2. CHAPTER 2 - LITTERATURE AND BACKGROUND
2.2 M ANAGEMENT CONCEPTS IN N ORWEGIAN DEVELOPMENT COOPERATION
2.2.4 Deriving the six enabling factors of results-based management
O investimento dos BRICS em P&D pode ser observado e analisado tanto pela Tabela 2 quanto pela Tabela 4 e suas variações são demonstradas nas figuras 9 e 10. Assim, a progressão do número de profissionais envolvidos em P&D em cada país estudado pode ser contrastada com o investimento direto destinado ao setor. Outra variável que serve de subsídio fundamental consiste na indicação da
proporção do PIB investido em P&D. Esse dado encontra-se disponível na Tabela 4.
Tabela 4 – Dispêndio em P&D dos países BRICS entre 2001 a 2010
BRASIL RÚSSIA ÍNDIA CHINA
Valor em $ % do PIB Valor em $ % do PIB Valor em $ % do PIB Valor em $ % do PIB
2001 5.757.254.655,21 1,04% 3.617.911.552,96 1,18% 3.594.363.631,20 0,73% 12.585.665.686,40 0,95% 2002 4.941.368.043,95 0,98% 4.313.880.483,68 1,25% 3.711.869.049,89 0,71% 15.555.954.835,44 1,07% 2003 5.303.705.167,37 0,96% 5.551.486.242,46 1,29% 4.384.765.306,66 0,71% 18.542.833.680,36 1,13% 2004 5.973.843.076,92 0,90% 6.796.691.943,54 1,15% 5.339.731.170,05 0,74% 23.759.225.273,05 1,23% 2005 8.557.201.314,71 0,97% 8.174.809.642,42 1,07% 6.506.877.105,64 0,78% 29.791.114.198,89 1,32% 2006 10.998.059.880,52 1,01% 10.592.256.802,39 1,07% 7.308.199.126,60 0,77% 37.710.017.325,10 1,39% 2007 15.025.803.521,01 1,10% 14.556.704.566,03 1,12% 9.414.121.487,51 0,76% 48.916.783.227,07 1,40% 2008 18.346.274.905,98 1,11% 17.272.802.431,31 1,04% - - 66.470.861.138,07 1,47% 2009 18.973.439.639,56 1,17% 15.283.101.677,81 1,25% - - 84.851.358.914,50 1,70% 2010 24.859.209.865,79 1,16% 17.255.181.054,92 1,16% - - 104.377.318.686,06 1,76% 118.736.160.071,02 1,08% 103.414.826.397,52 1,14% 40.259.926.877,55 0,42% 442.561.132.964,94 1,46%
Fonte: Banco Mundial, 2013.
Os BRICS destinaram a este segmento um montante financeiro estimado em pelo menos U$705 bilhões. Este valor é uma estimativa mínima devido à ausência de dados indianos em três determinados anos. Desta forma, a Índia não apresentou números referentes aos anos de 2008, 2009 e 2010. Contudo, ressalta-se que Brasil, Rússia e China ofereceram ao Banco Mundial os dados do dispêndio em P&D referentes à cobertura temporal deste estudo.
Mesmo com as falhas nos dados da Índia, pode-se destacar que os BRICS promoveram investimentos financeiros em P&D em valor aproximado a 1,17% do PIB referente ao bloco no período analisado, ou seja, de 2001 a 2010. Destaca-se que houve uma progressão anual no crescimento do dispêndio em P&D dos BRICS em relação à parcela do PIB conjunto (soma do PIB dos quatro países). Em 2001, o grupo direcionou 0,95% do PIB coletivo para investimento em P&D. E, em 2010, o valor atingiu 1,30% do PIB conjunto dos países BRICS; o destaque para este crescimento é dado à China. Esse país direcionou 0,95% do seu PIB em 2001 para P&D e em 2010 seu dispêndio com o setor representou 1,76% do PIB chinês. Em pesquisa realizada a respeito do desenvolvimento científico nos BRICS, o crescimento da China foi destacado por Câmara (2011, p. 82) ao mencionar que “O total dispendido com P&D aumentou consideravelmente entre 1995 e 2006” (CÂMARA, 2011, p. 82). Com base na Tabela 4, observa-se que os demais países
empreenderam a seguinte proporção em relação ao PIB: Brasil em 2001 destinou 1,04% e em 2010 este índice representou 1,16% do PIB nacional; a Rússia proporcionou 1,18% do seu PIB em 2001 enquanto que em 2010 este valor apresentou uma ligeira queda e foi estimado em 1,16%; A Índia é o parceiro BRICS com menor investimento do PIB em P&D. Os indianos direcionaram 0,73% do PIB para o setor de P&D e progrediram de maneira muito sutil no último dado disponível no Banco Mundial, ou seja, em 2007 este país destinou 0,76% do seu PIB para dfispêndio em P&D.
Vale enfatizar que o constante crescimento econômico de dois países em particular favorece que estes possam promover maiores investimentos em P&D. Pois, “As políticas econômicas adotadas na China e na Índia revelam requisitos para desenvolver a economia e ocupar a posição mais favorável no bloco” (DRUMMOND, 2014, p. 38–39).
No entanto, o levantamento desta pesquisa verifica que cada um dos integrantes participou com valores compatíveis às políticas governamentais do setor e ao desenvolvimento de suas economias no mesmo período. Assim, Brasil destinou U$118,7 bilhões em P&D, valor equivalente a 16,84% do dispêndio do BRICS; Rússia investiu U$103,4 bilhões neste segmento e proporcionalmente obteve 14,67% dos recursos do grupo; Índia disponibilizou U$40,2 bilhões e este total refere-se a 9,10% entre as somas das quatro nações e a China foi responsável por injetar U$442,5 bilhões em P&D o que representa 62,78% do investimento BRICS em P&D. Mas, Santos (2010, 33), ressalta que “O avanço acelerado da China e as repercussões positivas sobre os demais BRIC não são fenômenos passíveis de compreensão isolada [...]”. A convergência de políticas setoriais na China proporciona desenvolvimento desigual entre as áreas. A Tabela 7 apresenta os campos temáticos com maior repercussão das políticas de cada país. Certamente, este resultado reflete o empreendimento de estratégias nacionais.
Mas, o crescimento do investimento chinês em P&D consiste no elemento basilar para as estratégias políticas voltadas ao desenvolvimento da China. E, “Na retórica da liderança chinesa, a questão da ciência e tecnologia enquadra-se na busca da chamada modernização socialista” (SOUZA, 2005, p. 58). Assim, a variação crescente do investimento em P&D é tática do governo chinês para empreender esforços voltados ao desenvolvimento do país e seu crescimento na projeção geopolítica.
A Figura 10 apresenta a articulação da parcela do PIB como dispêndio em P&D de cada um dos países integrantes dos BRICS.
Figura 10 – Variação do investimento em P&D dos BRICS
Fonte: Banco Mundial, 2013 e SCImago Journal & Country Rank, 2013.
A visualização do gráfico acima demonstra o crescimento estratégico do investimento chinês em P&D. É o país dos BRICS que mais tem proporcionado aumento do seu PIB para financiamento do setor, como apontado na Tabela 4. De acordo com os dados estatísticos do repositório do Banco Mundial, outra característica da China que merece destaque é o fato de ser o país que está na 22ª colocação mundial das nações que mais investiram em P&D na proporção do PIB. A liderança deste ranking é dada a Israel.
Conforme a Tabela 4, cada um dos países apresentou o investimento do P&D de maneira distinta. A parcela do PIB nacional voltada aos dispêndios em P&D correspondente à prioridade de suas políticas governamentais em C&T. Desta forma, os integrantes dos BRICS destinaram a seguinte proporção de seu PIB em P&D no período de 2001 a 2010: Brasil, 1,08%; Rússia, 1,14%; Índia, 0,42% e a China, 1,46%.
A realidade russa apresenta um dado interessante, de acordo com Hollanders e Soete (2010, 5), prevalece na “[...] Rússia um número maior de pesquisadores do que recursos financeiros para investimento no seu sistema de P&D”. Embora o cenário da China apresente números exorbitantes que parecem deixar o país em
uma situação mais confortável em relação aos demais parceiros BRICS, Lima (2012, p. 168) aponta desafios significativos na consolidação de um projeto chinês voltado para P&D. Segundo o autor:
Se tomarmos o número de pesquisadores por um milhão de habitantes, esta razão ainda mostra o longo caminho a percorrer da China, pois são apenas 746 por milhão, muito abaixo da média mundial de 1.081pesquisadores por milhão de habitantes (LIMA, 2012, p. 168).
A concentração regional dos investimentos em P&D no Brasil é apontada como um fator crítico para construção de um eficiente sistema nacional de P&D. Hollanders e Soete (2010, p. 2) afirmam que “No Brasil [...] 40% dos recursos voltados para P&D é gasto no estado de São Paulo” (2010, p. 2).
Na Índia há uma tendência de aumento da parcela do PIB para investimentos em P&D. Mas, esta disposição não ocorre por iniciativa governamental, mas advém do setor privado, com a instalação de multinacionais em território indiano. Naim (2010, p. 327) aponta que “O investimento privado em P&D na Índia representa 20% do total investido no segmento. Esta parcela tende a subir devido a um grande número de multinacionais mudarem as suas atividades de inovação e P&D para o país”.