Este conteúdo constitui também uma outras das intervenções propostas pelo programa nacional do 1.º CEB. Deste modo, foram desenvolvidas atividades visando os temas propostos pela professora cooperante, com o intuito de culminar um melhor conhecimento dos alunos sobre o funcionamento do seu corpo, no que diz respeito ao sistema digestivo e o sistema circulatório.
Deste modo, apresento seguidamente as atividades desenvolvidas visando essas abordagens.
Para realizar a abordagem deste tema com a turma, decidimos partir da música “Cabeça, ombros, joelhos e pés”, mais especificamente focando o facto de os alunos poderem explorar as várias partes do seu corpo (Apêndice 12). De seguida, deu-se início a um diálogo
acerca da constituição do corpo humano, com o objetivo de perceber quais os conhecimentos prévios dos alunos e, a partir daí, explorar os novos temas.
A partir deste momento de comunicação oral, os alunos mais participativos demonstraram conhecer as várias partes que estão relacionadas e se completam, formando o corpo humano. Desta forma, questionei-os acerca do que é a digestão e o porquê de nos alimentarmos (Apêndice 13). Assim, utilizando os conhecimentos prévios dos alunos, fomentou-se um diálogo, pelo qual, os alunos expuseram várias ideias e conhecimentos acerca de como funciona a digestão, explicitando com algumas dificuldades as funções vitais da digestão. Neste sentido, utilizando um cartaz ilustrativo do sistema digestivo e uma maqueta humana, procedi à exploração dos órgãos constituintes deste sistema, pedindo-lhes que identificassem e localizassem os respetivos órgãos.
Neste momento da exploração, constatei que a maior parte dos alunos conhecera os órgãos do aparelho digestivo e localizara esses órgãos na representação do corpo humano. Por sua vez, na identificação e designação das fases da digestão, verifiquei que os alunos possuíam algumas dificuldades. Para colmatar esta dificuldade, decidi realizar uma experiência. Esta experiência consistiu em colocar um pedaço de pão na boca e constatar o que acontecia ao mesmo enquanto mastigado e depois engolido.
Os alunos gostaram desta breve situação de experimentação, reconheceram que o pão foi mastigado e triturado pelos dentes e com ajuda da língua e da saliva, formou-se uma massa pastosa designada o bolo alimentar. Quando engoliram, sentiram o bolo alimentar passar pela faringe e pelo esófago, a medida que, os alunos exploravam estes
Figura 13. Exploração e reconhecimento dos órgãos do aparelho digestivo.
Figura 14. Duas crianças a mastigar o pão.
acontecimentos, foi visível que o reconhecimento e identificação das partes do sistema explorado, bem como, o uso correto dos termos específicos das fases da digestão. Segundo o
Currículo Nacional do Ensino Básico é de extrema importância a realização de atividades experimentais, através das quais os alunos têm, “oportunidades de se envolverem em aprendizagens significativas […] que partam do experiencialmente vivido e do conhecimento pessoalmente estruturado […] para compreender, explicar e actuar sobre o Meio de modo consciente e criativo” (Ministério da Educação, 2001, p. 76)
De seguida e, como forma de consolidação, cada aluno realizou uma ficha de trabalho na qual deveriam legendar uma figura com os nomes dos distintos órgãos do sistema digestivo e num segundo ponto, imaginar que eram uma maçã e descrever o caminho que percorreria dentro do corpo. Com o manual foi explorado, novamente, as figuras, os conceitos e os órgãos constituintes, passando-se à realização das fichas de trabalho propostas pelo mesmo. Para findar esta parte do conhecimento do aparelho digestivo, a colega estagiária Melissa e eu considerámos pertinente a construção do sistema digestivo em grande dimensão em 3D, mas devido ao curto tempo disponibilizado não foi concretizado.
Por sua vez, para introduzir o sistema circulatório, a turma foi desafiada a pensar no que consistiria o sangue. Assim sendo, questionei os alunos sobre a importância do mesmo no nosso organismo. Estes demonstraram alguma dificuldade em fundamentar a função vital do sangue no corpo humano. Posto isto, foi ostentada uma apresentação digital em PowerPoint, a constituição do sistema circulatório com vista à exploração dos órgãos do aparelho circulatório e a visualização desses numa representação do corpo humano, utilizando para esse fim um cartaz representativo desse sistema (Apêndice 14). Todos os alunos demonstraram conhecer os órgãos do aparelho circulatório, bem como a sua localização na representação do corpo humano, havendo um número pequeno de elementos que os confundiam. De modo a que os alunos ficassem com um registo do que foi aprendido, foi esquematizado no quadro a constituição do sistema circulatório, solicitando-lhes que o copiassem para o caderno.
A partir deste momento, foi proposto à turma medir a pulsação em repouso e após um pouco de exercício, a fim de regista-la numa tabela, desafiando os alunos a estabelecerem comparações.
No 1.º CEB “pretende-se que todos se vão tornando observadores activos com capacidade para
descobrir, investigar, experimentar e aprender” (ME, 2004, p.102). Desta forma, questionei os alunos sobre os resultados registados na tabela e retirassem conclusões. Com a minha orientação, a turma conseguiu fazer conclusões satisfatórias, diretamente relacionadas com o esforço físico realizado. Assim sendo, inferiram que se fizessem exercício físico ou um grande esforço físico, o coração batia mais depressa.
Posteriormente apresentei uma imagem alusiva a circulação sanguínea e apelei à atenção da turma, perguntando se alguém sabia o que estava ali representado. A resposta mais sonante foi “são os órgãos do sistema”. Na verdade, os alunos que deram essa resposta evidenciaram já possuir alguma conceção da constituição do aparelho circulatório. Expliquei então que a imagem apresentava a pequena e a grande circulação, explicitando-as. Constatei que os alunos possuíram dificuldades na compreensão e identificação das duas circulações. Para retificar esta dificuldade recorri ao manual para que os alunos lessem o referente tema desenvolvido, de modo a terem outro meio de aprendizagem e resolvessem os exercícios propostos pelo mesmo.