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Disagreements with local partners caused challenges in the BoD in JVs, even when “T” had the majority of ownership and thought that it had the FC and influence in the BoD

Factor 4: Opportunities in big Asian markets

2. Disagreements with local partners caused challenges in the BoD in JVs, even when “T” had the majority of ownership and thought that it had the FC and influence in the BoD

Quando nos deparamos com a realidade de uma cidade como São Paulo, com uma extensão territorial de 1.509 Km2 (IGC – Instituto Geográfico e Cartográfico), área urbanizada de 1000 km2 (SMDU - Secr. Mun. de Desenvolvimento Urbano /Dipro – Departamento de Estatística e Produção de Informação), população estimada de 11 milhões de pessoas (Fundação Seade/SMDU/Dipro)20, a questão que se coloca é: como criar ações de cunho cultural que possam dar conta de tamanha complexidade territorial? E especialmente onde inserir estas ações?

Na publicação: Município em Mapas – Cultura e Território (Dipro, 2007)21, encontramos valiosas informações a respeito das formas de distribuição dos equipamentos de cultura na cidade de São Paulo, com dados atualizados até 2006, além de dados históricos essenciais a compreensão da atual ocupação dos equipamentos culturais na cidade. A publicação é dividida em três dimensões: Equipamentos e bens culturais, Economia e Cultura e Atividades de Lazer e Cultura.

Nas dimensões apresentadas são ressaltadas as contradições do território em relação à distribuição dos equipamentos de cultura na cidade. Selecionamos 6 mapas entre os 26 apresentados que mais servem a nossa análise,

Mapa 1: Equipamentos Culturais com atuação do Núcleo Vocacional

Mapa 2: equipamentos culturais, segundo natureza da entidade mantenedora (público vs. privado);

Mapa 3: Teatros e Cinemas nos Centros Educacionais Unificados – CEUs; Mapa 4: Teatros;

Mapa 5: Centros Culturais, Casas de Cultura e espaços culturais;

Mapa 6: Atuação do Núcleo Vocacional nas bibliotecas públicas do Município.

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Informações disponíveis no site da Secretaria Municipal de Planejamento da Cidade de São Paulo (Sempla) http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/planejamento/. Fonte: IGC – Instituto Geográfico e Cartográfico, SMDU/Dipro – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Fundação Seade. Acesso em março/2009.

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Cruzamos as informações constantes nos mapas citados (2006) com os pontos aproximados de atuação do Vocacional (2008), resultando em mapas que dão uma justa leitura do Vocacional como projeto que tem atendido de forma democrática a população paulistana, em suas diferenças sócio-econômicas e culturais.

De modo geral a distribuição de equipamentos culturais em São Paulo salienta uma visão de cultura dividida entre uma cultura dita de elite (os “de cima”) e um nicho não elitizado (os "de baixo”), forma de expressão muito utilizada por Milton Santos, que sempre acreditou que da pobreza viriam as atitudes “revolucionárias” de transformação social, pelo vasto conhecimento que os pobres teriam da “experiência da escassez22” (Santos, 2008,p. 313-339). Podemos observar que a maior parte da

oferta de equipamentos e ações culturais concentram-se na região central da cidade, ambos especialmente coordenados pelo setor privado, com grande geração de lucro.

Por outro lado, temos os equipamentos de cultura voltados as camadas populares da cidade (teatros concentrados nos CEUS, bibliotecas públicas infanto- juvenis e casas de cultura).

Abaixo apresentaremos os dados (tabela 1) e mapas relativos a uma nova configuração do território paulistano no que diz respeito não só ao aumento significativo da oferta de espaços públicos para atividades artísticas, mas a oferta de objetos artísticos (aqui entendidos como programação variada nas diversas linguagens, abarcando a produção experimental da cidade) especialmente a partir de 2004.

A apresentação dos mapas e dados pretende demonstrar um novo desenho do território quando ele passa a ser ocupado por novos espaços culturais (CEUs), ou seja, a existência de um espaço que antes não existia. Assim, quando esse lugar

22 Sobre o tema da “experiência da escassez” outra substancial fonte de estudo é o Programa “Roda Viva” da TV

Cultura, exibido em 31/3/97. Cabe dizer que a “sabedoria da escassez” citada por Santos é um conceito cunhado de Sartre onde o filósofo trata da aproximação entre a ausência e o entendimento, ou seja, os pobres no Brasil estariam mais próximos de um entendimento da Globalização (mesmo que incompleto) do que a classe média, confortável em sua posição de consumista de bens materiais e simbólicos.Mas enfatiza que a classe média brasileira começa a enfrentar a “situação da escassez” o que pode alavancar uma certa “produção de consciência”. (Entrevista de Milton Santos ao Jornal do Brasil em 6/4/97. Disponível em: http://www.alfredo- braga.pro.br/discussoes/roda-viva.html). Acesso em março/2010.

concreto passar a existir e é ocupado pela produção simbólica, o que não era visível, passa a ser. Ou seja, de ocupado o território passa a ter caráter de “usado”, devido a significação simbólica adquirida a partir da linguagem teatral.

Tabela I – Equipamentos Culturais no Município de São Paulo23 (2006)

23 Tabela retirada da publicação eletrônica “ Município em Mapas: série temática (Equipamentos e bens culturais,

p.19). Disponível em: http://sempla.prefeitura.sp.gov.br/mm/cultura/.Acesso em março/2010. Notas relativas a tabela 1: (3) Inclui as 21 bibliotecas instaladas nos Centros educacionais Unificados/CEUS até 31/12/2006/(4)Balé da Cidade de São Paulo, Escola Municipal de Bailado, escola Municipal de Iniciação Artística e Orquestra Experimental de Repertório.

Os mapas acima nos dão uma justa dimensão da fragilidade do território paulistano no que diz respeito às atividades culturais, com grande parte do seu “capital cultural” concentrado no centro. Também podemos perceber sintomas da força da “indústria cultural” no desaparecimento das salas de cinema dos bairros, por exemplo, absolutamente absorvidos pelos shoppings centers, sendo que o primeiro shopping foi inaugurado na cidade no ano de 1966.

O cinema de bairro, de certa forma “reaparece” (mapa 3), com a construção dos CEUS, com parte da programação desses complexos temos a projeção de filmes semanalmente. Ressaltamos que, apesar de os teatros dos CEUs serem considerados também salas de cinema, não são locais próprios para a linguagem, não contando com infra-estrutura específica, como projetor ou filmes em película. De fato, desde o ano de 2005 os Centros Educacionais Unificados já não recebem uma programação mensal de filmes enviados pela SMC, o que aconteceu até 2004; contemplando sessões infantis e adultas.

Reinaldo Maia em artigo intitulado “Criar ou atender demandas” (Maia, 2008, p.44) nos lembra que tanto a Orquestra Sinfônica Municipal, quanto a Pinacoteca do Estado são bens culturais públicos, mas inexistem políticas que se preocupem em aproximar todo e qualquer cidadão destes bens s. E é estranho que o Centro Cultural São Paulo, localizado na Vergueiro (região central) possua programação contínua de qualidade, enquanto outros tantos espaços culturais da cidade não possuam verba para funcionamento. É este o caso, por exemplo, de todos os CEUs e casas de cultura, que não possuem verba para gestão de ações, como contratação de espetáculos de teatro, dança e música ou viabilização de atividades específicas de cada lugar, como saraus, por exemplo. Realidade que não diz respeito somente à gestão atual, mas é um dado histórico antigo.

Abaixo, o quadro III nos apresenta o número de casas de cultura e espaços culturais no município de São Paulo entre os anos de 2001 e 2008.

A utilização desses equipamentos será melhor compreendida ao tratarmos das práticas desenvolvidas pelo Núcleo Vocacional, com foco na experiência teatral, já que não é a simples existência do espaço que faz com que a ação cultural aconteça, mas uma série de variáveis tais como: gestão do espaço público, formação dos

envolvidos, planejamento de ações, orçamento, diálogo com a comunidade, entre outras que precisam ser consideradas para uma análise sólida.

Quadro III: Centros Culturais, Espaços Culturais e Casas de Cultura Município de São Paulo/2001-2004/ 2006-2008

Rede Mantenedora 2001 2002 2003 2004 2006 2007 2008 Total 47 57 57 57 65 72 85 Federal - - - - 1 1 1 Estadual 11 11 11 12 13 13 18 Municipal 22 20 20 20 18 19 25 Particular 14 26 26 25 33 39 41

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura / Guia da Folha de São Paulo (2008)

Elaboração: SMDU/Dipro

Conforme demonstrado no quadro III existiam espaços culturais geridos pelo poder público municipal antes de 2001, mas a sua simples existência não dava origem a uma ação cultural. Outro dado que pode ser ressaltado a partir da leitura do quadro , mesmo que não seja objeto dessa análise, é que a Rede Mantenedora Estadual, apesar de uma área de ação muito maior, perde em número de espaços culturais em relação à rede municipal, que, obviamente cobre uma menor extensão territorial, o que não significa uma menor complexidade social.

Percebe-se ainda que existe um aumento mínimo no número de casas de cultura, centros culturais e espaços culturais administrados pelo Município de São

Paulo entre 2001 e 2008. O mesmo não acontece em relação ao número de espaços culturais privados, que praticamente quadruplica.

Mesmo assim, no quadro IV percebemos o quanto a construção dos CEUs aumenta substancialmente o número de salas de espetáculo e cinema no município. Além disso, os teatros construídos receberam infra-estrutura condizente e tiveram equipe técnica qualificada, numa primeira fase. A área de cultura era gerida pela Secretaria Municipal de Cultura, o que se alterará em 2005, quando o Núcleo de Ação Cultural de cada CEU passa a ser coordenado pela Secretaria Municipal de Educação, não contando mais com quadro especializado . A não ser em raras exceções, como é o Caso de CEU Alvarenga que desde sua inauguração contou com equipe de gestores culturais especialistas nas áreas de teatro, Música e Artes Visuais.

Quadro IV: Salas de Teatro e Cinema – CEUs (2001/2008) Município de São Paulo

Rede Mantenedora 2001 2002 2003 2004 2006 2007 2008

Municipal

Salas s.i. s.i. n.d. 21 21 34 34

no de Assentos s.i. s.i. n.d.

9.450 9.450 15.300 15.300

Fonte: Secretaria Municipal de

Cultura

Elaboração: SMDU/Dipro

A construção e inauguração dos CEUs vêm acompanhada de programação contínua, gratuita e de qualidade, tanto em relação ao teatro, quanto o cinema (filmes em DVD enviados pela Secretaria Municipal de Cultura). O número de espectadores atendidos pelo Projeto Formação de Público em 2004 (quando o projeto passa a acontecer nos CEUs) aumenta significativamente, se comparado aos três primeiros anos , quando a sua ação era localizada e restrita. Dado que podemos comprovar facilmente no quadro V.

Quadro V: Número de espectadores do “Formação de Público” (2001-2004)

2001 2002 2003 2004 2005-2008

Número de espectadores atendidos pelo

Projeto Formação de Público 34.923 76.215 78.412 257.00024

O projeto é extinto

Fonte: Revista do Formação de Público (2001-2008)publicada pela Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Cultura.

1.4. Núcleo Vocacional e o Mapa de Exclusão/Inclusão do

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