Chapter 5 Results and Discussion
5.2 Presentation and interpretation of results
5.2.3 Determinants of job-related benefits: Results from Tobit model
Finalizada a sequência de análise do objeto de estudo, foi possível perceber uma maior participação das igrejas em relação aos museus no tocante à atratividade turística. Para um melhor aproveitamento desses espaços – igrejas e museus – como atrativos turísticos com o propósito de seduzir o turista para visitá-lo e entendê-lo como um lugar de memória, algumas ações e/ou intervenções podem ser realizadas.
O Circuito das Igrejas, formado por 12 igrejas, sendo quatro em Olinda, duas em Igarassu e uma em Jaboatão dos Guararapes, além das cinco localizadas no Recife, é um roteiro sazonal que ocorre, principalmente, na alta estação com o objetivo de promover uma maior visitação às igrejas participantes. Esse roteiro pode ser ampliado tanto em relação ao tempo, uma vez que a cidade possui um fluxo constante de turistas ao longo do ano, como ao número de espaços participantes, pois há outras igrejas no Recife com a mesma relevância histórica. Outro ponto a ser observado é o incremento da atratividade ao unir as igrejas a seus conjuntos arquitetônicos e religiosos no momento da divulgação e utilização turística. Esse é o caso da Capela Dourada e da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. A primeira faz parte do importante Conjunto Franciscano do Recife, marco da ocupação regular daquela região, e, atualmente, é “vendida” unicamente por sua riqueza interior e por sua representatividade para
o desenvolvimento econômico da época em que foi construída. Os demais espaços do Conjunto não são explorados turisticamente, fato visível, principalmente, pela falta de estrutura receptiva e pelos horários de funcionamento. A segunda integra o Conjunto Carmelita do Recife, mas é vista como uma edificação à parte da Basílica do Carmo, unidade principal do conjunto. Aqui é essencial, também, explorar a relação das igrejas quanto a suas construções e histórias. As demais igrejas estudadas estão inseridas de maneira integrada nos sítios urbanos em que estão localizadas, sendo precípua apenas a apresentação de suas memórias de forma mais explícita.
Os museus da cidade ainda são incipientes na ligação com os moradores e turistas, pois, de acordo com o defendido por Dib (2012, p. E1), “o conceito contemporâneo de museu ultrapassa a função de expor objetos. Eles convidam a uma relação própria com cada instituição, o que inclui transmissão de ideias, experiências sensoriais e produção de conteúdo”. A partir de exemplos já existentes em diversos museus do mundo e do Brasil, essa relação entre os museus recifenses e a sociedade pode ser fortalecida de diversos modos, dentre eles: instalar cafés, restaurantes ou outros empreendimentos gastronômicos; ofertar produtos com a marca do museu em lojas; explorar comercialmente os vários espaços existentes nas edificações; proporcionar uma programação diversificada ao longo do horário de funcionamento ou além dele.
Em ambos os casos, igrejas e museus, algo essencial é realizar a interpretação do patrimônio a fim de destacar lugares de memória e revelar a identidade do espaço e colaborar para que o visitante capte a essência da igreja e/ou do museu. De acordo com Murta e Albano (2005, p.10), “para o produto turístico a interpretação é um componente essencial [...]”, e defendem ainda que “investir em interpretação significa agregar valor ao produto turístico”. A interpretação busca traduzir o sentido dos bens culturais para quem os visita e convencer esses visitantes sobre os valores desse patrimônio e, assim, facilitar a sua conservação. Mas, o que é
interpretação do patrimônio? Murta e Goodey (2005, p.13) afirmam que interpretar o patrimônio é “o processo de acrescentar valor à experiência do visitante por meio do fornecimento de informações e representações que realcem a história e as características culturais e ambientais de um lugar”. Há várias formas de interpretar o patrimônio, sendo a mais comum a utilização de uma placa ou de um painel com informações e ilustrações sobre o local visitado ou sobre o objeto exposto.
Dos museus analisados, no Museu do Homem do Nordeste e no Museu do Estado de Pernambuco, são observados trabalhos de interpretação do acervo em exposição permanente, sendo que, no primeiro, há um desenvolvimento maior do processo, uma vez que, além das placas informativas, são utilizados outros recursos, como filmes e áudios. Ao utilizar o modelo de interpretação do patrimônio ou oferecer serviços e produtos além de seus acervos e aspectos construtivos, os museus e igrejas da cidade do Recife poderão exercer uma atratividade maior junto aos turistas. E, contribuir, assim para permanência dos visitantes na cidade.
Finalmente, apresentar essas igrejas e museus nos materiais de divulgação da cidade do Recife e nos sítios da Prefeitura do Recife e das Secretarias de Turismo do Estado e da Cidade. Assim, a divulgação aumenta e contribui para o fomento das visitas e do conhecimento sobre a memória da cidade.
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APÊNDICE A – Mapa de Localização dos Museus
Analisados
Fonte: https://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&mid=1346203659