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1. Introduksjon

1.3. Denne studiens plassering i litteraturen

De fato as TIC impõem uma mudança de comportamento dos docentes, que provocarão a necessidade de se alterar os padrões de ensino já fortemente enraizados na prática profissional.

Assim, este estudo centra-se nos professores que responderam a este avanço tecnológico, com a finalidade de perceber o seu comportamento e processos formativos face às TIC. Nesta lógica procedeu-se à verificação de fatores que se encontram aliados aos pressupostos de mudança:

• Utilização TIC; • Formação TIC; • Carreira docente.

Tendo em conta a questão central do estudo: “A formação em tecnologia da informação e comunicação influencia a utilização de objetos de aprendizagem digitais e programas educativos pelos professores em contexto educativo”, foram equacionados meios qualitativos e quantitativos, para se obter uma resposta consistente.

O primeiro impacto causado pela análise estatística deste estudo, confere-nos um cenário bastante animador, onde a esmagadora maioria que possui formação em TIC, considera-se utilizador das mesmas em sala de aula.

Quanto aos resultados quantitativos, verificamos que não existe uma associação estatisticamente significativa entre o tipo de uso (programas educativos ou objetos de aprendizagem digitais) e o tipo de formação (certificada ou não certificada). Conclui-se ainda que o uso das TIC continua a ser muito centrado nas ferramentas do Office, revelando-se que estas são utilizadas pelos professores para a construção dos seus objetos de aprendizagens digitais.

Quanto à funcionalidade das TIC em contexto de sala de aula, verificamos que estas são utilizadas essencialmente por dois motivos: o primeiro encontra-se relacionado com a capacidade que estas possuem em fornecer a mesma informação, em suportes diferentes (visual e auditiva), consistindo assim num excelente suporte à aprendizagem; e em segundo lugar as TIC são utilizadas pela sua capacidade de controlo sobre a sala de aula.

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No decorrer da análise das TIC como suporte à aprendizagem, constata-se que as áreas disciplinares do 3º ciclo e ensino secundário encontram-se associadas estatisticamente com o tipo de uso, verificando-se o contrário no 1º e 2º ciclo do ensino básico. Ainda dentro do domínio da sala e aula, verifica-se algumas preocupações da parte dos professores, pela dificuldade que os seus alunos apresentam em utilizar corretamente as ferramentas, bem como consideram insuficiente a sua capacidade de tratamento e análise de informação.

Já na área da docência e da formação, realizou-se um levantamento das competências TIC, com base nas competências mencionadas pelo Plano Tecnológico da Educação, verificando-se que os professores consideram possuir competências em:

• Elaborar documentos em formato digital; • Compreensão das vantagens TIC;

• Aceder, sistematizar e organizar a informação em formato digital; • Comunicação assíncrona e síncrona.

Realça-se ainda que esta última competência, que consiste comunicar de forma assíncrona e síncrona, é utilizada pelos professores entrevistados com os seus alunos (para esclarecimento de dúvidas; envio de trabalhos) sendo apontada como uma grande vantagem da utilização TIC.

Quanto às fases de Carreira Docente, tanto no ensino básico como no ensino secundário, os professores situam-se principalmente na fase de renovação/desencanto (igual ou superior a 23 anos de serviço), verificando que:

• O tipo de formação encontra-se associado à fase de carreira; • O tipo de uso TIC não se encontra associado à fase de carreira;

• Necessidade de investimento formativo, na fase da renovação/desencanto e na fase da diversificação.

Este último tópico foi analisado através das entrevistas tendo por base o suporte teórico que sustenta a caraterização destas fases de carreira. A fase de renovação/desencanto é caraterizada pelo possível reinvestimento na educação ou o docente poderá acusar cansaço, levando-o a manter as suas práticas inalteradas, sem qualquer investimento. Já a fase da diversificação, é marcada pela consolidação das práticas, onde o professor pondera o investimento futuro na sua profissão. Tendo em conta estas definições e as preocupações demonstradas pelos

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professores nas entrevistas, a área da supervisão pedagógica, através da análise do suporte teórico, poderá dominar estas representações evocando o poder da reflexão junto destes professores, nos momentos decisivos do seu desenvolvimento profissional.

Quanto as fatores inibidores do uso das TIC, também eles evocados por estes professores que são utilizadores, são referidos os seguintes:

• O nível organizacional das escolas; • Falta de meios tecnológicos;

• Formação disponibilizada é muito elementar.

No primeiro fator inibidor é referida uma constante preocupação no que toca à forma como a escola gere os próprios meio tecnológicos na disponibilização destes aos professores. Esta organização não se encontra adequada, o que leva os professores abdicarem da sua utilização, devido ao excesso “burocracia” aplicada pela escola na requisição destes materiais. Neste sentido refere-se a importância dos processos subjacentes à supervisão pedagógica que pelas suas características, trabalha não só os professores, como também a própria escola, no sentido de a reorganizar com o objetivo de melhorar toda a estrutura escolar.

Quanto ao fato destes professores considerarem a formação muito elementar, destaca-se os resultados obtidos pela análise estatística, onde é referido que o principal objetivo de procurarem formação consiste em “aperfeiçoar e melhorar competências adquiridas”, pelo que se deverá realizar previamente um diagnóstico de necessidades, no sentido de conhecer que competências os professores possuem ao nível das TIC.

É mencionada ainda a importância do trabalho colaborativo e dos processos de autoformação, que sustentam estes professores na sua prática diária. Professores entrevistados revelam que existe interesse da parte dos colegas não utilizadores em compreender as vantagens TIC, contudo ainda não se encontram numa fase emocional de aceitação que poderá levar ao uso das mesmas no seu ensino. Neste sentido, seria importante investir-se nestes professores, recorrendo novamente às potencialidades da supervisão pedagógica, tanto na importância de continuar a existir um processo reflexivo em torno da temática, como no posterior acompanhamento destes professores na prática, podendo-se inclusive recorrer à

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experimentação efetiva das potencialidade TIC nos processos de ensino- aprendizagem.

Em suma, para a concretização destes processos supervisivos, que evocam sobretudo uma continuidade dos processos formativos no terreno, será necessário conhecer, identificar e caraterizar algumas características que envolvem este fenómeno TIC.

Quanto ao papel da supervisão e a sua importância, esta deverá ser trabalhada à semelhança do que acontece na supervisão na formação inicial, onde o professor dotado de teoria precisa de um acompanhamento para a construção de práticas. Assim, com o conhecimento das lacunas existentes, e o conhecimento daquilo que o professor espera da formação e da utilização TIC, a supervisão na formação contínua deverá ser contemplada nos processos de formação, com a finalidade de definir em conjunto qual o verdadeiro papel do professor no ensino, com a introdução das TIC.

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