou potencialmente crítico; 2. Identificar o significado da sigla ABCDE;
3. Mencionar os seis passos para identificação de ritmo cardíaco;
4. Descrever a importância da revisão sistemática das causas reversíveis de PCR.
SAV em Trauma
Que os formandos sejam capazes de:
1. Identificar o significado da sigla AcBoChDEt;
2. Descrever a importância do reporte do incidente;
3. Enumerar 3 tipos diferentes de choque possíveis em trauma; 4. Enumerar os sinais de choque.
Trabalho em equipa
Que os formandos sejam capazes de:
1. Identificar os elementos mínimos necessários para equipa de trauma e a formação que devem possuir;
2. Enumerar 4 competências de trabalho em grupo;
3. Identificar o papel do team leader e o seu posicionamento;
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4. ESTRATÉGIAS
Numa acção de formação/sensibilização em grupo, mesmo que pequeno, as formas de aprendizagem mantém-se individuais, como já foi referido, a aprendizagem é um processo individual. Pinto (2011) refere, adaptando Felder e Soloman, que existem estudantes activos e reflexivos, cognitivos e intuitivos, visuais e verbais e sequenciais e globais, cada um com aprendizagens mais susceptíveis a diferentes formas de ensino.
Pretende-se assim utilizar diferentes formas de passar a mensagem pretendida de forma a que seja o melhor assimilada possível.
Pretende-se também aproveitar os pontos comuns entre os temas para os interligar. Espera-se que o grupo de formandos não seja grande, propondo 15 elementos como número ideal.
As sessões serão publicitadas em impresso próprio do serviço a serem colocados em várias salas do SU.
4.1. Formadores
Sendo o público alvo composto de médicos e enfermeiros, por uma questão de credibilidade perante os formandos, o ideal seria que os formadores fossem médico e enfermeiro. No entanto as condicionantes de tempo, preparação e disponibilidade de elemento médico tornam esta premissa difícil de atingir. Desta forma o plano de formação/sensibilização conta apenas com um formador, que serei eu, enfermeiro.