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In document Disruptive Behavior in School (sider 61-68)

4 Result and Discussion

4.3 Discussion

Segundo Chen & Tseng (2012), um dos fatores críticos neste tipo de ensino

prende-se com as competências tecnológicas dos docentes A falta do domínio das

ferramentas poder limitar a sua capacidade e envolvimento no trabalho a distância.

Concluiu-se que, mesmo sem nenhum pré-requisito ao nível das competências

tecnológicas dos 167 formandos que realizaram esta ação de formação, foi possível que

todos concluíssem com sucesso o curso de formação.

Por este regime permitir sessões presenciais, tornou-se possível, numa primeira

sessão, a abordagem do modelo pedagógico que iria ser utilizado no decorrer do curso e

a apresentação de algumas explicações técnicas sobre o funcionamento do próprio

ambiente colaborativo, fator bastante importante, segundo a opinião dos formandos.

O que se observou pela análise qualitativa foi que os formandos atribuíram

grande importância a essa sessão presencial, que teve o mérito de conseguir equilibrar

antes do curso de formação. Com o decorrer da ação de formação, essas diferenças

foram-se desvanecendo, esbatendo-se assim o desajuste inicial.

A importância atribuída às sessões presenciais, evidenciada por Acampora,

Gaeta & Loia, (2011) e Johnson, Cowie, De Lange, Falloon, Hight, & Khoo, (2011),

vem, mais uma vez, reforçar a adequação deste regime, sendo que, também se pode

concluir que a passagem para um regime totalmente online depende, em muito, do

aumento das competências tecnológicas por parte dos formandos. Esse facto faz com

essa importância atribuída às sessões presenciais seja cada vez menor.

Uma segunda questão, relativa à cultura profissional do docente, reside no facto

da mesma estar bastante enraizada na presença física e na simultaneidade temporal,

logo, a falta de hábitos de trabalho a distância. (Usta, 2011).

Os formandos atribuíram bastante importância às sessões presenciais, não só

pela questão anteriormente referida, relativa às competências a adquirir no uso da

plataforma, mas também pela socialização, a que a literatura dá grande relevância

(Baturay, 2011; Chen, 2012; Keegan, 1998; Moore, 1992; Moore, 1993), e pelo

conhecimento in loco dos membros que iriam constituir a comunidade, e que, no fundo,

seriam as pessoas com que iriam trabalhar a distância (Round, 2011).

Relativamente à falta de hábitos de trabalho a distancia e auto-regulação, os

formandos terminaram as atividades atempadamente.

Uma das questões que pode estar ligada a este facto foi a comunicação por parte

do formador relativamente aos prazos ter sido considerada clara, salientada por Jorge

(2012).

Os dados quantitativos apoiam esta conclusão, já que a pergunta “O formador

bastante bem avaliada pelos formandos (média=3,94). Definiram-se prazos curtos para

cada uma das tarefas e fez-se sucessivos “avisos”, para que não existissem falhas. Essa

orientação permitiu a criação de hábitos de trabalho a distância e uma melhor gestão no

processo de autoformação por parte do docente, também referido por Khan, F., & Iyer,

S. (2009).

Outra das questões analisadas foi perceber até que ponto a cultura profissional

do docente, muito baseada no individualismo, se iria relacionar com um ambiente

colaborativo.

Com o decorrer da formação, os docentes aferiram as vantagens e

potencialidades da participação num modelo colaborativo e, perante isso, vivenciaram a

experiência da partilha de trabalhos e reflexões e a importância ou influência que as

mesmas tinham no sucesso e enriquecimento das próprias aprendizagens e na construção de ”inteligência coletiva” (Shiu-Li & Jung-Hung, 2012).

A importância desta interação online (média=3,61), quer ao nível da

comunicação com outros membros da comunidade, quer com o formador, na partilha e

desenvolvimento de trabalhos ou nas discussões nos fóruns, constitui outra conclusão

revelante.

A interação e a colaboração são aspetos amplamente estudados na aprendizagem

online, desde o início do decénio de 90 (De Laat, Lally & Lipponen, 2004; Henri, 1992;

Hughes, Wickersham, Ryan-Jones, & Smith, 2002; Jorge, 2006; Papanikolaou &

Boubouka, 2011).

Os registos das conversações online são, tal como Henri (1992) salientou, um

Ao procurar analisar simultaneamente o que é dito e como é dito, o estudo de

Henri (1992) vai desencadear uma linha de investigação cujo objetivo geral é

compreender como é que as ferramentas de colaboração electrónica podem ser

utilizadas para desenvolver a aprendizagem.

Tal como os investigadores citados salientam, a colaboração permite a troca de

ideias, opiniões e experiências, definição de objetivos comuns, aprender com os pares,

vencer dificuldades e a sensação de isolamento, criar um espírito de comunidade e

diminuir as desistências, que continuam a ser uma dificuldade da aprendizagem online.

As 181 referências, correspondentes a 14,6% do total analisadas, confirmam que

as palavras mais referidas nos relatórios de reflexão finais foram exatamente “partilha” e “colaboração”. Este facto está associado a uma experiência vivida num contexto de

formação e que levou rapidamente os formandos a abandonar o individualismo, próprio

de um hábito enraizado na cultura docente.

Por último e procurando responder à sexta questão de investigação, como foi

referido no capítulo das metodologias, aquando da análise do contexto da formação, a

descrença na formação contínua por parte dos docentes, pelas razões referidas, fez com

que se procurasse saber acerca da utilidade das aprendizagens do curso na vida

profissional dos docentes e, acima de tudo, em que medida influenciaram as suas

práticas pedagógicas.

Os docentes reconheceram, então, que as aprendizagens efetuadas durante a

formação foram úteis (média=3,71), tendo esta manifestação sido reforçada com a resposta à questão “O que aprendi neste curso tem aplicação direta na minha vida

Os dados qualitativos recolhidos na análise de 237 referências, correspondendo a

19,1% do total analisado, reforçaram a utilidade e satisfação pelas competências

adquiridas no curso.

Além da utilidade e aplicabilidade imediata em sala de aula dos conhecimentos

gerados pelo curso, da análise qualitativa, ressaltaram outros aspetos bastante

relevantes, tais como a evolução sentida pelos mesmos enquanto docentes, uma

motivação acrescida na sua prática letiva, associada à inovação das suas práticas

pedagógicas, bem como uma nova motivação de utilizar novas estratégias em contexto

de sala de aula, fruto do reconhecimento sentido por parte da comunidade educativa em

geral.

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