I. INNLEDNING
4.0. DISKUSJON
Quando partimos para a elaboração desta dissertação, era nossa convicção que as IES causavam impactos consideráveis na sociedade onde estão implantas. E, de facto, a literatura existente a este respeito comprovou a dimensão abrangente que estes agentes económicos provocam não só nas economias locais, mas também ao nível social ou ambiental.
A multiplicidade de facetas que estas instituições desempenham repercute para as regiões um alargado conjunto de impactos, não se circunscrevendo esta influência apenas às localidades acolhedoras desses organismos, mas acarretando uma difusão a médio/longo prazo também pelos territórios periféricos.
De entre os inúmeros papéis que cabe às IES desenvolver, salienta-se a sua atividade de ensino, bem como de investigação e de extensão para com os parceiros sociais e todos os elementos presentes na sociedade. É notória a importância da existência de um bom relacionamento entre a Universidade e o seu meio envolvente, isto porque a cooperação e atuação conjunta acarretam melhores desempenhos na sua totalidade, isto quando comparadas com apenas a soma das partes.
O contexto académico mostra-se, muitas vezes, o local ideal para o início de projetos inovadores e empreendedores, uma vez que para além do acompanhamento constante e da formação das teorias do saber, decorre em simultâneo uma instrução do funcionamento do mundo externo à instituição. Tal prática revela-se fundamental nas sociedades modernas, em virtude das necessidades das organizações e da comunidade. A concorrência empresarial, os meios tecnologicamente evoluídos, as constantes mutações e a nova forma de fazer crescer a economia induzem à adoção de posturas alternativas por parte das IES. Novas formas de angariar fundos e de promover a autossustentação, a racionalização das despesas a realizar, as alternativas sustentáveis e amigas do ambiente, o apoio ao fortalecimento do emprego local são hoje as principais problemáticas com as quais as universidades se confrontam.
Todas estas condicionantes levam a que diversos os autores, quer nacionais, quer internacionais, dediquem os seus estudos ao tema em apreço, evidenciando com isso o quão preponderante se torna o apuramento dos inúmeros impactos que as instituições provocam, bem como a validação da sua dimensão.
Na sequência destas constatações, intentou-se a reunião de um significativo conjunto de informações e indicadores necessários para apurar quais os impactos diretos, indiretos e
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induzidos advindos da atuação da Universidade do Minho e saber se esta IES causa os referidos impactos em outras áreas geográficas distintas das cidades onde se encontra sediada.
Constatou-se que a vertente económica é uma das áreas fundamentais do estudo, contudo as conclusões gerais só podem ser tomadas se tivermos em conta o devido enquadramento nos restantes domínios. Tendo em vista o apuramento dos impactos económicos exercidos pela UMinho, optou-se pelo Método dos Multiplicadores, uma vez que, para além de se apresentar como um modelo de excelência na literatura, torna possível aferir com precisão os impactos diretos, indiretos e induzidos advindos da atuação de determinado agente económico.
Mostra-se de importância elevada saber com clareza as replicações existentes em determinada economia, resultado do investimento de uma unidade monetária e esta ideia basilar tornou-se o motor para a realização do presente estudo. Mais do que conhecer os impactos diretos provocados pela Universidade do Minho, nomeadamente através do volume orçamental despendido no pagamento de salários e outras obrigações remuneratórias, ou através da aquisição de bens e serviços, o verdadeiro intuito passa por avaliar os acréscimos ao nível do produto bruto local e do rendimento disponível, fruto das despesas realizadas pelos funcionários e estudantes, a que se juntam as aquisições efetuadas pela instituição.
Não obstante a mensuração financeira realizada no sentido de apurar qual a repercussão de cada unidade monetária investida, as consequências existentes ao nível do emprego também se apresentam como um ponto de enorme interesse em virtude de ser esta dimensão um dos motores do desenvolvimento económico das sociedades.
Neste seguimento, na reta final do trabalho, concentramo-nos nos outros impactos provocados pela existência da UMinho, nomeadamente o envolvimento entre a instituição e a sociedade, o contributo exercido para o empreendedorismo, o desenvolvimento social, cultural e ambiental.
As conclusões principais que retiramos da pesquisa efetuada permitem-nos responder com certezas comprovadas às duas premissas levantadas no início do trabalho. Através dos valores apurados, validamos que a UMinho, por via das remunerações pagas ao seu pessoal, conseguiu injetar diretamente nas economias das cidades de Braga e Guimarães cerca de 79 milhões de €. No que toca aos acréscimos indiretos estes cifram-se em 32 milhões de €, nas cidades onde se encontra implantada a Universidade, o que significa que as despesas correntes e de capital da instituição acrescidas dos valores dissipados pelos estudantes provocaram um
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acréscimo monetário no valor referido. Concluindo-se ainda que os efeitos advindos da replicação económica dos montantes investidos geraram, de forma induzida, cerca de 73 milhões de €, naquele perímetro geográfico.
Outro dos factos constatados no presente estudo, indica-nos que dos três públicos-alvo analisados (Funcionários, Estudantes e Despesas da Universidade em Bens e Serviços), os maiores contributos advieram do corpo estudantil seguido dos funcionários da instituição, sendo que dentro dos estudantes, os que trouxeram maiores impactos foram os “Estudantes de Pré- graduação”, ao passo que dentro dos funcionários foram os da categoria “Não Docente e Bolseiros de Investigação” aqueles que mais influenciaram os multiplicadores apurados. Este fenómeno tem vindo a ser constatado por diversos autores que evidenciam que são os estudantes e os funcionários aqueles que maiores impactos induzem na economia local.
No que concerne à segunda questão levantada, onde se pretendia saber se a Universidade do Minho provoca impactos noutras regiões para além do seu campo de atuação, a resposta é afirmativa já que a instituição repercute efeitos para uma vasta área territorial, não se circunscrevendo esses impactos às cidades de Braga e Guimarães. Os multiplicadores globais apurados indicam que, para além das cidades Braga e Guimarães onde os contributos foram mais evidentes, também no restante Distrito de Braga, bem como na Região Entre Douro e Minho, Região Norte e Resto do País existem acréscimos resultantes da existência da Universidade do Minho. Outro aspeto importante a ser salientado prende-se com o facto de ser ao nível do produto bruto local que os impactos se mostram mais acentuados, relativamente ao rendimento disponível.
Embora a componente financeira se mostre de enorme relevo, não só pelas transações monetárias advindas das necessidades da instituição para manter o seu bom funcionamento, também o indicador emprego, que é criado direta e indiretamente, merece uma especial atenção. No que diz respeito a este tema, os valores apurados mostraram-nos que para além dos 1.871 postos de trabalho criados diretamente pela UMinho, durante o ano de 2009, foram criados ou sustentados em Braga e Guimarães um total de 4.200 empregos causados pela existência da Universidade. Desta forma, validamos o importante contributo deste agente económico com vista ao fortalecimento do emprego local na região.
O comportamento das IES deve ser analisado à luz dos ganhos que a região irá receber a médio/longo prazo, isto porque a formação de capital humano ao mais alto nível proporcionará rendimentos superiores às empresas, parceiros sociais e sociedade em geral.
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Desta forma, a instituição Universidade vê realizada a sua principal missão, a de formar pessoas ao mais elevado nível, contribuindo assim para o desenvolvimento das regiões. Quando observado o comportamento dos mercados e das empresas no sentido de definir as suas posições estratégicas, validamos que todo o ciclo económico varia em função das constantes readaptações dos diversos agentes. Assim sendo, as IES enquadram as suas missões no âmbito nacional e regional, procurando sempre ir ao encontro das expetativas da sociedade, tendo em mente que a dotação dos cidadãos de competências novas leva ao progresso coeso da economia regional.
As estreitas ligações que a UMinho tem conseguido estabelecer e manter, ao longo dos seus anos de existência, demonstram a preocupação constante com o desenvolvimento local da sociedade acolhedora. A constante adaptação das suas áreas de formação, bem como a atenção revelada no que toca aos novos públicos conseguem transmitir os verdadeiros ideais da instituição.
As conclusões retiradas do estudo provam ainda que o contributo da Universidade do Minho não se restringe aos impactos económicos apurados. Também no âmbito social, cultural e ambiental é a sua atuação pertinente através dos mais diversos serviços prestados à sociedade e a colaboração num conjunto de domínios de caráter transversal. O empreendedorismo e as atividades de Investigação e Desenvolvimento são outra das práticas mais acarinhadas dentro da instituição. A busca contínua pela excelência dos seus trabalhos, bem como a predisposição evidenciada no que toca à procura de alternativas de financiamento para o desenvolvimento dos trabalhos inovadores são um bom exemplo dessa atuação.
Todos estes fatores justificam a elevada dimensão dos impactos indiretos e induzidos apurados. A Universidade do Minho, através das suas práticas diárias para com os parceiros sociais, o apoio ao emprego e às demais áreas culturais, sociais ou ambientais, o fomento existente ao nível empreendedorismo e atividades de I&D, entre outros aspetos, conduz a que os acréscimos económicos gerados nas áreas em estudo sejam bastante elevados.
Em pesquisas futuras, mostra-se pertinente efetuar estudos semelhantes em relação aos principais agentes económicos presentes nas regiões, com o intuito de poder realizar-se uma comparação minuciosa do tipo de atuação exercida por cada um deles. Num cenário ideal, e seguindo uma linha condutora de trabalhos realizados no Reino Unido, dever-se-á poder concretizar a comparação quer entre instituições públicas, quer entre organizações privadas, uma vez que ambas contribuem para o desenvolvimento económico sustentado. O benefício
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proporcionado por esta mensuração comparativa contribui para que os agentes se tornem mais eficientes, atuem de forma menos dispendiosa e se desvaneça o estigma de que o sistema público é ineficiente e representa elevadas despesas para o Estado.
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