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Det nasjonale rammeverket

naturais, de processos histórico- geográficos,

da produção tecnológica e das manifestações

artísticas

Luis Carlos de M enezes Regina Cândida Ellero Gualt ieri Raul Borges Guimarães Júlio César Foschini Lisboa M aria Regina Dubeaux Kaw amura

A educação básica t em est ado cent rada em procediment os que privilegiam a memorização de f at os, a repet ição de classif icações e denom i nações específ i cas, a apr eensão de concei t os e o uso de algorit mos padronizados. A Compet ência II, “da Compreensão”, ainda que solicit e a const rução de conceit os e sua aplicação para compreen- der f enômenos nat urais e sociais, é, ent re as cinco compet ências bási- cas do Enem, a que mais poderia lembrar essa ênf ase cognit iva com f inalidade propedêut ica que vem caract erizando o ensino escolar. Dis- t ancia- se, no ent ant o, dessa perspect iva, ao abranger habilidades, de

signif icado ef et ivo para a vida em sociedade, cujo sent ido educacional valida- se por si só e, port ant o, não se apresent a apenas em f unção de out ros níveis escolares.

O Exame, ao avaliar a Compet ência II por meio das habilidades a ela relacionadas, procu- ra verif icar a capacidade de o aluno const ruir e aplicar um corpo de conceit os para alcançar e revelar a compreensão de um f at o nat ural ou social, privilegiando aspect os universais do co- nheciment o cient íf ico e art íst ico, assim como as qualidades do aluno que int eressam para o exercício da cidadania. Nesse sent ido, convida- o a enf rent ar sit uações reais, a part icipar de seu quest ionament o, a encont rar respost as para problemas realment e signif icat ivos. Esse carát er geral do exame pode ser percebido em t oda a variedade das habilidades que cont ribuem para a avaliação da compet ência verif icada.

As habilidades 1 e 2 ref erem- se à int erpret ação de experiment os e f enômenos nat urais

ou sociais, para o que se espera o reconheciment o de variáveis relevant es, a det erminação de seus valores, int ervalos e t axas de variação. Mais at é do que demonst rar f amiliaridade prévia com o assunt o específ ico de que t rat a a sit uação propost a, é essencial a at it ude diant e do f at o ou do experiment o, pois se pret ende conhecer, sobret udo, a capacidade de o aluno perceber quais os aspect os de import ância e de quais meios deve lançar mão. Os meios e o conjunt o de variáveis poderão est ar explicit ament e apresent ados, de f orma que o aluno será avaliado em sua capacidade de escolher os dados e os inst rument os necessários à sua obt enção ou de int erpret ar o comport ament o mat emát ico dessas variáveis, dispost as em gráf ico cart esiano.

As habilidades 7, 8, 9 e 17 t rat am da ut ilização dos recursos nat urais, de carát er mat e-

rial, como a água e os muit os minérios, ou de carát er especif icament e energét ico, como o pet róleo ou a hidroelet ricidade, t endo em vist a a compreensão, quant if icação e qualif icação da int ervenção t ecnológica, em seus aspect os econômicos e em suas repercussões ambient ais. A presença dos conheciment os disciplinares é art iculada com um cont ext o int egrador. O conhe- ciment o do princípio da conservação da energia é mais do que um aprendizado específ ico da Física; a import ância f undament al da água para a vida não é só cont eúdo de Biologia; a ocorrência de minerais e a t ransf ormação de mat eriais não são t rat adas do pont o de vist a exclusivament e químico, pois podem incluir conceit os de Economia e Geograf ia, ou envolver processos hist óricos e aspect os ét icos.

As h abi l i dades 10, 11, 12, 13 e 16 abr an gem a com pr een são de pr ocessos vi t ai s

dimensionados em dif erent es escalas de t empo e de um pont o de vist a sist êmico. Enf at izam a organização complexa da vida, seus mecanismos de cont role e regulação, que visam à sua manut enção e reprodução, bem como os processos de t ransf ormação e evolução. Duas idéias cent rais para a compreensão do f enômeno vit al são privilegiadas. O carát er int erdependent e da vida, ou seja, a t ot al dependência dos seres vivos com o meio f ísico e com out ros seres vivos e a espet acular diversidade de f ormas encont radas no mundo vivo. Com isso, pret ende- se dest acar uma compreensão essencial quando se pensa na cont inuidade da vida no planet a que é a imprescindibilidade da manut enção dessa biodiversidade já que a eliminação de alguns elos do sist ema põe em risco a sobrevivência de t odo o sist ema. Na avaliação dessas habilida- des, a análise da int ervenção do ser humano e de suas t ecnologias é valorizada, considerando aspect os sociais da relação ent re ser humano e ambient e e evit ando- se, de um lado, visões est rit ament e preservacionist as e, de out ro, t rat ament os disciplinares específ icos.

As habilidades 14 e 15 t rat am da ut ilização de conceit os geomét ricos e est at íst icos para

a compreensão de processos reais e para int ervenções prát icas. Não é mero jogo de palavras insist ir no f at o de que se quer ver a ut ilização desses conceit os mat emát icos para a compreen- são de processos reais e não a apresent ação de processos reais como pret ext o para verif icar- se a compreensão desses conceit os mat emát icos. Em out ras palavras, a mat emát ica ef et ivament e aprendida, não obst ant e seu sent ido cult ural próprio, revela sua f orça e sent ido maiores quan- do se apresent a como inst rument o do pensar a realidade. A percepção de simet rias essenciais em objet os, o cálculo de áreas e volumes, a compreensão do carát er aleat ório de det erminados event os e, a part ir disso, a capacidade de avaliar- se est at ist icament e sua probabilidade, são só alguns exemplos do que se verif ica nos it ens correspondent es a essas habilidades. Evit a- se verif icar a memorização de dados ou o uso repet it ivo de t écnicas ou algorit mos, dando- se os element os essenciais e esperando- se o procediment o adequado.

As habilidades 6, 18, 20 e 21 envolvem a comparação de processos de f ormação social

de idéias e conceit os que ident if iquem e expliquem f at ores hist órico- geográf icos relevant es. A dimensão polít ica e cult ural da vida social é escolhida como f io condut or cent ral dessas habi- lidades, enquant o que, como inst rument os, elas demandam aprendizados adquiridos ao longo da vida escolar, como a leit ura e a int erpret ação de t ext os, a generalização e a correlação de conceit os. Espera- se que esses inst rument os sejam mobilizados para elaborar sínt eses, que re- conheçam, na cult ura de dist int os grupos sociais, assim como nas suas f ormas de expressão e represent ação, a af irmação do imaginário social produzido pelos povos. Isso t ambém envolve valores humanos, pois t al reconheciment o implica o respeit o à pluralidade cult ural, à ident i- dade colet iva e ao direit o de aut odet erminação.

Em sínt ese, a verif icação t radicional do aprendizado, geralment e, t est a a ret enção pelo aluno de det erminados conceit os ou de sua capacidade de aplicação imediat a e est rit a deles. Procurando dist anciar- se dessa t radição, para avaliar as habilidades associadas à Compet ência II, o Exame procura apresent ar sit uações nas quais o conheciment o revele- se em cont ext o real, ult rapassando o domínio disciplinar e reduzindo a compart iment ação que, f reqüent ement e, domina o âmbit o do aprendizado escolar. Apresent am- se os element os f act uais ou mesmo t eóricos de que o aluno possa necessit ar para, a part ir de um domínio conceit ual básico, che- gar à compreensão e explicação de f enômeno ou processo nat ural, t ecnológico e social ou de manif est ação art íst ico- cult ural. Tal int enção, na realidade, não é exclusiva dessa compet ência, mas é como se expressa na Compet ência II, um objet ivo geral do Enem.

3.3 Competência III

Selecionar, organizar, relacionar, interpretar