Chapter 1 Introduction
1.1 Overview of projection displays
1.1.2 Digital light processing projector
Projetar imagens e antecipações provávies, é uma das mais antigas e intrigantes necessidades humanas, pois os cenários não eliminam todas as incertezas em relação ao futuro da organização, mas age antecipadamente as tendências e possuem mais chances de sucesso que os concorrentes.
Para Godet (apud MARCIAL; GRUMBACH, 2008, p. 47), cenário é “o conjunto formado pela descrição coerente de uma situação futura e pelo encaminhamento dos acontecimentos que permitem passar da situação de origem à situação futura”. Algumas instituições passaram a utilizar a técnica de previsão como suporte para planejamento estratégico, mas a possível estabilidade político-financeira nacional e internacional considerava esse procedimento adequado.
Schwartzman (2001), relata que cenários prospectivos começam a ser difundidos após a Segunda Guerra Mundial, com base em métodos de planejamento militar. A Força Aérea dos Estados Unidos foi pioneira nessa área, traçando estratégias opcionais às várias possibilidades de atuação de seus opositores.
Com a chegada da “Era do Conhecimento” e consequentemente o avanço tecnológico em todas as áreas, estes fizeram com que as técnicas de previsões ficassem obsoletas pois não se podemos falar em estratégia, se não se olhar a longo prazo. Nesse sentido, a prospecção de cenários, considerando opções múltiplas e incertas, tem maior consistência e pode tornar-se uma ferramenta para o processo de planejar estrategicamente as instituições públicas, privadas e o terceiro setor.
A importância de se trabalhar com cenários, conforme menciona Valdez (2007, p. 216), é que eles permitem “estimular a imaginação, reduzir as incoerências, criar uma linguagem comum e permitir a reflexão”. Além do mais, informa Franco (2007, p. 102), “a existência de mais de uma solução é condição básica para a tomada de decisão e uma das bases do planejamento estratégico”.
Segundo Cortez (2007), no contexto estratégico, o termo “cenário” pode ser entendido no tocante à atividade de planejamento estratégico, em dois tipos de enfoques que explicam os estudos referentes ao futuro: a abordagem projetiva e a prospectiva.
Na visão desse autor, a abordagem projetiva se refere a cenário único, sendo considerada uma abordagem clássica. Consoante Carneiro (2010, p. 49) para os seguidores dessa linha de pensamento, as forças que atuaram no passado até o presente serão as mesmas que atuarão no presente até o futuro. Com esse raciocínio, acreditam poder prever o que
ocorrerá. Naturalmente, a previsão clássica não considera o ambiente macro, tendo somente a visão parcial do problema. A figura abaixo apresenta de maneira simples esta abordagem:
Figura 7 - Abordagem Projetiva. Fonte: Carneiro (2010).
Para Santos (2004), a abordagem prospectiva trata de vários cenários prováveis de ocorrer no futuro, dentro de um horizonte de tempo determinado. Segundo Carneiro (2010, p.49) relata, diferentemente da abordagem anterior, a prospectiva indica que as forças que atuaram no passado até o presente não necessariamente serão as mesmas que atuarão no presente até o futuro, como se percebe, é a criação de um cone (cone de futuro), onde o passado e o presente são conhecidos, sendo este último o vértice e os diversos caminhos até sua base os cenários que poderão vir a ocorrer. Desta forma, não existirá somente um cenário, mas diversos. A figura 8 exemplifica o raciocínio prospectivo:
Figura 8 – Abordagem Prospectiva. Fonte: Carneiro (2010).
Segundo Marcial e Grumbach (2008), a lógica dessa abordagem está no sentido de que, conhecendo os diversos caminhos, o homem pode influir na constituição de um futuro melhor. Isso requer, naturalmente, que se considere o ambiente como um todo, levando em consideração as variáveis econômicas, ambientais, políticas, tecnológicas, entre outras, bem como os diversos agentes, clientes, governo, concorrentes etc. Perceber a intensidade dessas
forças e se possível interferir, para obter o melhor resultado é o propósito maior da análise prospectiva. Construir cenários significa responder à pergunta: o que acontecerá se...?
A abordagem prospectiva, segundo os autores citados há pouco, ao ser apoiada nos instrumentos de análise socioeconômicos disponíveis e em técnicas auxiliares de previsão, como Delphi e Impactos Cruzados, se mostram como uma extraordinária ferramenta para fornecer ao administrador visões do futuro, no que se refere à tomada de decisões. Segundo Carneiro (2010, p. 50) sua importância para o planejamento estratégico está na ajuda que este dá ao desenvolvimento de projetos de longo prazo, pois auxilia a identificar problemas, reduzindo as incertezas e permitindo a adoção de medidas corretivas.
Considerando os conceitos abordados sobre cenários, onde cenários são tratados, fundamentalmente, como elaboração de hipóteses plausíveis e coerentes sobre eventos futuros, explorando as trajetórias mais prováveis para as variáveis-chave, via uso de informações passadas, presentes e futuras, é correto afirmar que a essência de sua metodologia reside no “tratamento dos processos e eventos incertos”. (BUARQUE, 2003).
Os estudiosos Bontempo (2000) e Kato (2005) elencam pelo menos 13 modelos de construção de cenários que, segundo os autores, são os mais utilizados pelos estudiosos do assunto, sendo os mais relevantes em termos de aplicação prática nas grandes empresas e largamente presentes na literatura: (1) Análise Prospectiva; (2) Análise de Impactos de Tendências; (3) Abordagem Lógica Intuitiva; (4) Método CSM - Comprehensive Situation Mapping; (5) Future Mappin; (6) Análise de Impactos Cruzados; (7) Método GBN - Global Business Network; (8) Modelo Arthur D. Little e Consultores; (9) Método Schomaker; (10) Modelo de Michell, Tydeman e Georgiade; (11) Modelo de Porter; (12) Modelo de Vasconcelos e Pagnocelli (13) BASICS - Battelle Scenario Inputs to Corporate Strategy.
A elaboração de cenários é composta, de maneira geral, por dez etapas e abrange inúmeras técnicas e modelos, com diferentes características. Segundo Bontempo (2000), as etapas do macro processo são as seguintes: (1) identificar as decisões estratégicas; (2) relacionar as variáveis de impacto; (3) analisar as variáveis de impacto; (4) extrapolar as tendências; (5) analisar o impacto cruzado; (6) preparar os cenários iniciais; (7) realizar as análises de sensibilidade; (8) construir os cenários detalhados; 9) analisar as implicações dos cenários e (10) monitorar o ambiente.
É imprescindível, então, o entendimento de que a elaboração de cenários prospectivos é fundamental em ambientes de transformações, o qual demanda respostas rápidas, criativas e inovadoras, como é o caso do segmento na área de educação superior.
Portanto, tem-se como necessária esta abordagem de futuro, construção de cenários estratégicos, cujos conceitos e metodologias muito se prestam ao processo e visão administrativas no âmbito das instituições do saber.
3.3 Contribuição dos cenários estratégicos na gestão das instituições de prestações de