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Kommunes geografisk og strukturelle fordeler

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Se temporalmente fosse possível, este estágio deveria ter mais uma a duas semanas de duração. O sentimento de integração na equipa multidisciplinar só foi mais efectivo no final da penúltima e última semanas. A quantidade de profissionais a exercer na Urgência de Universitário não permite que o conhecimento, e inerentemente

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11 a confiança, se obtenha em pouco tempo, fazendo desta variável condição para atingir o objectivo.

Numa outra perspectiva, se tivesse conhecimento dos tempos necessários para autorização do uso dos questionários, poderia tê-la tentado obter mais cedo. A aplicação dos questionários foi uma boa forma de informar a equipa multidisciplinar acerca dos meus objectivos e, dessa forma, apresentar-me aos seus elementos. Esse conhecimento poderia ter trazido benefícios comunicacionais e relacionais com a equipa médica.

O estágio na Urgência do Hospital Universitário pautou-se por uma alternância entre o SO e a Reanimação. Considerando que a maioria dos elementos, principalmente entre os médicos, que participam na abordagem do doente crítico se encontram maioritariamente no SO, penso que teria sido proveitoso centrar as primeiras semanas no SO, e assim travar conhecimento com os diversos profissionais, e as últimas semanas na Reanimação onde iria encontrar esses mesmos elementos já com um grau de identificação maior.

No seguimento do parágrafo anterior, a menor alternância e maior estabilidade dos sectores poderia ter ajudado a identificar mais cedo um outro factor que considero importante. A quantidade de especialidades médicas que observam alguns doentes, coadjuvada por alguma dificuldade na tomada de decisão por parte da equipa multidisciplinar médica, colocam, por vezes, o doente a aguardar observação e decisão por parte de uma ou mais especialidades. Neste ponto a intervenção do enfermeiro pode ser preponderante no agilizar deste processo, muitas vezes servindo de canal de comunicação e descodificador das várias mensagens. Esta actividade de gestão de cuidados em enfermagem é executada pela maioria dos enfermeiros no Serviço de Urgência do Hospital Universitário de forma natural, mas para alguém, como eu, cuja experiência profissional não o exige, pode ser difícil de identificar. Esta identificação pode ser facilitada, e a actividade mais treinada, se existir alguma estabilidade inicial no sector atribuído, especialmente em SO em que é mais visível e necessária.

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1.2.2. Aprendizagem

O sentimento dominante no final do estágio na Urgência do Hospital Universitário é, sem dúvida de satisfação. Por um lado, a satisfação de ter atingido globalmente os objectivos e, por outro, a satisfação de ter obtido novos conhecimentos e competências.

A autonomia na prestação de cuidados de enfermagem foi atingida, com excepção de alguns pormenores de funcionamento administrativo e burocrático, que não tiveram grande reflexo no desempenho global.

A colheita de dados foi efectuada em tempo útil, e estes podem vir a ser utilizados e úteis na prossecução do projecto e seu relatório, reconhecendo que uma maior agilidade no processo poderia ter facilitado a integração.

O maior contributo, em termos de competências adquiridas, foi a capacidade de utilizar uma visão global do sector e dos doentes sob a minha responsabilidade, e de compreender a sua importância. Sendo virtualmente impossível a visão global de um serviço tão extenso ser obtida sem prejuízo da dos doentes do sector atribuído, esta última assume particular relevância no contexto da extensão da equipa multidisciplinar e suas especialidades, pois caberá ao enfermeiro o papel de facilitador e coordenador das interacções entre profissionais.

A casuística existente exigiu algumas revisões de farmacologia e fisiopatologia, especialmente em Cirurgia e Ortopedia, bem como de alguns procedimentos e técnicas de enfermagem nestas áreas, que não eram mobilizados há algum tempo. Por outro lado também tive de adquirir e procurar novos conhecimentos nas áreas referidas.

Por último uma referência aos recursos existentes. Os recursos humanos, materiais e físicos disponíveis na Urgência do Hospital Universitário ultrapassam, em muito, os existentes no Hospital Distrital. Habituado a tentar fazer igual com menos, não posso deixar de concluir que é óptimo trabalhar com os mais variados recursos à disposição. No entanto tal acarreta responsabilidades e, da mesma forma, dificuldades. Quando em posse dos recursos necessários não existe razão para não se executar cuidados de qualidade, pelo que o tempo disponível deverá ser obrigatoriamente pautado sob esta visão, em detrimento da produção numérica de cuidados ou do executar os cuidados essenciais. Esta perspectiva implica uma maior responsabilização individual pelos cuidados prestados, além da responsabilidade intrínseca aos mesmos.

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2. CONCLUSÃO

“Descrever a experiência é um instrumento útil para a reflexão pois desenvolve a capacidade de explicitação dos saberes implícitos na acção.” (Schon, 1991, em APP Alves, Patrícia, 2011, s.46). Esta foi a pedra de toque deste documento, fornecer e explicitar informações sobre o decorrido, quando decorreu e porquê decorreu, deixando também o implícito mais explícito através da compreensão.

A reflexão deve ter vários níveis, crescentes em complexidade e em potencial gerador de mudança. Segundo Schon (1998), citado por Alarcão (1996), o profissional deverá ter conhecimento na acção, demonstrado na execução, reflexão na acção, durante a execução, e reflexão sobre a acção, em que retrospectivamente reflecte sobre os actos, mas para progredir no seu desenvolvimento e construir a sua forma pessoal de conhecer, de modo a determinar acções futuras e a compreender futuros problemas, bem como novas soluções, deve ser capaz de reflectir sobre a reflexão

na acção. Foi esta última fase que procurei exercitar, e assim, com as conclusões,

melhorar e evitar os mesmos erros no próximo estágio integrante do Ensino Clínico. A importância da reflexão foi por mim reconhecida há algum tempo e sempre a procurei exercitar desde então, mas tenho que reconhecer que uma abordagem reflexiva sistematizada obriga a reflectir sobre o reflectido e daí normalmente surgem novos indicadores e conhecimentos. Reconheço que neste último capítulo da reflexão ainda me considero principiante e pouco praticante, mas com intenção de mudar.

Espero ter atingido os objectivos propostos para este documento, com a consideração que em termos pessoais e profissionais a sua realização me foi bastante útil.

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3. BIBLIOGRAFIA

SILVA, R.F.; SÁ-CHAVES, I. Reflexive formation: teachers’ representations about the use of reflexive portfolio in the forming of medical doctors and nurses. Interface -

Comunic., Saúde, Educ., v.12, n.27, p.721-34, out./dez. 2008.

UNIDADE CURRICULAR SUPERVISÃO CLÍNICA (Apresentação em Power Point –

Capacidade reflexiva e desenvolvimento pessoal/profissional em enfermagem).

Patrícia Alves. ESEL, 2011.

SANTOS, Elvira; FERNANDES, Ananda (2004) – Prática Reflexiva: Guia para a Reflexão Estruturada. Referência. Nº 11. (Março de 2004). Págs. 59-62.

ALARCÃO, Isabel [et al] (1996) – Formação Reflexiva de Professores – Estratégias

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Anexo I

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