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Det fysiske arbeidsmiljøet

4 RESULTATER FRA SPØRRESKJEMAUNDERSØKELSEN

4.7 Arbeidsmiljø

4.7.1 Det fysiske arbeidsmiljøet

O tema foi escolhido com base na prática da sala de aula da autora e na sua busca incessante por ajudar os alunos na construção do conhecimento matemático. A importância desse estudo se dá visto que a matemática faz parte do cotidiano de cada um e a absorção e compreensão de conceitos básicos da matemática de forma intrínseca, é primordial para o desenvolvimento do raciocínio lógico humano, em todas as áreas.

A evolução da sociedade nas últimas décadas de forma vertiginosa é algo inegável e trouxe consigo ferramentas inovadoras para o ensino, cada vez mais sofisticadas. Diante desse fato, não há como a educação permanecer estagnada frente a uma sociedade que evolui rapidamente. Para tanto, os profissionais da área educacional devem estar abertos a inovar e buscar novas metodologias de ensino-aprendizagem, com a utilização dessas ferramentas como, por exemplo, o Geogebra para a matemática. Sabe-se que o ensino da Matemática ocorre de uma forma diferenciada quando comparada a outras disciplinas como Física, Química e Biologia que são palpáveis e visuais os seus fenômenos, além de experimentáveis. A matemática praticada, muito embora parta de situações concretas, na maior parte tem os seus conceitos construídos na abstração, fazendo com que os alunos muitas vezes cheguem a conclusões errôneas ou nem consigam concluir os conceitos. Para que o aluno construa uma conclusão correta é necessário que o mesmo compreenda toda a dimensão da abstração apresentada, e para tanto se faz necessário à construção da abstração a partir do concreto, do palpável. Logo, o tempo dedicado ao estudo é necessário para a articulação da construção dos conteúdos, partindo do concreto e fazendo que o educando consiga absorver os conceitos abstratos de forma correta.

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Na matemática, mais que em todas as outras disciplinas, é necessário compreender para poder aprender. Somente se pode aprender matemática e concluir as atividades propostas se compreendermos não somente as instruções e os enunciados de um problema, mas também aquilo que se pode fazer para buscar resolvê-lo e por que aquilo que se encontra está certo ou errado. (...) Esta exigência constante de compreensão coloca o ensino da matemática em uma situação muito particular em relação a todos os outros ensinos e aponta a uma primeira pergunta sobre aquilo que se entende por “compreender”.

Ao visualizar os conteúdos do Ensino Médio elencados para a disciplina de Matemática, observa-se claramente que o tempo do professor junto aos seus alunos é muito pouco frente à necessidade dos assuntos a serem abordados em cada uma das séries deste segmento escolar. Além do mais, os conteúdos se articulam entre si, porém com abordagens diferenciadas. Para tanto, seria necessário o professor disponibilizar de muito mais tempo junto aos seus alunos para que esses pudessem compreender as diferentes formas representativas da mesma situação. Há que se entender também, que cada estudante é único e cada qual tem o seu tempo de absorção da informação.

É nesse ponto que o uso do computador em sala de aula transforma-se num grande aliado, permitindo ao professor articular novas metodologias com recursos tecnológicos educacionais que ao mesmo tempo possibilitam uma maior motivação e interação entre os educandos, além de propiciar mais tempo ao professor para o tratamento do conteúdo em questão.

Ao pensar na importância da utilização do computador como um aliado na construção de um número complexo a partir do par ordenado transpondo para sua forma vetorial geométrica e articulando com sua forma trigonométrica, isso se pode fazer em um tempo muito rápido, além de permitir ao aluno a possibilidade de testar vários elementos do conjunto universo utilizado no estudo, podendo tirar conclusões e conceituar de uma forma mais rápida, pois se parte do concreto para o abstrato. Tal procedimento quando realizado com lápis e papel, muitas vezes torna-se inviável pelo tempo dispensado na construção, além da dificuldade da realização da tarefa.

Parto do pressuposto que um dos fatores que tem levado a desmotivação de aprender a matemática, os alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e posteriormente também no Ensino Superior está relacionado com a forma como lhes são

37 apresentados os conceitos da matemática, onde métodos que privilegiam a representação algébrica do conteúdo estudado, contemplam a memorização do saber aplicar os procedimentos corretos para obter o resultado final, ou seja, operar algebricamente, em detrimento do raciocínio lógico utilizado na resolução da questão.

Quando o aluno tem a oportunidade de fazer a dedução lógica do raciocínio da situação problema proposta, provavelmente conseguirá articular os conceitos apreendidos com aplicação em outras tarefas, sem a utilização de fórmulas mecanizadas.

De acordo com Borba e Penteado (2003, p.31), “usualmente, a ênfase para o ensino de funções se dá via álgebra. Assim, é comum encontrarmos em livros didáticos um grande destaque para a expressão analítica de uma função e quase nada para os aspectos gráficos e tabulares”.É notório que os livros didáticos de matemática possuem uma linguagem bastante algébrica. Nos últimos anos uma mudança tem sido observada nos livros didáticos, onde os autores têm buscado dar um enfoque mais amplo, com uma visão mais generalizada sobre os assuntos abordados. No entanto, de nada adianta uma mudança no enfoque didático se não houver uma mudança na sala de aula sobre a forma de abordagem do assunto. Dessa forma faz-se necessário que os professores busquem novas formas de abordagem dos conteúdos, apresentando outras possibilidades de compreensão sobre o mesmo assunto.

Por outro lado, simplesmente acreditar que a inserção de ferramentas tecnológicas na sala de aula é suficiente por si só para que o aprendizado ocorra, é utópico. É necessário que a utilização dos recursos tecnológicos seja feita com qualidade e articulando sua utilização ao material didático, bem como a proposta pedagógica.

Segundo Francisco (2002, p.179), em todo o planeta está ocorrendo transformações que vão “muito além de uma simples mudança de tecnologia e de comunicação e informação”. A didática do ensino da matemática deve ter sua metodologia aprimorada frente às novas tecnologias, tanto no Ensino Médio como no Ensino Fundamental, porém temos que ter o cuidado de observar que nem tudo o que é velho é ruim e nem tudo o que é novo é bom. É necessário se ter bom senso na articulação de novas práticas de ensino, novos métodos e aplicação das novas teorias que tem surgido, com relação ao ensino da matemática. Não adianta a mudança de

38 paradigma, ou qualquer outro método de ensino, se o aluno não aprendeu a aprender. Esse é o grande desafio do profissional da educação da matemática.

Deve-se então analisar qual seria a melhor aula, já que muito se fala que a aula presencial no Ensino Público hoje, deixa a desejar pela falta do aparato tecnológico, ou porque os educadores não estão preparados para utilizar essas tecnologias como ferramenta de ensino, e que elas deveriam estar presentes frente a uma clientela acostumada com o mundo virtual. Será isso verdade? Pode a tecnologia atrelada à sala de aula mudar a postura dos alunos e, sobretudo, a construção de seus saberes? Pelo presente estudo, ampliando conhecimentos anteriormente adquiridos através das especializações realizadas e já comentadas anteriormente, tudo leva a crer que sim, desde que a tecnologia seja usada de forma qualitativa, ou seja, como uma ferramenta, tal qual, o lápis e o papel. Essa é a nossa expectativa.

Outro aspecto que é preciso ser observado é de que a tecnologia não consegue substituir o papel do professor como mediador do processo ensino-aprendizagem, pois por melhor que sejam as ferramentas tecnológicas, elas ainda possuem limitações para serem utilizadas em certos conteúdos e principalmente na construção de seus conceitos e da abstração desses.