3.1 Implementation of an Ultra-Low-Voltage Inverter
3.1.3 Design Considerations
Os resultados da análise qualitativa foram agrupados em diferentes tabelas e geraram dados quantitativos que foram utilizados na elaboração das frequências com que essas categorias emergiram. Posteriormente, esses dados serviram de base para elaboração de gráficos comparativos para análise das categorias elencadas.
Neste estudo foram realizadas análises descritivas das variáveis que se identificou no discurso dos estudantes. No caso dos transgênicos os instrumentos utilizados foram a entrevista e o questionário aplicados antes da oficina e duas QSC sobre milho e salmão transgênico.
Na clonagem terapêutica os instrumentos utilizados na análise dos dados foram a entrevista e uma QSC. No caso da clonagem o questionário inicial não contemplava nenhuma questão sobre o tema, por isso utilizou-se apenas a entrevista para constituir os dados coletados antes da oficina.
No caso da terapia gênica os instrumentos que serviram de base para a análise dos dados foram a entrevista e o questionário que constituíram os dados antes da oficina e duas QSC uma sobre albinismo contendo duas questões e outra sobre doping genético. Cabe ressaltar, que como não houve tempo para a realização do módulo sobre terapia gênica. Nesse caso, as QSC foram aplicadas em conjunto com um texto que apresentava o que era a terapia gênica e alguns aspectos relacionados a sua utilização, incluindo os riscos e benefícios dessa técnica. Além de alguns comentários sobre sua possível utilização com vistas ao melhoramento/aprimoramento de características genéticas.
Ao conjunto dos dados foram aplicados testes não paramétricos, como o teste binomia l e o teste de McNemar, com o intuito de identificar se a oficina mudou a opinião dos estudantes em relação aos alimentos transgênicos, à clonagem reprodutiva e à terapia gênica nas categorias analisadas.
Ao conjunto de dados foram aplicadas análises descritivas e testes de hipóteses de variáveis qualitativas dispostas. Segundo Bussab e Morettin (2012), variáveis qualitativas apresentam resultados relativos à qualidade (ou atributo) de um indivíduo pesquisado. Os autores também explicam que uma análise descritiva é uma técnica que sumariza um conjunto de dados por meio de métodos gráficos ou tabulares.
Abaixo segue a sistemática dos dois procedimentos, além da explicação geral sobre os principais pontos de um teste de hipótese geral.
3.7.2.1 Teste de hipótese
Teste de hipótese é uma técnica estatística em que se testa uma afirmação sobre determinada característica da população.
O teste de hipótese é composto pela hipótese nula (H0) e hipótese alternativa (H1). A hipótese nula é formulada a partir do conhecimento prévio que se tem sobre a população estudada, ou seja, sobre a distribuição de probabilidade do parâmetro, já a hipótese alternativa é aquela que se pretende testar. A rejeição ou não da hipótese nula é baseada em uma estatística obtida a partir da amostra. Em um nível mais geral:
H0: θ = θ0 (1) H1: θ ≠ θ0 (2)
Poderíamos, ainda, ter alternativas da forma dependendo do que é desejado H1: θ < θ0 ou H1: θ > θ0,
Para que a decisão seja tomada, necessita-se de uma estatística teste (função relacionada ao que se deseja testar baseada nos valores amostrais) e da construção da região crítica. A região crítica é composta pelos valores para os quais a hipótese nula é rejeitada, ou seja, caso a estatística teste retorne um valor que está dentro da região crítica, rejeita-se a hipótese nula.
Outra forma para a tomada de decisão é o chamado p-valor, que é a probabilidade de se observar valor igual ou mais extremo que o observado na amostra. Se o p-valor for menor que o nível de significância a hipótese nula é rejeitada.
O valor α recebe o nome de nível de significância. Esse valor é a probabilidade de se rejeitar a hipótese H0 dado que ela é verdadeira.
a) Teste binomial
Teste utilizado para comparação entre duas proporções. Para seu uso, as observações da amostra devem consistir em n ensaios independentes de Bernoulli (isto é, admite apenas dois resultados: sucesso ou fracasso) e pressupõe-se que os mesmos são independentes e têm a mesma probabilidade, p, de ocorrer.
Sendo X o número de sucessos observados, tem-se que X segue uma distribuição binomial com parâmetros n e p.
No caso de um teste binomial, as hipóteses são: 𝐻𝑜: 𝑝 = 𝑝0 (1) 𝐻1:𝑝 ≠ 𝑝0 (2) onde:
p: proporção de sucessos observada na amostra; p0: proporção de sucessos que se deseja testar.
A estatística do teste é o número observado de sucessos na amostra, ou seja, X. A hipótese de igualdade entre as proporções é rejeitada se
𝑋 > 𝑡2 𝑜𝑢 𝑋 < 𝑡1 Sendo, t1 e t2 valores tais que 𝑃(𝑋 < 𝑡1) = 𝑃(𝑋 > 𝑡2) ≈𝛼
2.
Em caso de grandes amostras, a distribuição X se aproxima de uma normal e a estatística de teste passa a ser:
𝑧 = 𝑥 − 𝑛𝑝0
√𝑛𝑝0(1 − 𝑝0)
E rejeita-se 𝐻0 se 𝑧 > 𝑧1−𝛼 2⁄ , sendo 𝑧1−𝛼 2⁄ o quantil 1 − 𝛼 2⁄ de uma distribuição normal padrão, ou se o p-valor observado for menor do que o nível de significância do teste.
b) Teste de McNemar
O Teste de McNemar tem como objetivo detectar mudanças em planejamentos do tipo “antes e depois”, em que cada unidade amostral é seu próprio controle. Por exemplo: analisar se um evento X altera a opinião ou a conduta de um evento Z. Para que isso ocorra as mensurações podem ser feitas na escala ordinal ou nominal. Há interesse em verificar as seguintes hipóteses estatísticas:
H0: O evento X não alterou a ocorrência de Z. H1: O evento X alterou a ocorrência de Z.
Para a formulação da estatística do teste é construída uma tabela de contingência 2x2 representando o "sucesso" e "insucesso" de cada evento "antes” e “depois".
Tabela exemplo do teste McNemar. Depois Sucesso Insucesso
Antes Sucesso A B
Logo, a estatística do teste é dada por:
𝑄𝑀𝑐𝑁𝑒𝑚𝑎𝑟2 = (𝐵 − 𝐶) 2
𝐵 + 𝐶 ≈ 𝑋(1)2
A hipótese nula é rejeitada caso o p-valor seja menor que o nível de significâ nc ia previamente especificado.
Em seguida, serão apresentados resultados obtidos da análise sobre o tema transgênicos, a partir da análise descritiva e dos testes não-paramétricos, tais como o teste binomial e o teste de McNemar.
O presente capítulo foi estruturado de modo a apresentar respostas as questões de pesquisa. Para tanto, serão apresentados os resultados das análises referentes às categorias emergentes nos discursos dos estudantes que foram elencadas após a realização da análise textual discursiva.