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DIMENSJONER FOR ET SAMHANDLINGSKONSEPT

In document 06-02960 (sider 26-32)

As entrevistadas executam trabalhos domésticos desde a infância, e com eles convivem desde o nascimento, já que suas mães, avós, tias ou irmãs sempre se ocupavam dos afazeres do lar. Depois que dominavam a tarefa de arrumar a casa (fazer a cama, lavar a louça, enxugá-la e guardá-la, varrer, encerar ou passar o pano úmido no chão, tirar o pó dos móveis, lavar, estender, recolher, dobrar e passar as roupas), aprendiam também a costurar, a bordar e a tomar conta dos irmãos menores, pois todas essas atividades deveriam fazer parte do aprendizado da mulher. Passavam, em seguida, a sair de casa para trabalhar. E como teria sido esta experiência para elas?

Clarinha relata: “Eu trabalhava em casa, ajudava a mãe, eu limpava a casa, éramos muitos filhos, eu ajudava nos afazeres da casa.” As atividades exercidas pela figura feminina em domicílio normalmente se configuravam como uma “ajuda nos afazeres da casa”.

Eu comecei a trabalhar fora de casa com treze anos, porque a minha mãe teve que tirar um documento no Juizado de Menores. Então, logo que eu terminei o primário, saí da escola e já fui trabalhar. Ao completar quatorze anos, tirei a Carteira de Menor. Eu trabalhei uns quatro meses com o documento do Juiz. Este documento era uma autorização do Juiz para trabalhar.

O meu primeiro emprego consegui assim: a minha mãe, conversando com uma vizinha sobre as dificuldades financeiras, esta lhe falou que a filha Luzia já trabalhava na cartonagem e que a filha poderia arrumar para eu trabalhar lá. Aí, a minha mãe falou: “Mas ela é menor de idade.” E a vizinha: “Isso não tem importância. Vai no Juiz e tira o documento provisório, e eles darão o lugar para a menina.” 211

Os portugueses já residentes no Brasil procuravam fazer com que suas filhas fossem empregadas por meio da indicação de um conhecido; essa era uma forma de se certificarem de que seus rebentos estariam seguros em seus

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empregos. Tal preocupação se manifestava principalmente quando se referia à primeira filha do casal, a primogênita, a qual ajudaria e muito nas despesas da família. Nesse sentido, Clarinha comenta: “O meu primeiro emprego consegui assim: a minha mãe, conversando com uma vizinha sobre as dificuldades financeiras, esta lhe falou que a filha Luzia já trabalhava na cartonagem e que a filha poderia arrumar para eu trabalhar lá.”

Contudo, para que os menores pudessem trabalhar fora de casa tinham que obter provisoriamente a autorização do Juiz e, em seguida, providenciar a Carteira de Menor – documento que contemplava uma série de exigências legais entre empregador e empregado menor –, que valia até a maioridade civil, quando poderia adquirir a Carteira Profissional.

Nós fizemos isso, conforme eu já expliquei, e eu comecei a trabalhar na Cartonagem Ipiranga, que ficava localizada próxima à estação Cantareira, ali no Pari mesmo, mas hoje não tem mais nada ali. Na Cartonagem, eu dobrava caixas de papelão de todos os tamanhos pequenas ou grandes. Depois de dobrar, eu as forrava com papel colorido, com a finalidade de presentear, para colocar sapatos, cobertores, colchas, etc. Mas eu aprendi a dobrar as caixas com as mestras. Eram chamadas mestras de mesa porque nos ensinavam a dobrar, a trabalhar com as máquinas para grampear e ficar toda fechada, bem fechadinha.212

De certa forma, estes empregos se apresentavam como a extensão do trabalho doméstico. Em casa, Clarinha dobrava roupas de vários tamanhos; na Cartonagem o movimento era o mesmo, mas dobrando-se papelões. Portanto, este trabalho, aparentemente, não se diferia daquele que a mulher exercia em domicílio. “[...] Na Cartonagem, eu dobrava caixas de papelão de todos os tamanhos pequenas ou grandes. Depois de dobrar, eu as forrava com papel colorido [...].”

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No começo, eu não era registrada, mas depois, em 1946, eu já fui fichada, porque eu já tinha quatorze anos completos e tinha a Carteira de Menor. Nós trabalhávamos oito horas e tínhamos uma hora de almoço. Era o nosso descanso e todos nós levávamos marmita. Depois, esta Cartonagem fechou e eu fui trabalhar em uma outra maior, chamava-se Gráfica Brasileira e ficava na rua Vitor Hugo, no mesmo bairro do Pari. Funcionava como cartonagem e gráfica. Lá eram impressos muitos documentos e todos os tipos de papéis para documentos. Eu recebia por hora, mas era em réis, eu não sei mais como falava.

A autorização para trabalhar, o registro na Carteira Profissional de Menor e as oito horas trabalhadas com intervalo para almoço foram conquistas de um lento processo jurídico-político que culminaria na Consolidação das Leis

do Trabalho (1943).213 Naquele momento, para ocupar a vaga na Cartonagem, a

depoente passou por todo o processo empregatício, como expõe nesse trecho de sua entrevista:

[...] a minha mãe teve que tirar um documento no Juizado de Menores. [...] saí da escola e já fui trabalhar. Ao completar quatorze anos, tirei a Carteira de Menor. No começo, eu não era registrada, mas depois, em 1946, eu já fui fichada [...].

A minha mãe achava que era um bom dinheiro que eu recebia. Ela gostava porque estava ajudando em casa, quando eu recebia o salário, eu entregava direitinho na mão do meu pai. O envelope ainda estava fechado, conforme eu recebia da Gráfica, eu o entregava na mão dele. Então, ele conferia para ver se estava certo, do contrário, ele iria lá reclamar com o dono da firma (risos). O velho era fogo!214

O salário recebido auxiliava no orçamento doméstico, conforme a depoente evidencia: “A minha mãe achava que era um bom dinheiro [...]. Ela gostava porque estava ajudando em casa, quando eu recebia o salário, eu entregava direitinho na mão do meu pai.” Outro trecho da entrevista chama atenção: “[...] O envelope ainda estava fechado, conforme eu recebia da Gráfica,

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A C.L.T. (Consolidação das Leis de Trabalho) foi promulgada em 1943 e apresentava os direitos dos trabalhadores, tais como: registro em carteira, férias, indenização e aviso prévio dispensado ou cumprido, de acordo com os interesses do patrão ou em comum acordo com o empregado.

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eu o entregava na mão dele. Então, ele conferia para ver se estava certo, do contrário, ele iria lá reclamar com o dono da firma [...].”

Uma vez que era menor de idade e ainda considerada uma criança, a jovem não teria o domínio do seu ganho. Era, então, instruída a entregar o envelope do pagamento ao pai, porque este, que já trabalhava na Prefeitura Municipal de São Paulo, saberia conferir o ganho e reclamar pelo certo, se houvesse erros. Portanto, o domínio paterno e a obediência da filha se faziam presentes, dando continuidade a uma prática trazida da “terrinha”.

Por outro lado, como seria o local de trabalho que teria permanecido nas reminiscências dessa entrevistada?

Que eu me lembre, era tudo limpo, era uma fábrica bem grande, muitas janelas, porque tinha muito pó, produzido por aquelas máquinas e impressoras. As janelas eram bem altas e estavam sempre abertas. As duas cartonagens eram muito boas. Eu estive nesse emprego até 1949, trabalhei na gráfica por dois anos. Na gráfica, não tinha nenhuma chance de promoção, era aquilo mesmo - cola e papelão. Eu deixei esse emprego porque a minha mãe achou que eu não passaria daquilo nunca [...].

Clarinha comenta que as acomodações dentro da gráfica eram boas, bem como a ventilação vinda das janelas grandes que permaneciam sempre abertas. “Era tudo limpo, era uma fábrica bem grande, muitas janelas, porque tinha muito pó, produzido por aquelas máquinas e impressoras. As janelas eram bem altas e estavam sempre abertas”, talvez para que o ar circulasse e não houvesse problemas de intoxicação, já que lá se fazia uso de cola e havia excesso de pó, produzido pelas máquinas impressoras.

Porém, na Gráfica não havia uma carreira que pudesse ser galgada, e a mãe da depoente, querendo um futuro mais promissor para sua filha, a incentivou a deixar o emprego. Essa mãe veio ao Brasil com a “carta de chamada do pai” e estava pronta a sujeitar-se a tudo, mas não queria para a filha o mesmo futuro que o seu, embora contasse com o seu ganho para auxiliar nas

despesas domésticas. “[...] trabalhei na gráfica por dois anos. Na gráfica, não tinha nenhuma chance de promoção, era aquilo mesmo cola e papelão. Eu deixei esse emprego porque a minha mãe achou que eu não passaria daquilo nunca [...].” Portanto, estaria a dobrar e colar papelão até que a gráfica fechasse ou mudasse de dono. Clarinha, a partir de então, passava a aguardar a sua indicação para um novo emprego, como se verá mais adiante.

Helena215, por sua vez, em relação ao seu primeiro emprego, conta o seguinte:

Eu tinha entre 16 e 18 anos quando comecei a trabalhar. Era uma espécie de doméstica que deveria cuidar do bebê da patroa. A minha mãe lavava a roupa para esta senhora. Ela me deixava na casa na 2ª feira e no sábado eu retornava para casa. A residência se localizava na Rua Sete de Abril. Fiquei lá durante um ano aproximadamente, porque o bebê cresceu e a mãe dispensou o meu serviço.

Este depoimento permite refletir sobre algumas das atividades femininas no trato junto à família, à casa e às crianças, sempre retornando à extensão dos afazeres internos do domicílio. Como se pôde perceber, Helena emprega o termo

“doméstica”, designativo da mulher empregada em trabalho doméstico,

concernente à vida da família ou à casa, e no interior desse lar cuidou do bebê até ser dispensada pela patroa.

Muitas mães portuguesas admitiam que suas filhas trabalhassem nas casas das pessoas para as quais já prestassem algum serviço, talvez por sentirem segurança em deixar suas filhas neste ambiente, sabendo que as teriam de volta somente no final da semana, como a depoente afirma: “[...] quando comecei a trabalhar, era uma espécie de doméstica que deveria cuidar do bebê da patroa. A minha mãe lavava a roupa para esta senhora, ela me deixava na casa na 2ª feira e no sábado eu retornava para casa [...].”

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Depois, eu fui trabalhar numa Casa de Guarda-Chuva, localizada próximo da Igreja de São Bento, no centro. O meu serviço era pegar a pontinha que o guarda-chuva tem e colocar embaixo da máquina e apertar para depois costurar. Aprendi observando as colegas de trabalho e, como todas as funcionárias, eu recebia por mês. Dado o meu temperamento inquieto, eu era muito esperta. Na fábrica, era assim: uma funcionária passava as varas do guarda-chuva para mim, para eu pressionar na máquina, mas sempre fazia de dez em dez, mas como já expliquei, eu era inquieta e muito rápida. Então, em pouco tempo eu passei a pegar as varetas sozinha, porém o gerente geral achou que eu me levantava para brincar com o pessoal e me interpelou, dizendo: “Hoje você fica até o final do expediente e amanhã não precisa mais voltar, pode ir embora!” Eu só perguntei: “Por que?” E ele respondeu: “Porque você está levantando a toda hora.” Fiquei muito aborrecida e fui falar com o meu chefe e lhe contei tudo. Então, ele falou com o gerente geral: “Ah! essa moça é muito esperta, a outra é que não dá conta do serviço, pois ela termina uma carga e vai buscar mais para prensar, ela não fica parada não!” E o gerente geral retrucou: “Tá bom, então amanhã ela pode vir.”216

O novo emprego de Helena envolvia questões mecânicas e de produção: “[...] o meu serviço era pegar a pontinha que o guarda-chuva tem e colocar embaixo da máquina e apertar para depois costurar [...].” Os funcionários mais antigos exerciam certo controle sobre os recém-contratados, mas essa regra não se aplicava a Helena, conforme seu comentário:

[...] uma funcionária passava as varas do guarda-chuva para mim, para eu pressionar na máquina, mas sempre fazia de dez em dez, mas como já expliquei, eu era inquieta e muito rápida. Então, em pouco tempo eu passei a pegar as varetas sozinha.

Ao quebrar a rotina de produção e o controle sobre os novatos, Helena despertou a atenção do seu gerente geral, que interpretou as suas idas e vindas como brincadeiras: “[...] Porque você está levantando a toda hora.”

Chegando em casa, contei tudo para o meu pai, e papai, muito sistemático ou muito honesto, me mandou sair da fábrica de

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guarda-chuvas, dizendo: “Como aquele senhor achou que você estava abusando do serviço, então, não precisa voltar mais lá, não vai mais trabalhar para ele.” Então, eu saí. Isto ocorreu por volta de 1950.

Pode-se supor que no curso de “Corte e Costura” Helena desenvolveu suas habilidades, de modo que os seus dedos se tornaram mais ágeis, assim como o seu serviço. Todavia, o gerente não compreendeu assim, dispensando-a e, em seguida, após as devidas explicações, reconsiderando a sua decisão.

Essa ruptura na regra também gerou um conflito emocional para Helena, já que seu pai foi radical ao dizer para ela deixar o emprego: “Como aquele senhor achou que você estava abusando do serviço, então, não precisa voltar mais lá, não vai mais trabalhar para ele.” Helena, então, não voltou mais a trabalhar naquela empresa.

Do salário, não me recordo o valor, mas quando recebia entregava o envelope todo para o meu pai. Só me recordo que me vestia, comia, não passava nenhuma necessidade não. Depois da fábrica ou oficina de guarda-chuvas, fui trabalhar na tecelagem.217

Repete-se neste trecho o mesmo padrão tradicional da família portuguesa: o patriarca recebia os ganhos dos filhos e os redistribuía conforme as necessidades da família.

Quando eu saí da Escola, eu fui ser babá de um pestinha. Consegui este emprego com uma vizinha da minha mãe, que lavava roupa para a mãe desse pestinha. Ele se chamava Edson. Ele deixava a minha canela preta, porque me chutava muito. Depois, fui ser babá de outra criança que era uma gracinha.218

Nota-se, assim, que a mulher tinha facilidade de conquistar empregos que se caracterizavam pela continuidade do trabalho doméstico: “[...] eu fui ser

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Helena, 79 anos, filha de imigrante português. Entrevista realizada pela autora em 03/03/2005.

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babá de um pestinha [...]. Depois, fui ser babá de outra criança que era uma gracinha.”

Uma outra vizinha da mãe, que já trabalhava nessa confecção, comentou que estavam precisando de ajudante geral menor e ela me levou para trabalhar lá. Durante alguns dias, eu fui acompanhada por esta vizinha para o local do trabalho, mas depois eu aprendi o caminho e ia sozinha. Tinha quatorze anos quando comecei a trabalhar lá, mas não fui registrada. A confecção situava-se na Rua Prates e o dono era o Sr. Benjamim, mas o nome da confecção não consigo me lembrar. Então, lá eu exercia a função de Ajudante Geral. Eu dava o envelope do pagamento em casa, para o meu pai.219

Para as jovens ascendentes de portugueses, alguns padrões se repetiram, como o fato de terem ido trabalhar em locais já conhecidos por vizinhos ou amigos. Aos quatorze anos, Fátima pouco conhecia os trajetos que a levariam ao local do seu trabalho, precisando da ajuda de sua vizinha para chegar à confecção. Observa-se também a exploração sofrida pelo trabalhador menor de idade, que, sem registro em carteira, era privado de seus direitos, como férias, auxílio médico e outros. Fátima relata: “O meu primeiro emprego registrado foi

em uma confecção, na Thalenberg & Companhia Ltda.”220

Percebe-se, ainda, que nos centros urbanos a separação dos espaços entre residência e trabalho era cada vez mais estreita e ligada às atividades domésticas de reprodução e cuidados com os membros da família. Eram atividades desempenhadas fora do lar, mas, ao mesmo tempo, que remetiam ao lar, como expõe Fátima: “[...] eu fui ser babá de um pestinha, consegui este emprego com uma vizinha da minha mãe, que lavava roupa para a mãe dele.” Pondera-se também que, novamente, o trabalho externo ao domicílio foi conseguido por intermédio da indicação de um vizinho.

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Fátima, 61 anos, filha de imigrante português. Entrevista realizada pela autora em 23/12/2005.

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O trabalho do menor, que, em 1957, achava-se regulamentado pelas leis trabalhistas, não estava sendo respeitado pelo empregador de Fátima, segundo esta depoente relata: “[...] tinha quatorze anos quando comecei a trabalhar lá, mas não fui registrada.” Compreende-se, então, que muitas vezes a lei ficava apenas no papel, não sendo aplicada na prática; nestes casos, unicamente a exploração se fazia presente.

A indagação levantada em relação à entrega do envelope de pagamento para o pai de Fátima foi respondida no final de sua fala: “[...] eu dava o envelope do pagamento em casa, para o meu pai [...].” Este, como todo patriarca português, o recebia e utilizava para as despesas da casa, buscando suprir todas as necessidades da família.

Glorinha teve a experiência de coletar papéis e papelões. Embora este trabalho de coleta não fosse regulamentado, propiciou a ela a possibilidade de auxiliar a família financeiramente, conforme comenta em seu depoimento: “[...] eu não tenho vergonha de falar, tenho orgulho, eu catei papel na rua para ajudar os meus pais, toda a vida eu trabalhei para ajudá-los, disso eu me orgulho muito.”221

Neste fragmento, examina-se a clara identidade de propósitos que ela demonstrou, porque, acreditando em si mesma, na força do seu trabalho, na honestidade das suas intenções, pôde desabrochar as suas virtudes pessoais, propiciando o seu desenvolvimento, como ela diz: “[...] eu não tenho vergonha de falar, [...] toda a vida eu trabalhei para ajudá-los [aos pais]. Disso eu me orgulho muito.”

De todas as entrevistadas, a única que iniciou o trabalho extradomicílio em uma tecelagem foi Viga. Sobre o trabalho das tecelãs tratar-se-á a seguir.

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In document 06-02960 (sider 26-32)